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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Taxa de sobrevivência de empresas foi em 2013 a maior desde 2008, diz IBGE

A taxa de sobrevivência das empresas brasileiras em 2013 foi a maior desde 2008, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou a Demografia das Empresas 2013. A taxa de entrada, porém, foi a menor desde aquele ano. A pesquisa utiliza dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre).

Em 2013, havia 4.775.098 empresas ativas no País, sendo 81,7% delas (3,9 milhões) sobreviventes. Essa taxa superou a de 2012 (81,3%) e foi a maior desde 2008 (78,2%), quando inicia a série.

Além disso, outras 871,6 mil empresas entraram no mercado, boa parte delas recém-criadas, enquanto uma fatia menor estava fora e voltou à ativa. Com isso, a taxa de entrada foi de 18,3% em 2013, a menor desde 2008 (21,8%). A taxa é calculada como a proporção de entradas sobre a população total de empresas no período.

Por outro lado, 695,7 mil empresas saíram do mercado, o que configurou uma taxa de saída de 14,6%, a menor já observada nos seis anos de pesquisa.
"É importante observar que o saldo de empresas tem sido sempre positivo, registrando um número maior de entradas do que de saídas", ressaltou o IBGE. De acordo com o instituto, 97,5% dos assalariados estavam nas empresas sobreviventes, enquanto 2,5% estavam nas empresas entrantes no mercado e 1,5% nas que saíram.

Diante desses resultados, houve acréscimo de 3,8% no número de empresas (176,2 mil) em 2013, além de avanço de 3,1% (1,3 milhão) no pessoal ocupado total e de 3,3% (1,1 milhão) no pessoal ocupado assalariado, sempre na comparação com 2012. Os aumentos em termos de emprego foram menores do que o observado em 2012 ante 2011.

Setores  
O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas se destacou pelo maior volume de entradas e saídas de empresas no mercado em 2013. Foram 364,7 mil novas companhias (41,8% do total de entradas), mas 328,8 mil saídas (47,3%). Já em termos de sobrevivência, 1,834 milhão de empresas dessa atividade permaneceram ativas na passagem de 2012 para 2013, também no topo da lista.

Em termos de taxa de entrada, o destaque foi o setor da construção, em que 64,63 mil empresas responderam por uma taxa de entrada de 26,4%, a maior entre todas as atividades. O setor foi seguido por atividades imobiliárias (24,3%) e artes, cultura, esporte e recreação (24,1%). Já as menores taxas de entrada foram observadas em indústrias de transformação (14,5%), comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (16,6%) e saúde humana e serviços sociais (16,9%).

Já na taxa de saída, o destaque foi o segmento de eletricidade e gás, cujo número de 436 empresas representou uma taxa de 19,1%. Outras taxas de saída consideráveis foram observadas em informação e comunicação (17,8%) e outras atividades de serviços (17,2%). Já as menores foram verificadas nas atividades de saúde humana e serviços sociais (9,4%), educação (11,6%) e atividades imobiliárias (11,7%). Todos os setores, exceto eletricidade, tiveram taxas de saída menores do que em 2012.

Pessoal ocupado
Em 2013, as empresas brasileiras tinham 35,050 milhões de assalariados, 1,135 milhão a mais do que no ano anterior, segundo o IBGE. O pessoal assalariado sem nível superior formava grande parte da população ocupada das empresas que entraram (93,5%) e saíram (94,5%) do mercado em 2013. Essa fatia é superior ao observado no conjunto de todas as empresas (88,9%). 

