Biblioteca da Faculdade CDL

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O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Armazenagem é opção de curto prazo para logística

Logística
4 de dezembro de 2017 - 17:24

Construção de armazéns nas fazendas tem custos menores do que infraestrutura de transportes e pode ajudar na programação de escoamento da safra

Thuany Coelho
Foto:Kamila Alves
Segundo dados do IBGE, ritmo de crescimento dos armazéns no país foi inferior ao aumento da produção em 2016

Com um problema crônico de infraestrutura de transportes e logística que não se consegue resolver em curto prazo, resta ao produtor investir em armazenamento nas propriedades para minimizar as dificuldades e custos de escoamento das safras.

Esta é a opinião de Cláudio Graeff, presidente da comissão de logística e competitividade da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), que falou durante o Seminário Infraestrutura de Transportes e Logística - Visão dos Usuários. “Uma ferrovia demora de cinco a sete anos para implantação, uma rodovia pode demorar quase isso também. A Ferrogrão estará pronta em sete anos, se não acontecer nada. Pegando o histórico, isso pode chegar a 12 anos. Então, a ampliação de armazenagem na fazenda é o que pode ser feito para 2018, 2019, já que os investimentos são menores”, afirmou o também diretor do Berkeley Research Group (BRG). 

A opinião foi reforçada por Renato Pavan, sócio da Macrologística Consultoria. “A armazenagem é âncora para o sistema de logística porque, a partir dela, você determina o fluxo de transporte”. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) recomenda que a capacidade de armazenagem seja de pelo menos 20% acima da produção. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capacidade de armazenagem agrícola no fim de 2016 chegou a 168 milhões de toneladas. A safra 2016/2017 foi estimada em 238,5 milhões de toneladas.

Para Pavan, o problema é maior nas fazendas, onde está concentrado o déficit de armazenagem - enquanto a nível de coletores, intermediários e terminais portuários existe até um superávit. Informações da FAO indicam que 60% dos armazéns deveriam estar nas propriedades. No Brasil, esse número é de 14%, segundo Pavan. “A falta de armazenagem a nível de produtor é a principal deficiência do sistema nacional de armazenagem, causando congestionamento em todo o sistema logístico”, argumenta Graeff.

Integração e concorrentes - Graeff ressalta que é necessário ter uma visão sistêmica da logística no país. “Não é olhar só transporte, mas também armazenagem, energia e integração dos modais”. Na questão de integração, ele reforça a subexploração das malhas ferroviária e hidroviária. “São meios mais baratos e que não usamos como podemos. Alternativas existem”.

Segundo ele, a situação atual gera perda de competitividade ao setor frente aos principais concorrentes. “Geramos riqueza entre os nove primeiros, mas estamos em infraestrutura com países que produzem muito menos”. “O agronegócio tem avançado muito em produção, sustentabilidade, até em acordos comerciais. Mas está ficando para trás em infraestrutura e logística”, reforçou Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio.

De acordo com Pavan, o custo de exportação para a China - com o produto saindo de Sorriso para Santos por rodovia - fica em US$ 102/tonelada, enquanto o valor nos Estados Unidos é de US$ 51/tonelada (saindo de Illinois para Nova Orleans) e de US$ 79/tonelada na Argentina. Em relação ao vizinho sul-americano, a situação pode se agravar, já que está em fase de planejamento a implantação de uma ferrovia entre Córdoba e portos no Chile, o que baratearia o transporte para até US$ 30/tonelada. “A saída pelo Pacífico ainda deve facilitar o acesso aos mercados asiáticos”.

Ouça o comentário de Cláudio Graeff sobre a necessidade da ampliação de armazenagem no país. (Acesse o Link)

Fonte: Portal DBO

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

SELL IN E SELL OUT: O QUE SÃO E COMO IMPACTAM A LOGÍSTICA?

Na hora de vender os produtos, a empresa possui mais de uma possibilidade, visto que nem sempre o cliente será o consumidor final. É a partir desse cenário que os conceitos de sell in e sell out surgem, buscando diferenciar quem é o público que o negócio atende.


Conhecer os termos e o que eles representam é fundamental para garantir a criação de estratégias adequadas e o desenvolvimento de uma relação que proporcione bons resultados para ambas as partes. É sobre isso que vamos falar neste artigo. Continue conosco e saiba mais sobre o assunto!

O que é o sell in?

O termo sell in refere-se às vendas que são realizadas para os canais de distribuição da empresa. Em outras palavras, é o tipo de negociação em que você fornece para intermediários e eles fazem a venda para o cliente final. Esse relacionamento também é muito conhecido como B2B — sigla para Business to Business, ou seja, empresas que vendem para outras empresas.

As negociações são feitas com base em grandes volumes, são mais demoradas e o tipo de transporte mais utilizado é o de carga lotação, que consiste no envio de veículos fechados com a carga de apenas um cliente.

O que é o sell out?

Sell out trata-se da venda direta para o cliente final, sem que haja distribuidores, varejistas e outros intermediários no processo. As empresas possuem o foco diretamente no que seus consumidores finais desejam e buscam atender a essas necessidades. Essa relação também é conhecida como B2C — sigla para Business to Consumer, ou seja, empresas que vendem para os clientes.

Nesse caso as vendas costumam ser menores, com poucos itens, e a gestão do transporte é feita por meio de cargas fracionadas, visto que as entregas são pulverizadas.

Qual é a relação desses conceitos com a logística e a cadeia de suprimentos?

Quando a empresa baseia suas relações comerciais no sell in, ela passa a se relacionar com outras organizações além dos seus fornecedores. Nesse caso é necessário fazer uma boa gestão da cadeia de suprimentos, a fim de integrar os processos aos dos distribuidores, melhorar a comunicação e encontrar meios de satisfazer melhor o consumidor final.

Já no caso do sell out, com a venda direta para os clientes, a administração está mais voltada para a logística direta, o que envolve a gestão do transporte, o planejamento de distribuição, a criação de rotas eficientes, a consolidação das cargas fracionadas, entre outros aspectos.

Sendo assim, pode-se dizer que enquanto o sell in envolve uma operação mais global — com mais empresas envolvidas no atendimento do público — e complexa, o sell out contempla a logística de maneira mais objetiva, com o foco direto no atendimento aos clientes e o envio de produtos.

