Biblioteca da Faculdade CDL

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O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Artigo: A loja do futuro em 10 pontos (Parte 1)



A Convenção Anual da National Retail Federation (NRF), que ocorre há 102 edições em Nova York, traz anualmente um balanço do varejo norte-americano e configura-se em oportunidade para repensar o negócio e consolidar tendências.

A edição de 2013 cristaliza a ideia de que os maiores desafios, ameaças e elementos de transformação do varejo estão na relação com o mundo digital. Internet, comércio eletrônico, mobilidade, smartphones, tablets e redes sociais entrelaçam-se e caracterizam-se como mídia, canais, fontes de informação, plataformas de interação e relacionamento.

No varejo dos EUA os canais digitais puxam crescimento de vendas das empresas e já camuflam o efeito de análise de variação em lojas comparáveis. As vendas via canais digitais chegam a representar 30%. Isto não é muito diferente no mercado brasileiro, onde empresas com operações maduras de comércio eletrônico já alcançam participações entre 10 e 20% do total das vendas nos canais digitais.

O comércio eletrônico nos EUA movimentou, segundo dados da Forrester, US$ 212 bilhões em 2012 e se aproxima de 8% do total do varejo no País. No Brasil o grau de maturidade é menor, mas as taxas de crescimento são maiores. Em 2012 as vendas via internet cresceram cerca de 30%, levando o comércio eletrônico a R$ 24 bilhões, o que representa perto de 3% do varejo. Nos EUA as vendas de Natal – que vão do Dia de Ação de Graças até 24 de dezembro – tiveram movimentação de US$ 1 bilhão online, marca histórica. Outro movimento importante foi o início da opção de entrega no mesmo dia da compra por parte da Amazon.com para algumas cidades americanas. Isto combate frontalmente um dos elementos de diferenciação da loja física, a gratificação instantânea.

A revolução móvel - os números do comércio móvel – ou seja, vendas realizadas via celulares e tablets – têm estimativas muito dispersas, com números variando entre US$ 2 e US$ 25 bilhões. De qualquer forma, nota-se aumento na influência do acesso móvel sobre o comércio eletrônico. Segundo dados do Google, o tráfego gerado por dispositivos móveis para sites de empresas varejistas americanas cresceu 67% na temporada de Natal de 2012 sobre o ano anterior. Outro dado relevante é que 55% dos usuários de celulares inteligentes – smartphones – fazem uso deles para comparar preços em lojas no mercado americano.
Redes sociais – a explosão das redes sociais já impacta hábitos de consumo. O compartilhamento de experiências, busca de aval e socialização de compras já é realidade. A próxima fronteira é a integração das redes sociais com as plataformas de comércio eletrônico para torná-las canais de vendas.

Showrooming – a disseminação de smartphones, tablets, conexões móveis e aplicativos para leitura de códigos de barra, QR ou reconhecimento de produtos por imagem, leva a internet junto com o cliente para dentro das lojas. Isto permite levantar informações e comparar preços de forma rápida, definindo compras e processando pedidos em lojas virtuais enquanto visitam as lojas físicas. Este fenômeno popularizou-se e gerou a difusão do processo de showrooming, o que sinaliza potenciais novos padrões de compra nos quais as lojas são usadas como show room para visualização e interação com produtos, que passam a ser comprados via canais digitais, motivados por preços mais baixos e conveniência.

Pesquisa do Google nos EUA detectou que 79% dos usuários de smartphones fazem uso deles em seus processos de compras. Estudo recentemente divulgado pelo Shop.org revelou que nos EUA 47% dos consumidores usaram celulares ou tablets para acessar informações de produtos enquanto compravam em lojas físicas. Estudo da IBM identificou que nos EUA 6% dos consumidores já podem ser considerados “showroomers”. Dentre eles, 48% vão para as lojas para ver produtos e 33% usa seus dispositivos móveis nas lojas.

As empresas de varejo precisam pensar multicanal, construir estratégias e modelos de negócios multicanais, desenhar estruturas organizacionais e plataformas de tecnologia multicanais, comunicar, relacionar-se e vender onde, como e quando o cliente quiser e de forma integrada. A loja precisa ser repensada para manter-se relevante. É possível apontar 10 pontos vitais que definem a loja do futuro: eficiente, fácil de comprar, informativa, socialmente responsável, “empoderada”, envolvente, com mais serviços, personaliza, competitiva e integrada ao mundo digital. Eles pontos serão detalhados nos artigos que seguirão.

Alberto Serrentino (aserrentino@gsmd.com.br), sócio-sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza

Artigo: A loja do futuro em 10 pontos (Parte 2)

1 -A loja mais eficiente
As estruturas de custos de operações de varejo físico e digital são muito distintas. Os pontos de vendas físicos sofrem pressão de custos imobiliários, de pessoal e depreciação de instalações físicas que em uma operação virtual não existem. Com isso, as lojas precisam tornar-se mais produtivas, eficientes e extrair o máximo valor e contribuição de cada metro quadrado existente.

