Biblioteca da Faculdade CDL

Biblioteca da Faculdade CDL

O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

Mostrando postagens com marcador Consumidor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Consumidor. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A loja física se reinventa no Digital pelo Reconhecimento Facial



Recognition of a male face by layering a mesh and the calculation of the personal data by the software. Biometric verification and identification


O reconhecimento facial foi pesquisado e evoluiu – em particular por demandas envolvendo segurança –, especialmente no setor financeiro. Mas as oportunidades geradas pelas possibilidades de aplicá-las, segmentando, identificando e medindo mutações de expressões e, desta forma, avaliando satisfação de consumidores, abriram possibilidades mais abrangentes que incorporam às lojas físicas algumas das características mais positivas das alternativas digitais.

Recentemente, o Walmart anunciou, nos Estados Unidos, o uso piloto do reconhecimento facial como forma de melhorar seus níveis de serviços, e a revista The Economist mostrou, em artigo, os benefícios advindos do uso dessa tecnologia para medir diversos indicadores antecedentes que poderiam contribuir para a melhoria das vendas e dos resultados.

No Brasil já é possível utilizar o reconhecimento facial no varejo para medir o tráfego de lojas e conversão de clientes de forma segmentada por sexo, faixa etária e compleição física. E também avaliar o conjunto de experiências, ofertas, atendimento e produtos, na loja como um todo ou por áreas específicas, pela variação de sinais fisionômicos que permitem medir o índice de satisfação dos consumidores  em sua jornada de compra.

Essa plataforma foi trazida para o Brasil pela Facemedia e já está sendo implantada – em caráter piloto – em diversas unidades de algumas das mais importantes redes de varejo de diferentes segmentos, dando início a um ciclo de conhecimento e avaliação de comportamento nos pontos de vendas físicos, que disponibiliza informações e recursos anteriormente só disponíveis no universo digital.

Além de seus usos mais avançados com reconhecimento facial segmentado, essa plataforma permite mensuração e avaliação de tráfego na loja como um todo e em particular por áreas da loja, medição dos tempos dispendidos em serviços oferecidos, como crédito, por exemplo, ou mesmo a identificação das “zonas de calor”, ou seja, áreas mais visitadas ou com maior tráfego nas lojas.

Alguns desses recursos já eram disponíveis em outras plataformas existentes, porém o maior benefício desse novo recurso é poder oferecer tudo isso de forma segmentada por faixa etária, sexo e compleição física.

Essa última segmentação é particularmente importante em lojas de moda, por exemplo, pois pode permitir o ajuste da grade oferecida adequando ao perfil médio dos frequentadores daquela unidade, otimizando os estoques e o atendimento dos consumidores.

Personalização

Nessa plataforma também será possível identificar milhares de consumidores frequentes – mais de 10 mil por ponto físico –, que poderão ser reconhecidos quando entrarem na loja, permitindo que sejam resgatadas suas experiências e relacionamento anteriores, de forma a personalizar o atendimento e ampliar vínculos nascidos em visitas anteriores ou, até mesmo, de relacionamento em ambiente digital.Informações sobre preferências por produtos e marcas anteriormente adquiridos para personalizar o atendimento e o relacionamento.

Esse recurso poderá ser aplicado na loja como um todo, em particular nas de menor porte, como as especializadas, as de conveniência, os supermercados de bairro e outras, assim como segmentando por áreas ou departamentos nas lojas de maior tamanho, como hipermercados ou home centers. Ou mesmo em shopping centers e outros centros comerciais.

A possibilidade de personalização que nasceu historicamente pela atenção pessoal do dono da loja com seus clientes frequentes será agora possível em escala massificada, em qualquer tamanho de loja, pelo uso da tecnologia do reconhecimento facial com alerta para os colaboradores que poderão acessar dados sobre os clientes reconhecidos ampliando a experiência e satisfação dos omniconsumidores.

Da mesma forma, será possível customizar mensagens e promoções em telas digitais, pois o reconhecimento facial segmentado permitirá ajustar a mensagem, promoção ou produto ao exato perfil demográfico do cliente em frente à tela. Desta forma, uma mulher na faixa etária de 25-35 anos receberá uma mensagem, promoção ou apelo de venda específico para seu segmento, diferente de um homem na faixa de 45-55 anos, em frente exatamente à mesma tela.

Uma nova realidade

O uso do reconhecimento facial avançado, como já está disponível, irá permitir um maior e melhor conhecimento sobre os padrões de comportamento de consumidores ao longo dos períodos do dia, da semana e do mês. Da mesma forma como permitirá medir os reflexos das campanhas e promoções realizadas por segmento de mercado atingido e na loja como um todo, e por departamentos em particular. Mas é um longo caminho a ser percorrido.

Não há como negar que o comportamento do consumidor se altera ao longo dos dias da semana, ao longo do mês e por período diário. Só que isso era intuído, mas nunca foi medido.

E agora tudo isso pode ser avaliado e conhecido, comparando o comportamento médio aprendido ao longo do tempo, com aquele diferenciado por efeito de uma campanha, de um momento, de uma experiência ou de um estímulo específico.

E isso será um longo e decisivo aprendizado para poder ter no ambiente físico os mesmos recursos obtidos no canal digital.

Claramente, o varejo físico estará se reinventando pela incorporação de elementos disponíveis no varejo digital, assim como o varejo digital estará, também, incorporando elementos do varejo físico, como o reconhecimento facial e alterações na fisionomia, como medida de satisfação, em seus processos de evolução.

O mais importante aspecto envolvendo o reconhecimento facial segmentado e o índice de satisfação dos consumidores é que ele torna possível, a partir de indicadores de performance apurados, o ajuste da oferta de produtos, marcas, espaço físico, comunicação visual, promoções e ações de ponto de vendas para melhorar o resultado e o desempenho de vendas e a rentabilidade por m2. Ou de forma cada vez mais viável, por m3.


Elementos cruciais na busca de melhores performances no varejo físico com o uso de elementos digitais.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Loja bem ambientada tem maior poder de venda

Especialistas em VM e vitrinísmo afirmam que um ponto de vendas ambientado estrategicamente aumenta o desejo de compra nos clientes


Por Redação Comércio & Conjuntura

A aproximação das festas de final de ano aquece e movimenta a economia. Além de bons preços, o público procura bom atendimento, ambiente confortável e propicio às compras. A vitrine atrai o consumidor, mas é dentro da loja que o cliente deve ser fidelizado.

