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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dez tendências tecnológicas estratégicas para 2018, segundo o Gartner

Inteligência Artificial, Realidades Virtual e Aumentada, além de tecnologias relacionadas com Internet das Coisas são avanços para manter permanentemente no radar

Da Redação
Publicada em 09 de outubro de 2017 às 12h54

O Simpósio do Gartner/ITxpo 2017, realizado na semana passada em Orlando, nos Estados Unidos, serviu de palco para o anúncio das principais tendências tecnológicas estratégicas que poderão afetar a maioria das organizações em 2018. 

Uma “tendência tecnológica estratégica” é algo que tem um potencial disruptivo elevado e que está começando a sair do estado emergente ou algo que apresenta uma evolução de crescimento acelerada com um nível elevado de volatilidade e que deverá atingir um pico durante os próximos cinco anos, explicam os analistas da consultoria.

“As 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas fundamentalmente com o ecossistema de Inteligência Digital. IA estará na base de todos os negócios digitais”, diz David Cearley, vice-presidente, analista e parceiro do Gartner. “Os líderes de TI têm de ter em conta estas tendências tecnológicas nas suas estratégias de inovação ou correm o risco de perder terreno para aqueles que o fizerem”, afirma o executivo.

As primeiras tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas com a Inteligência Artificial e a aprendizagem automática e o modo como estão se infiltrando em praticamente tudo, representando uma área de concorrência forte para os fabricantes de tecnologia nos próximos cinco anos. As quatro tendências seguintes focam-se na mistura entre os mundos digitais e físicos para criação de um ambiente imersivo e digitalmente enriquecido. Finalmente, as três últimas dizem respeito à exploração das relações entre pessoas e empresas, dispositivos, conteúdos e serviços para disponibilizar negócios digitais.

1 - Alicerces da IA

Criar sistemas que aprendem, adaptam-se e agem potencialmente de forma autônoma será um dos principais campos de batalha para os fabricantes de tecnologia, até pelo menos 2020. A capacidade de utilizar a IA para melhorar a tomada de decisões, reinventar modelos e ecossistemas de negócio e melhorar a experiência do consumidor vai começar a compensar as iniciativas digitais até 2025.

“As técnicas de IA estão evoluindo rapidamente e as organizações vão precisar investir significativamente em competências, processos e ferramentas para poder explorar essas técnicas com sucesso e construir sistemas melhorados de IA”, diz Cearley. “As áreas de investimento podem incluir a preparação e integração de dados, algoritmos e seleção de metodologias de criação e treinamento de modelos. Múltiplas disciplinas, incluindo Ciência de Dados, programação e gestão do negócio vão precisar de trabalhar juntas, em harmonia.”

2 - Aplicações e análise inteligentes

Durante os próximos anos, virtualmente todas as aplicações, fixas ou móveis, além dos serviços, vão incorporar algum tipo de Inteligência Artificial. Algumas das apps não poderão existir sem a IA e o Machine Learning. Outras serão utilizadores discretos de IA, atuando nos bastidores.

As apps inteligentes criarão uma nova camada intermediária de inteligência entre as pessoas e os sistemas e terão o potencial de transformar a natureza do trabalho e a estrutura do local de trabalho.

“Explorar as apps inteligentes é uma forma de aumentar a capacidade humana e não apenas uma forma de substituir as pessoas”, diz Cearley. “A ‘analítica aumentada’ é uma área de crescimento particularmente estratégica, que começará a tirar partido do Machine Learning para automatizar a preparação de dados, a descoberta de visões aprofundadas e o compartilhamento das mesmas com um maior número de usuários de negócio, trabalhadores operacionais e cientistas de dados.

A IA constitui o próximo grande desafio em um vasto conjunto de segmentos de software e serviços, incluindo temas da gestão do negócio (como os ERPs). Os fornecedores de software e serviços em pacote devem delinear a forma como vão utilizar a IA para acrescentar valor de negócio em novas versões na forma de análise avançada, processos inteligentes e experiência avançada do usuário.

3 - Coisas “inteligentes”

As coisas inteligentes são objetos físicos, mas que vão além da execução de modelos de programação rígidos, e tiram partido da IA para suportar os seus funcionamentos avançados e interagir mais naturalmente com sistemas e pessoas. A IA está contribuindo para o desenvolvimento de novas coisas inteligentes (automóveis autônomos, robôs ou drones) e para melhorar as capacidades de coisas que já existem (tal como a Internet das Coisas ligou o consumidor aos sistemas fabris). 