No mercado americano, o crescimento da economia e do consumo gerou uma expansão excessiva de lojas, com formatos de grande superfície e ociosidade nos pontos de vendas. Adicionalmente, o desenvolvimento do varejo digital e de novas tecnologias permite racionalizar espaço de exposição e estoque nas lojas. Após a crise econômica de 2008/2009 diversas empresas vêm fechando lojas deficitárias ou pouco lucrativas, repensando seus formatos e buscando aumento de produtividade. A Best Buy foi durante muitos anos uma empresa referência em posicionamento, serviço, entendimento do consumidor, segmentação de mercado, integração de canais, incorporação de serviços e formato de loja. Nos últimos dois anos começou a enfrentar diversos problemas e dificuldade em manter desempenho de vendas positivo, sendo muito pressionada por operações de comércio eletrônico. A empresa está fechando lojas, investindo em formatos menores, ampliando o peso de serviços e mobilidade, expandindo a rede de lojas Best Buy Mobile, com sortimento focado e superfície pequena.

De outro lado, a varejista japonesa Fast Retailing, controladora da rede Uniqlo, possui lojas concebidas para serem montadas e operadas de maneira fácil e produtiva; sua linha de produtos é restrita em termos de modelos,oferecendo ampla variedade de cores, com diversos itens repetitivos.

2- A loja mais fácil
A busca por conveniência e praticidade será demanda crescente entre consumidores. A pressão do tempo e a alternativa conveniente dos canais digitais desafiam o varejo a repensar os formatos. O ponto de venda físico tem que ser intuitivo, com layouts, sinalização e comunicação que permitam ao shopper entender a oferta, encontrar produtos, ser estimulado e realizar compras com o menor esforço e desgaste possíveis. O uso de tecnologia também pode contribuir. Lojas como Uniqlo, Target e Duane Reade oferecem experiência de compra e inovação, porém de forma conveniente.

As lojas são claras, de fácil entendimento, bem distribuídas e sinalizadas. A Macy’s vem empreendendo esforço para repensar suas lojas nos aspectos físicos e integração de canais. Já é possível consultar produtos online antes de ir à loja, usar equipamentos de checagem de preços para verificar disponibilidade de tamanhos e cores; vendedores podem solicitar produtos do estoque, processar vendas e liberar clientes usando dispositivos móveis.

Tanto ela quanto a Walgreens disponibilizam aplicativos para que o cliente tenha os mapas das lojas e a distribuição de produtos. No caso da Macy’s, a ativação de serviço de localização do cliente possibilita sugerir rotas nas lojas e permitirá estimulá-lo com informações e ofertas quando estiver próximo a produtos que costuma adquirir.

Diversas redes de supermercados na Europa oferecem aparelho de self scanner, assistente pessoal de compras e self check out inclusive sem necessidade de releitura dos produtos.

3- A loja mais bem-informada e informativa
Consumidores gostam de visitar pontos de venda porque conhecem produtos, recebem informação e interagem com pessoas e produtos. Diversas redes de alimentos, como Fairway Market, Whole Foods e Wegmans vêm ampliando a oferta de comida pronta, estimulando a degustação de produtos, promovendo eventos temáticos nas lojas e ampliando o grau de comunicação e informação nos pontos de venda. No Whole Foods há informação sobre origem dos produtos e dos produtores, dados nutricionais e de sustentabilidade.

A Apple disponibiliza os Genius Bar para que clientes tirem dúvidas e aprendam a explorar melhor seus produtos; também oferece serviços de treinamento personalizados para usuários e pequenas empresas.

A possiblidade de visualizar preços e estoques usando aplicativos para aparelhos móveis e integração nos sistemas de lojas também amplia o grau de informação. Redes como Best Buy e Ann Taylor permitem às lojas visualizar disponibilidade de produtos para compra online ou reservar o produto a partir de outro, reduzindo perdas por ruptura e frustrações dos clientes.

A responsabilidade socioambiental é um poderoso elemento de conexão entre marcas, lojas e seus clientes. Empresas que valorizam colaboradores, integram-se e apoiam comunidades e empenham-se em ações voltadas à preservação do meio ambiente, alcançam resultados tangíveis.

Na The e Container Store há um forte sistema de valores e valorização de pessoas. A empresa acredita que um colaborador excepcional vale por três, e assim procura recrutar os melhores talentos, remunerá-los acima do mercado, investir em treinamento, delegar poder nos pontos de venda e realizar ações comunitárias a partir das lojas. A Whole Foods é uma empresa surgida de causas ligadas a alimentação saudável, preservação ambiental, respeito na relação com colaboradores, comunidades e fornecedores. Nas lojas é possível saber o impacto ambiental que diversos produtos perecíveis trazem para que o cliente faça escolhas conscientes. É possível selecionar produtos com base em poder nutricional e calórico e as lojas dispõem de recursos e dedicam tempo de suas equipes para ações comunitárias e ambientais no seu entorno.

A rede de lojas de departamentos Belk doa 2,5% de seu lucro antes de impostos para iniciativas comunitárias. Em uma delas, apoia um serviço móvel que leva exames de mamografia para mulheres que não dispõem de recursos para realizá-los.

A Warby Parker, empresa que desenvolve e distribui óculos online e está iniciando uma operação de lojas, constatou que mais de um bilhão de pessoas no mundo que precisariam usar óculos corretivos não têm acesso a eles.

Para cada par vendido eles doam um par para alguém que precisa, engajando os clientes na causa. Um aspecto relevante para motivar a responsabilidade socioambiental é que o grau de consciência e senso crítico cresce a cada nova geração. Na Geração Y já há preocupação, mas na chamada Geração Millenials – ou seja os novos futuros consumidores – é mais intenso e impactará a relação com o varejo.