De acordo com estudos do Senac, a vitrine é responsável por 70% das vendas, mas é necessário que a loja esteja em sintonia com ela e o profissional de visual merchandising (VM) é o responsável por garantir isso. 

Bruno Leitão, professor de layout e merchandising da Faculdade CDL, afirma que a vitrine bonita induz o cliente a entrar na loja, mas nem sempre o faz permanecer. 

“O VM trabalha o ponto de venda como um todo, desde o momento que o consumidor enxerga a fachada, até o momento em que ele entra e é envolvido sensorialmente”, explica. 

Para Leitão ainda dá tempo de investir nesse atrativo para as vendas de dezembro. Ele indica que o maior investimento deve ser na capacitação dos funcionários para um melhor atendimento e retenção do cliente.

“Não é só colocar um gorro na cabeça do vendedor, é fazer com que ele seja acolhedor, isso também é parte da harmonização. Não é apenas uma atmosfera de compra, é pra ser também um ambiente agradável”, explica. 

O profissional de VM, David Fama, explica que a consultoria trabalha todo o conceito da marca, relacionando com o público alvo, posicionamento mercadológico e as condições de investimento de cada empresário.

“A prática começou como vitrinísmo, mas viu-se a necessidade do trabalho se expandir por todo o espaço, para que o cliente sofresse o impacto da vitrine, mas quando chegasse dentro da loja percebesse que toda a atmosfera do espaço conta a mesma história. O encarte, a vitrine, o interior, os vendedores, todos com o mesmo conceito”, detalha Fama. 

O consultor explica ainda que tudo é planejado, a ambientação do estabelecimento, a posição dos produtos, a música que estimula o interesse do cliente, tudo tem que combinar com a minha vitrine, até mesmo a temperatura do ar-condicionado.

Fama avalia que o mercado cearense e a adesão dos empresários à tendência tem crescido.

“Os lojistas estão percebendo que o dinheiro investido no visual merchandising tem retorno. O serviço pode ser aplicado em qualquer mercado, é um trabalho de padronização de loja que melhora a experiência para o cliente. Fazer uma vitrine mais atrativa e temática é uma ferramenta que ajuda a vender mais”, indica.

Por ser tratar de um serviço personalizado, o trabalho de um visual merchandising não tem valor fixo. Ele varia de acordo com o objetivo de cada lojista.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

As 15 ferramentas de marketing mais indicadas para as pequenas empresas

Por Renato Mesquita

A área de marketing sempre foi considerada como uma das mais indispensáveis para qualquer empresa. Soma-se a isso, o fato de que em pleno século 21, essa área vem se consolidando como a principal responsável pela expansão de qualquer empresa, trazendo cada vez mais clientes de forma rápida.

O que mudou de uns tempos para cá é que o Marketing vem assumindo a responsabilidade de trazer resultado de forma objetiva através de suas ações, que hoje tem condições de serem melhores mensuradas.

A consequência disso se reflete na área de vendas, que está sendo totalmente alimentada de forma mais adequada pela área de marketing, com possíveis clientes mais maduros e preparados para compra.

Dentre os motivos de toda essa mudança, destaca-se o crescimento da influência da internet na jornada do cliente, que possui mais informações e um maior poder de decisão sobre a compra de qualquer produto ou serviço.

Com toda essa evolução e empoderamento do consumidor, o marketing digital está cada vez mais se posicionando como o foco principal da área de marketing de uma empresa e, para que ele seja melhor trabalhado, surgiram inúmeras ferramentas para dar apoio na execução e produtividade em suas atividades.

Hoje, essas ferramentas de marketing já são consideradas indispensáveis na rotina de qualquer empreendedor ou profissional que atua na área.

As ferramentas de marketing

A grande verdade é que a realidade do marketing das empresas é composta por uma rotina com muitas atividades, que devem ser executadas todos os dias. Essas tarefas estão ligadas a todas as partes do funil de vendas: Atração, Conversão, Relacionamento, Análise e até apoio nas vendas!

Para garantir que tudo isso seja feito com excelência em prol dos resultados esperados, o uso das ferramentas de marketing  é inevitável e totalmente benéfico para qualquer empresa.

Além de ajudar na eficiência e produtividade da execução da rotina do dia a dia, o principal ganho é que as ferramentas de marketing possuem o poder de simplificar tudo isso, deixando a equipe cada vez mais disponível em focar boa parte de seus esforços na parte estratégica da área.

Felizmente há uma infinidade de ferramentas que apoiam todas as atividades que competem a área de marketing de uma empresa. Elas fornecem suporte para todas as atividades, desde as mais visuais (posts em blog, por exemplo) até na análise de métricas e números (sendo que a área de marketing é constantemente cobrada sobre o que está dando certo ou não, para corrigir possíveis falhas e aplicar melhorias).

Porém, deve se tomar muito cuidado! As ferramentas são muitas e a chance de “inflar” a empresa com várias delas é grande, então deve-se avaliar e utilizar somente as que atendam às reais necessidades.

Para ajudar com isso, separamos aqui 15 ferramentas de marketing, que são consideradas referências no que se propõem a fazer e que são as mais indicadas para pequenas empresas. Assim, você poderá conhecê-las melhor e avaliar junto a sua equipe uma possível adoção para sua empresa:

1 - Rock Content
Já falamos por aqui sobre a importância do Marketing de Conteúdo para qualquer negócio. Pois bem, com a plataforma da Rock Content é possível gerenciar toda estratégia que envolve a produção de conteúdo da sua empresa através da plataforma que eles criaram.

Por essa plataforma é possível definir suas personas, referências, informações gerais e até a linguagem do negócio. É por lá que ficam todas as informações relacionadas ao seu posicionamento de conteúdo, como por exemplo, pesquisas de palavras-chave, concorrentes e textos já produzidos. Tudo centralizado em um só lugar.

E a principal vantagem é que também é por lá que irá acontecer toda interação com os redatores que irão produzir o conteúdo para a sua empresa, conforme a sua demanda.

2 - RD Station
O RD Station é um software de automação de marketing, oferecido pela Resultados Digitais. Além de ser uma das soluções mais completas do mercado, é uma das que mais se adequa ao orçamento de Pequenas e Médias empresas.

A plataforma abrange ações em todas as etapas do funil de marketing, proporcionando a gestão completa de todos as leads. Dentro dela, é possível criar landing pages, se relacionar por email, criar fluxos de nutrição, segmentar as leads, aplicar Lead Scoring e até analisar os resultados de todas as ações provenientes do Inbound Marketing de qualquer empresa.

