Biblioteca da Faculdade CDL

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O futuro das startups: O que esperar?

Dez regras de ouro para empreendedores e investidores entenderem todas as questões jurídicas relacionadas a startups e tirar proveito de boas ideias

14 de Setembro de 2017 - 17h35

Criar, manter e fazer uma startup se desenvolver parece simples, mas é uma operação repleta de detalhes que podem implicar sucesso ou fracasso, mais ou menos lucro, melhor ou pior performance, muitos ou poucos conflitos entre sócios. 

Não basta ter uma boa ideia: é necessário muito planejamento antes de executar o projeto. O guia “Empreendendo Direito: Aspectos Legais das Startups” facilita o entendimento de todas as questões jurídicas relacionadas a startups e fornece subsídios para que empreendedores e investidores tirem o melhor proveito de boas ideias, uma tarefa que depende essencialmente de:

1) Planejar bem: definir objetivos e metas do empreendimento, obrigações, responsabilidades e nível de comprometimento das partes, escolher o tipo societário ideal e quantificar os investimentos iniciais necessários;

2) Avaliar minuciosamente o setor: estudar o ramo de negócio a ser desenvolvido, principalmente no que diz respeito aos produtos e serviços que serão oferecidos ao mercado, mapear potenciais consumidores, fornecedores e concorrentes;

3) Conhecer o marco regulatório: analisar o conjunto de leis, normativas e regras a serem seguidas ou como se adequar juridicamente caso o modelo de negócio não tenha regulação pré-existente, estar atento às novidades legislativas, como as recentes regulamentações do equity crowdfunding ou da tributação do investimento-anjo – ambas já incorporadas ao guia Empreendendo Direito;

4) Estabelecer regras de governança: as regras de gestão e governança da startup devem ser bem definidas, tanto nos atos constitutivos quanto nos demais acordos entre sócios, para que sejam estabelecidos os parâmetros e limites das deliberações a serem tomadas e dos atos de administração, inclusive no que se refere à participação dos investidores na gestão (step in rights);

5) Projetar aportes: definir modelos e ferramentas que serão utilizados para a obtenção de capital a fim de desenvolver as atividades do empreendimento, podendo estes envolver ou não a cessão de participação societária, e regular cuidadosamente a relação entre a startup e os investidores;

6) Acessar fontes de financiamento: compreender quais as possíveis formas de financiamento existentes no ecossistema das startups e conhecer quais são as regras aplicáveis a cada uma delas;

7) Atentar para a tributação: verificar quais serão os tributos incidentes na operação, de acordo com as atividades econômicas do empreendimento, para avaliar o planejamento financeiro e escolher o regime de tributação mais favorável, bem como buscar se beneficiar dos incentivos fiscais possíveis;

8) Cuidar da relação com os colaboradores: considerar as modalidades de trabalho e os respectivos direitos e deveres a elas relacionados, estabelecer regras para remuneração de sócios, políticas de vesting ou stock option, assim como formalizar contratualmente a relação com fornecedores e clientes, para garantir a segurança de todos os envolvidos;

9) Proteger o patrimônio intelectual: registrar e licenciar marcas, patentes, softwares, nomes de domínio e desenhos industriais, que constituem um relevante ativo dos empreendimentos, principalmente aqueles que trazem elementos inovadores e disruptivos;

10) Criar uma cultura organizacional: criar regras claras e transparentes e estipular valores, missão, visão, políticas, sistemas e processos a serem cultivados desde a concepção do empreendimento, o que irá contribuir para o fortalecimento da startup.

Seguindo essas dez regras, as startups têm tudo para serem bem-sucedidas e contribuírem para o crescimento do ecossistema de inovação brasileiro.

Para fazer o download gratuito do guia Empreendendo Direito, acesse www.startups.nelmadvogados.com.