4- A loja socialmente responsável
A responsabilidade socioambiental é um poderoso elemento de conexão entre marcas, lojas e seus clientes. Empresas que valorizam colaboradores, integram-se e apoiam comunidades e empenham-se em ações voltadas à preservação do meio ambiente, alcançam resultados tangíveis.

Na The Container Store há um forte sistema de valores e valorização de pessoas. A empresa acredita que um colaborador excepcional vale por três, e assim procura recrutar os melhores talentos, remunerá-los acima do mercado, investir em treinamento, delegar poder nos pontos de venda e realizar ações comunitárias a partir das lojas. A Whole Foods é uma empresa surgida de causas ligadas a alimentação saudável, preservação ambiental, respeito na relação com colaboradores, comunidades e fornecedores.

Nas lojas é possível saber o impacto ambiental que diversos produtos perecíveis trazem para que o cliente faça escolhas conscientes. É possível selecionar produtos com base em poder nutricional e calórico e as lojas dispõem de recursos e dedicam tempo de suas equipes para ações comunitárias e ambientais no seu entorno.

A rede de lojas de departamentos Belk doa 2,5% de seu lucro antes de impostos para iniciativas comunitárias. Em uma delas, apóia um serviço móvel que leva exames de mamografia para mulheres que não dispõem de recursos para realizá-los.
A Warby Parker, empresa que desenvolve e distribui óculos online e está iniciando uma operação de lojas, constatou que mais de um bilhão de pessoas no mundo que precisariam usar óculos corretivos não têm acesso a eles. Para cada par vendido eles doam um par para alguém que precisa, engajando os clientes na causa.

Um aspecto relevante para motivar a responsabilidade socioambiental é que o grau de consciência e senso crítico cresce a cada nova geração. Na Geração Y já há preocupação, mas na chamada Geração Millenials – ou seja os novos futuros consumidores – é mais intenso e impactará a relação com o varejo.

5- A loja "empoderada"
Pontos de venda físicos permitem interação entre pessoas. O desafioo para as lojas é lidar com consumidores mais informados, com poder e ferramentas que permitem consultar informações dentro do ponto de venda usando ferramentas digitais.

Tradicionais modelos de gestão de organizações de varejo buscaram ao longo do tempo a centralização e racionalização de funções mais estratégicas, deixando às lojas autonomia limitada e um foco mais operacional.

O racional é a natural busca por economias de escala e eficiência. Porém, observamos que diversas empresas têm buscado dar maior autonomia e poder para equipes de lojas, aproximando-as dos clientes. Na Apple, os atendentes conhecem profundamente os produtos, têm autonomia para resolver questões de trocas e reparos, acessam bancos de dados do cliente, fecham transações e tornam-se elo de confiança com a marca.

Zara e Uniqlo são empresas com reconhecida diferenciação na capacidade de gerenciar ciclos de produtos e cadeia de abastecimento em vestuário. A primeira é voltada para produtos com alto conteúdo e informação de moda, enquanto a segunda apóia-se em básicos com amplo uso de cores. Ambas, porém, delegam poder às lojas para orientarem e influuenciarem o sortimento, reposição e abastecimento de produtos, que são decodificados por sistemas que permitem otimizar mercadorias para cada mercado.

A Macy’s vem implantando há dois anos um ambicioso programa de integração nacional das áreas de compras, com criação de estruturas distritais que customizam o sortimento de cada grupo de lojas para a demanda do seu mercado local.

Em lojas com produtos comparáveis, a equiparação de preços torna-se um elemento constante de pressão. Para que lojas sejam “empoderadas” é preciso haver forte cultura e sistema de valores, treinamento, disponibilização de ferramentas e tecnologia, e modelos de gestão que equilibrem delegação com produtividade.

Os outros pontos serão detalhados no próximo artigo.
Alberto Serrentino (aserrentino@gsmd.com.br), sócio sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza.

Artigo: A loja do futuro em 10 pontos (Final)



A loja mais envolvente e estimulante

Consumidores não vão às lojas somente por necessidade. Pontos de venda têm o poder de reinventar e dar valor a produtos, gerar estímulos sensoriais, provocar emoção e promover experiências. Para que as pessoas continuem querendo comprar em lojas, elas terão que ser estimulantes e envolventes. Em segmentos ligados à moda, empresas como Uniqlo, Zara, JCrew, Abercrombie e Nike investem em instalações, iluminação, equipamentos e execução de produtos para que a loja estimule e emocione. Em redes de alimentos como Wegmans, Whole Foods, Publix e Fairway Market, a exploração, informação, degustação, qualidade do serviço e riqueza de sortimento fazem a experiência de compra ser diferenciada.

A inovação permite que empresas consigam reinventar produtos básicos e transformá-los em objetos de desejo. Uniqlo, Gap, Target, Crate & Barrel, Williams Sonoma, Nike, agregam valor a produtos básicos pelo cuidado com embalagens, cores, exposição, comunicação e a execução disso em loja.

Inovações permitem que surjam novos conceitos, como o da loja nova-iorquina Story. Ela foi concebida para vender produtos que gravitam em torno de temas que se renovam a cada ciclo de 6 a 8 semanas. Cada estória traz um sortimento praticamente novo, o que atrai a curiosidade dos clientes e estimula a compra por impulso. Os produtos são consignados e a loja já atrai patrocinadores que entendem que o ponto de venda permite realizar eventos e interação.