Além disso, o RD Station também integra com alguns CRMs de vendas, tornando a passagem das leads do marketing para vendas totalmente eficiente.

3 - WordPress
Criar um site ou um blog se tornou algo 100% viável, principalmente para pessoas que não tem conhecimento em programação, graças às plataformas CMS (em português: Sistema de gerenciamento de conteúdos).

E o CMS mais conhecido e mais popular é o WordPress. É uma das plataformas mais intuitivas de se utilizar, sendo que nela é possível criar, editar e publicar todo o conteúdo do seu site ou blog. Suas ferramentas são consideradas simples e além disso há plugins externos para deixar as possibilidades ainda mais completas e flexíveis.

4 - Google Analytics
Se existe uma ferramenta de marketing indispensável para qualquer empresa, essa ferramenta é o Google Analytics, que é o sistema de monitoramento do Google.

Ele pode ser usado em qualquer site, inclusive blogs, e seu objetivo é identificar a origem de cada visitante da página. O dado mais importante que ele trás é o volume de visitas do site em um determinado período de tempo.

Nele também é possível consultar quais conteúdos estão gerando mais visitas, além de monitorar campanhas no Adwords e também nas redes sociais.

5 - Optiemezely
Uma das grandes necessidades de qualquer equipe de marketing é a realização de testes A/B, pois são indispensáveis na construção de qualquer estratégia.

Para ajudar com essa demanda, o Optimezely permite comparações de versões de uma mesma landing page, emails, anúncios, campanhas, etc.

Além disso, a sua plataforma é totalmente personalizável, conforme a necessidade do negócio, e também fornece relatórios completos para análise.

6 - Facebook Ads
O Facebook Ads é a plataforma de mídia paga do Facebook. Ela permite uma análise completa de todas as campanhas pagas feitas por uma página comercial na rede social. Essa análise envolve desde o número de curtidas e cliques, até a possibilidade de segmentação e alcance do público de uma campanha em específico.

Nela, é possível mensurar também as taxas que envolvem as conversões de leads de cada campanha, ajudando a empresa a avaliar quais delas estão trazendo o melhor custo-benefício.

Hoje, saber lidar com o Facebook Ads é indispensável para qualquer profissional de marketing que trabalha com mídias sociais.

7 - Google Adwords
Outra ferramenta de mídia paga imprescindível para qualquer empresa é o Google Adwords, uma das soluções que o Google oferece.

O Google Adwords é indicado para empresas que querem aparecer nas primeiras posições das pesquisas do Google de forma mais imediata, sem precisar construir uma reputação para aparecer na mídia orgânica. Ela é indicada para campanhas e anúncios que tenham um caráter mais comercial.

Com essa plataforma também é possível criar, gerenciar e analisar os resultados de qualquer campanha, mostrando dados que são importantes para também mensurar o custo benefício daquele investimento, como por exemplo, o CPC (custo por clique).

8 - Mixpanel
O Mixpanel é uma das ferramentas mais poderosas para acompanhar os possíveis caminhos que todos os seus leads fazem em seu site. Nela, é possível verificar todas as conversões e assim fazer uma análise de engajamento de usuários, por exemplo.

Outro poderoso recurso oferecido pela ferramenta é a análise de dados, segmentando os tipos de usuário. Ela também disponibiliza relatórios que dão suporte na estratégia da empresa, fornecendo insights e ideias de melhoria que são totalmente intuitivas.

É possível começar com a versão gratuita, mas também há planos que são pagos com mais opções e recursos.

9 - SEMRush
Se você está querendo investir em ações para melhorar o SEO do seu site, não pode deixar de conhecer o SEMRush!

Essa ferramenta oferece suporte inteligente nas escolhas de palavras-chave, análise de concorrentes e até auxílio com dados referente à saúde “on-page” do site. É uma ótima maneira de identificar oportunidades para alavancar sua reputação na mídia orgânica.

É disponível nas versões gratuitas (com algumas limitações) e paga.

10 - MailChimp
O MailChimp é uma das opções mais simples e baratas do mercado, quando estamos falando de disparos de e-mail. Através dele, é possível criar campanhas de email marketing de forma completa e estratégica.

A possibilidade de personalização dos layouts dos emails é outro ponto positivo, pois é bem fácil e flexível. Outras vantagens que merecem destaque são: o mensuramento do rendimento das campanhas e a possibilidade de começar a utilizá-la com uma versão gratuita.

11 - MOZ
Outra ferramenta importante no auxílio com questões de SEO e mídia orgânica é o MOZ. Assim como o SEMrush, ele também auxilia em relação a lidar com a concorrência na utilização de palavras-chave.

Nela também é possível fazer uma análise completa do SEO do seu site e aplicar correções, além disso, é possível consultar o rankeamento de palavras-chave a nível local e global.

Em relação ao custo, há a vantagem de que oferecem um Trial gratuito por 30 dias.

12 - Google Trends
No Google Trends é possível realizar pesquisas de palavras-chave e descobrir com que frequência são buscadas na web. Nele, é possível também analisar a demanda de uma palavra-chave em específico por região, e também outras palavras relacionadas a ela.

É uma ferramenta que fornece apoio total nas estratégias de utilização do Google Adwords e é uma excelente maneira de qualquer empresa se planejar, pois é possível analisar em quais palavras será mais compensador investir ao longo do tempo.

Ela também auxilia em questões de SEO, já que é possível verificar qual é a tendência de pesquisa no momento. O acesso a ela é gratuito, basta ter uma conta do Google para utilizá-la.

13 - SimilarWeb
O SimilarWeb é a ferramenta ideal para analisar a audiência de qualquer site. Sendo possível consultar, inclusive, a audiência e reputação de seus concorrentes.

Os principais dados fornecidos por ela são: volume e fonte de tráfego, taxa de rejeição, média de páginas por visita e tempo médio de permanência na página.

Possui versão gratuita e paga, que oferece como vantagem a análise do perfil dos visitantes do site e qual é o seu comportamento na web, ou seja, que outros sites esses visitantes também acessam.

14 - Google Keyword planner
Outra ferramenta que fornece apoio nas estratégias de campanhas pagas é o Google Keyword planner. Ela auxilia na elaboração e organização das campanhas feitas no Google Adwords.

