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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dez tendências tecnológicas estratégicas para 2018, segundo o Gartner

Inteligência Artificial, Realidades Virtual e Aumentada, além de tecnologias relacionadas com Internet das Coisas são avanços para manter permanentemente no radar

Da Redação
Publicada em 09 de outubro de 2017 às 12h54

O Simpósio do Gartner/ITxpo 2017, realizado na semana passada em Orlando, nos Estados Unidos, serviu de palco para o anúncio das principais tendências tecnológicas estratégicas que poderão afetar a maioria das organizações em 2018. 

Uma “tendência tecnológica estratégica” é algo que tem um potencial disruptivo elevado e que está começando a sair do estado emergente ou algo que apresenta uma evolução de crescimento acelerada com um nível elevado de volatilidade e que deverá atingir um pico durante os próximos cinco anos, explicam os analistas da consultoria.

“As 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas fundamentalmente com o ecossistema de Inteligência Digital. IA estará na base de todos os negócios digitais”, diz David Cearley, vice-presidente, analista e parceiro do Gartner. “Os líderes de TI têm de ter em conta estas tendências tecnológicas nas suas estratégias de inovação ou correm o risco de perder terreno para aqueles que o fizerem”, afirma o executivo.

As primeiras tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas com a Inteligência Artificial e a aprendizagem automática e o modo como estão se infiltrando em praticamente tudo, representando uma área de concorrência forte para os fabricantes de tecnologia nos próximos cinco anos. As quatro tendências seguintes focam-se na mistura entre os mundos digitais e físicos para criação de um ambiente imersivo e digitalmente enriquecido. Finalmente, as três últimas dizem respeito à exploração das relações entre pessoas e empresas, dispositivos, conteúdos e serviços para disponibilizar negócios digitais.

1 - Alicerces da IA

Criar sistemas que aprendem, adaptam-se e agem potencialmente de forma autônoma será um dos principais campos de batalha para os fabricantes de tecnologia, até pelo menos 2020. A capacidade de utilizar a IA para melhorar a tomada de decisões, reinventar modelos e ecossistemas de negócio e melhorar a experiência do consumidor vai começar a compensar as iniciativas digitais até 2025.

“As técnicas de IA estão evoluindo rapidamente e as organizações vão precisar investir significativamente em competências, processos e ferramentas para poder explorar essas técnicas com sucesso e construir sistemas melhorados de IA”, diz Cearley. “As áreas de investimento podem incluir a preparação e integração de dados, algoritmos e seleção de metodologias de criação e treinamento de modelos. Múltiplas disciplinas, incluindo Ciência de Dados, programação e gestão do negócio vão precisar de trabalhar juntas, em harmonia.”

2 - Aplicações e análise inteligentes

Durante os próximos anos, virtualmente todas as aplicações, fixas ou móveis, além dos serviços, vão incorporar algum tipo de Inteligência Artificial. Algumas das apps não poderão existir sem a IA e o Machine Learning. Outras serão utilizadores discretos de IA, atuando nos bastidores.

As apps inteligentes criarão uma nova camada intermediária de inteligência entre as pessoas e os sistemas e terão o potencial de transformar a natureza do trabalho e a estrutura do local de trabalho.

“Explorar as apps inteligentes é uma forma de aumentar a capacidade humana e não apenas uma forma de substituir as pessoas”, diz Cearley. “A ‘analítica aumentada’ é uma área de crescimento particularmente estratégica, que começará a tirar partido do Machine Learning para automatizar a preparação de dados, a descoberta de visões aprofundadas e o compartilhamento das mesmas com um maior número de usuários de negócio, trabalhadores operacionais e cientistas de dados.

A IA constitui o próximo grande desafio em um vasto conjunto de segmentos de software e serviços, incluindo temas da gestão do negócio (como os ERPs). Os fornecedores de software e serviços em pacote devem delinear a forma como vão utilizar a IA para acrescentar valor de negócio em novas versões na forma de análise avançada, processos inteligentes e experiência avançada do usuário.

3 - Coisas “inteligentes”

As coisas inteligentes são objetos físicos, mas que vão além da execução de modelos de programação rígidos, e tiram partido da IA para suportar os seus funcionamentos avançados e interagir mais naturalmente com sistemas e pessoas. A IA está contribuindo para o desenvolvimento de novas coisas inteligentes (automóveis autônomos, robôs ou drones) e para melhorar as capacidades de coisas que já existem (tal como a Internet das Coisas ligou o consumidor aos sistemas fabris). 

