Biblioteca da Faculdade CDL

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O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Branding no PDV





23 de maio de 2017 - 13:40

Por Zeh Henrique Rodrigues*


*Zeh Henrique Rodrigues é CEO da Brainbox Branding 360, designer, especialista em marketing pela FGV, com extensão em design na School of Visual Arts (NY) e em Consumer Marketing Strategy pela Kellogg School of Management de Chicago

O tema do branding parece já estar bastante difundido e até mesmo desgastado. O que antes era restrito a um seleto grupo de empresas e consultores, hoje ganha capilaridade em todos os setores produtivos. E não importa o tamanho, localização ou atividade, o branding já é um ativo tangível para os empresários que buscam aprimorar sua visão sobre o mercado e sobre eles mesmos. No varejo brasileiro, apesar de cada vez mais empresas buscarem a gestão de marca, existe ainda um bom caminho a ser percorrido.

A base de um projeto de branding é a identificação de um propósito claro para a empresa, ou seja, o porquê da existência dela. E atualmente, os consumidores se interessam pelas causas, pela razão de alguém fazer isso ou aquilo. A definição de um propósito responde diretamente às necessidades das pessoas e necessidades atendidas significam fidelidade. Porém, no dia a dia dos negócios, não consigo perceber as empresas preocupadas em identificar qual o seu papel na cadeia produtiva. A essência, na minha visão, para que um negócio se sustente é a clareza com que se propõem a resolver problemas das pessoas.

Na verdade, percebo dois graves problemas sobre a maneira como as marcas varejistas atuam: falta de um propósito claro e/ou falta de clareza na comunicação do propósito.

Em outros países, vemos diversos exemplos de varejistas que conseguem trazer para perto dos consumidores a razão pela qual se tornaram empresas. E por que isso? Pelo simples raciocínio que citei anteriormente de estabelecer uma conexão entre duas partes antes de pensar em realizar vendas. Aliás, a venda deve sempre ser encarada como uma consequência de um relacionamento e nunca como o objetivo primário.

Ano passado, 67% dos consumidores brasileiros manifestaram estar dispostos a pagar até 15% a mais por produtos de empresas com as quais compartilham valores e crenças. Mas como saber dos valores e crenças se a marca não faz questão de mostrá-las de maneira clara? Não basta ter uma aba no site, escondida num link sob um título “Sobre nós”, acreditando que seus clientes realmente estarão interessados em descobrir informações sobre sua empresa.

O ponto de venda precisa trazer à tona, deixar explicito, tangível, próximo e atraente o propósito da marca para que, com o tempo, a relação de confiança se estabeleça. Porém, o varejo peca ao não explorar sua essência no local onde a conversão das vendas acontece. Lá, no “chão”de loja, vemos apenas prateleiras abarrotadas de produtos, vendedores sem emoção, peças de comunicação falando essencialmente de promoção e nada mais. Não existe história, não existe conexão com a marca. O objetivo é vender, não engajar.

Marcas como Muji, Pirch, Sonos e T2Tea são apenas alguns exemplos de varejos que manifestam claramente os seus porquês, as suas razões de terem aberto as portas e estarem ali oferecendo algo a alguém. A percepção sobre a marca ganha em relevância e admiração. Eu, como consumidor, entendo o meu papel e o papel daquela marca na minha vida. Posso ou não me conectar, mas a construção do relacionamento teve um início sincero e transparente, baseado em um diálogo e não em um tom monocórdico da venda promocional.

Loja Sonos no SoHo, em NY. Clareza do posicionamento da marca logo na entrada da loja

Pirch, SoHo, em NY. Visual merchandising explorando o propósito da marca

Detalhe do propósito da Muji no ambiente da loja


quarta-feira, 26 de abril de 2017

7 grandes erros de marketing que a maioria das empresas comete

PME

É possível seguir algumas regras e minimizar muitos erros que acontecem com tantas marcas. Confira quais são elas:


Comunicação: marketing é uma ciência exata e exige conhecimento (Foto/Thinkstock)

Conheça os principais erros das empresas quando o assunto é marketing

Quando o tema é marketing, além dos especialistas nesse assunto, muita gente acredita que conhece de tudo e está preparada para definir estratégias e planos.

