Biblioteca da Faculdade CDL

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

5 negócios para tocar em casa

Com algumas adaptações, trabalhar em casa pode ser uma boa alternativa ao escritório convencional



É cada vez mais comum encontrar empreendedores que adequaram o ambiente familiar ao negócio (Foto: Shutterstock)

Ficar mais perto da família, ter horários flexíveis e maior equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. Muitos são os fatores que levam as pessoas a trabalhar em casa. Acrescente ainda o fato de que, muitas vezes, o investimento para tocar um negócio da própria casa é menor.

“Com o barateamento dos equipamentos de informática e de comunicação, é relativamente barato criar um ambiente funcional para administrar e elaborar suas atividades”, afirma Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP. Sendo assim, está se tornando cada vez mais comum encontrar empreendedores que adequaram o ambiente familiar ao negócio. “A estrutura física deverá ser adaptável à atividade e não o oposto”, diz.

Veja a seguir cinco histórias de quem está conseguindo administrar um negócio no conforto do lar.

Marketing digital
Um computador, uma impressora e um telefone eram todo o material necessário para que publicitário Abner Joseph do Carmo montar a Alquimidia, uma agência digital, dentro de sua casa. Relutante com a hipótese de começar um negócio já alugando uma sala comercial, Joseph usou o dinheiro da rescisão de um contrato para investir no home office.

Um dos primeiros passos foi uma reforma para separar o ambiente comercial do familiar. “Dessa forma, amenizo as chances de ter minha privacidade invadida e perder clientes”, afirma. Na opinião dele, esses são dois obstáculos comuns na vida de quem decide empreender em casa. “Para driblar essas situações é preciso transmitir ao cliente uma sensação de que ele não está em casa, mas em um ambiente totalmente profissional”, diz.

Atualmente, Joseph tem cinco funcionários e um faturamento anual de R$ 200 mil. Por isso, cogita a possibilidade de se mudar com a equipe para um local maior, mesmo contra sua vontade. “Se não fosse pelo espaço, continuaria trabalhando em casa”.

Beleza
Foi atendendo clientes em domicílio que a cabeleireira Gislaine Marcandali vislumbrou uma grande oportunidade de negócio. Ao oferecer seus serviços com equipamentos básicos (tesoura, escova e secador) de forma improvisada, ela identificou a falta que um lavatório móvel fazia para melhorar a qualidade do trabalho. “Muitas vezes, os cabelos eram lavados no banheiro ou no tanque”, diz.

Com a ajuda do Sebrae e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Gislaine patenteou a ideia, fez cursos profissionalizantes e aprimorou seu novo modelo de negócio. Surgiu assim, em 2009, a Dublê. Vendendo cerca de dez peças por mês (os preços variam entre R$ 890 e R$ 2510), Gislaine se tornou uma empresária por acaso. Com a boa receptividade do produto, ela administra a marca e aperfeiçoa o lavatório, que já lhe rendeu notoriedade e prêmios, como o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios.

Mercado pet
Ao voltar de uma temporada na França, Roberta Camara e Jorgen Dehlbom notaram que seus animais de estimação pareciam não ter mais o mesmo apetite pela ração tradicional. Procuraram pelo mesmo tipo de comida que davam para eles durante a viagem. Em vão. Resolveram, então, colocar a mão na massa.

Da cozinha de casa surgiram os primeiros testes de comida natural caseira para cães. Os próprios cachorros e os dos vizinhos experimentavam. O sucesso entre os animais – e com os donos deles – fez com que um novo modelo de negócio surgisse, a Pet Delícia. “Durante essa fase de testes, destruí parte da minha cozinha e dos meus conjuntos de panelas”, diz Roberta.

A venda do produto veio seis meses depois, com a aprovação do Ministério da Agricultura, em 2010. De lá para cá, a empresa ganhou um local mais apropriado para suprir a demanda e abastecer as gôndolas dos supermercados, já que os produtos estão disponíveis em mais de 100 pontos de venda. Tamanho sucesso atraiu a atenção de um grupo de investidores, que deve ajudar a deixar a marca premium ainda mais acessível ao cardápio animal – além da comida para cães, agora a Pet Delícia oferece também uma opção para gatos.

Acessórios
Depois de perder o emprego em uma companhia especializada em design de interiores, a empreendedora Loliane Colpa aproveitou a dispensa do trabalho para ficar mais perto da filha. Foi então que ela investiu no artesanato, um hobby de infância, para criar a Loli Colpa, uma marca de ecojoias que usa o papel como a matéria-prima principal.

Na garagem adaptada, ela transforma papeis em acessórios de moda. Com a atividade, já desenvolveu uma máquina específica para a confecção de seus produtos, que está em vias de ser patenteada. “Por trabalhar com material incomum, tive de desenvolver uma técnica própria para realizar meu trabalho”, diz.

Atualmente, Loliane estimula outras mulheres a trabalhar com o artesanato na comunidade onde mora, no Parque Bristol, em São Paulo. “Muitas mulheres não podem trabalhar porque não têm com quem deixar seus filhos. Assim elas podem ter algum tipo de renda”. A empreendedora fatura cerca de R$ 3 mil mensais vendendo seus produtos na garagem de casa.

Produtos naturais
Foi durante sua licença-maternidade que Gandha Romenski, venezuelana que mora em Curitiba (PR) há 14 anos, decidiu desenvolver uma atividade que permitisse trabalhar em casa. Formada em marketing e em projetos sociais, Gandha conta que deixou a carreira por acreditar que a empresa para a qual trabalhava não acompanharia suas escolhas pessoais. Queria passar mais tempo ao lado do filho. Foi assim que surgiu a Pura Chuva, empresa de sabonetes artesanais e cosmética natural, que tem produtos para bebês, crianças e gestantes.