Atualmente, a utilização de veículos autônomos em ambientes controlados (agricultura ou mineração) é uma área de crescimento acelerado das coisas inteligentes. Até 2022, iremos provavelmente ver exemplos de veículos autônomos em estradas bem delimitadas e controladas, mas a utilização generalizada irá, incialmente, obrigar a ter alguém no lugar do condutor em caso de falha inesperada da tecnologia”, considera Cearley. “Pelo menos nos próximos cinco anos, antecipamos o domínio de cenários semi-autônomos, híbridos, que obrigarão a ter um condutor humano. Durante este período, os fabricantes vão continuar a testar a tecnologia, ao mesmo tempo que as matérias não-tecnológicas, como as questões legais e de aceitação cultural, vão sendo acauteladas”.

4 - Gêmeo digital 

O gêmeo digital diz respeito à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. No contexto da internet das Coisas, os gêmeos digitais são particularmente promissores nos próximos três a cinco anos.

Estes gêmeos digitais estão interligados com as suas partes no mundo real e são utilizados para compreender o estado das coisas ou dos sistemas, dar respostas a mudanças, melhorar operações e adicionar valor. 

Em um primeiro momento, as organizações vão implementar gêmeos digitais e, gradualmente, fazê-los evoluir, melhorando a capacidade de coletar e visualizar os dados corretos, aplicar as regras e análises corretas e dar respostas eficazes aos objetivos do negócio.

“Com o tempo, as representações digitais de, virtualmente, todos os aspectos do nosso mundo, estarão dinamicamente conectados com a sua versão no mundo real, e uma com a outra, e terão capacidades de IA integradas para permitir simulações, operações e análises avançadas”, explica Cearley. “Quem planeja as cidades, os ‘marketeers’ digitais, os profissionais de saúde e os gestores industriais vão beneficiar desta mudança de longo prazo rumo à integração ptoporcionada pelos gêmeos digitais”.

5 - Da Cloud às extremidades

A Edge Computing descreve uma tipologia de computação em que o processamento da informação, a coleta e a distribuição de conteúdos estarão próximas das fontes de informação. Os desafios de conectividade e latência, constrangimentos de largura de banda e funcionalidades de maior dimensão estão inseridas nas extremidades dos modelos distribuídos.

As empresas devem começar a usar normas de design para suportar a computação nos extremos das redes, nos seus modelos para a arquitetura de infraestrutura, especialmente aquelas com uma quantidade significativa de elementos de IoT.

Apesar de muitos olharem para a Cloud e a Edge Computing como abordagens concorrentes, elas são complementares. A Cloud envolve um estilo de computação em que as capacidades tecnológicas escaláveis e elásticas são disponibilizadas como serviços e que não obriga necessariamente a um modelo centralizado.

“Quando utilizados como conceitos complementares, a cloud pode ser o tipo de computação utilizado para criar um modelo orientado para o serviço e uma estrutura de coordenação e controle centralizadas, com a Edge sendo utilizada em um modo de entrega para execução de processos distribuídos e desconectados, em determinados aspectos, do serviço cloud”, assinala Cearley.

6 - Plataformas de conversação

As plataformas de conversação vão levar à próxima mudança de paradigma na forma como as pessoas interagem com o mundo digital. A responsabilidade de traduzir intenções passa do usuário para o computador.

A plataforma recebe a questão ou o comando do usuário e responde executando algumas funções, apresentando algum conteúdo ou pedido informações adicionais. Ao longo dos próximos anos, as interfaces de conversação bem desenhadas vão tornar-se um dos principais objetivos na produção de aplicações, para melhorar a interacção com os usuários e serão distribuídas através de hardware dedicado, funcionalidades “core” nos sistemas operacionais, plataformas e aplicações.

“As plataformas conversação atingiram um ponto de inflexão em matéria de compreensão da linguagem e intenções básicas dos usuários, mas ainda é pouco”, diz Cearley. “O desafio que as plataformas de conversação enfrentam está relacionado com o fato de os usuários terem de se comunicar de forma muito estruturada. O que é, muitas vezes, uma experiência frustrante. O principal diferencial das plataformas será a robustez dos seus modelos de conversação e da interface da aplicação e modelos de eventos utilizados para acessar, invocar e orquestrar serviços de terceiros para disponibilizar resultados complexos”.