Nela é possível encontrar o volume de buscas, CPC (custo por clique) e até outras palavras que são relacionadas a uma certa palavra-chave.

Outras vantagens dessa ferramenta é que ela é integrada com o próprio Google Adwords e também é possível agrupar mais de uma palavra-chave para um mesmo anúncio.

15 - Kissmetrics
O Kissmetrics é uma ferramenta que auxilia na análise, a ponto de fornecer dados que trazem a sensação que está acompanhando os usuários do seu site de perto.

A ferramenta ajuda a analisar de forma completa toda a jornada do usuário no site, identificando comportamentos para que futuras otimizações sejam feitas. Ela também fornece dados importantes, como por exemplo, resolução de tela, localização e até a versão do navegador.

Nela é possível também fazer testes A/B, acompanhar métricas e emitir relatórios.

Conclusão
Deu para perceber que essas ferramentas podem ser um ótimo braço tecnológico na área de marketing de qualquer empresa, não é mesmo? Lembrando que as ferramentas apresentadas são apenas algumas dentro de uma infinidade que existem por aí.

E como já vem sendo apresentado desde o início desse post, com toda a ascensão da internet, é indispensável que qualquer empresa deixe o marketing digital de lado, e são ferramentas como essas que vão fornecer produtividade e escala para todas as suas ações. Basta escolhê-las de forma correta.

Sobre o autor: Jornalista especializado em Marketing de Conteúdo.
Fonte: Saia do lugar

segunda-feira, 18 de maio de 2015

4 MARCAS QUE VÃO DOMINAR O VAREJO NOS PRÓXIMOS ANOS





11/05/2015 17h37 - ATUALIZADA EM: 12/05/2015 18h27 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

UM RELATÓRIO DA GOLDMAN SACHS CONSIDEROU AS COMPANHIAS COM MAIOR APELO AOS CONSUMIDORES ENTRE A GERAÇÃO DOS MILLENNIALS, NASCIDOS APÓS OS ANOS 80


PIB bom é o da legocity (Foto: Otávio Silveira)
Qual será o futuro do varejo? Para tentar chegar a uma resposta, analistas do banco de investimentos Goldman Sachs fizeram uma projeção sobre as marcas que terão maior importância para o principal grupo consumidor dos próximos anos, os millennials (nascidos entre anos 80 e 90). O resultado, publicado pelo site Business Insider, você vê abaixo:
 

Apple
Faz sete anos consecutivos que a Apple lidera a lista da revista Fortune das empresas mais admiradas do mundo. A reputação da marca é tão forte que a Apple conta com uma base de clientes cativos que aumenta a cada lançamento. De acordo com o Goldman Sachs, os millennials não só continuarão consumindo os produtos da marca como estarão dispostos a pagar muito dinheiro por eles. As previsões mostram que a capacidade de agregar valor e status aos diversos itens da marca vai ajudar a empresa crescer ainda mais no futuro.
 

Disney
Mesmo desconsiderando a importância da Disney para a indústria cinematográfica, a marca é um exemplo de sucesso no ramo de brinquedos e games. A parceria com a empresa infantil Hasbro permitiu a expansão dos produtos licenciados da marca, principalmente os das franquias Star Wars, Marvel e Frozen.  Segundo o Goldman Sachs, esse investimento continuará elevando o poder (e os lucros) da marca.
 

Nike
Apesar de enfrentar concorrentes de peso, como UnderArmour, New Balance e Adidas, a Nike aposta em inovação para lançar produtos atraentes aos consumidores. A avaliação do banco de investimentos atribui o sucesso da marca não só à inovação e cultura da empresa, como também à bem-sucedida segmentação de alguns produtos que competem com mercados menores, como, por exemplo, as submarcas Jordan e Nike SB.
 

Lego
O Goldman Sachs acredita que quando os millennials comprarem um brinquedo da Lego para os filhos, terão a certeza de que estarão investindo em desenvolvimento. “Ao vender criatividade, a companhia é um exemplo de apelo bem-sucedido”, aponta o relatório. Além disso, após o sucesso da animação Uma Aventura Lego, lançada em 2014, a tendência é que a marca entre cada vez mais na indústria do entretenimento.  Outra vantagem da Lego é o Lab Future, laboratório da empresa voltado para pesquisar os hábitos de consumo e desejo de seus clientes.


A Época NEGÓCIOS, em sua edição de abril, trouxe uma entrevista exclusiva com o presidente mundial da Lego, Jorgen Von Knudstorp, na qual ele dá detalhes sobre a estratégia que ajudou a marca a se fortalecer nesses últimos anos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

65% das pessoas estão com dívidas






EM FORTALEZA

21.08.2014

A proporção dos consumidores com contas a pagar em atraso, porém, teve queda em agosto


Segundo a pesquisa da Fecomércio-CE, o cartão de crédito foi o instrumento mais utilizado neste mês, citado por 82,8% dos consumidores
Segundo a pesquisa da Fecomércio-CE, o cartão de crédito foi o instrumento mais utilizado neste mês, citado por 82,8% dos consumidores
FOTO: LUCAS DE MENEZES
Atualmente, 65,1% dos consumidores da Capital cearense possuem algum tipo de dívida. Desse total, estima-se que 5,3% não conseguirão pagar suas contas. Os dados são da Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, referente ao mês de agosto, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).
Os instrumentos de crédito mais utilizados foram: cartões de crédito, citados por 82,8% dos entrevistados; financiamento bancário (12,6%); empréstimos pessoais (8%); e carnês e crediários (5,8%).
O consumidor usou o cartão de crédito, por exemplo, para comprar: itens de alimentação (46,9%); artigos de vestuário (37,4%); eletroeletrônicos (36,1); e pagar despesas de educação e saúde (21,1%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.084, e o prazo médio para o pagamento de sete meses, comprometendo 27,5% da renda familiar.
Por outro lado, a proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 3,6 pontos percentuais, passando de 19,1%, em julho, para 15,5% neste mês. O tempo médio de atraso é de 64 dias, sendo o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos - a principal justificativa para o atraso, citado por 71,6% dos entrevistados. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 22,5%, seguindo pela contestação da dívida (9,8%).
Inadimplência
A taxa de inadimplência potencial - a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos - subiu 0,5 ponto percentual, passando de 4,8% para 5,3%.
A pesquisa revela, ainda, que 79,0% dos consumidores de Fortaleza fazem orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos; 10,5% relatam que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos; e 10,5% dos entrevistados informam não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.
A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento. Entre os fatores que mais contribuem para isso estão: as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário (22,7%); o aumento dos gastos considerados essenciais (14,7%); a falta de orçamento e controle dos gastos (13,7%); e compras antecipadas (13,1%).