Como podemos ver, apesar dos nomes serem diferentes, os conceitos de sell in e sell out não são complicados de compreender. Contudo, conhecê-los e saber as principais diferenças entre eles é fundamental para estruturar uma operação mais eficiente, considerando os objetivos e as particularidades de cada operação.

Agora que você já conhece melhor o assunto, utilize o espaço de comentários deste post para expressar suas opiniões e experiências sobre o tema. Participe da conversa!

Fonte: BLOGLOGÍSTICA

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Correios falam sobre os desafios e oportunidades da logística para o e-commerce

Terça-feira, 10 de outubro de 2017

“Se você não tem um plano de negócios, não conhece os seus custos, não está de olho na concorrência e não gerencia seus preços ao consumidor final é o momento de pensar”, começou José Adauton Ferreira, gerente corporativo de Desenvolvimento de Produtos dos Correios, durante a Conferência E-Commerce Brasil NORDESTE 2017. Além disso, ele chama a atenção para outra dica estratégica: a de usar o frete grátis com moderação.

Para facilitar a venda, Adauton aponta a importância de gerar credibilidade junto ao cliente. “As pessoas estão ansiosas pela experiência da entrega, por isso os Correios disponibilizam alguns serviços web services como calculador de preços e prazos”, apontou.

Veja algumas diferenças, apontadas por Adauton entre as preferências do consumidor online e do consumidor convencional:

Entre as dificuldades na preparação de um pedido, ele cita a falta de know-how, do planejamento de demanda, a escassez e complexidade de ferramentas, e do entendimento de que “e-commerce” é igual a “commerce”, como algumas delas.

Ele apontou algumas vantagens da nova Política Comercial dos Correios que ajudam o lojista a melhorar o nível de serviços de fulfillment (separação do pedido, emissão da NF-e e entrega e o rastreamento de objetos).


“O cenário sempre vai mudar e uma dessas mudanças é a interiorização das compras. Não existe mais a concentração em determinadas regiões”, disse. Em 2016 foram mais de 170 milhões de encomendas de e-commerce distribuídas pelos Correios, sendo que a concentração no SUL e Sudeste têm diminuído consideravelmente. 


Logística Reversa e fulfillment

O Correios disponibiliza também um serviço nacional de Logística reversa. “Vamos ampliar, até o final do ano, o nosso serviço de Logística Reversa que vai possibilitar, inclusive, que o lojista não precise de call center”, contou.

Além disso, ele ressaltou a importância de iniciativas dos Correios e que devem ser aproveitadas pelos lojistas como:
  • O Autosserviço, que vai possibilitar o envio e retirada de pedidos via terminais, os famosos “lockers”;
  • A entrega interativa, que envia SMS para o remetente atualizando informações de entrega, além de dar a possibilidade de suspender a entrega, nos casos em que é necessário combater a fraude ou permite corrigir o endereço de entrega e fazer o agendamento de entrega;
  • Correios Log+, que faz o fulfillment num sistema de coleta, armazenagem, preparação e entrega que visa dar escalabilidade para as lojas em períodos de alta demanda; 
  • O Clique e Retire que oferece a possibilidade do destinatário poder buscar a encomenda dele em uma das 7 mil unidades dos Correios.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Mobilidade aplicada à logística: por que essa tecnologia vai mudar o segmento?

Publicado em Quarta, 27 Setembro 2017 08:40

Um dos maiores desafios das transportadoras é a redução de custos nas suas operações.
Sabe-se que as empresas do setor trabalham com margens muito apertadas e que a crise econômica complicou ainda mais este cenário. O ano passado foi bastante turbulento para o segmento. A sondagem “Expectativas Econômicas do Transportador 2016”, realizada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra que a maioria das empresas, cerca de 60,1%, teve diminuição de receita bruta e que 58,8% precisaram reduzir o número total de viagens, sendo que, para a maioria, 74,6%, houve aumento do custo operacional.

Segundo o estudo “Custos Logísticos do Brasil”, do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain), este aumento de custos operacionais para o transporte rodoviário de cargas é resultado de um desequilíbrio de uma demanda relativamente baixa durante o período, perante a oferta de empresas, que não repassaram o aumento de custos aos seus clientes. Neste cenário, as empresas precisaram aumentar o volume de viagens, mesmo que ganhando menos, momento em que a sobrevivência do negócio passou a depender diretamente da sua capacidade de ter produtividade.

É aqui que a automação e a mobilidade reafirmam a sua capacidade de transformar a operação logística, com ganhos significativos, que podem chegar a 50% de aumento de produtividade, com equipes menores, e 90% de redução das falhas operacionais, como troca ou falta de volumes em encomendas. A TOTVS acredita que a tecnologia é um importante passo para a retomada do segmento e que, somente por meio dela, será viável uma série de melhorias capazes de mudar o cenário vivido atualmente pelas empresas do setor. Para isso, a companhia disponibiliza ofertas para importantes processos na operação das transportadoras e operadoras logísticas, como as citadas abaixo:
– Automação dos terminais de cargas: base de toda a operação da transportadora, o terminal de cargas é local onde ocorrem os recebimentos das mercadorias para a entrega final. Automatizar este processo consiste em receber e embarcar os volumes com mobilidade, por meio de coletores de dados. Toda mercadoria é etiquetada com um código de barras e já no recebimento é bipada com o coletor.
Quando o caminhão é abastecido, ocorre o mesmo processo, gerando uma conferência dupla sobre o que entra e o que sai do armazém. A tecnologia é capaz de reduzir em 90% as falhas operacionais, como troca ou falta de mercadorias, problemas muito comuns, que geram perda de tempo, custo e retrabalho. A mobilidade, além de automatizar, torna o processo muito mais produtivo, com ganhos de até 50%.

– Cockpit Logístico: a solução possui um recurso de aplicativo para os motoristas durante as entregas. Em um smartphone ou tablet, que conta com componente de geolocalização, o motorista pode acompanhar toda a sua rota, assim, de forma visual, consegue saber o que já foi executado e o que ainda está para fazer com facilidade.
Além disso, usando o dispositivo móvel, o motorista pode tirar uma foto do comprovante de entrega e enviá-la, em tempo real, para o escritório, com a opção de fazer uma assinatura digital. Também é possível reportar as ocorrências durante a viagem, como problemas com o caminhão ou a ausência do destinatário para o recebimento.
Todo esse controle proporcionado pela mobilidade impacta diretamente na produtividade e nível de gestão da empresa, que, com atualização automática no seu ERP, obtém um tempo de resposta muito mais rápido e consegue tomar decisões no momento em que as situações estão acontecendo.