Mas, acredite: marketing é uma ciência exata e exige conhecimento. A notícia boa é que é possível seguir algumas regras e minimizar muitos erros que acontecem com tantas marcas.

Confira aqui os 7 pecados capitais quando o assunto é marketing:

1 – “Achar” que conhece bem o seu cliente

Tenha certeza! Com um rápido levantamento você poderá conhecer, de fato, quem é o seu cliente.

Hoje, no marketing digital, o chamamos de persona ou avatar. Esse cliente deve ser descrito com detalhes, como idade, sexo, região em que mora, comportamentos, hábitos, medos, sonhos e desejos.

2 – Não conhecer a opinião das pessoas sobre o seu produto ou serviço

Muitas vezes, achamos que o que atrai o cliente é um determinado item do trabalho, mas, de fato, é outro. Conheça o que o seu usuário enxerga como proposta de valor para a sua marca e o porquê.

3 – Fazer uma venda e esquecer de se relacionar

A melhor venda é aquela que deixa o cliente satisfeito e encantado a ponto de recomendar a marca.

Então, crie um programa de relacionamento para “cuidar” do seu cliente. Pode ser uma ligação de pós-venda para verificar a satisfação com a entrega, o envio de um cartão de aniversário, um cupom de desconto para a próxima compra etc.

4 – Acreditar em soluções mágicas

No mundo dos negócios não há milagre, nem mesmo nas redes sociais. Muitas empresas acreditam que somente com campanhas de marketing digital irão atingir todas as suas metas.

Isso não é verdade, pois muitas vezes o produto ou a entrega apresentam problemas – ou até mesmo o público-alvo da campanha está equivocado.

5 – Investir em ações imediatistas

Sem planejamento e acompanhamento não há resultados. Vale mais a pena investir em ações simples mensais do que em uma grade iniciativa que depois não será aproveitada.

Conheço muitas empresas, por exemplo, que fecham a participação em feiras de negócios, não convidam todos os seus clientes e prospects, não colhem os dados dos visitantes e não ativam esses contatos, desperdiçando dinheiro, tempo e energia.

6 – Subestimar a concorrência

No nosso mundo globalizado, é fundamental acompanhar o que o seu mercado está fazendo, no Brasil e exterior. Assim, além de ver o que as outras marcas estão aplicando, muitas vezes você saberá tendências que poderá adaptar para a sua empresa, com ótimos resultados. Conheça tendências: venha para o Superlógica Experience e aproveite 2 dias de imersão com líderes do mercado brasileiro e referências globais Patrocinado 

7 – Acomodar-se

Mesmo que a sua marca seja um sucesso, isso só reflete o aceto das ações do passado. Toda empresa precisa estar em um processo de melhoria continua, para se superar e entregar a melhor experiência aos clientes, sempre. E isso vale para o seu planejamento de marketing também.

Apesar de tantas novidades tecnológicas, métricas de acompanhamento e ferramentas, muitas vezes, no marketing, ainda vale a regra de outro dos antigos negócios, quando o dono da empresa atendia no balcão, chamava o cliente pelo nome, sabia do que ele gostava e como poderia entregar melhor o seu produto.

Hoje, tudo isso continua mais em alta ainda – vale lembrar.

Mônica Lobenschuss, especialista em Marketing Digital e fundadora da Social Lounge.

Fonte: Exame.com

quarta-feira, 8 de julho de 2015

3 passos para elaborar o logotipo perfeito





E-book gratuito dá dicas para um projeto bem-sucedido

Da Redação - 16/06/2015

É bom lembrar: design e marca são a mesma coisa (Foto: Reprodução)
Antes de começar a pensar no logo, estabeleça a visão e os conceitos da sua marca (Foto: Reprodução)


Quer criar um logotipo arrasador para a sua marca? A tarefa não é das mais fáceis. Afinal, um bom logo revela informações sobre a empresa assim que é visto por alguém. Para ajudar qualquer empreendedor a pensar no logotipo ideal, a 99Designs, que chegou ao Brasil em agosto do ano passado com a aquisição da LogoChef, publicou um e-book sobre o assunto.

O guia é gratuito e está disponível para download no site da startup. Veja aqui algumas dicas para elaborar um belo projeto.t

1. Defina a sua marca
A marca é fundamentada sobre os valores da sua empresa e, através dela, deve-se transmitir esses valores, com os quais os seus clientes poderão se identificar. Uma vez que a visão da marca esteja definida, será possível traduzir seus conceitos fundamentais em um logotipo através de símbolos, cores e palavras.