7 - Experiência imersiva

Enquanto as interfaces conversação estão mudando a forma como as pessoas controlam o mundo digital, as Realidades Virtual, Aumentada e Misturada (ou Combinada, segundo a Intel) estão mudando a forma como as pessoas entendem e interagem com o mundo digital. Os mercados de Realidade Virtual (RV) e Aumentada (RA) são ainda nascentes e fragmentados.

O interesse é elevado, o que resulta em muitas novidades na área de aplicações de RV que se traduzem em um valor de negócio relativamente baixo, exceto nos sistemas de entretenimento avançado, como o dos videogames e vídeos de 360º. Para conseguir lucros tangíveis reais, as empresas devem examinar cenários específicos da vida real em que a RV e a RA podem ser aplicadas para tornar os empregados mais produtivos e melhorar os processos de desenho, formação e visualização.

A Realidade Misturada, por sua vez, como tipo de imersão que funde e alarga as funcionalidades técnicas da RA e da RV, está ganhando terreno, melhorando a forma como as pessoas vêem e interagem com o seu mundo. A Realidade Misturada é abrangente e tira partido de dispositivos como capacetes e óculos, mas também de aplicações de RA em smartphones e tablets e ainda sensores de ambiente.

A Realidade Misturada pode abranger tudo o que diz respeito à percepção e interação das pessoas com o mundo digital.

8 - Blockchain

A tecnologia de Blockchain está evoluindo de uma infraestrutura de criptomoeda para uma plataforma de transformação digital. É um afastamento radical das atuais transacções centralizadas e sistemas para guardar registos e pode servir de base para negócios digitais disruptivos, tanto para empresas estabelecidas como para startups. 

Embora a promoção exacerbada que envolve a Blockchain tenha sido originalmente focada na indústria de serviços financeiros, a tecnologia pode ter muitas aplicações potenciais, incluindo na Administração Pública, Saúde, indústria fabril , distribuição de mídia, verificação de identidades, registo de títulos e cadeias de abastecimento. 

Apesar de ser uma promessa de longo prazo e de as tecnologias associadas serem ainda imaturas, O Blockchain será uma realidade nos próximos dois a três anos, e irá, sem dúvida, criar disrupção, diz o Gartner.

9 - Foco nos eventos

Central nos negócios digitais é a ideia de que as empresas estão sempre prontas explorar novos momentos. Os eventos de negócio podem ser qualquer coisa assinalada digitalmente, e que refletem mudança de estado. Por exemplo, a conclusão de uma ordem de compra.

Com o uso de corretores de eventos, IoT, Cloud Computing, Blockchain, gestão de dados in-memory e Inteligência Artificial, os eventos podem ser detectados mais rapidamente e analisados com mais detalhe. Mas a tecnologia por si só, sem mudança cultural e na liderança, não consegue entregar a totalidade do valor do modelo focado em eventos.

Os negócios digitais criam a necessidade de uma mudança nos líderes de TI, responsáveis por planejamento, e nos arquitetos, que têm de envolver-se no pensamento por evento.

10 - Adaptação continua do risco e da confiança

Para fazer avançar, em segurança, iniciativas de negócio digital em um mundo de ataques avançados e direcionados, os líderes de segurança e gestão de risco devem adotar uma abordagem de avaliação contínua de risco e confiança (Continuous adaptive risk and trust assessment – CARTA) que permite a tomada de decisões baseadas na confiança e no risco em tempo real com respostas adaptadas. As infraestruturas de segurança têm de se adaptar em qualquer lugar para tirar partido da oportunidade – e gerir os riscos – que advém da disponibilização de segurança que se move à velocidade do negócio digital.

Como parte da abordagem CARTA, as organizações têm de ultrapassar as barreiras que existem entre as equipes de segurança e as de aplicações, através, por exemplo, de processos e ferramentas de DevOps, que mitigam as barreiras entre o desenvolvimento e as operações. Os arquitetos de segurança de informação devem integrar os testes de segurança em múltiplos pontos nos fluxos de trabalho DevOps, de forma colaborativa, de modo transparente para os programadores e que preserve o trabalho de equipe, a agilidade e velocidade das DevOps e agilize os ambientes de desenvolvimento, disponibilizando “DevSecOps”.