– RFID: o controle dos armazéns por radiofrequência já é uma realidade. O portal RFID para a entrada e saída das mercadorias nas operadoras logísticas proporciona uma rapidez e segurança incomparáveis, quando olhamos para o modelo tradicional. Outro ponto que chama muito a atenção é no processo de inventário, que pode sofrer redução no tempo em até 80%, elevando significativamente a produtividade da operação.
“Vemos que as grandes empresas já possuem um alto nível de automação, porém o cenário é muito diferente nas pequenas e médias. É justamente esse perfil de operação que mais precisa investir em tecnologias de mobilidade, pois, para eles, os ganhos de produtividade são percebidos rapidamente, além de necessários para a retomada econômica dos seus negócios. Todas as nossas soluções estão disponíveis no modelo Intera, isto é, na nuvem e por meio de uma assinatura. Assim, não há altos investimentos com licença de software ou com infraestrutura. A TOTVS está comprometida em tornar a transformação digital viável e acessível para todas as empresas”, comenta Angela Gheller Telles, diretora dos segmentos de Manufatura e Logística da TOTVS.

A expectativa do segmento de transporte rodoviário de cargas para 2017 é de uma retomada dos negócios, com crescimento da receita bruta, opinião de 47,7% dos empresários que participaram da pesquisa da CNT.
Fonte: Imam

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sumário da Revista Mundo Logística

Caso de sucesso em multimodalidade, torre de controle e lean


Confira abaixo o sumário da última edição da revista Mundo Logística (Setembro & Outubro 2017), que já se encontra disponível na Biblioteca para leitura. Escolha a matéria de seu interesse. Aguardamos sua visita!


SUMÁRIO

08:: A Logística com ela é Como sobreviver nesse mundo de desafios, nos dias atuais. Por Charles Dias da Cunha


12:: Pare de cortar custos e foque  em eliminar os desperdícios Corte de custos não é sinônimo de melhoria e nem sempre faz bem ao negócio. Por Achiles Rodrigues


16:: Coluna GV celog Estratégia de Supply Chain: o que é e por que importa? Por Priscila Miguel e Fábio Tescari


22:: HEINEKEN divulga resultado da 3ª edição do Programa de Excelência de Transportadoras Conheça os vencedores desta edição.


38:: S&OP: o que há por trás de tanto insucesso? Avaliação e Sugestões para a melhoria do processo de S&OP Por Alexandre Oliveira


46:: ESPECIAL: Inovação em gestão de transportes Saiba quais a novidades  que as empresas de tecnologia estão oferecendo para a gestão de transportes.


58:: Sustentabilidade em logística Superando o desafio do século 21, por meio de boas práticas no transporte de carga. Por Marcio de Almeida D'Agosto e Cintia Machado de Oliveira


68:: Alinhando os indicadores logísticos com a estratégia da empresa Os seus indicadores  de desempenho ajudam no atingimento da estratégia da sua empresa? Por André Ferraro


74:: Coluna Mundo da Logística Entrevista com Eugenia de Fazio - Argentina. Por Eduardo Magalhães e Paulo Oliveira


78:: Aumentando a produtividade no recebimento de materiais Trabalho padronizado aumenta a produtividade em até 20%. Por Caroline Morito Pereira


80:: Coluna Gestão em Foco Tudo aquilo que for dito será usado contra você. Por Donald Neumann


sexta-feira, 9 de junho de 2017

A logística na cadeia de valores

Posted on 5 de junho de 2017 by Marcos Aurélio da Costa in Logística

O sucesso de uma empresa está diretamente associado ao seu nível de competição no mercado em que atua, seja um nível em que seus concorrentes a persigam constantemente e ela busque sempre se superar e surpreender, ou quando estes não conseguem reproduzir suas estratégias ousadas e acreditam ser inviável imitá-la devido aos altos custos. O fracasso parte de um conjunto negativo de consequências desse nível de competição e da comodidade dessa empresa no mercado que não percebe as constantes e rápidas mudanças no comportamento de consumo.

O nível de competição

No caso de uma organização, pode-se definir nível de competição como sendo a relação entre seu projeto e sua condução dentro de um ambiente dinâmico e imitativo, repleto de incertezas e de instabilidades externas que, quase sempre, resultam em mudanças de tipo e de quantidade na ordem de consumo projetadas pelas necessidades e pelos desejos de seus clientes.

Foi assim que surgiram as chamadas “vantagens competitivas ou diferenciais competitivos”, que é uma forma de uma empresa se diferenciar de seus concorrentes através de uma ou de um conjunto de características que venha agregar valor aos clientes, de maneira que o custo de produção e valor pago são menores do que o benefício que ele avalia obter ao adquirir o produto.

A cadeia de valores

Toda empresa pode ser vista como um conjunto de atividades iniciadas com o relacionamento com seus fornecedores em seus ciclos de produção, passando por seus ciclos de vendas e pela fase da distribuição, finalizando com a entrega e com a percepção do cliente ao obter um produto que lhe proporcionou satisfação. Desse conjunto de atividades nasceu o conceito de cadeia de valores.

O conceito foi introduzido em 1985 por Michael Eugene Porter, um professor de Administração e de Economia da Harvard Business School, em seu livro intitulado Competitive Advantage (Vantagem Competitiva) e defendido em dezenas de outros de sua autoria, cujos temas sempre abordam a competitividade.

O Professor Porter sugere que as empresas façam uma análise de sua cadeia de valores, identificando as atividades que se destacam e contribuem diretamente para gerar e aumentar o valor de toda a cadeia em benefício do cliente. Assim, o que está correto deve ser melhorado e o que está errado deve ser corrigido.