FONTE: O Povo

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ceará registra quinto maior crescimento





SETOR DE SERVIÇOS 21/02/2015


O setor de serviços no estado cresceu 8% em 2014, índice alcançado principalmente pela alimentação fora de casa e hospedagem. Média brasileira foi de 6%, a menor desde 2012

Flávia Oliveira

EVILÁZIO BEZERRA
O setor de alimentação em restaurantes, bares e barracas de praia está entre o que mais cresceu no Estado


Responsável por 73,1% da economia cearense, o setor de serviços do estado encerrou o ano com crescimento de 8%, a segunda maior taxa nominal (sem considerar a inflação do período). Entre os nove Estados da Região Nordeste, o Ceará está atrás da Paraíba (8,8%) e acima da média do País, que foi de 6%, a menor taxa para o indicador desde o início da série histórica, em 2012. Em 2013, a expansão nacional havia sido de 8,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro, os serviços no Ceará cresceram 11,6% em relação ao mesmo período de 2013. No ranking dos estados, o Ceará obteve o segundo melhor desempenho do Brasil, atrás da Bahia, com 17,4%, e bem acima da média brasileira, com 4,2%.

A maior taxa de crescimento tanto no Ceará quanto na média brasileira foi registrada nos serviços prestados às famílias, como alojamento e alimentação, com alta de 22,3% e 9,2%, respectivamente.

“A alimentação em restaurantes, bares e barracas de praia estão nesta categoria. Ela representa entre 30% a 40% do gasto do cearense, o qual cada vez tem menos tempo e condições de fazer refeições em casa”, destaca Ivan Assunção, diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE).

Ivan lembra que o bom desempenho deveu-se aos grandes eventos que a cidade abrigou no ano passado, como a Copa do Mundo. “A média histórica do Ceará é de crescimento entre 10% a 15%. Em 2013 o índice caiu, assim como no ano passado. Para 2015, estamos apostando nos cerca de 14 feriados nacionais para aumentar o fluxo de turistas na Capital”, complementa.

A única retração no Ceará foi nos serviços de informação e comunicação (-0,8%). Na média nacional, o setor obteve crescimento de 3,4%, metade do verificado em 2013. “Os consumidores destes serviços são principalmente as empresas e o próprio governo”, explica Juliana Paiva Vasconcelos, gerente de análise do IBGE.

Varejo

De acordo com Severino Ramalho Neto, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL-Fortaleza), o crescimento do varejo cearense em 2014 também foi acima da média nacional, e a previsão é de que os resultados melhores a partir de março. “Crescemos 5,6%, enquanto o varejo nacional alcançou 2,2%. Devemos ter queda em fevereiro, por causa do Carnaval, mas a previsão é de recuperação a partir de março”, afirma.

Para Alex Araújo, economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), os resultados divulgados na pesquisa do IBGE precisam ser analisados como um recorte da Região Metropolitana de Fortaleza e não para o estado como um todo. “Não há desenvolvimento uniforme nos demais municípios, apesar do setor ser a matriz econômica do estado, principalmente com os serviços à família”, pontua.

SERVIÇO

Pesquisa Mensal de Serviços

Onde: Site do IBGE (www.ibge.gov.br)

Fonte: O POVO

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Varejo do Ceará lidera alta nas vendas do NE






DESEMPENHO EM 2014

12.02.2015

As vendas do setor local cresceram 5,6% no ano passado, de acordo com o IBGE. No País, a alta foi de 2,2% no período

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No que se refere à receita nominal, o comércio varejista cearense registrou crescimento de 11,1%, enquanto o País evoluiu 8,5%, no acumulado do ano
FOTO: HELOSA ARAÚJO


O Ceará fechou 2014 com uma variação de 5,6%, no volume de vendas do comércio varejista. O crescimento foi o maior verificado na região Nordeste. No Brasil, a alta foi de 2,2%, segundo dados divulgados ontem (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal di Comércio (PMC).

O Maranhão (5,5%) aparece na segunda posição do ranking de estados do Nordeste, com maior variação nas vendas varejistas em 2014. Em terceiro lugar, vem Alagoas, com 4,5% de crescimento nas vendas no acumulado de 2014.