*Eduardo Felipe Matias é o sócio responsável pela área empresarial do escritório Nogueira, Elias, Laskowski e Matias Advogados (NELM) e coordenador do guia “Empreendendo Direito: Aspectos Legais das Startups”; Rogério Russo é advogado da área empresarial do NELM e colaborador no mesmo guia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

É preciso estar alerta para evitar atalhos que levam o empreendedor a um beco sem saída

“Não tente achar um atalho, porque não há atalhos. O mundo é uma luta, é árduo, é uma tarefa penosa, mas é assim que a pessoa chega ao pico.”
Osho

Pessoas empreendedoras são pessoas de ação. E como pessoas de ação, querem ver as coisas acontecerem o mais rápido possível.

As metodologias ágeis como o Lean Startup se encaixam muito bem nesse contexto, mas, levam as pessoas a uma interpretação equivocada sobre o que é realmente importante no início de uma startup.

Muita gente aplica o Lean Startup com um empirismo exagerado e negligencia o principal objetivo de uma empresa nascente, especialmente aquelas com possibilidades de escalar e crescer – aprender o máximo possível, no menor tempo possível, através das iterações com os adotantes iniciais da solução.

Sair executando sem refletir, sem compreender o problema e sem entender o perfil dos segmentos de clientes que serão atendidos pela startup não é exatamente uma fonte de aprendizado.

De onde vem o aprendizado?
Na visão de Ash Maurya, o aprendizado ótimo dá-se na intersecção de 3 campos:
Do aprendizado em si, da capacidade de focar num problema específico e da velocidade para rodarmos os experimentos.

Ao desmembrarmos essas ideias, entenderemos que precisaremos de alguns elementos para colocar o aprendizado ótimo em funcionamento:
  • Primeiramente, o foco será conseguido ao isolarmos as variáveis em nossos experimentos;
  • O aprendizado virá com a observação dos resultados e a sua comparação com resultados esperados e contra grupos de controle definidos à priori; e
  • A velocidade será uma variável que dependerá de dois fatores: Um externo e outro interno.
Determinante externa
A determinante externa que limitará a velocidade dos experimentos será, em grande parte dos casos, o volume de acessos em nosso site, plataforma, app, etc. Já que precisamos de dados estatisticamente relevantes para avaliarmos os resultados e compararmos o comportamento dos nossos usuários e clientes em suas interações com nossos experimentos.


Determinante interna
Por sua vez, a determinante interna será condicionada pela nossa velocidade de resposta na interpretação dos dados, na formulação e na implantação das novas estratégias.

As duas situações juntas, por sua vez, determinarão a velocidade do progresso no aprendizado e no desenvolvimento de nossa startup e impactarão nossa burn rate[1].

Aprendizado x Burn Rate
Para sermos mais rápidos, precisaremos atrair mais tráfego com estratégias mais agressivas de marketing e, para respondermos mais rápido às informações, precisaremos de mais gente na operação. Simples assim. Equilibrar esse processo é um grande desafio.

Quando simplesmente saímos executando, buscando por resultados imediatos, com pouca análise e impaciência, corremos o risco de deixar informações e insights relevantes passarem despercebidos e poderemos condenar nossa ideia ao fracasso quando chegar o momento de otimizar e escalar nossa operação.

E como os atalhos se parecem?
Iniciamos nossa startup em muitos casos pela solução, sem antes compreender se o problema é concreto, real e relevante para os nossos segmentos de clientes. Em outros casos, não sabemos exatamente quem são nossos segmentos de clientes e, em alguns poucos casos, iniciamos um empreendimento tentando resolver um problema e somente depois de aprendermos mais sobre ele, desenhamos nossa solução.

O fato é que qualquer que seja o início, a chance de nossa ideia inicial se parecer com a que dará certo ao final será quase nula. E isso implica em um caminho relativamente longo, tortuoso e cheio de indas e vindas. Para tentar fugir dessa realidade e pelo cansaço que ele nos submete, da mesma forma que os marinheiros eram atraídos para as pedras pelo canto das sereias, não é incomum nos deixarmos seduzir pelos apelos do caminho mais curto.