2. Conheça as melhores práticas
Logotipos de sucesso compartilham cinco características fundamentais: simplicidade, originalidade, relevância, atemporalidade e versatilidade. Uma boa dica para ajudar no processo de elaboração do que você gostaria de ter no seu logo é dar uma busca no Google para pesquisar imagens de logotipos do seu setor. Ao ver as imagens, tome nota do que você acha que funciona e do que definitivamente você acha que não funciona. Anote seus motivos.

3. Procure se familiarizar com o processo criativo
Na hora de criar o logotipo, o designer usará diferentes elementos para construir o projeto – estilo (tipográfico, símbolo ou ambos), cores, fontes. Se você estiver familiarizado com alguns deles, poderá fornecer um feedback mais significativo e assertivo para o profissional contratado.es de começar a pensar no logo, estabeleça a visão e os conceitos da sua marca.

Fonte: PEGN

segunda-feira, 18 de maio de 2015

4 MARCAS QUE VÃO DOMINAR O VAREJO NOS PRÓXIMOS ANOS





11/05/2015 17h37 - ATUALIZADA EM: 12/05/2015 18h27 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

UM RELATÓRIO DA GOLDMAN SACHS CONSIDEROU AS COMPANHIAS COM MAIOR APELO AOS CONSUMIDORES ENTRE A GERAÇÃO DOS MILLENNIALS, NASCIDOS APÓS OS ANOS 80


PIB bom é o da legocity (Foto: Otávio Silveira)
Qual será o futuro do varejo? Para tentar chegar a uma resposta, analistas do banco de investimentos Goldman Sachs fizeram uma projeção sobre as marcas que terão maior importância para o principal grupo consumidor dos próximos anos, os millennials (nascidos entre anos 80 e 90). O resultado, publicado pelo site Business Insider, você vê abaixo:
 

Apple
Faz sete anos consecutivos que a Apple lidera a lista da revista Fortune das empresas mais admiradas do mundo. A reputação da marca é tão forte que a Apple conta com uma base de clientes cativos que aumenta a cada lançamento. De acordo com o Goldman Sachs, os millennials não só continuarão consumindo os produtos da marca como estarão dispostos a pagar muito dinheiro por eles. As previsões mostram que a capacidade de agregar valor e status aos diversos itens da marca vai ajudar a empresa crescer ainda mais no futuro.
 

Disney
Mesmo desconsiderando a importância da Disney para a indústria cinematográfica, a marca é um exemplo de sucesso no ramo de brinquedos e games. A parceria com a empresa infantil Hasbro permitiu a expansão dos produtos licenciados da marca, principalmente os das franquias Star Wars, Marvel e Frozen.  Segundo o Goldman Sachs, esse investimento continuará elevando o poder (e os lucros) da marca.
 

Nike
Apesar de enfrentar concorrentes de peso, como UnderArmour, New Balance e Adidas, a Nike aposta em inovação para lançar produtos atraentes aos consumidores. A avaliação do banco de investimentos atribui o sucesso da marca não só à inovação e cultura da empresa, como também à bem-sucedida segmentação de alguns produtos que competem com mercados menores, como, por exemplo, as submarcas Jordan e Nike SB.
 

Lego
O Goldman Sachs acredita que quando os millennials comprarem um brinquedo da Lego para os filhos, terão a certeza de que estarão investindo em desenvolvimento. “Ao vender criatividade, a companhia é um exemplo de apelo bem-sucedido”, aponta o relatório. Além disso, após o sucesso da animação Uma Aventura Lego, lançada em 2014, a tendência é que a marca entre cada vez mais na indústria do entretenimento.  Outra vantagem da Lego é o Lab Future, laboratório da empresa voltado para pesquisar os hábitos de consumo e desejo de seus clientes.