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Empresas felizes, consumidores não

Atendimento
30/07/2014


Atender bem não basta. Uma pesquisa exclusiva mostra que mesmo as companhias que têm um bom relacionamento com os consumidores perdem clientes se param de melhorar

Patrícia Valle, de Exame
Carrefour, Ford, Magazine Luiza e Saraiva (a partir do alto à esq., em sentido horário): todas perderam posições no ranking EXAME/IBRC de atendimento

São Paulo - Para a psicologia, quem não consegue reconhecer que tem um problema vive em estado de negação. Algumas empresas passam por isso — têm dívidas impagáveis mas se recusam a admitir, estão em mercados decadentes mas insistem no erro, e por aí vai. Pois o Brasil vive um caso raro de negação coletiva.

Uma pesquisa exclusiva do Instituto Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) mostra que as maiores companhias brasileiras pararam no tempo na forma como atendem seus consumidores. A pesquisa é feita desde 2010, em parceria com EXAME, e analisa 100 empresas.

Na média, elas receberam a mesma nota obtida em 2011. Mas a avaliação que seus executivos fazem do atendimento que prestam tem melhorado, sensivelmente, a cada ano.

Para eles, sua empresa merece, na média, nota 9. Para os pesquisadores do IBRC, pouco mais de 7. Entre as empresas com a pior avaliação dos clientes, a diferença é ainda maior: elas também acham que merecem nota 9, mas os consumidores dão 6,5. 

Por que isso acontece? Em parte, esse descompasso se deve ao fato de os clientes terem ficado mais exigentes — e ganhado mais canais para divulgar seu descontentamento com as empresas quando algo dá errado.

Há dez anos, se a entrega da geladeira demorasse, a comida do restaurante chegasse fria ou a TV a cabo ficasse fora do ar, não restaria muita alternativa aos consumidores a não ser reclamar nos serviços de atendimento da própria empresa ou fazer uma queixa ao Procon. Os mais dispostos podiam ir à Justiça.

Hoje, com bem menos esforço, é possível colocar um vídeo na internet ou um comentário ácido nas redes sociais e ter uma repercussão muito maior — algo que as empresas querem evitar a todo custo. Nesse cenário, mesmo as companhias que têm um bom atendimento passam a ser criticadas se deixar de investir para melhorar. E as empresas que já não estão bem ficam ainda mais expostas.

“Estagnar, atualmente, significa piorar, e isso já começou a aparecer nos resultados da pesquisa”, diz Alexandre Diogo, presidente do IBRC. Pela primeira vez, o instituto mapeou as companhias que estão estagnadas em termos de atendimento ao cliente e os reflexos disso na avaliação deles.

Todas perderam posições no ranking EXAME/IBRC, uma extensa pesquisa feita em quatro etapas. Na primeira, o instituto entrevistou quase 5 000 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal, as quais avaliaram o atendimento das empresas de que eram clientes.

Depois, enviou um questionário às companhias para entender o funcionamento das áreas de atendimento. Em seguida, destacou profissionais para atuar, anonimamente, como clientes das companhias e avaliar seus serviços. Por fim, fez uma rodada de conversas com os clientes das 100 empresas mais citadas. 

Reação das empresas

A montadora Fiat é uma das que caíram no ranking por ter estagnado (ainda que continue sendo vista como uma das dez melhores empresas do país). Para tentar melhorar a percepção dos consumidores, a empresa instalou um novo sistema de tecnologia que reúne mais informações sobre os clientes e tem o objetivo de tornar o atendimento mais rápido.

“Estávamos prestando o mesmo serviço, mas, nas pesquisas com clientes, vimos que a vontade de recomendar a marca estava diminuindo. Isso indicou que precisávamos melhorar”, diz André Pego, responsável pela área de atendimento da Fiat.

Marco Simoni/Latinstock
Sydney, na Austrália: os novos serviços de viagem da Amex ajudaram a melhorar a avaliação da empresa 

Outra empresa que resolveu agir foi a rede de varejo Magazine Luiza, que quase dobrou de tamanho desde 2010, depois de fazer aquisições — durante o processo de integração, o atendimento aos clientes perdeu espaço.

No fim de 2013, a empresa criou um comitê dedicado a melhorar a área, que reúne funcionários de diferentes departamentos e é liderado por Luiza Trajano, presidente da companhia.

Uma sugestão que saiu do comitê foi criar uma reserva financeira nas lojas para permitir que os gerentes façam pequenos consertos em produtos com defeito e que estejam fora da garantia — por exemplo, trocar um fio com mau contato.

Antes da mudança, as lojas já faziam isso, mas era preciso abrir um chamado na área técnica, o que demorava e irritava os consumidores.

No caso do site, se a entrega de alguma mercadoria atrasar, o atendente do call center pode solicitar que o gerente da loja mais próxima ao cliente faça a entrega. 

O Magazine Luiza e a rede de supermercados Carrefour foram as duas únicas companhias estagnadas do ranking do IBRC que continuaram sendo recomendadas pelos consumidores. As demais passaram a ser criticadas e a perder clientes. Dessas, nem todas acham que precisam — ou que podem — melhorar de forma significativa.

É o caso da fabricante de cosméticos O Boticário, que, apesar dos problemas, é a terceira melhor empresa do país. “Não vemos como um resul­tado estagnado, mas como um reflexo da tarefa difícil de nos superar para atender consumidores mais exigentes num mercado mais competitivo”, diz Andrea Mota, diretora executiva.

O banco Bradesco, a rede de supermercados Carrefour e a Livraria Saraiva fazem análises parecidas. O risco, segundo Alexandre Diogo, do IBRC, é o relacionamento com os consumidores continuar deteriorando, o que pode prejudicar os resultados no médio prazo. Um caso extremo aconteceu pouco antes do Natal de 2011 com a empresa de comércio eletrônico B2W.

Uma sucessão de problemas de logística atrasou a entrega de milhares de produtos no período mais sensível do ano — algumas encomendas feitas antes do Natal foram entregues no Carnaval. Em 2012, caiu para a 61a posição no ranking do IBRC.

Ao longo daquele ano, iniciou um plano de investimento de 1 bilhão de reais em infraestrutura e logística e, no ranking atual, aparece na 19a posição. 