Segundo Rachel Shechtman, idealizadora da marca, eles medem experiências por metro quadrado em vez de vendas por metro quadrado, apesar da loja ser lucrativa. O modelo é similar ao da alemã Tchibo, que combina cafeterias com linhas tematizadas que se renovam constantemente e geram compras por impulso. Ou o modelo dos clubes de compras, dentre os quais a Costco é o maior operador, onde básicos são complementados por ofertas de linhas de alto valor agregado de marcas aspiracionais em ofertas relâmpago constantes. Histórias, oportunidades, impulso e emoção permitem agregar valor à loja física e mantê-la relevante.

7- A loja com mais serviços
O varejo será um negócio que irá além de compra e venda de produtos, para entregar soluções. Isto passa pela incorporação de serviços no modelo de negócios. De outro lado, serviços descomoditizam a oferta e agregam valor à loja física. Na Best Buy o negócio Geek Squad centraliza todos os serviços da loja – instalação, reparos, pós-venda de informática e extensão de garantia. O negócio tem dinâmica própria e já está sendo expandido para operações fora das lojas da Best Buy, inclusive dentro de lojas da Target. A Apple sempre teve nos serviços parte fundamental da oferta das lojas exclusivas da marca. Há treinamento, reparo, serviços segmentados para pequenas empresas e seguros, o que tornam a loja o ponto de referência na relação da marca com seus clientes.

A Walgreens, maior rede de drogarias nos EUA que também controla a marca Duane Reade, vem instalando clínicas em lojas, ampliando a oferta de alimentação pronta e de aplicação de vacinas. Em algumas lojas urbanas dispõe até de salão de beleza.

8- A loja que personaliza
A tecnologia digital permite realizar personalização de produtos, utilizando as lojas como elemento de interação. Isto agrega valor, gera experiência e possibilita criar conexões emocionais com os clientes. Nas lojas da Converse é possível customizar os tênis All Star, criando-os no ponto de venda com o apoio de vendedores. A Nike vem evoluindo seu modelo Nike ID, que além de customizações estéticas, permite mudanças na tecnologia do calçado, que serão fabricados nas mesmas plantas que produzem os modelos de linha, com prazos de entrega entre 3 e 5 semanas.

9- A loja mais competitiva
Consumidores não se importam com canais ou com diferentes estruturas de custos. Eles enxergam produtos, marcas, preços e pontos de venda e de_ nem suas escolhas em relação ao valor percebido para cada transação. Porém o efeito showrooming adiciona pressão às lojas físicas, que não podem escapar da inevitável comparação de preços.

A Best Buy assumiu uma política denominada 30/30/30. Garante 30 dias de proteção do preço do produto caso ocorram ofertas menores e estendeu o benefício para lojas virtuais – inclusive Amazon.com; também permite a substituição ou devolução de produtos em prazo de 30 dias; por fim, oferece assistência telefônica gratuita durante 30 dias para os produtos. As lojas físicas têm autonomia para acompanhar todas as ofertas do site da empresa. A Target também lançou campanha ousada no final de 2012 para seguir as ofertas de sites de grande porte. Lojas precisam ter uma melhor gestão de estoques, contar com visibilidade de outros pontos de venda e canais e flexibilidade para atender o cliente e converter vendas mesmo que não disponham dos produtos.

Buscar um maior controle sobre os produtos vendidos também é uma forma de preservar os canais. A Apple consegue focar sua operação de varejo em serviço, relacionamento e experiência e o fato de não ter que se preocupar com preços de produtos e equiparação de ofertas simplifica a gestão nas lojas. Lojas de departamento vêm buscando ampliar a penetração de marcas próprias e realizando acordos para ter exclusividade em linhas de terceiros, como forma de descomoditizar a operação. É o caso da Nordstrom com Top Shop, JC Penney com Joe Fresh e Macy’s com Mango.

De qualquer forma, as lojas físicas precisam dispor de um maior arsenal tecnológico, delegação e condições de manterem sua competitividade para não tornarem-se meros espaços de exibição de produtos.

10- A loja integrada ao mundo digital
O varejo omnichannel amplia e integra sinergicamente canais físicos e digitais para ampliar o alcance e relevância da marca na relação com seus clientes. A internet entra nas lojas – pelos clientes e pelas ferramentas disponibilizadas pelas empresas; as lojas conectam-se ao mundo digital.

A Ann Inc., empresa controladora das marcas Ann Taylor e Loft, já realiza cerca de 30% das vendas dos canais de lojas tradicionais (que excluem outlets) via internet. A empresa já integra todos os estoques dos vários pontos de venda, implantou quiosques em lojas para acessar sortimento e disponibilidade do e-commerce. Além disso, permite comprar online e retirar em lojas.

A Best Buy permite visualizar a disponibilidade de estoques em todas as lojas. O cliente pode comprar online e retirar em loja, pode reservar um produto em outra loja, solicitar transferência ou comprá-lo para entrega a domicílio.

A Nike vem avançando em sua parceria com a Apple e a incursão no mundo digital. Permite monitorar desempenho, compartilhar planilhas e resultados em redes sociais e criar efeito viral no uso de seus produtos.