Os grupos da cadeia de valores e o papel da logística

O Professor Porter dividiu as atividades da cadeia de valores em dois grupos:

Atividades primárias: aquelas que contribuem com o valor agregado ao cliente através da produção do bem ou serviço. Aqui estão as atividades de logística interna, operações, logística externa, marketing e vendas e serviços. Nessas atividades, o autor destaca a logística de entrada (inbound) e a logística de saída (outbound), como sendo atividades estratégicas de alta importância na geração de valor ao cliente quando a empresa alinha seus processos com as reais necessidades dele;

Atividades de apoio: são as que dão suporte para as atividades primárias através da infraestrutura da empresa, de seu desenvolvimento tecnológico, dos suprimentos e da gerência de recursos humanos.

A Logística recebe várias atribuições para a geração de valor ao cliente ao longo da cadeia de valores: a melhoria do atendimento de prazos garantindo pontualidade, agilidade e precisão nos processamentos de pedidos e possibilitar a diminuição dos custos na cadeia de suprimentos são as principais. Todas resultarão em vantagens competitivas quando o cliente comparar o custo total com o benefício percebido por ele ao adquirir o produto.

A Logística também permite que empresas que atuam no mesmo segmento possam competir de forma distinta, com estratégias distintas e com resultados diferentes, gerando vantagens competitivas a depender basicamente do gerenciamento e emprego de recursos logísticos ao longo de toda a cadeia.

Outro ponto bem observado na cadeia de valores diz respeito também à Tecnologia da Informação (T.I.) que, junto como a Logística, estão presentes nos grupos das atividades primárias e de apoio, sugerindo que se ambas forem bem assistidas e evoluírem a empresa ganhará muito em competitividade.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Anac estipula regras para a utilização de drones

Medidas passam a valer nesta quinta; fiscalização deve ser feita pelas polícias Militar e Civil e Guardas Municipais


FERNANDO DEGASPARI
03/05/2017 - 21:49 - Atualizado em 03/05/2017 - 22:11


As novas regras para a utilização de drones - aeronaves não tripuladas - no País começam a valer a partir desta quinta-feira (4). A regulamentação, feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foi amplamente discutida, segundo a entidade. O objetivo é “preservar a segurança das pessoas”. Entre as principais novidades está a exigência de que drones com mais de 250 gramas só poderão voar se estiverem 30 metros - em linha horizontal - distante de pessoas. A utilização do equipamento perto de terceiros só poderá acontecer se estes concordarem previamente.

Para estabelecer as regras, a Anac dividiu os drones em três categorias (veja ao lado). As mudanças exigem, também, que os operadores dessas aeronaves tenham, em alguns casos, idade mínima de 18 anos, exame médico e habilitação (fornecidos pelo órgão de aviação) para operar o aparelho. 

As regras não precisam, entretanto, ser seguidas por órgãos de segurança pública e fiscalização tributária, aduaneira ou de vetores. Isso significa, por exemplo, que a Prefeitura de Santos poderá continuar utilizando o equipamento na vistoria de residências para o combate à dengue.

Segundo a Anac, as normas são complementares às de outros órgãos públicos, como Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e seguem o que já é feito por agências reguladoras de países da União Europeia, dos Estados Unidos e da Austrália.

A fiscalização deve ser feita pelas polícias Militar e Civil e Guardas Municipais (GM), diz a Anac. Quem descumprir a regulamentação pode ser condenado a até cinco anos de reclusão, diz o Código Penal.


Análise
Para o major da Polícia Militar Adriani José de Souza, comandante da Base de Radiopatrulha Aérea, localizada em Praia Grande e responsável pelos helicópteros Águia, as novas regras “são muito importantes”.

“Nossa opinião (dos pilotos do Águia) é unânime. Não havia regras anteriormente e é óbvio que isso impactava na segurança”, diz o major. Segundo ele, o peso de um drone é equivalente ao de um urubu e isso traz risco para as aeronaves tripuladas, podendo causar acidentes fatais. “Durante um voo policial na praia a gente está em uma altitude baixa”, afirma. 

Vanessa Vidal Ferreira é dona da Drone Visual, escola que oferece cursos para quem quer aprender a operar o equipamento. Segundo ela, apenas um a cada dez alunos quer aprender a pilotar por diversão. O restante tem objetivos comerciais. A carga horária pode chegar a cinco dias de aulas.

Para Vanessa, a regulamentação também é bem-vida. “É o que todo empresário queria, porque isso fomenta o mercado. As empresas se sentem mais seguras para investir em uma coisa que já está regulamentada”, avalia. 

Imagens aéreas

Empresas de construção, mineração e segurança, por exemplo, têm cada vez mais utilizado o aparelho para diversos tipos de trabalho, conforme Vanessa. A procura, além de facilitar, também barateou algumas operações.

Embora os drones já tenham abocanhado uma fatia do mercado por carregar câmeras de boa qualidade, para Sérgio Furtado, dono de uma produtora, em Santos especializada em imagens aéreas, o equipamento ainda não substitui o olhar humano.

“O básico, como novela e comercial, você resolve com drone, que sai bem mais barato. Mas no helicóptero o profissional tem uma visão de 360 graus, o que jornalisticamente é mais interessante. No drone ela é limitada a uma tela”, explica Furtado.

Fonte: A Tribuna

quinta-feira, 16 de março de 2017

ECR Nordeste 2017

#ECR2017 | Confira a programação do IV Workshop - ERC Nordeste 2017 e faça sua inscrição clicando aqui!

O ERC Nordeste convida a todos para o primeiro workshop de 2017 que irá contemplar um painel de líderes nacionais, com suas visões sobre o mercado nordestino, seu desenvolvimento e oportunidades.

Além disso, haverá a apresentação de cases sobre o impacto da revolução digital na logística e nas lojas.

Garanta sua 

terça-feira, 7 de março de 2017

Como os M&Ms foram usados para detectar erros de logística em show de rock

Por José Zulmar Lopes

Para os roqueiros jurássicos como eu, sabem que em meados da década de 1980, o Van Halen arrastava multidões a seus shows, não só pela qualidade de canções como dance the night away e Jump mas também pela sua caprichada produção. Atuavam também como uma empresa em razão da gestão com que a banda geria seus negócios, em uma época com tecnologia inferior a de hoje. Um bom planejamento logístico era crucial para que tudo desse certo nos shows. Fazer pedidos extravagantes para os produtores de show, é coisa mais do que habitual no cenário musical, mas a banda usou um artifício bastante interessante e inteligente nas cláusulas do seu contrato. 