Atualmente, a utilização de veículos autônomos em ambientes controlados (agricultura ou mineração) é uma área de crescimento acelerado das coisas inteligentes. Até 2022, iremos provavelmente ver exemplos de veículos autônomos em estradas bem delimitadas e controladas, mas a utilização generalizada irá, incialmente, obrigar a ter alguém no lugar do condutor em caso de falha inesperada da tecnologia”, considera Cearley. “Pelo menos nos próximos cinco anos, antecipamos o domínio de cenários semi-autônomos, híbridos, que obrigarão a ter um condutor humano. Durante este período, os fabricantes vão continuar a testar a tecnologia, ao mesmo tempo que as matérias não-tecnológicas, como as questões legais e de aceitação cultural, vão sendo acauteladas”.

4 - Gêmeo digital 

O gêmeo digital diz respeito à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. No contexto da internet das Coisas, os gêmeos digitais são particularmente promissores nos próximos três a cinco anos.

Estes gêmeos digitais estão interligados com as suas partes no mundo real e são utilizados para compreender o estado das coisas ou dos sistemas, dar respostas a mudanças, melhorar operações e adicionar valor. 

Em um primeiro momento, as organizações vão implementar gêmeos digitais e, gradualmente, fazê-los evoluir, melhorando a capacidade de coletar e visualizar os dados corretos, aplicar as regras e análises corretas e dar respostas eficazes aos objetivos do negócio.

“Com o tempo, as representações digitais de, virtualmente, todos os aspectos do nosso mundo, estarão dinamicamente conectados com a sua versão no mundo real, e uma com a outra, e terão capacidades de IA integradas para permitir simulações, operações e análises avançadas”, explica Cearley. “Quem planeja as cidades, os ‘marketeers’ digitais, os profissionais de saúde e os gestores industriais vão beneficiar desta mudança de longo prazo rumo à integração ptoporcionada pelos gêmeos digitais”.

5 - Da Cloud às extremidades

A Edge Computing descreve uma tipologia de computação em que o processamento da informação, a coleta e a distribuição de conteúdos estarão próximas das fontes de informação. Os desafios de conectividade e latência, constrangimentos de largura de banda e funcionalidades de maior dimensão estão inseridas nas extremidades dos modelos distribuídos.

As empresas devem começar a usar normas de design para suportar a computação nos extremos das redes, nos seus modelos para a arquitetura de infraestrutura, especialmente aquelas com uma quantidade significativa de elementos de IoT.

Apesar de muitos olharem para a Cloud e a Edge Computing como abordagens concorrentes, elas são complementares. A Cloud envolve um estilo de computação em que as capacidades tecnológicas escaláveis e elásticas são disponibilizadas como serviços e que não obriga necessariamente a um modelo centralizado.

“Quando utilizados como conceitos complementares, a cloud pode ser o tipo de computação utilizado para criar um modelo orientado para o serviço e uma estrutura de coordenação e controle centralizadas, com a Edge sendo utilizada em um modo de entrega para execução de processos distribuídos e desconectados, em determinados aspectos, do serviço cloud”, assinala Cearley.

6 - Plataformas de conversação

As plataformas de conversação vão levar à próxima mudança de paradigma na forma como as pessoas interagem com o mundo digital. A responsabilidade de traduzir intenções passa do usuário para o computador.

A plataforma recebe a questão ou o comando do usuário e responde executando algumas funções, apresentando algum conteúdo ou pedido informações adicionais. Ao longo dos próximos anos, as interfaces de conversação bem desenhadas vão tornar-se um dos principais objetivos na produção de aplicações, para melhorar a interacção com os usuários e serão distribuídas através de hardware dedicado, funcionalidades “core” nos sistemas operacionais, plataformas e aplicações.

“As plataformas conversação atingiram um ponto de inflexão em matéria de compreensão da linguagem e intenções básicas dos usuários, mas ainda é pouco”, diz Cearley. “O desafio que as plataformas de conversação enfrentam está relacionado com o fato de os usuários terem de se comunicar de forma muito estruturada. O que é, muitas vezes, uma experiência frustrante. O principal diferencial das plataformas será a robustez dos seus modelos de conversação e da interface da aplicação e modelos de eventos utilizados para acessar, invocar e orquestrar serviços de terceiros para disponibilizar resultados complexos”.