A Época NEGÓCIOS, em sua edição de abril, trouxe uma entrevista exclusiva com o presidente mundial da Lego, Jorgen Von Knudstorp, na qual ele dá detalhes sobre a estratégia que ajudou a marca a se fortalecer nesses últimos anos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Produtos do dia a dia por grandes grifes e empresas






Artista imagina produtos simples feitos por grandes grifes



Guilherme Dearo
Guilherme Dearo, de EXAME.com


São Paulo - Como seria um leite da Apple? Bem, o sabor é difícil de saber. Mas, se a empresa preza pelo design impecável, com certeza a caixa seria minimalista e de classe. Ah, o litro seria bem caro.
E frutas da Nike? E biscoitos da Dolce & Gabbana?
O artista Peddy Mergui pensou nessas possibilidades em sua nova exposição, que imagina produtos do dia a dia, de qualquer prateleira de mercado, mas produzidos por grandes grifes e empresas.
A série foi chamada de Wheat Is Wheat Is Wheat.
"Mergulhando as embalagens de nossos bens mais básicos em valores de prestígio e luxo, a série explora os limites éticos - dinâmicos e difusos - do design na cultura do consumo", diz Mergui.
Veja nas fotos os produtos imaginados e criados pelo artista.
 O leite da Apple


 A comida de bebê da Chanel


 O café da francesa Cartier


 A caixa de ovos da Versace


 Os pacotes de farinha da Prada


 A manteiga da Bulgari


 As frutas da Nike


 O macarrão instantâneo tipo lamen da Burberry


 Os azeites da United Colors of Benetton


 As massas italianas da Ferrari


 Os biscoitos da Dolce & Gabbana


 Os picles da Gucci


 Pacotes de sal e pimenta da Hermès


 Pacote de arroz do HSBC


 O salame da Louis Vuitton


O iogurte da Tiffany


Fonte: Exame.com

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Por que ser uma marca sem história é bom para o seu negócio

O consumidor mudou. Sente-se mais seguro para aderir às novidades e agora, no lugar das marcas ilustres e confiáveis, dedica a sua atenção às que “começam do zero”

Carolina Pezzoni, da


Remonta há décadas o nosso desejo por marcas ilustres, que oferecem produtos comprovados e estabelecidos. No entanto, a idade média das marcas no relatório BrandZ Top 100 Global Brands, da agência de pesquisas Millward Brown, caiu de forma significativa, passando de 84 anos, em 2006, para 68, em 2012.

Ao mesmo tempo, uma tendência - identificada pela empresa de tendências Trendwatching – revelou que um novo grupo de consumidores se sente mais atraído pelas “clean slate brands”, ou seja, marcas que estão começando do zero: “mais novas, melhores, mais rápidas, limpas, abertas e interativas”. E, hoje, reservam a sua atenção e confiança a essas marcas sem legado nem história. Qual a razão para isso?

Segundo o estudo, esta tendência é impulsionada por uma mudança profunda nas preferências dos consumidores. Enquanto antes todo o conceito de marcas repousava sobre a ideia de que os consumidores precisavam de símbolos reconhecíveis e confiáveis, lapidados ao longo de anos, que os ajudassem a escolher melhor, hoje se reconhece que os consumidores ficam imediatamente à vontade para aderir às novas marcas, produzindo uma “confiança instantânea”.

É o caso de muitas startups, como o Simple, um banco digital focado em serviços ao consumidor, que lançou suas operações completas em julho de 2012 e, apesar de não ter o legado nem a presença física de um banco tradicional,começou a atender a uma lista de espera de 125 mil clientes que vinha se formando desde que o lançamento foi anunciado, em 2010.

Um dos fatores que contribuem para esse fenômeno, segundo o trendwatching.com, é o reconhecimento imediato. Como as experiências são mais compartilhadas, os consumidores se sentem mais seguros para adotar novidades mais rápido.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen, 92% das pessoas confiam nas recomendações de amigos e familiares acima de qualquer publicidade, um crescimento de 18% desde 2007. Outro dado da pesquisa mostra que a opinião de consumidores online é a segunda fonte mais confiável para informações sobre marcas, com 70% de taxa de confiança.

Neste sentido, as “clean slate brands” contam também com uma facilidade de se conectar com os consumidores, estabelecendo uma comunicação mais participativa e menos cerimoniosa. Um exemplo representativo é o Waze, um aplicativo de trânsito e navegação para smartphone, de origem israelense, que conta com a contribuição dos usuários para atualizar suas informações, garantindo assim a sensação de que têm uma relação importante com a marca. Em 2012, o app aumentou a sua base de uso de 10 milhões para 36 milhões de pessoas.