E o que os doces M&MS tinham a ver com isto?

Você verá seguir, como um planejamento logístico pode furar no descuido com detalhes.

Nas mais de cem apresentações realizadas em 1984, por exemplo, os equipamentos lotavam nove caminhões, além de exigir uma intrincada instalação elétrica, cujos detalhes eram esmiuçados em um complicadíssimo contrato de prestação de serviços.

Não bastasse isso, David Lee Roth, o vocalista da banda neste período áureo, era conhecido por suas excentricidades, tanto no palco, quanto fora dele. Uma delas, por exemplo, era exigir no camarim uma grande tigela cheia de M&Ms de todas as cores, exceto os marrons!

A cláusula 126 do contrato dizia algo como: “Não haverá M&Ms marrons nos bastidores, sob pena de cancelamento do show, com pagamento integral dos cachês”. O mistério daquilo que ajudou a criar a imagem de prima donna do showbiz que sempre acompanhou Lee Roth, é desvendado no livro Gente que Resolve (Saraiva, 2014), dos irmãos Chip e Dan Heath.


Lee Roth estava longe de parecer uma diva caprichosa. Ele era, isso sim, um gênio de planejamento e execução. A cláusula que bania os M&Ms marrons estava escondida entre centenas de outras especificações técnicas, determinando como a fiação deveria ser instalada de forma a suportar, com segurança, a enorme quantidade de luzes e efeitos, daquele que era o mais elaborado show da época.

Então, assim que chegava ao local do show, ele ia direto checar os M&Ms e, caso encontrasse algum marrom, concluía imediatamente que os organizadores não haviam lido o contrato e que, portanto, as instalações não haviam sido feitas conforme solicitado.

O livro dos irmãos Heath, cujo tema é a Tomada de Decisão, explica que uma das maiores dificuldades nestes processos é identificar os momentos nos quais decisões precisam ser tomadas.

Algumas destas decisões envolvem riscos altos demais para serem negligenciadas.

E como estava diretamente exposto a estes riscos, Lee Roth não queria ignorá-los, ao mesmo tempo em que não podia se dar ao luxo de rever pessoalmente cada detalhe.

Ele criou, então, seu peculiar sistema de alarme, capaz de detectar qualquer chance possível de desvio, sem que precisasse revirar palheiros inteiros em busca de uma agulha – que ninguém sabia se estava lá.

Será que esta criativa solução também não pode resolver algum problema que está tirando o seu sono?

Como você consegue criar um sistema de avisos que traz a resposta até você, sem que você precise se preocupar?

Pense nisto!

Sobre o autor: Diretor-Gerente Financeiro Administrativo|Midia Digital Conteúdo| Engenharia Civil Eólica| Proprietário RGL Consulting.
Fonte: Linkedin

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Boletim informativo [4] - Leitura rápida da semana

Glossário de e-commerce: O mundo do comércio virtual de A- Z!
Empreender é uma atividade fascinante, mas exige estudo. Não basta pegar capital e sair comprando mercadoria, ou contratando funcionários, é necessário planejamento. Os principais termos que você precisa saber, organizados em ordem alfabética para que facilitar a sua consulta. Vamos lá?




Crescer na empresa: 5 práticas de um funcionário de sucesso
Em tempos de crise, manter-se na empresa tem sido uma missão a qual muitos profissionais têm se dedicado. Com as demissões em decorrência da necessidade de redução de custos, muitas empresas delegaram aos colaboradores atividades de mais de um profissional, o que pode ser negativo, considerando a possível sobrecarga desses colaborador, mas também pode ser bem aproveitado, já que são maiores as chances do funcionário se destacar, mostrar seu potencial, absorver novos aprendizados e crescer na empresa.



Já ouviu o termo Geração C? Talvez já tenha ouvido os termos Geração X, Y, Z, ou até mesmo millennials, que é apenas outra maneira para se referir ao grupo Y, nascido entre os anos 1980 e o começo dos anos 2000. O “C” nessa nomenclatura se refere a connected e collective, conectado e coletivo, respectivamente. Essa é uma geração que transcende as barreiras cronológicas, porém para entendê-la é preciso falar um pouco sobre os millennials.

Imagine mochilas sendo produzidas com algodão cultivado em pequena escala, sem produtos químicos e o tingimento feito com materiais locais. Adicione ainda um tecido desenvolvido com folhas de abacaxi e trabalhado em teares tradicionais. Parece um sonho? Mas isso já existe em Bangladesh, uma das regiões do mundo que mais é palco de histórias sobre trabalho escravo.

no de bons negócios. Do ponto de vista da economia brasileira como um todo, há expectativa de estagnação. A boa notícia é que o país deve voltar a crescer em 2018, o que significa que os empresários não podem ficar parados.




Biblioteca

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Entrevista com o diretor geral da Transfolha, Alexandre Felix, sobre tecnologia e gestão para cargas expressas e e-commerce

Felix explica a estratégia de desenvolvimento da empresa e acentua a necessidade de se adequar ao mercado.

Excelência em transportes é uma meta almejada por todas as empresas do setor. No entanto, chegar a esse nível exige perspicácia e determinação, principalmente diante das condições da infraestrutura brasileira e dos cenários econômico e político do país.

As empresas iniciaram o ano com a responsabilidade de otimizar os trabalhos e aumentar a margem de lucro, arquitetando estratégias e investindo em tecnologia, inovação e gestão de pessoas. O foco é fazer 2017 acontecer.

A Transfolha, do grupo Folha de São Paulo, vê o desafio não só de crescer, mas de manter o legado construído desde 1988. A empresa iniciou as operações com a distribuição exclusiva do jornal e em 1990 começou a atuar no e-commerce. Atualmente, a Transfolha conta com estrutura de logística, armazenagem, distribuição e soluções web em 54 unidades estrategicamente localizadas nas principais cidades do país.

Para falar da empresa, descrever estratégias e anunciar planos para 2017, a Revista MundoLogística entrevistou o diretor geral da Transfolha, Alexandre Felix.