Com consumidores mais impacientes, como as empresas que têm um bom atendimento conseguem continuar agradando? Em comum, as primeiras colocadas do ranking do IBRC têm o fato de fazer pesquisas constantes sobre os clientes, para saber de­talhes de seu perfil e nível de satisfação, e tentar criar serviços mais personalizados.

Esse é o caso da bandeira de cartões American Express, que subiu nove posições no ranking e, hoje, tem o melhor atendimento do país. Não houve nenhuma grande mudança na empresa de 2013 para cá, mas ela continuou investindo em tecnologia, treinamento de funcionários e pro­moções.

É possível comprar passagens aéreas com as milhas acumuladas nos cartões da Amex no próprio site da empresa, que assinou convênios com companhias aéreas. Além disso, o cliente pode solicitar um guia com sugestões de passeios e restaurantes e instalar um aplicativo que permite acompanhar os gastos no cartão ao longo de sua viagem. Parece pouco, mas faz diferença.


Fonte: Exame.com

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mais da metade compra por impulso






CONSUMIDORES BRASILEIROS

14.05.2014

Conforme pesquisa, itens como roupas (29%) e calçados (19%) lideram a lista das aquisições consideradas supérfluas

impulso

O apelo promocional e os descontos ofertados pelo varejo têm conseguido atrair os consumidores brasileiros, sendo os principais motivos pela realização de compras não planejadas. Nos últimos três meses, 52% dos consumidores realizaram alguma compra por impulso, conforme mostra um estudo realizado pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz (http://meubolsofeliz.Com.Br/), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O estudo foi feito nas 27 capitais do País e a principal justificativa dada pelos consumidores para comprar por impulso são os descontos e promoções, mencionados por metade da amostra (50%).
O levantamento também procurou identificar com quais produtos os brasileiros mais gastaram desnecessariamente nos últimos 90 dias. Itens como roupas (29%) e calçados (19%) lideram a lista das compras supérfluas, seguidos por eletrônicos/celulares (18%) e perfumes/cosméticos (12%).
Os shoppings são os locais onde as compras por impulso costumam ocorrer com maior frequência, com 35% dos consumidores ouvidos afirmando que, nos últimos três meses, realizou alguma compra não planejada nesse tipo de estabelecimento. Em segundo lugar, ficaram as lojas virtuais (23%). Outros lugares também mencionados são as lojas de rua (14%), supermercados (14%) e lojas de departamento (4%).
O estudo avaliou ainda a relação do brasileiro com o crédito e constatou que, para 52% dos entrevistados, ele representa alegria/realização por comprar coisas. Já para 30%, o crédito ajuda nos momentos difíceis e para 7% representa problema.
"A dica é resistir às tentações das propagandas e não insistir em manter um estilo de vida que não combina com sua renda atual", orienta José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz. "Às vezes parece imperceptível, mas fatores psicológicos, subjetivos e emocionais exercem muita influência nas decisões financeiras. Por uma questão de status, algumas pessoas compram desmesuradamente apenas para impressionar a família, os amigos. Sem planejamento, essas pessoas adquirem produtos supérfluos e acabam se endividando excessivamente", diz.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Fragilidades no setor de cartão de crédito






ARTIGO 16/04/2014

As fraudes aplicadas via cartão de crédito têm sido recorrentes no Brasil. Nos últimos dez anos, impulsionadas, principalmente, pelo boom do comércio eletrônico na internet e pela impunidade que permeia os mais diversos campos de atuação dos criminosos, essas fraudes superaram o limite tolerável e escancararam as muitas fragilidades na segurança das transações com cartão de crédito. 

Essa fragilidade, supostamente, teria atingido seu ápice em 2012, quando o Ministério Público deflagrou a operação Clone. Naquele ano, os delegados envolvidos na investigação das fraudes praticadas por hackers deixaram claro que as falhas na legislação propiciavam a impunidade e praticamente funcionavam como estímulo aos criminosos. Estes desenvolveram mecanismos tão sofisticados que chegaram a criar uma espécie de indústria paralela, com direito a gráfica e a softwares especializados em capturar e decodificar dados sigilosos de clientes e transformá-los em cartões de crédito similares aos originais. É mole? E pasmem! As máquinas usadas pelos bandidos são compradas dos mesmos fornecedores que atendem as empresas que operam legalmente no mercado com operações de débito e crédito. E esses hackers, de posse de dados sigilosos capturados pela internet, ainda avaliam o tipo de cartão e a média de crédito da potencial vítima, e só então decidem se vale a pena “perder tempo” com a clonagem. Isso descreve somente uma forma de atuação dos criminosos. Há muitas outras. 

Até este momento de 2014, se algo mudou foi a capacidade cada vez maior de o criminoso fraudar os sistemas vigentes, mas a proteção à vítima e o rigor da punição do criminoso me parecem não ter sofrido alteração. No ano passado, por exemplo, pesquisa realizada pelo Jornal Hoje, da Rede Globo, revelou que só no estado de São Paulo houve um crescimento de 327% na ocorrência de fraudes, um número alarmante. E quem assume a responsabilidade pelos prejuízos causados ao consumidor e as empresas que operam com os sistemas de crédito e débito? Em quais circunstâncias o banco e a administradora do cartão são responsáveis por arcar com os custos das fraudes?

Muitas vezes a conta é cobrada dos donos de estabelecimentos que aceitaram a compra, mesmo que esta tenha sido realizada via senha eletrônica. Os bancos e administradoras respondem pela segurança das máquinas eletrônicas e têm investido milhões nessa proteção de dados, no entanto, os criminosos também atualizam suas práticas, o que rapidamente torna os investimentos em defesa obsoletos. Volta-se, portanto, à Operação Clone, cujos investigadores atribuíam à leveza da legislação brasileira a livre e promissora atuação dos criminosos.

Fato é que lojistas e consumidores não podem mais ficar tão expostos à ação dos criminosos. Medidas precisam ser adotadas no intuito de assegurar do modo mais amplo possível a segurança do comércio físico e virtual, sob pena de a economia do país começar a, também, pagar o preço de um atraso jurisdicional que não tem mais cabimento no atual contexto brasileiro. É preciso inibir a atuação dos criminosos e multiplicar a segurança dos usuários do chamado dinheiro de plástico – responsável pela maior parte das compras no país. 