7 - Experiência imersiva

Enquanto as interfaces conversação estão mudando a forma como as pessoas controlam o mundo digital, as Realidades Virtual, Aumentada e Misturada (ou Combinada, segundo a Intel) estão mudando a forma como as pessoas entendem e interagem com o mundo digital. Os mercados de Realidade Virtual (RV) e Aumentada (RA) são ainda nascentes e fragmentados.

O interesse é elevado, o que resulta em muitas novidades na área de aplicações de RV que se traduzem em um valor de negócio relativamente baixo, exceto nos sistemas de entretenimento avançado, como o dos videogames e vídeos de 360º. Para conseguir lucros tangíveis reais, as empresas devem examinar cenários específicos da vida real em que a RV e a RA podem ser aplicadas para tornar os empregados mais produtivos e melhorar os processos de desenho, formação e visualização.

A Realidade Misturada, por sua vez, como tipo de imersão que funde e alarga as funcionalidades técnicas da RA e da RV, está ganhando terreno, melhorando a forma como as pessoas vêem e interagem com o seu mundo. A Realidade Misturada é abrangente e tira partido de dispositivos como capacetes e óculos, mas também de aplicações de RA em smartphones e tablets e ainda sensores de ambiente.

A Realidade Misturada pode abranger tudo o que diz respeito à percepção e interação das pessoas com o mundo digital.

8 - Blockchain

A tecnologia de Blockchain está evoluindo de uma infraestrutura de criptomoeda para uma plataforma de transformação digital. É um afastamento radical das atuais transacções centralizadas e sistemas para guardar registos e pode servir de base para negócios digitais disruptivos, tanto para empresas estabelecidas como para startups. 

Embora a promoção exacerbada que envolve a Blockchain tenha sido originalmente focada na indústria de serviços financeiros, a tecnologia pode ter muitas aplicações potenciais, incluindo na Administração Pública, Saúde, indústria fabril , distribuição de mídia, verificação de identidades, registo de títulos e cadeias de abastecimento. 

Apesar de ser uma promessa de longo prazo e de as tecnologias associadas serem ainda imaturas, O Blockchain será uma realidade nos próximos dois a três anos, e irá, sem dúvida, criar disrupção, diz o Gartner.

9 - Foco nos eventos

Central nos negócios digitais é a ideia de que as empresas estão sempre prontas explorar novos momentos. Os eventos de negócio podem ser qualquer coisa assinalada digitalmente, e que refletem mudança de estado. Por exemplo, a conclusão de uma ordem de compra.

Com o uso de corretores de eventos, IoT, Cloud Computing, Blockchain, gestão de dados in-memory e Inteligência Artificial, os eventos podem ser detectados mais rapidamente e analisados com mais detalhe. Mas a tecnologia por si só, sem mudança cultural e na liderança, não consegue entregar a totalidade do valor do modelo focado em eventos.

Os negócios digitais criam a necessidade de uma mudança nos líderes de TI, responsáveis por planejamento, e nos arquitetos, que têm de envolver-se no pensamento por evento.

10 - Adaptação continua do risco e da confiança

Para fazer avançar, em segurança, iniciativas de negócio digital em um mundo de ataques avançados e direcionados, os líderes de segurança e gestão de risco devem adotar uma abordagem de avaliação contínua de risco e confiança (Continuous adaptive risk and trust assessment – CARTA) que permite a tomada de decisões baseadas na confiança e no risco em tempo real com respostas adaptadas. As infraestruturas de segurança têm de se adaptar em qualquer lugar para tirar partido da oportunidade – e gerir os riscos – que advém da disponibilização de segurança que se move à velocidade do negócio digital.

Como parte da abordagem CARTA, as organizações têm de ultrapassar as barreiras que existem entre as equipes de segurança e as de aplicações, através, por exemplo, de processos e ferramentas de DevOps, que mitigam as barreiras entre o desenvolvimento e as operações. Os arquitetos de segurança de informação devem integrar os testes de segurança em múltiplos pontos nos fluxos de trabalho DevOps, de forma colaborativa, de modo transparente para os programadores e que preserve o trabalho de equipe, a agilidade e velocidade das DevOps e agilize os ambientes de desenvolvimento, disponibilizando “DevSecOps”.

A CARTA também pode ser aplicada nos processos de execução com abordagens como tecnologias de ilusão. Avanços em tecnologias como as de virtualização e de redes definidas por software tornaram mais fácil a implantação, gestão e monitoração de “honeypots” adaptativos, o componente básico de mecanismos baseados em rede, para iludir atacantes.