Na esteira dessa tendência, as grandes empresas também têm questionado a atitude, o tom, a estrutura e a abordagem das suas marcas. Embora as “clean slate brands” pareçam mais compatíveis com pequenas empresas inovadoras ou startups revolucionárias, suas características de sucesso podem ser adotadas pelas grandes e antigas: “aproveite a oportunidade para fazer as coisas de um jeito diferente”, pensando em novos produtos ou empreitadas; “reduza a complexidade”, enxugando o portfólio e estruturas empresariais e incorporando clareza e velocidade à tomada de decisões; “absorva responsabilidades”, mantendo um compromisso sério com a sustentabilidade, por exemplo; “tenha uma voz autêntica” e algo interessante a dizer, conectando-se de forma significativa com os consumidores.

Por fim, se ainda assim parecer improvável que a sua marca se torne uma “clean slate brand”, por que não estabelecer parceira com outra que já tenha essa possibilidade, e contribuir com ela?

Fonte: Exame

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Passo a passo para registrar a sua marca


Confira as etapas e os cuidados para realizar o procedimento pelo site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial

marca_branding_papel (Foto: Shutterstock)
Antes de lançar a marca de uma empresa, de um produto ou serviço no mercado brasileiro, é importante registrá-la no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A marca registrada garante ao seu proprietário o direito de exclusividade de uso em seu ramo de atividade econômica, no território nacional.
Há duas formas de encaminhar o pedido de registro. Uma é por formulário em papel, disponível para impressão no site do INPI, no campo Formulários, e entregue presencialmente na sede do órgão, no Rio de Janeiro, ou na unidade estadual. Existe, ainda, a possibilidade de encaminhá-lo via Correios. Para acessar os formulários do INPI, clique aqui.
A segunda opção para solicitar o registro é pela internet, por meio do sistema e-Marcas. Além de funcionar 24 horas, é mais barato e não exige deslocamentos.
Confira, a seguir, o passo a passo para depositar uma marca pela internet:
BUSCA
Antes de fazer um pedido de registro, é fundamental realizar uma busca para saber se a marca está disponível. Com a ferramenta de busca online, você pode verificar se já existe alguma marca que possa impedi-lo de registrar determinado nome de produto ou serviço. Para uma busca abrangente, marque a opção “Pesquisa por Radical” e digite o nome que gostaria de checar.
A busca o direcionará para uma página de resultados, com a lista de todos os produtos ou serviços que contêm o mesmo radical da palavra que você digitou.
Para interpretá-la, é importante saber que a coluna Prioridade indica a data em que a marca foi apresentada ao INPI. Em Situação, você encontrará os termos Extinto, revelando que aquela marca não prorrogou o registro, cuja durabilidade é de 10 anos; Arquivado, quando o registro não foi realizado devido a irregularidades no processo; e ainda Registro, demonstrando que aquele nome já foi registrado.
CADASTRO
Após checar se o nome almejado não possui registros anteriores, é hora de realizar o cadastro no INPI. Nesta página, você indica a natureza jurídica da sua solicitação de registro: pessoa física ou jurídica domiciliada no país, se for o próprio interessado; ou advogado ou procurador, no caso de ser uma pessoa física com um instrumento de procuração para representar um cliente.

Dica: em Cadastro de clientes, atente na escolha do login, que não poderá ser alterado posteriormente.

EMISSÃO DA GUIA DE RECOLHIMENTO DA UNIÃO (GRU)

Para gerar a GRU, insira o login e a senha que você cadastrou na etapa anterior. Na nova janela, logo abaixo do seu nome, faça a escolha da unidade e selecione a opção “Marcas”. Na sequência, clique em “Pedido de Registro de Marca”.

Na próxima fase, defina a natureza do uso e da forma de apresentação da sua marca. Uma vez que a proteção conferida pelo registro varia de acordo com essas duas escolhas, recomenda-se a leitura do Manual do Usuário do Sistema e-Marcas.

Você será informado sobre a taxa de pagamento do seu pedido e, ao finalizar a operação, já poderá imprimir o boleto bancário. Guarde em um local seguro o número fornecido pelo site referente à emissão da GRU.

Para avançar no processo, efetue o pagamento da guia.