O risco de sermos atraídos por discursos sedutores e fórmulas de sucesso
Quando estamos percorrendo esse caminho  longo e tortuoso, ficamos com vontade de “ganhar dinheiro logo” e podemos nos deixar seduzir pelos apelos de gurus que nos mostram uma trilha de doces e prometem que ficaremos ricos em pouco tempo. Bullshit! Não se deixe seduzir por fórmulas e modelos prontos. O mundo está em rápida transformação e o que valia ontem no marketing digital, hoje não vale mais. Todo avanço real ocorrerá através de testes e validações daqui em diante.

O risco de nos deixar vencer por hábitos arraigados
Em outros momentos, por conta de excesso de confiança, pressa ou da preguiça, deixamos de lado o que sabemos sobre os riscos de não validar nossas hipóteses, ou de não conhecer muito bem nossos segmentos de clientes, nos trancamos no escritório/laboratório e focamos no desenvolvimento da solução, retornando à nossa zona de conforto e deixando de lado as coisas difíceis que não gostamos de fazer, acreditando piamente que já sabemos o suficiente e que precisamos correr para colocar o produto no mercado.

O risco de nos tornarmos vítimas da “cegueira empreendedora”
Em outros ainda, ignoramos todos os sinais de que estamos no caminho errado e seguimos cegos, somente para cair no “abismo” logo à frente. Nos apaixonamos por nossa solução e ficamos cegos, confundindo perseverança com “ser cabeça dura” e resolvemos não escutar nem mesmo os nossos segmentos de clientes, assumindo que não sabem o que estão falando e nos apoiando na célebre frase de Ford: “Se eu tivesse perguntado a meus clientes o que queriam, teriam dito um cavalo mais rápido.”

Esquecemos que o primeiro carro recebeu o nome inicial de “carroça a vapor” e até hoje medimos a potência dos motores em “cavalos de força”.

Precisamos nos preparar para crescer e escalar
A verdade é que empreender nesse mundo em transformação irá requerer mais que apenas capacidade de trabalho e inspiração.

Será preciso acumular conhecimentos, desenvolver habilidades e nutrir atitudes específicas para conseguirmos atravessar os obstáculos que surgirão ao longo do caminho.

Nossa tendência em pular etapas, procrastinar as coisas difíceis e fazer o que gostamos no lugar do que é preciso, serão nossos maiores inimigos.

Não adianta nada chegarmos na frente do abismo sem termos desenvolvido as competências necessárias para transpô-lo.

Acelerar os passos iniciais cortando caminho vai criar apenas a ilusão de que estamos na frente e poderá nos levar a otimizar nossa solução prematuramente, condenando nossa startup ao fracasso, ou nos transformando em zumbis presos eternamente no mercado inicial.

Fonte: Sousocial

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Americana vende startup por US$ 1 bilhão e cria incubadora para mulheres empreendedoras

Depois de vender empresa por US$ 1 bilhão, Cindy Whitehead montou projeto para incentivar mulheres a desenvolverem seus negócios.

Cindy Whitehead, fundadora do The Pink Ceiling. (Foto: Divulgação)

Em  agosto de 2015, a startup norte-americana Sprout Pharmaceuticals inventou uma pílula que impulsionava desejos sexuais nas mulheres. O órgão americano Food and Drug Administration aprovou a invenção e, no dia seguinte, Cindy Whitehead, CEO da empresa, a vendeu para a gigante companhia farmacêutica Valeant Pharmaceuticals por US $ 1 bilhão.

A partir daí, a situação começou a se complicar em torno da pequena pílula rosa. A Valeant Pharmaceuticals se envolveu em escândalos por cobrar preços muito altos pelos seus medicamentos, o que incluía a nova pílula chamada de Addyi. Nas mãos da Valeant, o custo de produção duplicou, o que deixou os investidores americanos extremamente insatisfeitos.