Embora tenha registrado um resultado positivo no acumulado do ano, o Ceará teve forte queda em dezembro, na comparação com o mês imediatamente anterior. Enquanto o Estado retraiu 5,1%, o País recuou 2,6% no último mês do ano, primeiro resultado negativo após quatro meses consecutivos de crescimento. Em relação ao igual mês do ano anterior, Ceará e Brasil recuaram 1,3% e 0,3% respectivamente.

Combustíveis e lubrificantes (9,8%); tecidos, vestuário e calçados (8,8%); móveis (7,8%); e eletrodomésticos (5,8%) estão entre as atividades com maiores variações no volume de vendas no Estado. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram alta de 2,3%. Livros e papelaria registraram queda de 8,4%, a única atividade com variação negativa no Estado.

Compras antecipadas

A realização da Black Friday em novembro pode ter resultado em uma antecipação de compras dos consumidores para o Natal, o que teria prejudicado o resultado do varejo no último mês de 2014. A avaliação é de Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

"Algumas atividades que não apresentavam crescimento no ano até novembro, no mês apresentaram crescimento muito acima da média dos outros meses de novembro. Por ter tido um movimento de promoção muito grande em novembro, a gente acredita que isso tenha afetado essas compras junto com a antecipação do décimo terceiro das famílias, com reflexo em dezembro", contou Juliana.

Varejo ampliado

Em relação ao ano anterior, o volume de vendas no varejo ampliado teve variação de 4%, no Ceará, e de -1,7% no Brasil, em 2014. Em dezembro, enquanto o Estado fechou o mês com pequena alta de 0,6%, em comparação com o igual período do ano anterior, o País apresentou queda de 2,2%.

Receita nominal

No que se refere à receita nominal, o comércio varejista cearense registrou crescimento de 11,1%, enquanto o País evoluiu 8,5%, no acumulado do ano. Já no varejo ampliado, o Ceará aumentou 8,9% e o país obteve 3,9%, de expansão na receita.

Perspectiva

A situação do comércio varejista do país deverá repetir, em 2015, o fraco desempenho de 2014, quando as vendas do setor ficaram em apenas 2,2%, o pior resultado desde 2003. A expectativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e de Turismo (CNC), baseada na PMC. Segundo a CNC, o desempenho será consequência de um "mercado de trabalho fraco, em decorrência de reajustes nos preços administrados e da tendência de encarecimento do crédito ao longo de 2015".

Para a confederação, essa conjunção de fatores impedirá a recuperação das vendas, que deverão fechar 2015 com crescimento de 1,7%, ainda menor que o do ano passado. Para a Divisão Econômica da CNC, o resultado das vendas em 2014 - o pior em 11 anos - é consequência do encarecimento do crédito ao longo do ano e do reajuste dos preços administrados a partir do quarto trimestre, uma vez que os preços no varejo cresceram menos no ano passado (6,1%) do que em 2013 (7,3%)".

Opinião do especialista

Desempenho positivo já era esperado

Com os números que estávamos acompanhando nos últimos meses, já sabíamos que haveria um crescimento nas vendas do varejo, no Estado, no ano passado. Também já prevíamos que seria maior que o registrado no País. Parte disso por conta dos novos empreendimentos comerciais que foram instalados em Fortaleza, como o Shopping RioMar e o Off Outlet. Além disso, a Capital também recebeu, pela primeira vez, diversas marcas de diferentes segmentos de mercado, o que contribuiu para atrair o consumidor para as compras e incrementar as vendas no ano passado.

Apesar da queda registrada em dezembro, o mês de novembro apresentou números muito bons nas vendas. Por isso, consideramos que novembro antecipou as compras de fim de ano. E por conta disso, quando somamos os dois meses, acabamos tendo um desempenho positivo.