A CARTA também pode ser aplicada nos processos de execução com abordagens como tecnologias de ilusão. Avanços em tecnologias como as de virtualização e de redes definidas por software tornaram mais fácil a implantação, gestão e monitoração de “honeypots” adaptativos, o componente básico de mecanismos baseados em rede, para iludir atacantes.

Fonte: Cio

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Internet das Coisas movimentará R$ 10 bi em 2021

Potencial de crescimento está em setores como a agricultura, saúde e smart cities, ainda que indústria automotiva seja responsável por maior parte do investimento

Por Redação | 19/05/2017 | pauta@mundodomarketing.com.br

Com a conectividade onipresente se tornando regra globalmente e a Internet das Coisas (IoT) começando a se tornar uma realidade, os gastos com Industrial IoT no Brasil deverão crescer rapidamente até 2021, chegando a alcançar receitas de US$ 3,29 bilhões - ou R$ 10 bilhões, segundo o estudo "O Mercado industrial brasileiro de Internet das Coisas, Cenário para 2021", feito pela Frost & Sullivan.

Embora ainda esteja em seus estágios iniciais de crescimento, o anúncio recente do BNDES sobre a elaboração de um estudo de IoT que marcará a criação de políticas públicas a serem implementadas nos próximos anos deverá impulsionar investimentos no ecossistema de Internet das Coisas. O relatório, que exclui objetos que exigem interface humana se refere a receitas de hardware, como módulo de conectividade e outros componentes, software e serviços diretamente ligados a soluções IoT.

Em 2016, esse setor no Brasil atingiu uma receita de mais de US$ 1,3 bilhão, sendo a indústria automotiva e as manufaturas verticais as mais relevantes. O potencial de crescimento está em outros setores como a agricultura, saúde e smart cities. A expectativa é que a área da saúde tenha as mais altas taxas de crescimento anual, gerando uma reação em outros mercados, começando por negócios B2C, e então envolvendo empresas. As tecnologias voltadas aos pacientes são mais fáceis de serem adotadas, como serviços móveis, apps e dispositivos, que levarão o mercado de saúde B2C a atingir a soma de US$610 milhões em 2020.

Uma das conclusões do estudo é que o ecossistema de IoT no Brasil ainda é fragmentado. Há desafios de ampliar a capacidade de consultoria e integração para que as empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação ofereçam soluções ponta-a-ponta em IoT.

No mundo

Em todo o mundo, a adoção da internet das coisas dará um salto nos próximos anos, segundo o estudo do grupo Hewlett Packard Enterprise. Mais de um terço (85%) dos negócios pretendem adotar a IoT até 2019, guiados pela necessidade de inovação e de eficiência nos negócios. O relatório indica que os resultados positivos com a IoT estão superando as expectativas. Enquanto apenas 16% dos entrevistados projetaram grandes lucros, 32% dos reportaram crescimento logo após a adoção da nova onda tecnológica.

De forma semelhante, enquanto 29% dos executivos disseram esperar que suas estratégias para a Internet das Coisas resultassem em melhorias na eficiência, os resultados alcançados mostram que 46% já conseguiram ganhos de eficiência. Ainda segundo a pesquisa, 72% das empresas adotaram dispositivos de IoT no ambiente de trabalho, sendo que 20% reportaram a operação remota de iluminação e controle da temperatura de prédios como o uso principal.

Para 78% a adoção dessa tecnologia no ambiente de trabalho aprimorou a eficiência da equipe de TI e 75% apontam crescimento na lucratividade. Já no setor industrial 62% já adotaram IoT, em uso para monitorar e manter funções essenciais. Na indústria, 83% apontaram o crescimento na eficiência dos negócios e 80% identificaram aumento na visibilidade em toda a organização.

Assim como no Brasil a área da saúde despontará no uso dessa ferramenta, o restante do mundo também percebe o avanço dessa categoria, que já é o terceiro setor mais avançado na adoção da IoT - cerca de 60% das empresas de saúde já implementaram equipamento de IoT em suas unidades. Nessa área, 42% apontam principal uso em monitoramento e manutenção.

