Biblioteca da Faculdade CDL

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terça-feira, 7 de março de 2017

Como os M&Ms foram usados para detectar erros de logística em show de rock

Por José Zulmar Lopes

Para os roqueiros jurássicos como eu, sabem que em meados da década de 1980, o Van Halen arrastava multidões a seus shows, não só pela qualidade de canções como dance the night away e Jump mas também pela sua caprichada produção. Atuavam também como uma empresa em razão da gestão com que a banda geria seus negócios, em uma época com tecnologia inferior a de hoje. Um bom planejamento logístico era crucial para que tudo desse certo nos shows. Fazer pedidos extravagantes para os produtores de show, é coisa mais do que habitual no cenário musical, mas a banda usou um artifício bastante interessante e inteligente nas cláusulas do seu contrato. 

E o que os doces M&MS tinham a ver com isto?

Você verá seguir, como um planejamento logístico pode furar no descuido com detalhes.

Nas mais de cem apresentações realizadas em 1984, por exemplo, os equipamentos lotavam nove caminhões, além de exigir uma intrincada instalação elétrica, cujos detalhes eram esmiuçados em um complicadíssimo contrato de prestação de serviços.

Não bastasse isso, David Lee Roth, o vocalista da banda neste período áureo, era conhecido por suas excentricidades, tanto no palco, quanto fora dele. Uma delas, por exemplo, era exigir no camarim uma grande tigela cheia de M&Ms de todas as cores, exceto os marrons!

A cláusula 126 do contrato dizia algo como: “Não haverá M&Ms marrons nos bastidores, sob pena de cancelamento do show, com pagamento integral dos cachês”. O mistério daquilo que ajudou a criar a imagem de prima donna do showbiz que sempre acompanhou Lee Roth, é desvendado no livro Gente que Resolve (Saraiva, 2014), dos irmãos Chip e Dan Heath.


Lee Roth estava longe de parecer uma diva caprichosa. Ele era, isso sim, um gênio de planejamento e execução. A cláusula que bania os M&Ms marrons estava escondida entre centenas de outras especificações técnicas, determinando como a fiação deveria ser instalada de forma a suportar, com segurança, a enorme quantidade de luzes e efeitos, daquele que era o mais elaborado show da época.

Então, assim que chegava ao local do show, ele ia direto checar os M&Ms e, caso encontrasse algum marrom, concluía imediatamente que os organizadores não haviam lido o contrato e que, portanto, as instalações não haviam sido feitas conforme solicitado.

O livro dos irmãos Heath, cujo tema é a Tomada de Decisão, explica que uma das maiores dificuldades nestes processos é identificar os momentos nos quais decisões precisam ser tomadas.

Algumas destas decisões envolvem riscos altos demais para serem negligenciadas.

E como estava diretamente exposto a estes riscos, Lee Roth não queria ignorá-los, ao mesmo tempo em que não podia se dar ao luxo de rever pessoalmente cada detalhe.

Ele criou, então, seu peculiar sistema de alarme, capaz de detectar qualquer chance possível de desvio, sem que precisasse revirar palheiros inteiros em busca de uma agulha – que ninguém sabia se estava lá.

Será que esta criativa solução também não pode resolver algum problema que está tirando o seu sono?

Como você consegue criar um sistema de avisos que traz a resposta até você, sem que você precise se preocupar?

Pense nisto!

Sobre o autor: Diretor-Gerente Financeiro Administrativo|Midia Digital Conteúdo| Engenharia Civil Eólica| Proprietário RGL Consulting.
Fonte: Linkedin

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

[E-BOOK] Planejamento estratégico digital

Quer saber como fazer com que sua empresa se destaque no meio digital? Este e-book irá lhe auxiliar para não ser apenas mais um negócio na imensidão de informações disponíveis na Web. Dividido em seis capítulos, começando pela conceituação de planejamento estratégico digital, passando pela questão do conhecer seu negócio e estratégias para se destacar, assim como ferramentas para analise de resultados.