MUNDOLOGÍSTICA: Atualmente as palavras de ordem são eficiência e produtividade. Como a Transfolha vem trabalhando nesse sentido?
ALEXANDRE FELIX: Medimos nossa produtividade e eficiência nas diversas etapas do processo, iniciando na coleta de cargas, processamento check in, expedição, transportes e última milha last mile, acompanhando em tempo real, via tecnologia própria, a performance de toda a nossa rede de distribuição e por meio de indicadores atrelados ao nosso BSC (Balance Score Card). Com isso, conseguimos em um curto espaço de tempo revisar e otimizar os roteiros de entrega de encomendas expressas, jornais e a gestão/controle dos custos diretos ligados a cada etapa do processo.

Cada vez mais a tecnologia tem sido fundamental para a performance das empresas. Como vocês têm utilizado a tecnologia para melhorar as operações?
A nossa área de tecnologia possui um time de desenvolvimento dedicado ao atendimento de projetos e manutenção dos sistemas legados, assim como um PMO atuante junto à área de negócios, realizando trabalho semanal de priorização junto à diretoria. Nesse trabalho de priorização, leva-se em conta a expectativa de retorno ao negócio de acordo com as diretrizes estratégicas da empresa, assim como a capacidade de produção do time de desenvolvimento. O alinhamento dessas duas visões tem gerado excelentes resultados para a empresa.

Essa característica de uso intensivo de tecnologia é ainda mais necessária quando se fala em e-commerce?
Para obter uma operação de sucesso com comércio eletrônico, é fundamental construir e assegurar toda uma infraestrutura, o que abrange desde a integração com os inúmeros agentes, como: empresas de serviço, clientes, bases operacionais, distribuidores e outros intermediários envolvidos diretamente no dia a dia, até a utilização de novas formas de entrega de produtos e serviços. Esses, na maioria das vezes, personalizados por clientes. Além disso, a tecnologia deve estar preparada e construída para mudanças repentinas nas regras de negócios, tendências de mercado e novos serviços.

Certamente a gestão de todo o processo e das pessoas também é fundamental. Como vocês tratam isso na Transfolha?
Com relação a tecnologia, contamos com uma gerência de desenvolvimento que avalia voluntariamente as habilidades e competências do time técnico. A coordenação técnica tem uma atuação muito próxima aos profissionais, mantendo o time confortável para sugerir novas ideias e questionamentos. No processo atual, os recursos são alocados de acordo com os assuntos e processos em que estão habituados, gerando maior confiança do próprio profissional na frente desse desenvolvimento e produzindo agilidade e qualidade na entrega. Com as demais áreas adotamos um fluxo de comunicação contínuo, baseado em desenvolvimento e mensuração por indicadores. Temos alguns encontros ao longo do ano nos quais são apresentados os resultados obtidos em comparação ao planejado. Junto a nossa rede de distribuição, além do encontro de uma semana que ocorre todo início de ano, temos os encontros trimestrais por regional onde são discutidas e alinhadas as estratégias e desdobramentos do ano, do semestre e do trimestre no âmbito financeiro e operacional.

Quais os principais objetivos da Transfolha para 2017?
Implementar os projetos e soluções pensadas para manter a Transfolha como referência no segmento de e-commerce e cargas expressas.


Saiba mais sobre a Transfolha em http://transfolha.folha.com.br/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O que esperar do varejo brasileiro em 2017

Marcos Gouvêa de Souza, fundador da GS&MD, não hesita em cravar: “o varejo viveu em 2016 seu pior momento no século”.

O balanço do ano ainda não foi fechado, mas a consultoria, uma das mais tradicionais para o setor no Brasil, espera um recuo de 6% nas vendas, isso quando já considerada a inflação.

Os últimos dados divulgados pelo IBGE na Pesquisa Mensal do Comércio indicam uma queda de 6,4% nas receitas das lojas e supermercados até novembro.

O desempenho ruim é consequência de uma série de fatores: a alta inflação, que corroeu o poder de compra e a confiança dos consumidores nos primeiros meses do ano, o desemprego e o crédito mais caro e escasso.

Para 2017, o cenário previsto ainda é de dificuldades, segundo Gouvêa.

Ele avalia que a menor pressão inflacionária vai gerar um aumento gradual do poder aquisitivo das famílias, o que deve beneficiar principalmente o nicho de alimentos, mas que a lenta reação do mercado de trabalho será um entrave.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 10,71% em janeiro do ano passado para 5,35% neste ano. Por outro lado, conforme estimativa da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o país terá 13,8 milhões de desempregados até 2018.

Diante dessas perspectivas, o foco das varejistas que quiserem sobreviver a este ano precisa ser um só: reforçar o caixa, diz Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores.

“Em 2016 as empresas aprenderam a cortar despesas e fechar lojas não rentáveis. Agora, elas têm que pensar menos no valor da ação e mais nas reservas”, afirma.

“Quando a economia começar a melhorar, é preciso ter capital de giro, aumentar estoques, ter cobertura. Não se consegue velocidade de reação sem caixa”, completa.

Abaixo, veja o que mais esperar do setor e como as companhias pretendem conquistar o cliente em 2017, segundo os especialistas:

1. Atacarejos e lojas de conveniência continuarão em alta

Os atacarejos e os clubes de compra (como o Sam’s Club), que oferecem preços mais baixos com pouco conforto na hora da compra, seguirão ganhando espaço. Ao mesmo tempo, as lojas de conveniência, de estilo completamente oposto, também continuarão em expansão.

“Estamos vivendo uma polarização de mercado”, diz Marcos Gouvêa de Souza.

2. As empresas vão se esforçar ainda mais para vender um “propósito”

Uma das tendências mais fortes que Gouvêa de Souza diz ter observado durante a Retail’s BIG Show deste ano, maior feira de varejo do mundo, que ocorreu nos Estados Unidos em janeiro, foi a busca das marcas por um propósito.

“Numa sociedade em que há tanto de tudo, em que há superoferta, os consumidores precisam de uma razão maior para comprar produtos ou criar ligação com as marcas”, diz.

3. As pessoas estarão cada vez mais no centro da estratégia

“Os consumidores serão tratados como pessoas e não como números, e as companhias vão selecionar melhor seus funcionários, escolher aqueles que tenham paixão pela marca, que sejam consistentes com sua proposta”, avalia Gouvêa.

4. O atendimento ficará mais personalizado e a customização em massa vai aumentar

Entender e monitorar o comportamento dos consumidores é outra prática que ganhará força. “Há uma busca para sair do processo de comoditização e o uso da informação para fazer produtos e ofertas de forma individualizada cresce”, afirma o consultor.