Honório Pinheirocontato@fcdlce.com.br
Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Tecnologia a serviço do consumidor



PRESIDENTE DA CDL DE FORTALEZA FREITAS CORDEIRO 

9 de Março de 2014 

Investir em tecnologia e em soluções inovadoras são alternativas para que os lojistas proporcionem aos compradores uma experiência inesquecível


Para Freitas Cordeiro, os lojistas precisam estar sempre atentos às exigências do consumidor, utilizando inovações tecnológicas e de criatividade para atendê-las 
FOTO: NATINHO RODRIGUES 

A DoisTempos.Com é um exemplo de pequena empresa que apostou na internet e, de forma inovadora, conquistou os clientes 
FOTO: FABIANE DE PAULA 


Com o e-commerce crescendo a mais de 20% por ano no Brasil, as empresas cearenses estão aderindo mais a esse setor? 

O Ceará é bem avançado nessas soluções. A gente vive antenado com essas tendências para não nos distanciarmos das demandas do consumidor. O consumidor cearense navega - e muito - pela internet e busca essas soluções. Os lojistas estão em constante busca de conhecimento para enfrentar o desafio de atualizar suas lojas. 

Há algum tempo, imaginava-se que a loja virtual ia desbancar a loja física. Isso não ocorreu. A loja física continua com muita força, mas precisa conjugar os avanços tecnológicos. Não é mais a loja física de antes. No mínimo, as lojas têm que ter wi-fi, que vai permitir ao consumidor navegar na internet e pesquisar os produtos que lhe interessam. O consumidor está na minha loja, vendo o meu produto, mas ele quer fazer essa consulta. Olhe em que ponto nós chegamos. Eu tenho que oferecer para o consumidor essa opção na minha loja. E hoje você encontra algumas lojas que não oferecem (wi-fi) só no seu ambiente, mas também em logradouros públicos. 

A internet costuma oferecer aos consumidores muitas ofertas e preços mais atrativos. Isso tem influenciado, de alguma forma, a adoção de uma nova postura por parte dos lojistas, de modo geral? 

Hoje, o consumidor vai primeiro à internet porque tem informações variadas, consegue ter um número enorme de informações sobre o produto. Eu, você, todos nós queremos conhecer aquilo que vamos comprar, e a internet nos propicia isso. Assim, quando o consumidor chega na loja física, ele já conhece o produto muito mais que o vendedor. O desafio é fazer com que o vendedor conheça muito mais o produto, sob pena de o consumidor não confiar nele. Se o consumidor traz uma informação que não bate com a do vendedor, ele vai ficar na dúvida e o vendedor pode perder a venda. 

Além do fator conhecimento, ela (a internet) agrega outro, que é o preço. Na internet, o consumidor faz uma pesquisa muito maior, ele abrange um raio maior, que se ele fosse andar não seria fácil. Ele abrange não só o Ceará, mas o País e o mundo. Assim, ele vai ter um referencial de valor que ele não tinha antes. A loja física tem que estar preparada para isso. 

Uma diferença que o consumidor ainda vê na loja física é que ele recebe o produto na própria loja. Hoje, o e-commerce enfrenta o desafio da logística, mas já existem lojas onde o consumidor consulta o produto na internet e o retira na loja física. Esse é o sonho do consumidor: consultar na internet, ir à loja e receber o produto, e o produto estar lá, à disposição dele. Pois outro fator é o estoque. O consumidor se decepciona quando ele faz a consulta e, no final, não tem o produto no estoque. Aí é cruel. 

Então o senhor acredita que é uma tendência a integração cada vez maior entre loja virtual e loja física? 

A loja física poderia agregar muito à virtual. O que o consumidor procura na virtual e não encontra, ele vai ter na loja física. O que ele procura na física e não encontra, ele tem na virtual. Além disso, a internet e a tecnologia podem ser utilizadas para propiciar uma melhor experiência de compra ao consumidor. 

Nos Estados Unidos, uma ex-executiva da Amazon desenvolveu um provador inteligente. Em lojas de confecção, o gargalo maior está no provador, principalmente para as mulheres. Com o provador inteligente, você utiliza um smartphone e já vai selecionando os produtos que quer provar. Ao terminar de escolher, no próprio smartphone o consumidor já sabe para qual provador deve se dirigir. Os produtos selecionados já vão estar lá. Se uma peça ficou pequena, por exemplo, você descarta essa peça e já te mandam outra em um tamanho maior. O consumidor não precisa mais de recompor, vestir toda a roupa para voltar ao salão e pegar a peça em outro tamanho. E o principal: depois que o consumidor escolhe as peças, mas tem dúvidas sobre a combinação das mesmas, vem um estilista para ajudar na composição das peças. 

Essa inovação é uma sinalização importante. Isso pode ser adaptado e adotado por outras lojas. O que custa eu ter esse trabalho desse cliente que escolheu as peças e meu funcionário já deixar à disposição, no provador, as mesmas peças selecionadas em tamanhos diferentes para que o consumidor não tenha que voltar ao salão? Fazendo isso, você estará ganhando uma venda, certamente. O que mais frustra o consumidor nessa hora (de provar roupas) é esse problema de tira e bota (roupa). 

Quais outras iniciativas podem ser adotadas pelas lojas para que o consumidor tenha maior comodidade na hora de ir às compras? 

Outro gargalo muito grande dentro de uma loja é a fila. Você passou duas horas escolhendo os produtos que quer comprar, mas, para ir embora, você quer ir logo. O gargalo é a fila. Uma solução para isso é o check-out ambulante, onde um funcionário da loja vai com um tablet até onde o consumidor está, já recebe o cartão dele, faz tudo ali. Recentemente, eu fui atendido dessa forma em Nova York. Eu escolhi o produto e um funcionário da loja veio até mim dizendo que queria me ajudar, eu disse que já tinha escolhido o produto, então ele disse que queria me ajudar a pagar. E fez tudo ali, sem precisar de filas. Essa é uma maneira de trazer a tecnologia para bem pertinho da comodidade, da satisfação do cliente, de ajudar o consumidor naquilo que mais o incomoda. 