Severino Neto
Presidente da CDL Fortaleza

Ana Beatriz Sugette
Especial para Economia

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Varejo cearense em alta







VAREJO 20/02/2013
Varejo cearense cresce 9,6%, acima da alta nacional

Com alta de 9,6% no volume de vendas, o varejo cearense foi o 9º em crescimento entre estados



As vendas no comércio varejista cearense em 2012 registraram indicadores de crescimento. Com aumento de 9,6% no volume de vendas, o setor superou a média nacional, cujo índice foi de 8,4%, o 9º maior crescimento entre os estados brasileiros. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Mensal do Comércio (PME)


Em relação aos índices de receita nominal do varejo cearense, ao longo de 2012, o estudo aponta crescimento de 13,9%, também acima da média nacional que fora de 9,5%. A maior elevação, nesse indicativo foi alcançada por Tocantins (15%).

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2012 de 7,5% , índice menor que os 8,4% de crescimento do setor no Brasil. no Ceará. Combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 22,3% no Estado, ante crescimento nacional de 6,8%.

As vendas de veículos e motos, partes e peças registraram alta de 6,8% em 2012 no Ceará, enquanto o crescimento nacional foi de 7,3%. O desempenho do segmento automotivo, segundo o IBGE, puxou o aumento no volume total vendido no comércio varejista ampliado, que também considera veículos e material de construção.

AnálisePara Luiz Gastão, presidente da Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio), os indicadores da receita nominal de vendas estão relacionados ao aumento da renda das famílias, ligado à inserção dos membros no mercado de trabalho, por exemplo.

Ele atesta que as vendas do setor automotivo foram impulsionadas principalmente pela redução do Imposto sobre produtos Industrializados (IPI). “Mas também em função da facilidade de crédito e a queda dos juros, que fizeram com que as pessoas fizessem novos financiamentos”, completa Gastão.

Nesse contexto, ele afirma que o varejo cearense tem mantido buscar seu ritmo de crescimento. O aumento no fluxo turístico do estado, bem como o volume dos empregos e os investimentos nas esferas públicas e privada, fazem parte dessa meta, diz Gastão.

Variação mensalEm dezembro, as vendas caíram 0,5% na comparação com novembro. Em igual mês de 2011, a alta foi de 5%. Os dados confirmam a previsão das consultorias. A LCA, por exemplo, fixou a alta do comércio em 8,5% para 2012. Para 2013, a estimativa é de aumento de 6,5%. Já a CNC (Confederação Nacional do Comércio) estimou expansão nas vendas de 9,1% em 2012 e de 7,5% em 2013. (Com agências)

Como

ENTENDA A NOTÍCIA

Com aumento de 9,6% no volume de vendas em 2012, o varejo cearense superou a média nacional, cujo índice foi de 8,4%. Os números foram divulgados nesta terça-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Expansão dos supermercados no Ceará






SETOR 18/01/2013
Supermercados representam 10% do PIB cearense, diz Acesu

Em números, o volume de riquezas do setor chega a R$ 9,4 bilhões


Um dos setores de maior expansão no Ceará nos últimos anos, os supermercados já representam aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado (soma das riquezas). A projeção é do novo presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Severino Ramalho Neto, diretor geral dos Mercadinhos São Luiz. Ele assumirá oficialmente a presidência na próxima quarta-feira, 23, em substituição a Aníbal Feijó. Na ocasião, serão empossados também os novos diretores.

Em números, o volume de riquezas do setor chega a R$ 9,4 bilhões, já que a projeção PIB cearense no ano passado foi de R$ 94,6 bilhões, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Ramalho disse ainda que nos últimos 10 anos o setor triplicou o número de funcionários, passando de seis mil para 18 mil funcionários. Há mais de 200 supermercados ligados à Acesu tanto de marcas regionais, quanto nacionais e multinacionais.

Perfil
A primeira ação do empresário à frente da instituição será coletar dados mais precisos sobre o mercado. “A primeira coisa que estamos fazendo é quantificar, ter um dado mais preciso e demonstrar esse dado e a nossa representatividade claramente para o mercado fornecedor, para os órgãos reguladores”, explicou. São necessários ainda números sobre a representatividade do Estado nacionalmente. 