Fonte: Cio

terça-feira, 18 de abril de 2017

Que líder você precisa para comandar a transformação digital do seu negócio?


Neste período que tenho passado aqui no MIT, venho refletindo sobre como as profundas transformações trazidas pelo desenvolvimento da indústria de software irão demandar cada vez mais o nascimento de uma nova geração de líderes com habilidades para cruzar a ponte entre a revolução industrial e a revolução digital.
Se na revolução industrial o líder era avaliado pela sua capacidade de inventar e ter visão para comandar numa hierarquia top-down; na revolução digital, já emergente em frenética velocidade, o líder que encara o desafio de comandar um negócio sustentado pela contínua transformação deve reunir habilidades para uma gestão bottom-up, associando sensemaking e relacionamento para engajar talentos, compartilhar conhecimento, analisar e interpretar dados que permitam o despertar da inovação de qualquer departamento da organização.
Há alguns dias cumpri uma excitante agenda de visitas no Vale do Silício a empresas que tem grande foco na Digital Transformation, o que me levou a pensar no tema deste artigo – qual o perfil do líder que as empresas precisam para comandar a transformação digital?
A General Electric fez parte do roteiro e nem precisa dizer o quão impactante é desvendar, ainda que por poucas horas, o universo de uma companhia que atravessou mais de um século sem perder o compasso da inovação e a liderança de mercado.
Apenas para uma rápida contextualização histórica, a GE foi fundada em 1878 por Thomas Alva Edison (sim, ele, o inventor da lâmpada incandescente elétrica, o primeiro produto da empresa), com a razão social Edison Electric Light Company. Em 1892, a JP Morgan, que já era dona da empresa, fez uma fusão com a Thomson-Houston Company e a batizou de General Electric Company.
Como a GE, que nasceu no século XIX, consegue se manter inovadora?
Meu grupo foi recebido pelo simpático David Bartlett, CTO da GE, que nos embeveceu com um fantástico relato sobre como a companhia está construindo o futuro da revolução digital. Nesta direção, a GE Digital desenvolveu o Predix, primeira plataforma para indústrias baseada em cloud, que estabeleceu uma nova forma das pessoas se conectarem com seus dados, equipamentos e máquinas, trazendo a Internet das Coisas para realidade e transformando digitalmente negócios de indústrias tão distintas como aviação, automotiva, transporte, saúde, química, comidas e bebidas.
Concebida antes mesmo da invenção da lâmpada, a GE desenvolveu talentos e um mindset voltado para inovação, estimulando seu time a ser incansável em oferecer aos seus clientes as ferramentas que precisam para ingressar na era digital e estruturar negócios disruptivos.
E qual o perfil do novo líder?
Seja em uma empresa que está passando pela transformação ou naquela já concebida com DNA digital, há um óbvio sinal de que já não cabe mais a existência de líderes temidos que exercem seu poder de forma autocrática e não conquistam seus times pela admiração, como mentores que iluminam o caminho para que todos possam ser inovadores.
O novo líder deve reunir, de acordo com o relatório ‘Global Human Capital Trends 2017’, da consultoria Deloitte, habilidades distintas, como “construir times, manter as pessoas conectadas e engajadas e conduzir uma cultura de inovação, tolerância ao risco e desenvolvimento contínuo”. Em suma, como já sublinhei, deve associar habilidades como sensemaking e relacionamento
Cabe abrir parênteses, a mudança do drive de negócios para o digital ganhará nuances ainda mais intensas com a adoção de tecnologias que irão certamente causar grande impacto nos modelos de trabalho e nas próprias funções hoje exercidas pelos colaboradores.
O avanço da Internet das Coisas, da robótica, da inteligência artificial e do machine learning, apenas para citar algumas tendências, irão trazer desafios para o capital humano em que irão se destacar os talentos com capacidade de criar, inovar e desenvolver negócios, exigindo que o líder passe a ter um perfil muito mais de retaguarda para, dos bastidores, estruturar um ambiente colaborativo onde todos, inclusive e principalmente os millennials, possam participar ativamente e contribuir para transformação digital.
Diversas pesquisas mostram que a revolução dos bits não é mais uma tendência; é uma urgência, especialmente para empresas que ainda não iniciaram a travessia e estão alicerçadas em modelos arcaicos e com legados de décadas que tornam ainda mais difícil o ingresso nos novos tempos.