Gandha fez um investimento inicial baixo, de R$ 1.000, para comprar matéria-prima e utensílios domésticos e fabrica os produtos em sua própria cozinha. Lançada há apenas dois meses, a Pura Chuva vende uma média de 300 produtos por mês. “Eu me surpreendi com o retorno, pois ainda estou formando minha carteira de clientes”, diz. A maioria das vendas é feita pela internet e sob encomenda.

Fonte: PEGN

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Inspire-se! 100 ideias para montar o seu negócio

Por Bruna Martins Fontes


Abrir uma empresa em 2012 significa atuar em um cenário especial: crescimento no Brasil e crise lá fora. Não é uma conjunção tão rara — afinal, desde 2009 o país resiste à desaceleração observada nos Estados Unidos e na Europa. A diferença agora é que grandes investidores, locais e internacionais, estão determinados a explorar o mercado interno. Isso amplia o volume de recursos disponível e pode resultar em aportes para empresas brasileiras, em oportunidades para fornecer produtos e serviços para redes estrangeiras e também em maior concorrência. “Há muitas marcas sondando o Brasil, ao mesmo tempo que os fundos de investimento e de private equity. Quem se estruturar bem pode se tornar atraente para eles”, afirma o consultor Marcelo Cherto, integrante do Conselho Consultivo da Endeavor. 


O principal indicador de crescimento, o Produto Interno Bruto (PIB), seguirá na casa dos 3%, de acordo com as projeções de mercado reunidas no relatório Focus, do Banco Central. A renda das famílias tende a crescer acima disso — no ano passado, já aumentou 5,7%. Com mais dinheiro, o brasileiro quer melhorar de vida: cuidar de seu bem-estar, se alimentar bem, estudar e ter acesso aos últimos lançamentos tecnológicos. E, muitas vezes, adquirir isso sem sair de casa, como indica o faturamento do comércio eletrônico: um salto de 26% em 2011 em relação ao ano anterior, segundo a consultoria e-bit. As transformações não se limitam ao comportamento. O perfil demográfico do país está mudando. São mais adultos e idosos, e não só nos grandes centros. “Há muito potencial a explorar no interior, especialmente nas cidades enriquecidas pela agricultura e pela mineração”, diz Ricardo Camargo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF). 


A proximidade da Copa do Mundo acrescenta possibilidades para o empreendedor. “É um bom momento para alavancar negócios, pois a preparação para o evento deve gerar 250 mil empregos formais até 2014 e responder por 0,5 ponto porcentual do crescimento do PIB”, afirma Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú-Unibanco. Os setores mais beneficiados por investimentos serão os de infraestrutura, estádios, telecomunicações, segurança e turismo, segundo dados do banco e de um estudo da consultoria Ernst & Young e da Fundação Getulio Vargas (FGV). 


Nesse cenário em que empresas e capital chegam ao país, o setor mais promissor é o de serviços. “A demanda tem crescido muito e há pouca competição com empresas estrangeiras”, diz Juan Jensen, sócio da consultoria Tendências. Em São Paulo, o número de micro e pequenas que prestam serviços vai superar o de comerciantes em 2015, segundo estudo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). “A quantidade de prestadoras cresceu 6% em 2011, acima da média de 4%”, diz o diretor-superintendente, Bruno Caetano. Ele destaca as áreas de alimentação, transportes terrestres e serviços de escritório. No país todo, duas áreas promissoras são pouco exploradas: educação e saúde. “Na primeira, falta mão de obra qualificada. A segunda cresce conforme a população envelhece e se preocupa com a qualidade de vida”, diz Carlos Alberto Miranda, presidente da gestora de fundos BR Opportunities.

O varejo tem a vantagem de se beneficiar imediatamente do aumento da renda. O faturamento deve crescer 5% em 2012, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). “É uma boa porta de entrada para o pequeno empresário, porque o investimento é menor”, observa Claudio Felisoni, presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Aos futuros industriais, o sinal é amarelo. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e na construção de uma fábrica são vultosos. E é difícil obter crédito nos bancos — só dois em cada dez empresários conseguem, segundo o Sebrae-SP. “Quando vi o que teria de gastar para montar uma planta, mudei de ideia: terceirizei a produção”, afirma Fernando Pires, 54 anos, fundador da Botica Animal, fabricante de suplementos alimentares e snacks para cães e gatos. A nova aposta deu certo. A empresa, criada há dois anos, deve faturar R$ 3 milhões em 2012 — prova de que há oportunidades mesmo em áreas consideradas menos acessíveis para quem está começando.

Nas próximas páginas, apresentamos 50 ideias de negócios em setores que combinam desempenho expressivo nos últimos anos e projeções favoráveis. Cada modelo traz uma ficha com parâmetros, como os custos com estrutura e a estimativa de faturamento, apurados com os empresários e consultores. São valores de referência, calculados para o primeiro ano de funcionamento de um negócio que siga os mesmos moldes. Para inspirar uma estratégia completa, apresentamos 50 tendências observadas em estudos e pesquisas de consultorias, entidades setoriais, investidores e instituições de apoio ao empreendedorismo. A ideia é observar os movimentos da economia e da sociedade para antecipar as demandas e embasar os muitos empreendimentos que, esperamos, surgirão neste novo ano. 



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