Outra estratégia de Ramalho será impulsionar os supermercadistas a investirem em qualificação. “A ideia é qualificar o funcionário e o supermercadista”, ressaltou. Ele acrescentou que o Ceará é referência de qualidade no Nordeste.

SERVIÇO

Posse da diretoria da Acesu
Quando: 23/1/2013
Horário: 8h30min
Onde: CDL - Auditório Gervásio Pegado (Rua 25 de Março, 882 - Centro)

Publicado originalmente em:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2013/01/18/noticiasjornaleconomia,2990487/supermercados-representam-10-do-pib-cearense-diz-acesu.shtml

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Importações já somam o dobro das exportações cearenses







EM OUTUBRO

Importação do Estado é maior da história

13.11.2012

O Estado importou 98% a mais de mercadorias no mês passado do que em igual período do ano imediatamente anterior

As importações do Ceará bateram recorde histórico para um mês da série em outubro passado, com o expressivo volume de negócios no valor de US$ 402,9 milhões. Os dados são do levantamento intitulado Enfoque Econômico, que será lançado, nesta semana, pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), com base nas informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).








Recorde anterior de compras do exterior tinha sido de agosto com US$ 354 milhões 
FOTO: MIGUEL PORTELA

O Estado importou 98% a mais de mercadorias no mês passado do que em igual período do ano imediatamente anterior, que tinha registrado US$ 202,9 milhões. Na comparação com setembro de 2012, quando os cearenses compraram US$ 216,6 milhões, o crescimento foi de 86%, conforme o Ipece.

O recorde anterior de importações do Ceará tinha sido registrado em agosto de 2011. Há mais de um ano, portanto. Na época, o montante despendido foi de US$ 354,3 milhões. De lá para cá, o mais próximo que se chegou desse volume foi a quantia de US$ 265,7 milhões gastos, agora, em agosto deste ano.

Conforme a doutora em economia e, também, analista de Políticas Públicas do órgão, Débora Gaspar Feitosa, o destaque maior ficou novamente por conta da importação no segmento de máquinas, equipamentos, aparelhos e materiais elétricos. "Podemos dizer que mais uma vez esse setor puxou as compras externas, principalmente as turbinas a vapor, que, sozinhas, corresponderam a US$ 165.411.738,00".

E ela tem razão em sua análise. As turbinas a vapor responderam o equivalente a 81% de todo o valor que foi importado no mesmo mês do ano passado, e por 40% do que entrou pelos portos e aeroportos cearenses em outubro deste ano.

Máquinas e equipamentos

Significa dizer que quatro de cada dez dólares que deixaram o Ceará para o exterior foram gastos com esse tipo de equipamento em outubro passado.

Os demais US$ 237.505.237,00 - ou melhor, os demais 60% de produtos importados pelo Estado em outubro de 2012-, foram concentrados em quatro segmentos. "Produtos metalúrgicos (9,73%), trigo (9,53%), químicos (4,96%), e têxteis (3,64%)", enumerou a economista do Ipece.

Apesar do resultado inédito no que se refere a montante das importações, no acumulado deste ano o avanço foi de 15,9% entre janeiro e outubro de 2011. Esse desempenho é fruto da irregularidade no comportamento das importações cearenses constatada ao longo de todos esses dez meses.

Antes da elevação considerável de outubro sobre setembro, havia quatro recuos e cinco aumentos nas importações de acordo com a comparação de todos os meses com os respectivos períodos subsequentes.

Exportações

No acumulado deste ano, as importações já somam o dobro das exportações cearenses, conforme relata o Ipece. "São US$ 1.045.773.950 exportados contra US$ 2.245.150.294", diz Débora. De acordo com o órgão, mesmo assim, as exportações tiveram um comportamento favorável no último mês de outubro em relação a setembro de 2012.