Estudo da Deloitte apurou que o uso de internet dentro das lojas por meio de aparelhos móveis aumenta a taxa de conversão em 14%. Diversas lojas disponibilizam wifi gratuito e aplicativos que permitem comparar preços e localizar produtos.

A Macy’s começou a usar o excedente de estoque das lojas como base de entrega de compras via internet. Já há trezentas lojas integradas, que representam 10% dos pedidos do comércio eletrônico. Com isso, a empresa consegue usar os canais digitais para escoar excedente de estoques nas lojas físicas sem ter que remanejá-los. O Walmart já está estudando utilizar seus supercenters como parte da infraestrutura de entrega de pedidos de comércio eletrônico. A Tesco, rede inglesa que é o maior varejista de alimentos online no mundo, sempre utilizou as lojas como parte do modelo de entrega.

A iniciativa Magazine Você, pela qual o Magazine Luiza transforma clientes em agentes de venda por meio de lojas no Facebook conectadas com a plataforma de comércio eletrônico da empresa, já alcançou a marca de 55.000 lojas abertas.

A empresa americana CrossView realizou estudo em 2012 com varejistas multicanal, para avaliar o grau de maturidade deles em relação a práticas de integração de canais. Foram realizadas análises comparativas, segmentando os dez maiores. Neste caso, 80% permitem acessar disponibilidade de estoques do canal online em lojas; já 60% permitem verificar disponibilidade de estoques em lojas a partir de sites móveis e 70% permitem retirar em lojas pedidos realizados online.

Portanto, pensar a loja do futuro significa moldar a organização de varejo do futuro. Nela não haverá lojas físicas e virtuais, mas uma marca, com múltiplos pontos de contato, canais de comunicação, relacionamento e venda.

As lojas serão convenientes, interativas, envolventes, sustentáveis, agregarão mais serviços, terão maior autonomia e poder de decisão. E o jogo será definido pela capacidade de execução, dia a dia, em todas as lojas – físicas, digitais, móveis, ou o que vier pela frente.

Alberto Serrentino (aserrentino@gsmd.com.br), sócio sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza.

Oito dicas para abrir uma empresa


Especialistas orientam o empresário nas principais etapas para começar um novo negócio

Por Andressa Trindade


Começar um negócio de sucesso não é só encontrar um ramo de atuação, um nicho de mercado e o perfil certeiro de cliente. No processo de abertura da empresa em si, é preciso estar atento em todos os passos e detalhes mais técnicos desse processo, como o contrato social, a tributação e a escolha do imóvel. São questões importantes que, se mal resolvidas, podem atrapalhar os planos do empresário. Confira a seguir oito dicas de especialistas para enfrentar esses passos de maneira mais eficiente e segura. 

1. Confecção do contrato social 

Na abertura do negócio, o empresário deve atentar na confecção do contrato social, em que são relacionados aspectos práticos do funcionamento do negócio, como definição básica da empresa (nome, endereço e atividade), o capital social (valor ou bens investidos), a relação entre os sócios e a divisão dos lucros. 

Uma maneira de agilizar o registro do contrato social é procurar o sindicato da categoria da empresa e verificar se possui um posto avançado da junta comercial. Assim, o procedimento, que geralmente demora cinco dias para ser concluído, pode ficar pronto em 24 horas. 

De acordo com o contador Vicente Sevilha Júnior, autor do livro Assim Nasce Uma Empresa (editora Brasport, R$ 59), é importante ter certeza dos termos especificados no contrato social, porque mudanças de regras, ou seja, alterações contratuais, implicam refazer as inscrições federal, estadual e municipal e as licenças. As modificações, no caso das sociedades limitadas, só podem ser feitas se 75% do capital estiver de acordo. Erros formais, como grafias incorretas, são facilmente resolvidas com retificações no contrato. 

2. Escolha do melhor regime de tributação 

Na hora de abrir a empresa, o empreendedor deve estudar os três regimes de tributação existentes – Simples, lucro presumido e lucro real – e decidir qual deles é o mais indicado para o negócio. “No início das atividades, a tendência é usar o lucro presumido ou Simples. Como não há histórico, é difícil prever qual será margem de lucro efetiva. Se o negócio indica prejuízos consideráveis nos primeiros anos, o lucro real é o melhor negócio”, afirma Sevilha Júnior. 

No sistema do Simples, permitido para empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões, a cota de pagamento de imposto varia de acordo com a atividade e o porte da empresa e é crescente em relação ao faturamento – quanto mais a empresa fatura, maior é o valor desse tributo. As alíquotas variam de 4% a 27,9% do faturamento. 

3. Escolha do imóvel 

Ao instalar a estrutura física do negócio, o empresário deve escolher um local que seja adequado para o seu público-alvo. “Se as classes A e B são o foco do negócio, é interessante oferecer espaço para estacionamento; e se o perfil está nas classes C e D, o empreendedor deve procurar locais mais populares, com fácil acesso a transportes públicos”, exemplifica Sandra Fiorentini, consultora jurídica do Sebrae-SP. 

Em relação aos contratos de locação, a consultora observa que muitos empresários costumam alugar o imóvel comercial por um ano apenas. “Eles devem pensar se é por um ano que querem ter a empresa. Por isso é interessante procurar fazer o contrato com o prazo máximo, normalmente de cinco anos. Assim o empreendedor garante o direito de ficar naquele local por pelo menos esse período”, explica Fiorentini. 