Uma delas, encomendada pela ChristianSteven Software para GITNS com mais de 500 executivos de alto escalão dos Estados Unidos e Europa, mostrou que dois terços (65%) acreditam que 40% das Fortune 500 companies não existirão em 10 anos. Mais ainda: 53% confessaram estar preocupados com a competição vinda de negócios disruptivos. Um número representativo, 91%, afirmaram ser otimistas com o futuro da tecnologia em suas organizações.
A empresa de análise 451 Research mostra em seu recente estudo que ainda há um longo caminho pela frente, mas que a transposição para o digital já está em curso. Menos de um quarto (22%) das empresas informaram ter uma estratégia bem definida, 36% estão considerando ou planejando e 29% não têm nenhuma estratégia.
Tecnologia não supera capital humano
Para a organização se tornar competitiva na era dos negócios digitais, o relatório da Deloitte toca em outro ponto crucial – a tecnologia é criticamente importante, mas o capital humano continua indispensável e é essencial entender a necessidade de passar a liderar de forma mais horizontal, trabalhando junto com o time e sendo capaz de estruturar rapidamente novos modelos.
Afinal, a tecnologia trouxe a reboque uma demanda cada vez maior de acelerar o ‘time to market’ e somente com líderes com habilidades interdisciplinares, times engajados, antenados e com sede de inovação será possível sair na frente da concorrência.
Legítima representante da cultura organizacional do Vale do Silício, a Amazon foi apontada pela revista Fast Company como a empresa mais inovadora de 2017 e se mantem no topo da curva da inovação empoderando seus colaboradores e os estimulando a tomar e compartilhar decisões, um estilo de liderança também seguida pelo Google, Uber e Apple, que completam as primeiras posições do ranking de inovação.
Nestas organizações, os líderes privilegiam uma estrutura mais horizontal, aberta a riscos, onde para ganhar o jogo é permitido errar, corrigir e aprender em um ciclo interminável de inovação. Em um ambiente sem hierarquias, o líder é um guru de times multidisciplinares que seguem o propósito de inventar produtos e serviços que os consumidores ainda sequer sabe que irão se tornar tão indispensáveis quanto a lâmpada elétrica. E, numa liderança bottom-up, uma boa ideia pode vir de qualquer lugar.
Uma dica? Aposte nos Millennials.
Para colocar seu negócio na estrada digital e da inovação, a primeira providência é reconhecer que já não se fazem mais líderes como antigamente.
Montar times interdisciplinares dando vez e voz aos millennials certamente irá acelerar sua jornada rumo à digitalização. O relatório da Deloitte reforça esta necessidade, com 28% dos nativos digitais alegando que as empresas ainda não tiram toda vantagem que poderiam de suas habilidades.
Para comandar esta viagem rumo ao desconhecido, seu negócio precisa de mais líderes e menos chefes. Se na revolução industrial as corporações eram operadas por estruturas hierárquicas engessadas e opressoras, na revolução digital, vale repetir, o líder exerce não um papel de chefe, mas de mentor, um maestro que compartilha com sua orquestra os aplausos e as decisões estratégicas para criar modelos disruptivos.
Jeff Bezos, CEO da Amazon, reforça a receita para o novo líder: assumir riscos. “Se você quer ser inventivo, tem que estar disposto a cair”. E na primeira carta aos acionistas, em 1997, já alertava: “Este é o primeiro dia da Internet. Ainda temos muito a aprender”. Jeff Immelt, CEO da GE, também liga o despertador: “Se você foi para cama na noite passada como uma empresa industrial, você irá acordar esta manhã como uma empresa de software e analytics”.

E você? Está pronto para ser um líder para comandar a transformação digital do seu negócio ou continuará estagnado como um chefe da velha economia?
 Fonte: Isto é Dinheiro

quinta-feira, 16 de março de 2017

ECR Nordeste 2017

#ECR2017 | Confira a programação do IV Workshop - ERC Nordeste 2017 e faça sua inscrição clicando aqui!

O ERC Nordeste convida a todos para o primeiro workshop de 2017 que irá contemplar um painel de líderes nacionais, com suas visões sobre o mercado nordestino, seu desenvolvimento e oportunidades.

Além disso, haverá a apresentação de cases sobre o impacto da revolução digital na logística e nas lojas.

Garanta sua 

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