Segundo Débora Gaspar, houve avanço de 9,64% nas vendas das mercadorias "Made in Ceará" para o exterior nesse intervalo de comparação. Apesar de as importações terem avançado bem mais, o índice é considerado positivo pelo instituto. O que preocupa, contudo, é a queda de 9,04% frente ao que foi exportado em outubro do ano anterior. "Os principais calçados (28,85%); couros e peles ( 16,01%); frutas (14,64%); têxteis (7,49%); e castanha de caju (6,01%)", falou a economista.

Os principais países compradores foram mais uma vez Estados Unidos, que pagou pelo calçados , couros, frutas e óleo lubrificante do Ceará; e a Argentina, que comprou calçados e têxteis.

ILO SANTIAGO JR.
REPÓRTER 


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Menos imposto, mais varejo






Resposta positiva

Imposto menor impactou na expansão do varejo no CE

14.09.2012

Pesquisa do IBGE revela que o segmento de veículos e motocicletas teve incremento de 24,5% no Estado

O incentivo ao consumo pelo Governo Federal, com a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), teve reflexo significativo no volume de vendas de automóveis, móveis e eletrodomésticos.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A maior variação foi no setor de combustíveis (26,7%), resultado do aumento da venda de automóveis devido à redução do IPI, que também colaborou com o setor de eletrodomésticos 
Foto: Alex Costa/ Kiko Silva


Comparando com igual período do ano passado, a variação no Ceará do setor de veículos e motocicletas, em julho deste ano, foi de 24,5% e de 16,4% no Brasil - segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para móveis e eletrodomésticos foi 23,7% no Estado e 12,5% no País.

Na variação do comércio varejista ampliado - que inclui as atividades de veículos e material de construção, além daquelas que compõem o varejo - o Ceará apresentou incremento de 16,3%, acima do nacional (10,2%) na comparação a julho de 2011. O segmento de material de construção teve boa variação no comércio cearense: 23,7%, em julho de 2012 ante igual período de 2011 - contra 5,5% no Brasil. Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará, Honório Pinheiro, o bom desempenho é resultado de uma série de fatores.

"O PIB do Ceará cresceu mais que a média do Brasil, temos incentivos públicos do governo e programas sociais que possibilitam a capacidade de compra".

Por esses motivos, ressalta, o Estado tem recebido investidores. "Quando se passa a melhorar a renda começam gastos a mais no supermercado, depois passa para outras necessidades como vestuário e eletrodomésticos", diz. Os hipermercados e supermercados tiveram variação de 10,5%, comparando com igual período do ano passado.

Destaques

A categoria de combustíveis e lubrificantes se destacou com crescimento no Estado de 26,7%, na comparação com julho de 2011, 21,7% durante o ano e 12,9% nos últimos 12 meses - contra 7,3%, 5,1% e 3,1% respectivamente no País.

"Além da redução do IPI, que deu uma alavancada na venda de automóveis, o que está influenciando bastante é o poder aquisitivo da população, que tem gastado com combustível", afirma Antônio José Costa, assessor de economia do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Ceará (Sindipostos).

Ele destaca que o "grande filão" tem sido a venda de motocicletas. "A população, principalmente a que tem menor poder aquisitivo, deixou a bicicleta para comprar uma moto". Desse modo, ele afirma que tem aumentado o consumo no Estado.

Brasil

O volume de venda no varejo ampliado teve maior crescimento em Roraima (23,3%), Mato Grosso (20,5%) e Acre (20,4%), em relação a igual período do ano passado. No ranking, o Ceará ficou na sexta posição do País.

Todos os estados apresentaram resultados positivos no volume de vendas em julho de 2012 em relação a 2011. Com ajuste sazonal, as vendas subiram 1,8% no Ceará e 1,4% Brasil em julho ante junho.