Com esse contrato, o empresário também tem chances de ser beneficiado com a possibilidade de ação renovatória da locação, que permite mais cinco anos de aluguel, desde que o pedido seja feito até seis meses antes do término do contrato. Outros aspectos que necessitam atenção são negociação de carência para pagamento do aluguel e percentuais de reajuste – itens que podem causar conflito entre inquilino e proprietário. 

4. Registros do imóvel e licenças 

Antes de assinar um contrato de aluguel, é essencial verificar qual é a condição do Habite-se do imóvel (autorização da prefeitura para que ele possa ser habitado) e as regras de ocupação de solo (cada cidade define regras específicas em leis de zoneamento). Em algumas áreas, não é permitido funcionamento de atividades comerciais. Além disso, imóveis que têm declaração residencial não devem ser usados para fins comerciais. 

Quando a empresa já está legalmente constituída, com contrato social, CNPJ e inscrições, zoneamento e Habite-se regularizados, o empresário consegue o alvará de funcionamento. A emissão do documento é taxada pelas prefeituras, com valor aproximado de R$ 100. “Recomendo que a solicitação do alvará seja feita por um engenheiro, que é um profissional qualificado para avaliar zoneamento, Habite-se e condições do imóvel”, afirma Sevilha Júnior. 

Outras licenças também podem ser necessárias e dependem da atividade da empresa. Uma indústria, por exemplo, precisa de uma licença ambiental, que vai analisar a melhor maneira para cuidar dos resíduos gerados durante a produção. Em São Paulo, o documento é emitido pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). 



Como escolher o nome da sua empresa

Professor fala sobre quais aspectos merecem a atenção do empresário na hora de escolher o nome

Editado por Priscila Zuini, de 



Como escolher o nome da sua empresa?
Respondido por Frederico Mafra, especialista em marketing
A criação de um nome exige tempo e dedicação por parte do empreendedor. Trata-se de uma decisão fundamental, que pode ajudar ou não na construção da imagem e do posicionamento da empresa de forma diferenciada no mercado. Algumas dicas devem ser observadas, portanto, neste momento de definição do nome da empresa:
1. Invista tempo e dinheiro na criação da marca
Verifique a existência de outras marcas e ideias similares no mercado. Ainda na etapa de planejamento, a criação do nome e/ou da marca deve se basear no posicionamento de marketing da empresa.
2. A marca deve ser de fácil de lembrar
Nomes longos e difíceis de serem lembrados e escritos dificultam a assimilação da mensagem e a fixação da ideia principal da marca (posicionamento).
3. Não abuse de siglas
O uso de siglas para definição de um nome pode ser mais fácil de ser elaborado, mas é importante que elas signifiquem algo.
4. Não copie o concorrente
Além de acabar confundindo o cliente, a empresa pode, no pior dos casos, ser processada por outra empresa que se sentir imitada.
5. Evite nomes regionais
Podem, no primeiro caso, limitar o crescimento da marca em outras regiões com características diferentes da original. 
Frederico Mafra é especialista em marketing e professor de pós-graduação do Ibmec/MGEnvie suas dúvidas com a palavra marketing no assunto da mensagem para examecanalpme@abril.com.br
Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/dicas-de-especialista/noticias/como-escolher-o-nome-da-sua-empresa


6 formas de incentivar o diálogo na sua empresa


Veja como aumentar a participação da equipe no dia a dia do seu negócio.


Editado por Priscila Zuini, de 


Como incentivar o diálogo na sua empresa?
Respondido por Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas
Muitos empreendedores gostariam de estimular uma maior participação de seus funcionários na gestão do negócio, mas têm medo que com isso ouçam também críticas e reclamações.
Pessoas comprometidas, dedicadas e que querem contribuir dão muitas sugestões, participam intensamente do dia a dia da empresa e, claro, reclamam do que acham estar errado, dando chances de melhorias contínuas nos processos da empresa.
Pequenas empresas, que têm estruturas enxutas, dependem ainda mais desta participação efetiva de toda sua equipe. Portanto, uma tarefa essencial do gestor é assegurar a livre circulação de ideias por toda a companhia, já que as melhores contribuições surgem em ambientes participativos. Veja seis dicas para estimular a participação de seus funcionários.
1. Esteja disponível para ouvir: Líderes dispostos a ouvir sugestões estão sempre aprendendo algo novo, sem ter a obrigação de aceitar tudo que ouvem.
2. Valorize opiniões divergentes: Analise e debata as diferentes opiniões sobre um mesmo assunto. As pessoas se sentem valorizadas quando suas ideias e opiniões são debatidas, o que estimula uma participação mais intensa de todos.
3. Estimule sugestões de melhorias: Tenha um e-mail exclusivo para receber sugestões, além de uma reunião mensal para debater e implementar as melhores.
4. Premie as melhores sugestões: Faça concursos da melhor sugestão do trimestre, por exemplo, e premie através de pequenas quantias em dinheiro, um dia extra de folga ou treinamentos especiais aos ganhadores.
5. Aceite críticas: Críticas são muito bem vindas, quando melhoram os processos. Aceitar críticas construtivas faz parte do processo de aumento da confiança interna.
6. Dê o exemplo: Se você for um entusiasta da participação em debates, as pessoas aos poucos irão seguir o mesmo caminho.
Para ter sucesso duradouro a empresa precisa estimular a livre comunicação, já que um dos fatores que mais motivam as pessoas é dar-lhes a chance de utilizar seu potencial máximo de contribuição. 

terça-feira, 5 de março de 2013

Comércio eletrônico deve crescer 25% em 2013


O mercado do comércio eletrônico no Brasil está cada vez mais aquecido. No ano passado a área movimentou R$ 22 bilhões e o crescimento estimado para 2013 é de 25%. Os dados revelados pela consultora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Suely Mioto, apontam uma tendência de aumento do número de compras online que pode transformar o modo como as empresas encaram a internet. 

