Biblioteca da Faculdade CDL

Biblioteca da Faculdade CDL

O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

Mostrando postagens com marcador Ambiente de trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ambiente de trabalho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de março de 2017

Chegou a hora de ser feliz no trabalho





Estudos apontam que a escolha entre uma força de trabalho satisfeita e feliz e uma empresa bem-sucedida e rentável não é binária. É possível ter ambos.
Por Da Redação
24 mar 2017, 12h52

*Por Fernando Mantovani


O mundo do trabalho mudou: a “guerra de talentos” no mercado profissional e uma alta taxa de rotatividade definem novos desafios econômicos. Qualquer saída de funcionário que poderia ser evitada prejudica o ambiente.

Para engajar os colaboradores, uma gestão estratégica de pessoal é, portanto, importante, pois a satisfação dos funcionários é uma questão que tem que estar entre as prioridades das empresas.

Estudos apontam que a escolha entre uma força de trabalho satisfeita e feliz e uma empresa bem-sucedida e rentável não é binária. É possível ter ambos. Colaboradores felizes são um componente essencial de qualquer negócio em ascendência e trazem inúmeros benefícios às companhias:
Lealdade: colaboradores felizes são mais leais e ficam mais tempo nas empresas. A redução da rotatividade significa retenção de conhecimento institucional e menor gasto de tempo e dinheiro com contratação e treinamento.
Engajamento: colaboradores felizes se esforçam para alcançar os objetivos organizacionais definidos. Eles atravessam os períodos difíceis e ajudam a empresa a sobreviver a eles também.
Inovação e criatividade: colaboradores mais felizes tendem a ser mais inovadores e criativos. As emoções positivas, como o entusiasmo e o interesse, ajudam a ampliar o seu pensamento, consciência e tendência de explorar novas vias e abordagens.
Saúde: colaboradores felizes são mais saudáveis. O estresse é um dreno não só do sistema imunológico, mas também da organização. Os colaboradores que estão exaustos ou cronicamente frustrados são mais propensos a doenças e absentismo.

Você, como líder, influencia a satisfação dos funcionários

Os colaboradores percebem que a satisfação no trabalho é uma responsabilidade que precisa ser compartilhada. Apenas 19% dos colaboradores pesquisados ​​disseram que sua felicidade é de sua exclusiva responsabilidade, enquanto que 6% disseram que a felicidade está inteiramente nas mãos do chefe.

Mesmo assim, o humor do gestor é contagioso. Nic Marks, CEO e fundador da Happiness Works, afirma que é importante que os líderes se lembrem regularmente do papel fundamental que desempenham na forma como os seus colaboradores se sentem. Segundo ele, um elogio pode elevar a motivação na mesma intensidade que uma crítica pode acabar com qualquer sentimento positivo. Assim, é importante saber dosar. Somos tão rápidos em apontar problemas, mas precisamos ter o timing certo para reconhecer e elogiar boas atitudes, ideias e resultados. O objetivo dos gerentes deve ser descobrir os funcionários que fazem a coisa certa, no lugar de apenas apontar os erros. Estes pequenos momentos positivos são tão importantes quanto uma recompensa financeira. Acredite: um bônus é bom, mas uma palavra amável pode ir ainda mais longe com os colaboradores.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O que escalar o Himalaia pode ensinar a gestores

Por Joann S. Lublin
Mais alpinistas morreram em expedições com diferentes níveis de experiência no Himalaia quando o grupo enfatizou a coesão e não reconheceu a presença de novatos com capacidades limitadas. PHOTO: PEMBA DORJE SHERPA/AFP/GETTY IMAGES

Como escalar o mundo corporativo se compara a atingir o pico do Monte Everest?

Para os executivos que querem ter êxito na montagem de equipes diversificadas, os quase 70 anos de mortes trágicas de alpinistas na montanha mais alta do mundo são uma advertência: equipes corporativas podem prejudicar sua eficácia quando desprezam diferenças individuais importantes no grupo em favor da cooperação.

A conclusão está em um estudo ainda não publicado sobre 5.214 expedições de escaladas feitas por 38.818 alpinistas no Himalaia, a cordilheira que atravessa vários países e abriga o Monte Everest, a cerca de nove mil metros acima do nível do mar. Os grupos que não levaram em conta a nacionalidade dos membros para montar suas equipes tiveram maior sucesso em atingir o topo das montanhas. Mas mais alpinistas morreram durante as expedições quando o grupo ignorou as diferenças em habilidades essenciais, como a própria experiência em escalar o Himalaia.

O trabalho coeso em equipe “é uma grande febre da América corporativa”, com equipes diversificadas frequentemente formadas para resolver problemas complexos, diz a principal autora do estudo, Jennifer Chatman, professora de administração na Faculdade de Administração Hass, da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ainda assim, muitos chefes têm dificuldade para liderar grupos diversificados porque se sentem pouco à vontade “trabalhando com pessoas diferentes deles”, diz ela.

Chatman incentivou os líderes de equipes nas empresas para “enfatizar as diferenças que são relevantes e desconsiderar as diferenças que são dispersoras”.

Em sua pesquisa, Chatman e os outros autores, Eliot L. Sherman e Bernadette Doerr, analisaram minuciosamente registros detalhados do Banco de Dados do Himalaia, uma compilação de tentativas de escaladas entre 1950 e 2013. O êxito dos grupos na escalada dependeu significativamente de como os membros lidaram com as diferenças. Os pesquisadores investigaram alpinistas de 80 países e observaram como os grupos que desconsideraram as diferenças de nacionalidade dos membros foram mais propensos a chegar ao topo. “Nacionalidade não tem conexão com ser um bom alpinista”, diz Chatman.