Entre aqueles que adotam a tecnologia, nem todos pensam em como ela será aplicada na experiência do usuário. É o caso do varejo, em que 49% dos gestores usam IoT, mas 81% se importam com aprimoramento. Os serviços de envio de ofertas personalizadas e de informações de produtos dentro das lojas aos consumidores surgem como a principal adoção da IoT nessa área, junto com monitoramento e manutenção. Além disso, quatro em cada dez varejistas colocaram vigilância entre os três principais usos da IoT.

Leia mais: Como a Internet das Coisas (IoT) vai impactar o seu negócio - estudo do Mundo do Marketing Inteligência.



quinta-feira, 9 de março de 2017

Tóquio 2020: a primeira Olimpíada 5G. Imperdível!

As Olimpíadas não serão mais um evento, mas uma plataforma 5.0 de multi-integração interativa de conteúdo, anabolizada por Inteligência Artificial e Internet das Coisas.

A Olimpíada do Rio foi a primeira full digital da história. Tóquio será a primeira 5G. Essa a mensagem de Patrick Adiba, Chief Commercial Officer e CEO das Olimpíadas e Major Events da Atos e de Patrick Gelsiner, CEO da VMware, no MWC 2017.

Para esclarecer, o Adiba é o cara que comanda a área comercial de uma empresa chamada Atos, de tecnologia da informação, e dentro dela é o cara que comanda a divisão de Jogos Olímpicos. Já o Gelsiner comanda a VMware, que é uma empresa de infra-estrutura de tecnologia de alta performance. Ambos prestam serviços ao Comitê Olímpico dos Jogos do Japão e serão responsáveis por cada promessa que você vai ler aqui abaixo.

Pois bem, talvez menos por conta do gigante salto tecnológico que esse avanço vai representar – o que por si só será um marco significativo na evolução da distribuição de conteúdo ao vivo – e mais pelo caminho que vai apontar para a relevância dos eventos em tempo real na história próxima da nossa indústria, vale a pena acompanhar os próximos Jogos Olímpicos com a máxima atenção. Não apenas para ver o esporte, me entendam, mas para compreender como nossa indústria e nossos negócios vão se transformar a partir do Japão. Conteúdo ao vivo jamais será o mesmo.

Vem comigo.

O conteúdo ao vivo (vamos usar como exemplo as próprias Olimpíadas) é hoje captado por emissoras de TV (elas têm os direitos), mais recentemente também por plataformas web e mobile (que começam a disputar esses mesmos direitos, vejam o caso Atletiba), e aí esse conteúdo é então captado por aparelhos de televisão na casa do telespectador e por portadores de aparelhos móveis (lembremos que as TVs também têm hoje players de tempo real), e aí vira festa, pronto: Michel Phelps a rodo, certo?

Bom, imagine agora o seguinte: vai ter 5G. E isso muda tudo. Acrescenta: Virtual Reality, Augmented Reality, Internet das Coisas (todos as coisas conectadas que tenham uma telinha, poderão acessar os jogos … tipo óculos, carros, relógios, etc … vai vendo … ), aí você acrescenta também a essa nova camada de novas tecnologias, as possibilidades de serviço como compras em tempo real, pagamentos em tempo real, distribuição de serviços em tempo real, etc … e em cima disso tudo ainda, você acrescenta Big Data como nunca vimos antes, real time analytics de tudo isso como nunca vimos antes, customização de mensagens mobile em tempo real como nunca vimos antes. Ah, e tem propaganda em tempo real também em cima de todas essas possibilidades, mas isso é detalhe para nossa indústria, certo? A gente nem vive mais disso, né?

Bom, resumi aqui, de forma muuuito sintética, o que estamos falando.

Isso vai existir porque a arquitetura de rede vai mudar com o 5G. Ele terá capacidade de integrar pontas que hoje já existem, mas não se falam. E fará tudo isso de forma mais rápida, com melhor qualidade e, como comentamos acima, em qualquer plataforma de recepção que estiver ao alcance de qualquer pessoa no mundo.

A expectativa é que as Olimpíadas do Japão sejam não só as mais vistas, mas também as mais acessadas da história. Acesso é uma palavra do mundo digital, não do mundo analógico da TV. Pois é isso mesmo … você não vai mais apenas assistir as Olimpíadas, você vai acessar as Olimpíadas, que por sua vez, não serão mais um evento, mas uma plataforma 5.0 de multi-integração interativa de conteúdo.