Depois de abrir mão da Addyi, Cindy iniciou um projeto para ajudar outras empreendedoras. Seu mais recente projeto, chamado de "The Pink Ceiling ("teto rosa", em tradução literal), é uma mistura de empresa de capital de risco,  grupo de consultoria e incubadora. Na sede da empresa em Raleigh, na Carolina do Norte, as empreendedoras podem buscar apoio de mulheres empresárias e cientistas para desenvolverem  seus produtos e acompanharem  de perto a inclusão de suas ideias no mercado.

Em entrevista para o Business Insider, Cindy disse que a iniciativa tem o objetivo de ajudar mulheres que, como ela, tiveram grandes ideias e precisam tomar as rédeas de suas invenções. Até hoje, o The Pink Ceiling já "apadrinhou" três startups, mas apenas uma delas foi divulgada para o público. A empresa "Undercover Colors" desenvolveu um material que quando mergulhado em uma bebida pode detectar a presença de drogas e entorpecentes. A peça foi criada em 2014 por quatro estudantes de engenharia da Universidade Estadual da Carolina do Norte.

Cindy conta que o dinheiro da  venda da Sprout Pharmaceuticals foi o que a ajudou a construir o projeto e que os planos para o novo negócio são muitos. Durante a entrevista, ela disse que espera que 2017 seja o ano da "pinkcubator", ou seja, o ano onde sua incubadora voltada para mulheres seja responsável por um espaço de co-working muito bem estruturado. A empreendedora quer oferecer uma infraestrutura completa para que as mulheres possam entrar no mundo do empreendedorismo.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Weezzi quer revolucionar o modo de vida online

Por Andreia Luís
A startup portuguesa promete juntar emails, envio de SMS, gestão de empresas, envio de newsletters e muito mais numa só plataforma.

A empresa de Aveiro foi uma das Alpha startups selecionadas para ir ao pitch no WebSummit que decorre de 7 a 10 de Novembro, em Lisboa. Luís Bontempo, CEO da Weezzi, que fará a apresentação da empresa do pitch afirma em comunicado que “com a Weezzi podemos ter tudo num único lugar. Seja para uso profissional ou pessoal, qualquer um de nós pode fazer esta gestão através de uma só ferramenta.”

O CEO acrescentou ainda que “a ideia passa por, em vez de um sem-número sites diferentes, as pessoas consigam fazer o mesmo, mas através de apenas um, da Weezzi. O que reduz custos e torna o processo mais eficiente”. É tendo em conta o mote “Weezzi, the Web Easy” que a empresa portuguesa, através de uma única plataforma, permite gerir toda a vida online num só site.

Agora é possível escrever uma publicação no Facebook, Twitter, G+ ou Linkedin, receber e responder a mensagens ou enviar SMS, sem ter diversas páginas do browser abertas. Também é possível colocar ficheiros online como numa Dropbox e enviá-los como no Wetransfer, sem limite de capacidade e em qualquer formato.

Para que tudo funcione basta que os novos utilizadores criem o seu perfil na Weezzi e adicionem as contas de email e as redes sociais que querem integrar. Para além de agregar os emails e as redes sociais, também é possível criar sites e lojas online com catálogos de produtos. A Weezzi permite ainda a criação de eventos e newsletters personalizadas bem como o envio de forma simples para os subscritores.

Luís Bontempo explicou à imprensa que a tecnologia portuguesa é também ideal “para as empresas e respetivos colaboradores.” As empresas podem criar o próprio domínio de email, gerir despesas, férias e formações, gerir vendas e gerar oportunidades de negócio. A gestão total da empresa pode ser agregada numa só aplicação.

Fonte: http://www.bit.pt/weezzi-quer-revolucionar-modo-vida-online/

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