Apesar de muitas empresas migrarem para o e-commerce, a maioria delas ainda resiste em manter somente a loja física e não se arriscam em projetos de venda pela internet. Segundo dados do Sebrae, 52,9% das micro, pequenas e médias empresas brasileiras não possuem e-commerce.

Para Luís Felipe Cota, cofundador e diretor de Marketing da Goomark, agência de comunicação e marketing para pequenas e médias empresas (PMEs), este é um grande momento para as empresas investirem nas vendas pela internet. “O mercado está crescendo, já que a comodidade e segurança das compras feitas pela internet atraem um público cada vez maior. Para os empresários, a mudança de comportamento do consumidor representa uma oportunidade de fazer os negócios alavancarem”, avalia Cota.

É possível identificar que não somente o público reconhecido como A e B compra pela internet. Diferentes públicos têm buscado itens e assegurado um número de vendas cada vez maior nos e-commerces, já que 53% dos domicílios com computadores ligados à internet estão nas classes C,D e E. Isso sem falar do crescimento do número de dispositivos móveis como tablets e smartphones. Segundo relatório divulgado pela Cisco, o número de smartphones, tablets, laptops e telefones com conexão à internet ultrapassará R$ 7 bilhões em 2013 e, até 2017, estima-se cerca de 1,4 dispositivos por habitante.

Segundo Cota, o aumento da adoção de dispositivos móveis também é um dos responsáveis pelo aquecimento do setor. “As compras pela internet não são novidade no Brasil, mas o modo como é possível realizar a compra faz diferença. As adaptações de sites para esses dispositivos e o tipo de comunicação que chega ao usuário gera interesse. Desse modo, o usuário percebe os benefícios de fazer parte do grupo de consumidores daquela marca que investe em comunicação na rede, tal como pelo relacionamento com nas redes sociais da empresa, e compra em sites que apresentam ofertas exclusivas”, explica o diretor.


10 passos para você tomar coragem e empreender em 2013


Preparar-se bem é essencial para o sucesso do negócio

Por Renata Leal


O ano de 2012 está acabando e muita gente certamente tem um bichinho do empreendedorismo crescendo dentro de si. Se entre suas resoluções para o ano que vai começar estiver a meta de abrir um negócio, fique atento às dicas do professor Marcelo Nakagawa, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper. “O processo de abrir um negócio varia muito entre as empresas, mas pode levar de seis meses a um ano, dependendo do tipo de negócio”, afirma. Se seu negócio exigir um protótipo, por exemplo, prepare-se para um prazo mais próximo dos 12 meses. Se for virtual, pode tardar menos. Já imaginou que você pode começar a segunda metade do ano com seu próprio negócio? Veja, a seguir, as dicas de Marcelo Nakagawa. 

1. Misture-se a outros empreendedores. Há encontros de empreendedorismo em muitas cidades. Essas reuniões são essenciais tanto para quem já tem um negócio quanto para os que procuram inspiração para abrir uma empresa. É nelas que você poderá encontrar sócios, parceiros e clientes, além de ouvir histórias de sucesso e fracassos – essenciais para quem está no começo. 

2. Aprenda a planejar o negócio. Para fazer isso, há duas formas principais, uma para negócios tradicionais (offline) e outra para os digitais. Se sua empresa oferece um produto ou serviço que já existe, comece traçando um plano de negócios. Com ele tudo ficará mais claro. Se o negócio for virtual, será preciso iniciar por uma forma simplificada do que você pretende oferecer. Assim será possível sentir o mercado e planejar, testando diretamente o protótipo (ou a fase beta do negócio). Dessa forma mais interativa também será possível receber mais retorno de clientes e usuários do produto ou serviço. 

3. Busque o sócio ideal. Normalmente, toda empresa tem pessoas com duas competências: fazer e vender. Antes de abrir um negócio, tenha claro se você é do time dos que fazem ou dos que vendem. Idealmente, toda empresa tem pelo menos dois sócios, cada um com sua característica principal. Dividir as tarefas é importante para fazer o negócio engrenar. Se você acumular as duas funções, sua vida pessoal irá se tornar um caos, especialmente se você usar o dia para vender a ideia e a noite para realizá-la. Encontre pessoas com capacidades complementares às suas. O início do processo de empreender é estafante e requer muita dedicação. 