Dica: caso precise alterar dados do seu cadastro, como informações de contato, acesse a área da GRU.

PROTOCOLE O PEDIDO

No Sistema e-Marcas, faça o login com o número salvo na etapa anterior. Agora é hora de especificar os dados de sua marca.

Elemento Nominativo: insira o nome que você deseja para a marca;

Imagem Digital da Marca: você pode inserir o logotipo ou a imagem que represente a empresa. Há limitações nesse caso – a imagem não pode ser muito parecido com outra que já esteja registrada nem similar a imagens de instituições públicas. Confira as demais no Manual do Usuário do Sistema e-Marcas, página 42.

Especificação de Produtos ou Serviços: caracterize a marca em uma das 45 classes de atividade econômica da lista do INPI. Se o mesmo pedido referir-se a diferentes classes (produção de roupas e bolsas, por exemplo), faça uma inscrição para cada uma.

A busca para encontrar a classe a que o produto ou o serviço pertence pode ser feita clicando em “Exibir lista de classes”. Uma relação de categorias irá aparecer na tela. Clique na escolhida e liste os produtos que a sua marca visa proteger.

O usuário também pode efetuar essa mesma busca pela “Pesquisa por palavra-chave”. Serão listadas todas as categorias relacionadas àquele termo. Escolha apenas produtos ou serviços de uma mesma classe e clique no botão “OK”, salvando-os no formulário eletrônico.

Reivindicação de prioridade unionista: não é necessário clicar. Esse quesito dificilmente aplica-se a uma empresa nacional. Serve para indicar a solicitação de depósito de marca em outro país.

Anexos: são opcionais (exemplos: uma procuração ou imagens que façam parte da marca e que devam ser registrados com ela).

Aceite os termos de declaração e você já pode protocolar o seu pedido. Um arquivo em formato PDF mostrará todas as informações do seu processo.

ACOMPANHE O PEDIDO

Após o protocolo do pedido, o INPI realizará um exame formal para avaliar se as exigências técnicas foram cumpridas, como a realização do pagamento, o preenchimento correto do formulário e a qualidade da imagem digital enviada.

O resultado será publicado em até 90 dias na Revista de Propriedade Industrial (RPI) do INPI. A partir da publicação, abre-se um prazo de 60 dias para que terceiros que se sintam lesados pela sua possível marca apresentem uma contestação. Se isso ocorrer, você terá até 60 dias para se defender.

Se não houver nenhuma disputa, os técnicos analisarão o pedido em cerca de dois anos e meio. Um exame detalhado é realizado para avaliar todas as exigências, como semelhanças de marca no mercado, possíveis proibições e oportunismo.

Se o pedido for aceito, você terá até 60 dias para pagar as taxas de expedição e o 1º decênio da marca, que corresponde à taxa de utilização do nome pelos próximos dez anos. Após esse pagamento, o INPI publicará a concessão do seu registro.

Dica: todas as decisões ou possíveis impedimentos referentes ao seu pedido serão publicadas na RPI, que é sempre às terças-feiras. Para acompanhá-los, use a ferramenta de busca online, de posse do número de protocolo. Também é possível seguir o andamento do pedido pelo sistema Push-INPI, que permite ao usuário se cadastrar para receber por e-mail as principais informações do processo.

TARIFAS

As taxas a serem pagas quando o pedido é realizado online são:

Pessoa física:
Taxa de entrada do pedido: R$ 140
Taxa de saída do pedido (expedição e decênio): R$ 300
Prorrogação do registro após dez anos de uso da marca: R$ 425

Pessoa jurídica:
Taxa de entrada do pedido: R$ 355
Taxa de saída do pedido (expedição e decênio): R$ 745
Prorrogação do registro após dez anos de uso da marca: R$ 1.065

Fonte: PEGN

quarta-feira, 22 de maio de 2013

5 dicas para criar um viral de sucesso para a sua empresa


Ações que se “espalham” entre os consumidores ajudam a divulgar a marca

Por Daniela Moreira
  
Imagem do vídeo viral "Perdi meu amor na balada", da Nokia

Nome na lata da Coca-Cola Zero, o vídeo do perdi meu Amor na Balada, da Nokia, ou o Balão do Google Maps sobrevoando São Paulo. Provavelmente você se lembra de alguma dessas histórias. O que elas têm em comum? Todas foram estratégias de marketing viral desenvolvidas para ajudar a alavancar vendas, lançar um produto ou simplesmente reforçar a marca na cabeça do consumidor. 