No caso das transmissões e interações em banda larga, tecnicamente o que estará acontecendo é que estaremos vendo a migração de um sistema de silos mais tradicionais das telcos, para um padrão OTT. O que usa a Netflix, por exemplo. Ele utiliza a banda larga, via internet, indo direto ao usuário final. A rede de banda larga é das telcos e sem ela o OTT não funfa. Ainda assim, como se trata de um serviço web, toda essa nova estrutura trafega pelos tubos das telcos, mas cria provisão de dados, conteúdos e serviços que são externos e não estão sob o controle das operadoras.

Quer dizer, a não ser que, sei lá, a Telefônica assine contrato para transmitir tudo isso, sua infra-estrutura de banda larga estará sendo utilizada para que eu e você o façamos diretamente. Sem passar nem por ela, nem por nenhuma operadora.

Mais um ponto: com o 5G, cada acontecimento monitorado por essa nova infra poderá ser transformado em dados. Desde uma passada de um atleta na corrida dos 100 rasos a um saque de tênis.

Vamos falar muito mais sobre isso nos próximos 3 anos. Grandes emoções à frente.

Fonte: Proxxima

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Brasil tem de agir para 'surfar' na Internet das Coisas

Por Luís Osvaldo Grossmann

Um estudo bilateral com a União Europeia aponta quatro ecossistemas que merecem ser alvos prioritários da política pública brasileira para a internet das coisas: smart cities, produtividade industrial, agricultura e transportes devem ser as primeiras apostas do Brasil para inserção nesse novo estágio tecnológicos.“Tem uma janela de oportunidade e a gente tem que se posicionar da melhor maneira para pegar essa onda”, defendeu o coordenador de ações de IoT do CPqD, Flávio Andrade, que dividiu o estudo com o pesquisador português Pedro Maló. O relatório, ainda em fase de conclusão, inclui dificuldades inerentes ao desenvolvimento das ‘verticais’ apontadas, como apresentado nesta quarta, 21/9, durante a ICT Week, promovida pelo MCTIC e a União Europeia. Por exemplo, a primeira barreira que o Brasil precisa superar no campo das ‘cidades inteligentes’ é conexão. “Smart cities implica conectividade. Na Europa tem soluções oferecidas, mas no Brasil não é uma premissa verdadeira, pois parece que os serviços M2M das operadoras ainda não são completamente confiáveis”, destacou o pesquisador Pedro Maló. Como também apontado pelos responsáveis pelo estudo, a internet das coisas está em desenvolvimento e mesmo na União Europeia, onde já existe algum tipo de política pública e investimento direto, em grande medida tratam-se de soluções tecnológicas embrionárias. Para o secretário de Políticas de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, isso também pode ser visto como chance de o Brasil participar ativamente de um ambiente mundial. “É uma oportunidade, inclusive dado o interesse mútuo do lado europeu e brasileiro nessa tecnologia. Temos que compreender que a inernet das coisas não é uma solução nacional, mas faz parte de um ecossistema global”.Fonte: Convergência Digital

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Microsoft abre linguagem de programação para Internet das Coisas


Linguagem de programação P é indicada para construção de sistemas embarcados, controladores de dispositivos e serviços distribuídos.

A Microsoft revelou que sua linguagem de programação P, orientada ao desenvolvimento de soluções assíncronas e aplicações de Internet das Coisas, será open source. A tecnologia é indicada para construção de sistemas embarcados, controladores de dispositivos e serviços distribuídos.

“A meta do P é oferecer linguagens primitivas capazes de capturar protocolos de forma sucinta e precisa, o que é fundamental para a comunicação entre diversos componentes”, afirmaram Ethan Jackson e Shaz Qadeer of Microsoft, em um tutorial sobre a ferramenta.

Com o P, modelagem e programação se mesclam em uma única atividade. “Não apenas o programa pode ser compilado e executado no código, como também ser validado usando testes sistemáticos”, indica uma documentação disponível no GitHub.

A Microsoft descreve a tecnologia como uma programação orientada a eventos bastante segura. Em seu tutorial, Jackson e Qadeer dizem que os programas desenvolvidos com a ferramenta tem um modelo computacional característico para a comunicação entre máquinas via mensagens, uma abordagem comumente utilizada em sistemas embarcados, trafegados e distribuídos. 

Fonte: IDGNOW!

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