Com a tecnologia, hoje é possível “customizar em larga escala”, diz.

5. As lojas deixarão de ser apenas pontos de venda

De acordo com Marcos Gouvêa, não basta mais para as varejistas ter prateleiras cheias de produtos.

“As lojas deixam de ser ponto de venda para ser ponto de serviço, de educação, de experiência. Para concorrer com a internet ou com os formatos focados em preço, como os clubes de vendas, elas têm que se transformar num espaço onde o consumidor tenha prazer em ir, possa trocar informação, fazer cursos”, conclui.

6. As barreiras entre lojas físicas e online vão desaparecer e a oferta de meios de pagamento mobile crescerá

Ana Paula Tozzi, da AGR, avalia que as empresas precisarão fundir as experiências de compra física e online para conquistar o cliente.

“A loja terá de ser uma coisa maior, com soluções integradas de parceiros e opção de pagamento mobile”.

7. Os pontos de venda vão encolher

“Com a tecnologia, as lojas podem operar com custos menores sem tirar a conveniência do consumidor. Se a empresa tem uma experiência digital dentro do ponto de venda e faz uma boa curadoria, não precisa ter todos os produtos expostos. Isso diminui o investimento em capital de giro. Além disso, seu caixa pode ser um iPad”, comenta Ana Paula.

8. A logística vai mudar

“Assim como o Uber hoje entrega comida, vamos ver isso no varejo. Se uma pessoa vai viajar, por que ela não pode levar consigo uma mercadoria para uma empresa? As plataformas de logísticas podem ser compartilhadas”, afirma Ana Paula.

Ela também acredita que o consumidor brasileiro vai se acostumar a pagar mais para receber produtos comprados em casa no mesmo dia da compra.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Como medir o processo logístico?

Se conseguirmos medir a execução dos nossos processos em tempo real, então conseguiremos gerenciá-los também em tempo real

Jorge Serrano Pinto *
Publicada em 14 de outubro de 2016 às 10h22


A famosa frase do autor norte-americano William Edwards Deming "O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado" continua atual, sem qualquer dúvida. Nos dias em que vivemos, nos quais todos olhamos para os processos do nosso negócio para deles extirparmos a maior quantidade de custos possível, o grande desafio começa por identificar formas de fazê-lo.

Desse exercício resulta a necessidade de identificação e construção de KPI’s (indicadores-chave de desempenho, numa tradução livre do acrônimo inglês) que comecem por retratar uma realidade e que, com o passar do tempo, possibilitem o acompanhamento da evolução da mesma. São nesses indicadores que a atenção de vários níveis de uma empresa deverá estar focada, desde o nível operacional, com indicadores mais orientados para o dia a dia, até o gerencial, que lidará com KPI’s mais consolidados.

Como seria de esperar, a logística não pode ser exceção a esta prática. É muito interessante chegar à conclusão, juntamente com os responsáveis de logística, que, ao fim do dia, o que é verdadeiramente pretendido é o controle, por meio da medição da operação, para poderem gerenciá-la e otimizá-la. Porque, tal como concluímos da frase de Deming, não poderemos gerenciar o que não somos capazes de medir.

Também com o software para a área de logística, a realidade não poderia ser outra. Ao implementar  um sistema de software para a cadeia de abastecimento (por meio de produtos como o WMS para os armazéns, TMS para os transportes, YMS para o pátio etc.), é fundamental que se conheça a realidade pré e pós-projeto, bem como a evolução desta com o decorrer da operação normal, já otimizada pelas ferramentas.

Tendo em mente fases e objetivos, é possível, primeiramente, saber se o ganho obtido com a implementação das soluções de software, que deverão, inclusive, permitir calcular o ROI. Mas, passada a etapa inicial, esses mesmos KPI’s deverão ser utilizados para medir, se possível em tempo real, a execução da operação logística e, desta forma, gerenciar simultaneamente a mesma.

Deste jeito, fica fácil de entender que a medição dos KPI’s não é um fim em si mesmo, mas algo que pretendemos manter, juntamente com os novos sistemas informáticos. Aliás, indo um pouco mais longe, esses softwares de logística deverão proporcionar uma visão da execução por meio da apresentação de indicadores-chave, seja de forma numérica, gráfica ou ambas.

Em outras palavras, a implementação de uma boa solução de software de logística, que permita medir para gerenciar a execução dos processos da operação, deverá garantir uma gestão pró-ativa, que alerte o usuário para os "pontos fora da curva", de maneira que ele se detenha no que precisa ser resolvido de imediato.

Uma realidade na qual não existam desvios em relação ao planejado é uma utopia, mas quanto menor for o tempo e custo de reação, melhor estará a operação e, como tal, melhores serão os resultados.


Portanto, medir é fundamental. Porém, sendo o gerenciamento algo que acontece ao longo do tempo e a medição algo pontual, é fácil concluir que precisamos de medições constantes. Se conseguirmos medir a execução dos nossos processos em tempo real, então conseguiremos gerenciá-los também em tempo real. Com isso, teremos uma visão permanentemente atualizada de toda a operação, identificando os problemas no momento em que eles acontecem.

Diria que, assim, seríamos capazes de alcançar o "sonho de consumo" de todos aqueles que desejam uma operação controlada e otimizada do ponto de vista operacional e, portanto, financeiro.

(*) Jorge Serrano Pinto é especialista em logística da Divisão Aplicativos da Sonda IT

Fonte: Cio.com.br

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Tudo sobre indicadores de desempenho em logística

Publicado na edição n° 12 da Revista Mundo Logística, conceituada no que se refere a publicações de conteúdos técnicos e especializados nos mais variados ramos da Logística, o artigo "Tudo sobre indicadores de desempenho em logística", foi disponibilizado para download.




Com a autoria de Marco Antônio Neve, o artigo aborda "Como nasce um indicador de desempenho?", alguns dos desafios na gestão por meio de indicadores de desempenho, tipos de indicadores e mais!

Vale a pena a leitura atenta!

Faça o download clicando aqui!