Mas nem sempre o viral gera os resultados esperados. Em alguns casos, o efeito pode ser até o contrário do desejado. O vídeo da Nokia, por exemplo, resultou em reclamações de consumidores tanto no Conar quanto no Procon. Eles se sentiram enganados pela propaganda “disfarçada". 

A agência Espalhe é especialista em criar virais para a internet, e coleciona alguns cases bacanas de sucesso. A sócia-diretora da área de conteúdo da agência, Patrícia Albuquerque, lista algumas dicas para você ter em mente quando for planejar um viral para promover sua empresa: 

Quem faz o viral é o público 

Tenha em mente que não é você quem faz o viral, são os usuários da internet, ou o público que vai passar pelas ruas e acompanhar sua ação. "O seu papel é criar um conceito que tenha potencial de ser passado para frente e espalhar", diz Patrícia. 

Escolha a plataforma adequada 

Se o seu alvo está em pessoas idosas, por exemplo, o mais coerente é optar por um viral offline, já que a presença desse público na internet não é tão significativa. Por isso, é importante conhecer profundamente seu público e saber onde ele se concentra. 

Não foque na verba, mas no conteúdo 

É plenamente possível planejar boas ações com pouco ou nenhum dinheiro. Então foque na ideia - esta sim tem de ser a melhor possível! “Uma boa ideia é infinitamente mais importante que uma superprodução”, afirma a executiva. 

Estruture uma estratégia de amplificação 

Estude como, quando e por qual meio o seu viral poderá se espalhar. Você deve pensar que não basta ele ter potencial para o sucesso, é preciso também que tenha um cenário adequado para ele se espalhar. Patrícia aconselha que a empresa pense nas duas vertentes: como ele pode se espalhar pela mídia e como isso pode ser feito organicamente. 

Cruze os dedos 

Sim, o último conselho da especialista é torcer e contar com a sorte, já que boa parte do sucesso de um viral depende deste fator imprevisível. 

Fonte: PEGN

terça-feira, 21 de maio de 2013

A ilusão de “a marca mais lembrada”



Jack Trout é um mestre. Ele e Al Ries criaram uma das grandes revoluções do Marketing que chamou “Posicionamento”. Leia e reflita sobre o que disse Jack Trout. “Estude tudo o que existe sobre pesquisa de marketing e você verá que o gasto incrível que já se fez com isso parece não ter ajudado a maior parte das empresas que hoje estão cheias de problemas”.
Uma das maiores fabricantes de aparelhos auditivos do mundo, a Oticon, fez um grande investimento em pesquisa de opinião e focus group para saber por que mais de 80% da população com problemas de audição e recomendações médicas se recusavam a usar aparelhos.
Os entrevistados disseram que o problema estava nos preços altos. Mas a Oticon suspeitou disso. Considerou que aquelas pesquisas, na verdade, só conseguiam coletar o que estava no nível consciente dos entrevistados. “Preço” parecia óbvio demais, ou talvez uma simples desculpa. Produzir um aparelho mais barato acabaria sendo uma cilada com enormes perdas.
A empresa investiu, então, numa outra pesquisa – desta vez mais profunda e conduzida por psicólogos. Eles descobriram o real motivo porque as pessoas não usavam aparelho auditivo. Sabe o que? A imagem mental que faziam. As pessoas se sentiam velhas ou envergonhadas – principalmente as que estavam nos primeiros estágios da perda auditiva, entre 40 e 50 anos.
Com estes dados, a Oticon não passou a fabricar aparelhos pequenos – como muitos fariam. Julgou que isto só reforçaria os sentimentos negativos dos usuários. A empresa optou por produzir aparelhos maiores, porém, bonitos, que parecessem acessórios femininos coloridos ou com fones de celulares tipo bluetooth.
O resultado surpreendente foi um grande sucesso! Os novos designs dos aparelhos foram até premiados em feiras especializadas.
Qual é a conclusão disso? Quando consumidores são pesquisados, eles falam daquilo que está em seu nível consciente. Mas o nosso consciente, na maior parte das vezes, é contrário ao que pensamos sentimos e agimos de fato. O consciente quer ser politicamente correto e concordar com os parâmetros sociais predominantes.
É no subconsciente que está o verdadeiro guia do comportamento humano. Acessá-lo significa ter em mãos o mapa da mina.
Jack Trout recomenda aos empresários não festejarem o primeiro lugar de sua marca na mente do consumidor quando isto é indicado através de pesquisas simples – aquelas que fazem perguntas diretas. Na verdade, a marca pode até ser, sim, a mais lembrada. Mas isto não revela nada em termos dela ser ou de que será a mais consumida.