O criativo já pensa em outras alternativas. Quando você está na fila para pagar, um engraxate vem e engraxa seu sapato. É uma maneira de amenizar esse incômodo (de esperar em filas). Para as mulheres, já tem até manicure. É uma maneira de minimizar aquela espera. É o mundo da criatividade. E o varejo é fantástico nisso. Como ele vive muito ligado às pessoas, ele precisa estar sempre antenado, precisa ter essa sensibilidade. O varejo tem que sentir o consumidor, a vontade dele, o que ele quer, o atendimento etc. O consumidor precisa se sentir bem. Ele volta na loja e muitas vezes não sabe nem por que. Às vezes, é um aroma - tem lojas que procuram um cheiro especial. O consumidor gosta de ir ali e não sabe por que. É porque o ambiente é muito agradável. Isso tudo faz parte das ações de tecnologia avançada, de desafios na conquista e fidelização do consumidor, a partir da iluminação, do som ambiente etc. 

Como os lojistas podem acompanhar essas tendências, conhecer novas formas de atender às necessidades do consumidor e fidelizá-lo? 

Eventos como o Cenários do Varejo, realizado pela CDL, são uma ótima oportunidade para isso. Na edição deste ano, os palestrantes chamaram a atenção dos lojistas para questões como inovação e tecnologia. É por isso que esse evento é importante. Não tenha dúvida que os lojistas vão desenvolvendo essas possibilidades, Estão buscando tendências, ficando sempre próximos ao consumidor. A criatividade tem que estar junto ao serviço. A criatividade tem que estar sintonizada com aquilo que eu me proponho a fazer, tem quer uma soma, agregar valor. A gente pensa que já fizeram tudo, mas todo dia surgem coisas novas. E a tecnologia, essa não para. O lojista precisa ficar bem atento. Na tecnologia, não sei onde vai chegar o limite humano. Mas a tecnologia tem que ser humanizada, estar a serviço do homem. Pensavam que a tecnologia ia eliminar o ser humano, mas ainda é o homem que faz a diferença, o homem é que ainda tem o valor. A tecnologia é um instrumento. As inovações tecnológicas devem sempre estar sintonizadas com os anseios do homem. 

A internet tem possibilitado que muitas pessoas montem suas próprias lojas, iniciem um novo negócio. Como o senhor vê essa possibilidade e a atuação dos pequenos empreendedores no e-commerce? 

Esses são cases. Esses é que são surpreendentes, pois conseguem montar uma loja e, com custos mínimos, disputar com gigantes. Na internet, muitas vezes o consumidor não sabe quem é grande e quem é pequeno. Temos casos e casos desse tipo. Até em calçados. Até pouco tempo, se achava que não era possível vender calçados pela internet e hoje se sabe que é sim possível. Temos muitos exemplos do pequeno trabalhando com a inteligência, apenas é preciso o componente do conhecimento, do saber. Os pequenos estão muito bem, fazendo uma grande diferença. As grandes cadeias hoje já estão disponibilizando seus estoques para os pequenos, pois perceberam que é melhor se aliar a eles do que brigar com eles. 

Na sua avaliação, para que os lojistas se mantenham competitivos no mercado, eles têm que investir mais em tecnologia? 

A tecnologia não tem retorno. Ou você vai com ela ou vai ser ultrapassado. A tecnologia chega, se implanta, porque o consumidor é que exige. É uma solução que ele (o consumidor) já quer e você (lojista) vai ter que se atualizar, dentro da sua realidade. Mas o lojista tem como já ir adicionando e ficando mais moderno. Em relação há pouco tempo atrás, nossas lojas hoje já estão mais modernas, já registraram grandes avanços em displays e exposições, por exemplo. Já melhoramos muito. 



Cearenses apostam na web para expandir público-alvo

Diante do alto crescimento do comércio virtual, grandes empresas varejista cearenses também estão investindo neste promissor mercado para atrair mais público. Com cerca de 10 mil itens disponíveis no site e sete milhões de visualizações por ano, a rede de farmácias Pague Menos acredita que inovação é a base de sustentação estratégica do crescimento da empresa.

De acordo com André Albuquerque, gerente de operações da rede farmácias, para se manter no mercado, a empresa precisa estar sempre adequada as novas canais de consumo. "A estratégia é ser sempre competitiva, com um mix de produtos diversificado, buscando sempre a melhor negociação com a indústria que possibilite descontos e ofertas atrativas, sem esquecer das diversas formas de pagamento", conta Albuquerque. Ele destaca também que o próximo desafio será tornar o atual aplicativo móvel da empresa em mais um canal de vendas. "Atualmente ele dispõe apenas de uma série de informações relacionadas a localização e serviços das lojas físicas, bem como contém algumas dicas de saúde e beleza". 

Potencial 

É também com este intuito, que a empresa cearense do setor de tecnologia Ibyte pretende investir no cenário virtual. Até 2015, o grupo pretende tornar o site sua maior loja tanto em faturamento como em capilaridade. "Montamos algumas estratégias bem robustas. Entre elas o investimento em ter uma ferramenta completa de e-commerce, o Magento, que é a maior do mundo, a parceria com uma grande empresa de gerenciamento da ferramenta e marketing digital, a Smart, a criação do chat online onde o consumidor interage com uma pessoa real em tempo real, frete grátis para o Ceará em compras a partir de R$ 99 e para todo o Nordeste em compras a partir de R$ 199", comenta o gerente de Marketing da Ibyte, Nelson Gurgel. 

Entrega diferenciada 

Os pequenos também inovam nas lojas virtuais. Há cerca de seis anos, quando comprar pela internet ainda era uma realidade distante para muitos brasileiros, sobretudo se essa compra fosse feita a partir de um dispositivo móvel, jovens cearenses vislumbraram a possibilidade de oferecer um serviço inovador ao consumidor e atender a uma demanda que, até então, não possuía soluções específicas. Foi assim que surgiu a DoisTempos.Com, empresa especializada na venda de material de escritório e com a proposta de realizar uma entrega rápida. 

"Nosso principal diferencial é trabalhar com entrega rápida para empresas, já que a maioria das fornecedoras de material de escritório têm entrega de 24 a 48 horas. Nosso objetivo é atender empresas e pessoas físicas em um prazo máximo de uma hora, no caso da Aldeota. Também entregamos em outros locais da cidade, mas não no mesmo prazo. Há uma carência grande das empresas que precisam de agilidade", diz o gerente e sócio da empresa, Anderson Lucas. 

A ideia agradou aos consumidores e, conforme o gerente, nos três primeiros anos de atividade, a empresa cresceu 300% ao ano. "Hoje, a gente vem mantendo um crescimento médio de 20% ao ano", afirma. "A aceitação é muito boa", reforça. (RH) 


Dháfine mazza 
Repórter

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...