Avanço

16,3 por cento foi crescimento do comércio varejista ampliado no Ceará. O número é maior que a média nacional da categoria, que foi de 10,2%


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PIB do Ceará - destaque nacional





Produto Interno Bruto  
12/09/2012

PIB no Ceará cresce cinco vezes mais que no Brasil

O aumento do PIB cearense está relacionado, principalmente, ao setores de serviços e comércio. A agropecuária teve queda acentuada. A expectativa é que o número suba para cerca de 4,5% neste segundo semestre
 
 


O Produto Interno Bruto (PIB) cearense cresceu 2,9% no primeiro semestre de 2012, em relação ao mesmo período de 2011, cerca de cinco vezes mais que a economia brasileira, que cresceu 0,6%. Os dados foram apresentados pela Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), por meio do Instituto de Pesquisa e Estatística (Ipece).

Esse crescimento favorável em relação ao Brasil está relacionado, principalmente, ao setor de serviços, que representa 70% da economia cearense e cresceu 5,8% no primeiro semestre. Nesse setor, os destaques vão para o comércio, que cresceu 6,5%, e para as atividades ligadas ao turismo, bem como alojamento e alimentação, com 8,4% e transportes, com 10,7%.

O setor industrial teve bom desempenho, crescendo 2,2%. Esse aumento está relacionado, principalmente, à eletricidade, gás e água.

De acordo com o secretário do Seplag, Eduardo Diogo, esse aumento favorável deve, em grande parte, ao investimento de R$ 9,6 bilhões feito pelo Governo do Estado nos últimos cinco anos, destacando a parceria do Estado com o setor produtivo. “Estamos em um bom momento. Para o turismo, por exemplo, a inauguração do Centro de Eventos do Ceará vai impulsionar, mais ainda, a economia”.

Desses R$ 9,6 bilhões, R$ 592 milhões foram investidos no primeiro semestre deste ano, sendo um quarto destinado à educação.

Queda

O setor de agropecuária, no entanto, teve uma queda de 31,6% no Ceará. No Brasil esse declínio foi de 3%. Esse setor representa 5% da economia cearense e a sua queda está relacionada à falta de chuvas no Estado. A fruticultura, atividade mantida com a irrigação, se manteve forte e vem se desenvolvendo, juntamente com a castanha de caju.

A queda deu por consequência a diminuição de 1.151 postos de trabalho no setor. “Apesar de uma queda considerável, o setor representa uma pequena parcela não comprometendo muito a economia. Esperamos que essa situação se reverta”. Eloísa Bezerra, analista do Ipece, explica que a queda aconteceu porque 150 municípios do Ceará estão localizados em regiões de semiárido.

A expectativa é que no segundo semestre haja um aumento de 4,5% no PIB cearense, estimulado pelas datas comemorativas, 13º salário, eleições, e a prorrogação da redução do Imposto sobre Produto Sobre Produtos Industrializados (IPI). “As eleições geram empregos. Essas pessoas passam a comprar mais, movimentando o comércio, um dos pilares da nossa economia”, disse Eduardo Diogo.

Como

ENTENDA A NOTÍCIA

No segundo trimestre de 2012, o PIB brasileiro alcançou o montante de R$ 1.101,6 bilhões, sendo R$ 938,2 bilhões de Valor Adicional e R$ 163,3 bilhões de Impostos Sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

SERVIÇO

O estudo completo pode ser acessado:
Onde: http://www.ipece.ce.gov.br

Saiba mais

Exportações e importações

O Ceará exportou US$ 614,6 milhões no primeiro semestre de 2012, representando o crescimento de 0,69% em relação ao mesmo período de 2011, superando a média nacional, que registrou queda de 0,92% .

O Ceará se posicionou na 4º posição em valor de exportação dos estados do Nordeste.

As importações cresceram 22,41% em relação a 2011, sendo US$ 1.150 milhão investidos em produtos de fora.

Publicado originalmente em:

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