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome – Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos”, Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473
Fonte: HSM

quarta-feira, 20 de março de 2013

4 dicas para reforçar a marca da sua startup


Para que sua marca fique na cabeça do consumidor é preciso mais do que nome, slogan e logotipo



"Amo muito tudo isso”. Se você identificou de cara a que empresa pertence esse slogan, não foi à toa. Uma boa estratégia de marca é aquela que faz com que o cliente associe valores e experiências positivas a ela. No caso do McDonald's – dono do slogan –, a ideia é associar a marca a momentos felizes, pessoas sorrindo, crianças brincando e por aí vai. 

Para criar essa identidade com o público, não basta só ter um bom nome, um slogan forte ou um logotipo bacana. A marca é tudo aquilo que engloba sua empresa – desde o espaço físico, passando pela cultura organizacional e pela a identidade visual, até o posicionamento de mercado e a maneira de se comunicar com o público. 

Criar uma marca forte requer tempo e dedicação, mas se isso for bem-feito, trará resultados gratificantes. Confira as dicas da Logovia, startup que oferece um marketplace para a contratação de serviços criativos, para criar o branding da sua empresa: 

1. Comece pelo ambiente interno 
Antes de se posicionar para o mercado, você precisa ter um posicionamento claro dentro da empresa. Se sua empresa é jovem, dinâmica e criativa, isso se traduzirá na marca. Então, tenha uma cultura organizacional compatível com o que você deseja transmitir para fora. Se seu ambiente interno estiver harmônico e conciso, será mais fácil passar essa imagem à frente. 


2. Concentre-se na experiência, e não somente na venda 
Para que sua marca esteja sempre na mente do consumidor, é importante que ele a associe a boas experiências. Seja no processo de compra ou até mesmo antes, na pesquisa de preços, por exemplo. 


Se você tem uma loja física, fique atento ao atendimento dos vendedores, ao odor do local, à música ambiente, ao tempo de atendimento, à facilidade de pagamento etc. O cliente deve se “esquecer” de tudo quando entra em sua loja. 

Se sua startup for online, concentre-se na usabilidade do seu site, na arquitetura das informações, nas cores corretas, nas funcionalidades – tudo tem de ser simples e intuitivo. Dessa forma, o cliente será encantado por sua marca, e não simplesmente pelo produto ou serviço comprado. 

3. Marketing – de guerrilha, viral, online ou offline. O importante é causar impacto 
O processo de branding também exige uma parcela de tempo e dinheiro para ser investido em marketing. Existem várias formas de chegar ao seu cliente, mas qual delas é a correta? A resposta só virá com testes. Independentemente do seu tipo de cliente, vale a pena testar alguns meios e fazer ações estratégicas para tentar reforçar sua marca ou iniciar a presença dela na mente do consumidor. 


Nesse momento não deve haver preconceito. Marketing de guerrilha pode funcionar tão bem para uma empresa online quanto para uma offline. Uma campanha de vídeos também pode dar a viralidade de que você precisa. 

O importante é que as ações sejam planejadas, pois uma campanha mal executada trará sérios danos para sua marca. 

4. Cliente quase sempre tem razão 
O bom relacionamento com o cliente também é essencial para uma marca ter sucesso. O cliente precisa se sentir importante, parte daquela empresa. Por isso, busque sempre um atendimento humano, eficiente e objetivo. Entenda seu cliente, saiba quais são as necessidades que eles têm ou aquilo que consumiriam caso existisse. 


Tenha sempre esse contato constante e seu público-alvo também sentirá prazer em acessar sua empresa e divulgá-la. Atualmente as mídias sociais vêm sendo um grande canal de comunicação entre empresas e consumidores. Vale a pena investir nesse meio.

Fonte: PEGN

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