Por outro lado, uma tendência perigosa ficou visível quando os grupos não deram a devida atenção à experiência de seus membros em escalar o Himalaia. Alguns alpinistas haviam escalado aquelas montanhas pelo menos dez vezes. Mas “61% das tentativas foram feitas por alpinistas que nunca haviam escalado na região”, afirma o estudo.

Mais alpinistas morreram em expedições com diferentes níveis de experiência no Himalaia quando o grupo enfatizou a coesão e não reconheceu a presença de novatos com capacidades limitadas. Chatman chama isso de “receita perfeita para a tragédia”.

Os pesquisadores confirmaram a análise que fizeram dos dados das escaladas simulando uma expedição às montanhas em um laboratório. Participantes decidiram como alocar os cilindros portáteis de oxigênio e o caminho a ser tomado, se um mais direto e perigoso até o topo, ou um mais longo e menos arriscado que um membro experiente da equipe recomendou.

Para Chatman, os dois conjuntos de resultados oferecem lições importantes para as empresas. Gestores deveriam ser cuidadosos com o quanto eles “incentivam as equipes a ser coesas porque isso pode cegá-las para a diversidade que existe ali”, diz ela.

Grupos de trabalho também deveriam descobrir quais atributos são relevantes para determinada tarefa e “preservar aqueles que são úteis”, diz o estudo.

Ao mesmo tempo, Chatman incitou as equipes corporativas a dar menos atenção aos atributos mais visíveis, como raça, nacionalidade e gênero, porque esses normalmente “não têm relação” com o sucesso na realização de tarefas.

Sobre o autor:  Editor de notícias de gestão para o Wall Street Journal.
___________________________________________________

A Biblioteca da Faculdade CDL, possui disponível para empréstimo o livro "Sentinela de Pedra - a conquista do Aconcágua, de autoria do Rosier Alexandre, em que, conta a sua expedição para escalar o Aconcágua - montanha mais alta da terra fora do continente asiático. 


Biblioteca

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Para este guru da inovação é preciso falhar para ter sucesso





REVISTA EXAME      
03/06/2015 05:55

O autor Luc de Brabandere
Luc de Brabandere: “É a mudança de mentalidade que permite ter ideias disruptivas”


Lucas de Abreu Maia, de Revista EXAME


São Paulo - O belga Luc de Brabandere é um especialista quando o assunto é fomentar a criatividade em ambientes de trabalho. Referência na consultoria americana BCG há 14 anos, ele diz que, em vez de pensar “fora da caixinha”, como diz o clichê, os executivos devem focar os setores em que atuam — mas sem medo de errar.
“Não há criatividade onde se teme fracassar e ser punido.” Brabandere, que estará em São Paulo em junho para um evento da empresa HSM, falou por telefone a EXAME.
EXAME - O que é ser criativo no ambiente de trabalho?
Luc de Brabandere - Para entender o mundo, a mente humana precisa catalogar os diferentes assuntos, como se eles fossem colocados em caixinhas. Portanto, quem trabalha no setor bancário não precisa pensar fora dele. É necessário expandir o pensamento e tentar criar novas formas de fazer negócio dentro desse setor. Criatividade é justamente explorar essas novas possibilidades.
EXAME - Mas como isso funciona na prática?
Luc de Brabandere - A rede americana Starbucks vende inúmeras variações de café, como cappuccino e latte macchiato. São inovações que dão muito dinheiro, mas o negócio ainda é vender café. Em Moscou, há uma cafeteria em que tudo é de graça, exceto o tempo que o cliente passa lá.
Mudanças de mentalidade como a da cafeteria russa é o que possibilita o surgimento de ideias disruptivas. Se o modelo russo de “alugar” o espaço para as pessoas trabalharem vai ser o novo paradigma, só o tempo dirá. Mas o caminho é esse.
EXAME - Por que é tão difícil para as pessoas conseguir ter ideias verdadeiramente criativas?
Luc de Brabandere - A maioria das pessoas não gosta de mudanças. É parte da natureza humana. E aí está um paradoxo: para que qualquer estratégia de negócio dê lucro, é preciso que ela seja estável por pelo menos alguns anos. Só que o mundo não é estável.
EXAME - Como implementar o pensamento criativo em empresas focadas no curto prazo?
Luc de Brabandere - É uma questão de cultura empresarial. Um exemplo é o direito ao fracasso. Se ficar claro que um funcionário que errou ao se arriscar não foi demitido, haverá um incentivo para que outros se arrisquem também. Não se pode obrigar as pessoas a ser criativas, mas pode-se criar uma atmosfera em que a criatividade floresça.
EXAME - Quais são as empresas que melhor exemplificam o que o senhor defende?
Luc de Brabandere - Com certeza, entre as companhias que melhor exploram a criatividade dos funcionários estão o Google e a Amazon. Claro que todo mundo sonha com uma empresa em que todas as ideias sejam ótimas e um sucesso. Mas isso não existe. O papel de um bom executivo é convencer os acionistas a confiar nele. O fracasso é essencial para o sucesso e a sobrevivência no futuro.
EXAME - A aceleração das inovações colocou pressão para que as empresas sejam criativas?
Luc de Brabandere - Em 30 anos, o fax, uma tecnologia que era absolutamente inovadora, tornou-se completamente obsoleta. Definitivamente, há uma aceleração.
EXAME - Como as empresas brasileiras podem usar a criatividade para elevar sua produtividade?
Luc de Brabandere - O povo brasileiro é considerado muito criativo, mas é preciso levar essa criatividade para dentro das empresas.
Fonte: Exame.com

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...