O conteúdo do e-book foi produzido pela Humantech, que atua na área de Gestão do Conhecimento, para a transformação das informações e dados em conteúdo relevante.


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Veja aqui outros e-books que já foram disponibilizados:
1° 5 passos básicos para organizar seu departamento pessoal

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Como fazer escolhas inteligentes em tempos de incerteza






Por Priscila Zuini - 20/02/2016

Gustavo Cerbasi, durante palestra da Feira do Empreendedor SP (Foto: PEG)N)
O Brasil não está em crise. Está em uma nova realidade. Partindo desta premissa, Gustavo Cerbasi, especialista em finanças, falou a mais de 700 empreendedores durante uma palestra na tarde de sábado na Feira do Empreendedor SP 2016.
O evento, organizado pelo Sebrae-SP, ocorre no Anhembi, zona norte de São Paulo, até dia 23. “Tínhamos crédito mundo afora e não temos mais. Vivemos queda nas vendas, no consumo e nos negócios. Não posso dizer que isso mudará no curto prazo”, diz.
Para ele, o país está mais pobre e racional. “O que não pode acontecer é quem tem negócio acreditar que terá uma onda de recuperação”, diz. A hora, segundo o especialista, é de mudar. “É um momento de adotar estratégias diferentes do passado. O papel de todo planejador é desenhar estratégia para se desenvolver em novos cenários”, afirma.
1. Pense na viabilidade

O primeiro passo para tomar decisões mais inteligentes é avaliar a viabilidade de todas as futuras ações. É comum que na hora de começar um negócio os empreendedores tomem atitudes racionais, mas, ao longo do tempo, a emoção fale mais alto. “É natural que o reconhecimento mais emocional tome lugar. Mas toda decisão da empresa devia levar em conta a capacidade de geração de mais caixa. O empreendedor precisa aprender a fazer análise de investimentos.” É fazendo investimentos que a empresa consegue ter uma empresa sempre maior e garantir retornos mais rentáveis no futuro.

2. Esteja pronto para imprevistos

Ter um orçamento flexível é essencial para não se endividar quando acontece um imprevisto. Cerbasi explica que quando os gastos fixos são mais flexíveis o empreendedor não fica refém dos empréstimos. “Na hora do imprevisto, um valor que não cabia no orçamento vira dívida. Se o empreendedor está com as contas muito enxutas, a dívida vai se acumulando e somando juros em cima de juros, o que leva a empresa ao chamado efeito bola de neve”, diz.


Se o orçamento permite deixar de gastar com algum item, como lazer, a dívida é quitada com mais facilidade. “Isso é resiliência, é conseguir se adaptar melhor. Assim, o desequilíbrio dura só um mês e depois ele consegue se restabelecer”, afirma. Em períodos de incerteza, flexibilidade é ainda mais importante. “Quem consegue vislumbrar seu negócio daqui dois ou três anos? Estamos vivendo um típico de cenário em turbulências. Como corrigir? Tendo menos gastos fixos.”

3. Entenda a diferença de empréstimo e financiamento

Este é um erro comum entre os empreendedores. Sem entender a diferença entre empréstimo e financiamento, eles acabam adquirindo dívidas muito mais pesadas. “Quanto mais alta a taxa de juros, mais importante saber diferenciar financiamento e empréstimo”, diz Cerbasi.


Financiamento é usado para comprar um bem ou pagar um projeto, como um imóvel ou um novo maquinário. Costuma envolver muita burocracia, mas tem taxas mais baixas. Já os empréstimos são fáceis de conseguir e costumam ser usados para pagar contas. As taxas de juros, por outro lado, são bastante altas.


Cerbasi ensina que os empreendedores devem negociar crédito quando não precisam de empréstimo. Quando tudo está bem você negocia uma redução na taxa de juros ou a ampliação na linha de crédito. “Por isso, quando você menos precisa do banco, vá ao banco conversar com o gerente. Quando as contas apertarem, você vai ter taxas e linhas melhores liberadas. Ainda falta aos brasileiros essa capacidade de negociar crédito.”


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