4. Tente (pelo menos!) fazer uma previsão do fluxo de caixa do negócio. De quanto você vai precisar para abrir o negócio? Depois de quanto tempo o caixa deverá se tornar positivo? Isso é essencial para se planejar financeiramente, especialmente se você tiver muitas contas para pagar e for o principal suporte financeiro da família. Esteja preparado para enfrentar as dificuldades iniciais e não desistir facilmente de uma boa ideia por precisar voltar a ter um salário. Se seu perfil for o de uma pessoa que só consegue ter sossego com um bom saldo na conta bancária, aumente a poupança enquanto tiver um salário fixo, por exemplo, para se sentir mais seguro depois. 

5. Seu preparo psicológico poderá ser até mais importante que o planejamento estratégico. Ele varia muito de pessoa para pessoa, mas fique atento a pontos essenciais, como a dependência do trabalho em grupo, a estabilidade financeira, o peso da vida pessoal etc. É essencial buscar pelo menos um ou dois mentores e fazer reuniões a cada dois ou três meses para conversar sobre como vai a vida empreendedora e também a pessoal. Na ânsia de fazer o negócio se tornar realidade, muitos empreendedores abrem mão de suas vidas pessoais. Os mentores podem ajudá-lo a permanecer com os pés no chão e balancear as necessidades do negócio e de sua vida fora dele. 

No futuro, os mentores poderão integrar o conselho de orientação e/ou administração da empresa. Ao escolher esses conselheiros, considere três perfis diferentes. O primeiro pode ser alguém que entenda de gestão. Vale chamar um amigo que trabalhe numa grande empresa e que seja capaz de traduzir técnicas de gestão usadas no dia a dia para uma pequena empresa. Outro mentor pode ser um estudioso de negócios, que traga ideias novas. Vale um professor e até um estudante de administração de empresas. O terceiro mentor pode ser um cliente que é amigo e possa criticar seu negócio do ponto de vista do consumidor. Além de ajudar a empresa a se tornar mais sólida, os conselheiros são importantes para torná-la mais profissional. É para eles que você deverá apresentar seus resultados, por exemplo. 

6. Divida seu tempo. Antes de começar o negócio, sente com sua família e tenha uma conversa franca. Prepare-se (e prepare-os) para o período até o ponto de equilíbrio da empresa (quando ela sai do vermelho e começa a pelo menos não dar prejuízo). Tenha claro que essa fase será de muito trabalho (sabe aquela história de 100% transpiração? É bem por aí!) e que você terá pouco tempo para se dedicar à família e aos amigos. Toda essa preparação faz parte do investimento emocional de empreender. Depois que o negócio andar com as próprias pernas, equilibre suas vidas pessoal e profissional. Empreendedor também precisa ter descanso, tirar férias... Use a sazonalidade do negócio, por exemplo, para tirar dias de folga, viajar com a família e relaxar. 

7. Interaja com seu mercado consumidor. Isso é essencial sempre, mas especialmente nos primeiros seis meses, durante a elaboração do seu plano de negócios ou do protótipo de seu produto. Vá a feiras e eventos voltados ao seu público, converse com as pessoas, mostre seu projeto. 

8. Contrate bons profissionais. Uma das principais dores de cabeça dos empreendedores está na contratação de uma empresa de contabilidade. Para evitar problemas, converse com outros empreendedores e conheça pelo menos cinco clientes do contador que pretende contratar antes de fechar o contrato. Seu contador precisa ser “invisível” na empresa. Se a presença dele for muito frequente, será um sinal de que algo vai mal. 

9. Esteja ao lado da lei. Tirar alvarás de funcionamento, autorizações e outros documentos públicos requer tempo. Em geral, demora-se bastante para acertar todos os detalhes do negócio. Fique atento ao período também. Uma época eleitoral ou pós-eleitoral, por exemplo, pode atrasar ainda mais a obtenção de documentos, pois geralmente há mudanças nos cargos de confiança municipais e estaduais. O planejamento legal do seu negócio precisa ocorrer em paralelo com as outras diretrizes do negócio. Não deixe para depois. 

10. Busque inspiração constante. Se você quer ser empreendedor, precisa gostar de negócios. Busque informações sobre grandes empresas e empreendedores que você admira. Vá a feiras e congressos nacionais e internacionais, leia sobre o assunto. A inspiração pode vir até da concorrência, mas não apenas dela. Procure referências em áreas diferentes da sua. Os donos do Starbucks, por exemplo, se espelharam no design da Apple, na inovação da Nike, na logística da Zara, na experiência de ambientes da Walt Disney Company. Aprendendo com os exemplos de outros, você certamente se sentirá mais motivado.


Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI326610-17180,00-PASSOS+PARA+VOCE+TOMAR+CORAGEM+E+EMPREENDER+EM.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

Doação de clássicos da literatura brasileira

A Biblioteca recebeu doação de livros editados pela Fundação Demócrito Rocha, do Jornal O Povo, por intermédio da ex-aluna da Faculdade CDL, Elandia Farias de Sales.

Confira abaixo quais títulos foram doados:
  • Dona Guidinha do Poço. Autor: Manoel de Oliveira Paiva.
  • Helena. Autor: Machado de Assis.
  • O Sertões- A Luta (3° parte. Autor: Euclides da Cunha.
  • Luciola. Autor: José de Alencar.
  • Memórias de um Sargento de Milícias. Autor: Manoel de Antônio de Almeida.
  • A Luneta Mágica. Autor: Joaquim Manuel de Macedo.



Os livros já estão disponíveis para empréstimo.
Aguardamos a sua visita!


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