Biblioteca da Faculdade CDL

Biblioteca da Faculdade CDL

O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

Mostrando postagens com marcador Varejo Digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Varejo Digital. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A loja física se reinventa no Digital pelo Reconhecimento Facial



Recognition of a male face by layering a mesh and the calculation of the personal data by the software. Biometric verification and identification


O reconhecimento facial foi pesquisado e evoluiu – em particular por demandas envolvendo segurança –, especialmente no setor financeiro. Mas as oportunidades geradas pelas possibilidades de aplicá-las, segmentando, identificando e medindo mutações de expressões e, desta forma, avaliando satisfação de consumidores, abriram possibilidades mais abrangentes que incorporam às lojas físicas algumas das características mais positivas das alternativas digitais.

Recentemente, o Walmart anunciou, nos Estados Unidos, o uso piloto do reconhecimento facial como forma de melhorar seus níveis de serviços, e a revista The Economist mostrou, em artigo, os benefícios advindos do uso dessa tecnologia para medir diversos indicadores antecedentes que poderiam contribuir para a melhoria das vendas e dos resultados.

No Brasil já é possível utilizar o reconhecimento facial no varejo para medir o tráfego de lojas e conversão de clientes de forma segmentada por sexo, faixa etária e compleição física. E também avaliar o conjunto de experiências, ofertas, atendimento e produtos, na loja como um todo ou por áreas específicas, pela variação de sinais fisionômicos que permitem medir o índice de satisfação dos consumidores  em sua jornada de compra.

Essa plataforma foi trazida para o Brasil pela Facemedia e já está sendo implantada – em caráter piloto – em diversas unidades de algumas das mais importantes redes de varejo de diferentes segmentos, dando início a um ciclo de conhecimento e avaliação de comportamento nos pontos de vendas físicos, que disponibiliza informações e recursos anteriormente só disponíveis no universo digital.

Além de seus usos mais avançados com reconhecimento facial segmentado, essa plataforma permite mensuração e avaliação de tráfego na loja como um todo e em particular por áreas da loja, medição dos tempos dispendidos em serviços oferecidos, como crédito, por exemplo, ou mesmo a identificação das “zonas de calor”, ou seja, áreas mais visitadas ou com maior tráfego nas lojas.

Alguns desses recursos já eram disponíveis em outras plataformas existentes, porém o maior benefício desse novo recurso é poder oferecer tudo isso de forma segmentada por faixa etária, sexo e compleição física.

Essa última segmentação é particularmente importante em lojas de moda, por exemplo, pois pode permitir o ajuste da grade oferecida adequando ao perfil médio dos frequentadores daquela unidade, otimizando os estoques e o atendimento dos consumidores.

Personalização

Nessa plataforma também será possível identificar milhares de consumidores frequentes – mais de 10 mil por ponto físico –, que poderão ser reconhecidos quando entrarem na loja, permitindo que sejam resgatadas suas experiências e relacionamento anteriores, de forma a personalizar o atendimento e ampliar vínculos nascidos em visitas anteriores ou, até mesmo, de relacionamento em ambiente digital.Informações sobre preferências por produtos e marcas anteriormente adquiridos para personalizar o atendimento e o relacionamento.

Esse recurso poderá ser aplicado na loja como um todo, em particular nas de menor porte, como as especializadas, as de conveniência, os supermercados de bairro e outras, assim como segmentando por áreas ou departamentos nas lojas de maior tamanho, como hipermercados ou home centers. Ou mesmo em shopping centers e outros centros comerciais.

A possibilidade de personalização que nasceu historicamente pela atenção pessoal do dono da loja com seus clientes frequentes será agora possível em escala massificada, em qualquer tamanho de loja, pelo uso da tecnologia do reconhecimento facial com alerta para os colaboradores que poderão acessar dados sobre os clientes reconhecidos ampliando a experiência e satisfação dos omniconsumidores.

Da mesma forma, será possível customizar mensagens e promoções em telas digitais, pois o reconhecimento facial segmentado permitirá ajustar a mensagem, promoção ou produto ao exato perfil demográfico do cliente em frente à tela. Desta forma, uma mulher na faixa etária de 25-35 anos receberá uma mensagem, promoção ou apelo de venda específico para seu segmento, diferente de um homem na faixa de 45-55 anos, em frente exatamente à mesma tela.

Uma nova realidade

O uso do reconhecimento facial avançado, como já está disponível, irá permitir um maior e melhor conhecimento sobre os padrões de comportamento de consumidores ao longo dos períodos do dia, da semana e do mês. Da mesma forma como permitirá medir os reflexos das campanhas e promoções realizadas por segmento de mercado atingido e na loja como um todo, e por departamentos em particular. Mas é um longo caminho a ser percorrido.

Não há como negar que o comportamento do consumidor se altera ao longo dos dias da semana, ao longo do mês e por período diário. Só que isso era intuído, mas nunca foi medido.