Biblioteca

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Excelência da logística na Rio 2016 é reconhecida pelo COI

O encerramento da XX Conferência Nacional de Logística, evento promovido pela ABRALOG simultaneamente à MOVIMAT - Salão Internacional da Logística Integrada, trouxe em primeira mão os resultados da operação logística do maior evento do mundo: os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

O Gerente de Serviços de Logística do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Maurício Gonçalves e o Vice-presidente de Logística dos Correios, José Furian Filho, mostraram pela primeira vez para um público formado por profissionais do setor de logística detalhes da operação, marcada por números superlativos e pelo reconhecimento do COI – o Comitê Olímpico Internacional de que o Main Distribuiton Center (MDC), localizado em Duque de Caxias e que sozinho possui capacidade de armazenagem de 75.000 m², foi considerado o melhor armazém de logística da história das Olimpíadas.

A atuação da logística dos Jogos envolveu todas as instalações no Rio de Janeiro, divididas em seis “Unidades de Negócios”: Vilas de Atletas e Acomodações; Barra; Copacabana e Mídia; Deodoro; Maracanã e as cidades do Brasil onde foram realizadas as partidas de futebol. O trabalho envolveu a integração das unidades de negócios, armazenagem, gerenciamento e distribuição de material esportivo das 42 modalidades e mobiliário, operações em 70 instalações, transportes de atletas, paratletas e comissões técnicas, além dos chamados projetos especiais (medalhas, antidopping, barcos, armas, ingressos, Perdidos e Achados). Foram mais de 80 mil paletes movimentados nos dois Centros de Distribuição, que foram visitados por delegações de cidades que receberão os próximos Jogos, além de um intenso benchmark com a equipe de Tóquio, que sedia os Jogos de 2020.

Com bastante planejamento, uso de ferramentas de gestão, tecnologias, operações bem delineadas e equipe motivada, os Jogos deixam para o Brasil um grande legado também em logística. “Fala-se muito em legado, especialmente de instalações que o País preparou e que vão ficar para o esporte e da mobilidade urbana do Rio de Janeiro, porém ao entregarmos a melhor operação de logística há também o legado para o setor, com um grande conhecimento de profissionais para operações desse porte e credenciando os Correios como um operador logístico de porte global. É muito gratificante apresentar ao mercado aqui na Conferência esse legado que deixamos e o orgulho de fazer parte de um projeto que mexe com os sentimentos de todo o País”, destaca Maurício Gonçalves.

Para enfrentar o desafio de ser o operador da logística dos Jogos, os Correios investiram em tecnologia de ponta, como um sistema global de WMS que é o mesmo utilizado pelo Departamento de Defesa dos EUA, mobilizaram uma equipe própria de 300 pessoas e mais 2 mil que foram contratadas de forma temporária para a execução dos trabalhos. “Nas Olimpíadas é preciso ter uma velocidade de resposta muito maior do que numa empresa comercial. É preciso ter um time com perfil para responder com rapidez com os recursos disponíveis”, ressalta o Vice-presidente de Logística dos Correios, José Furian Filho. Para exemplificar, ele menciona o papel dos Correios em oferecer rápida ajuda quando houve um problema de falta de abastecimento de comida no Parque Olímpico no primeiro dia dos Jogos. Mesmo não estando no escopo do trabalho, a empresa respondeu rapidamente e ajudou a solucionar o problema do Comitê Olímpico. “Um desafio desse porte muda a forma de ver a logística dentro da empresa e ter feito os Jogos Olímpicos acelera muito o cumprimento dos objetivos estratégicos dos Correios de ser reconhecido no mercado como operador logístico”, afirma Furian.

“Foi uma verdadeira aula de aula de logística em termos de estratégia, táticas, operações, tecnologias, intralogística de alto nível, Real Estate, gestão de pessoas, capital humano e importância da comunicação. Tivemos o privilégio de ser o primeiro palco de divulgação dos resultados da logística na Rio 2016 e certamente isso fecha com chave de ouro essa edição de 20 anos da Conferência Nacional de Logística. Os últimos dois anos foram muito difíceis, só de críticas ao Brasil e verificar a excelência do trabalho que foi desenvolvido para por duas empresas brasileiras na logística das Olimpíadas faz um bem enorme para o País e dá orgulho de ser brasileiro”, exclama o presidente da ABRALOG, Pedro Moreira.

Além da apresentação da logística olímpica, a 20ª edição da Conferência Nacional de Logística abordou em painéis temas trabalhados pelos Comitês Temáticos da ABRALOG, como a integração indústria-varejo, logística farmacêutica, tecnologia, multimodalidade, mobilidade urbana e Real Estate. “Esta CNL teve uma característica muito grande de colaboração dos comitês com o mercado, trazendo cases, um intenso debate e uma agenda positiva. Isto é fantástico e certamente dá uma grande contribuição na retomada da economia que começa na logística”, assinala o presidente da ABRALOG. 
Logística Olímpica da Rio 2016 em números:
- 800 processos de importação
- 1.000 contêineres (2.000 TEUs)
- R$ 200 milhões em admissões temporárias
- 8 mil viagens com frota de distribuição
- 80 mil paletes movimentados nos dois Centros de Distribuição
- 36 mil paletes recebidos de 300 fornecedores nos dois CDs
- Operações em 70 instalações
- 7 aeroportos com operações de Chegadas e Partidas
- Frota com 214 veículos para operações logísticas
- 90 mil m² de armazenagem coberta
- Mais de 500 equipamentos de movimentação nas instalações
- Mais de 200 carrinhos de golfe
- Em torno de 2.200 pessoas só em logística
- 20 fornecedores só de logística
- 30 mil km em entregas
- 16 milhões de itens
- 1 milhão de itens de materiais esportivos
- 150 km de barreiras para provas de rua com 75 mil peças de barreiras
- Mais de 25 mil m² de pisos de esporte
- 32 mil bolas de tênis e 8,4 mil petecas
- 6,5 mil bolinhas de tênis de mesa
- 400 bolas de futebol e 3 mil alvos
- 60 mil cabides e 80 mil cadeiras
- 40 mil mesas e 2,5 mil geladeiras
- 29 mil camas e colchões
- 35 mil edredons
- 54 barcos e 250 carrinhos de golfe
- 500 carrinhos de bagagem
- 700 rádios, 10 mil celulares, 6 mil TVs e 3 mil computadores
- 150 mil malas de bagagens movimentadas somando chegadas e partidas

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