E agora tudo isso pode ser avaliado e conhecido, comparando o comportamento médio aprendido ao longo do tempo, com aquele diferenciado por efeito de uma campanha, de um momento, de uma experiência ou de um estímulo específico.

E isso será um longo e decisivo aprendizado para poder ter no ambiente físico os mesmos recursos obtidos no canal digital.

Claramente, o varejo físico estará se reinventando pela incorporação de elementos disponíveis no varejo digital, assim como o varejo digital estará, também, incorporando elementos do varejo físico, como o reconhecimento facial e alterações na fisionomia, como medida de satisfação, em seus processos de evolução.

O mais importante aspecto envolvendo o reconhecimento facial segmentado e o índice de satisfação dos consumidores é que ele torna possível, a partir de indicadores de performance apurados, o ajuste da oferta de produtos, marcas, espaço físico, comunicação visual, promoções e ações de ponto de vendas para melhorar o resultado e o desempenho de vendas e a rentabilidade por m2. Ou de forma cada vez mais viável, por m3.


Elementos cruciais na busca de melhores performances no varejo físico com o uso de elementos digitais.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

e-Commerce deve dobrar sua participação no varejo restrito até 2021

Média de crescimento será de 12,4% ao ano, segundo pesquisa encomendada pelo Google

Da Redação

Publicada em 17 de outubro de 2016 às 17h10



Online e offline parece uma discussão do passado, mas a verdade é que a integração desses canais segue como um grande desafio para os varejistas. Estudo da Forrester, encomendado pelo Google, demonstrou o quanto o digital já é fundamental na experiência de compra do brasileiro. De acordo com os resultados, 19% das vendas totais do varejo restrito (desconsiderando alimentos e bebidas) offline já sofrem influência do meio digital, totalizando 165 bilhões de reais até o final de 2016 e até 2021 essa influência deve crescer ainda mais, chegando a 32% das vendas. Quando combinamos esse número com as vendas totais do e-commerce esse percentual de influência é ainda maior, sendo 25% em 2016 e 42% até 2021.


Como consequência da ampliação do consumo e novos e-shoppers o e-commerce deve dobrar sua participação no faturamento do varejo restrito nos próximos 5 anos (5,4% para 9,5% sem alimentos e bebidas), crescendo em média 12,4% ao ano até 2021, um total de 85 bilhões de reais.

O amadurecimento dos e-shoppers fará com que ampliem seu consumo em uma variedade maior de categorias, incluindo alimentos. Itens como roupas, calçados, beleza e alimentos devem crescer acima da média do e-commerce ampliando sua participação no bolo total já em 2018. Um outro fator para o crescimento da receita do e-commerce virá de novos e-shoppers. Nos próximos 5 anos mais 27 milhões de pessoas irão fazer sua primeira compra online, totalizando 67,4 milhões de e-shoppers, o que irá representar 44% dos internautas em 2021.



Conforme esperado, o futuro do varejo dependerá cada vez mais da integração maior entre os canais online e offline, com grande destaque para a experiência nos dispositivos móveis afinal, a cada dia que passa, sua importância aumenta na jornada de compra do consumidor. Ainda segundo o estudo até o final de 2016, 19% das vendas do e-commerce deverão ocorrer em smartphones e tablets, sendo que em 2021 esse número irá saltar para 41%.



Em outros estudos o Google vem monitorando o comportamento de consumidores multicanal e concluiu que eles têm um gasto até 40% maior do que os consumidores que só compram em um canal.

Quando olhamos a influência do digital nas principais categorias do varejo vemos que atualmente eletrônicos, eletrodomésticos e livros são as mais influenciadas, com 6 em cada 10 vendas desses produtos sendo precedidas pela interação com a web, e até 2021 essa influência terá sido ampliada atingindo 8 em cada 10 vendas.

Entrando mais no detalhe das categorias temos smartphones como a categoria com a maior influência da web (69% das vendas totais), moda e calçados com uma influência média (30%) e alimentos e bebidas com menor influência (2%). Esta última, apesar da baixa influência tem um alto peso no faturamento total do varejo, fazendo com que o impacto total da web nas vendas de alimentos e bebidas seja de aproximadamente 16 bilhões de reais já em 2016.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O varejo no Brasil é sem fronteiras?

Léia Machado 06/10/2016


Na visão dos C-Levels que participaram do painel de debates no TI & Varejo 2016, os varejistas nacionais ainda estão desenhando suas estratégias para seguir na jornada do varejo sem fronteiras. E isso vai muito além de uma loja online e outra física, a cultura digital é o caminho para essa quebra de paradigma e a transformação deve vir de dentro para fora, da mesa da diretoria até o chão de fábrica.

“Poucas varejistas fazem omnichannel no Brasil, isso porque falta maturidade para aplicar esse conceito em sua plenitude”, aponta Fabio Pereira, diretor de E-commerce da Sephora. Segundo ele, a marca de cosméticos vem se empenhando para deixar a operação brasileira sem fronteiras entre o físico e o digital, com foco no mobile.

“Hoje, metade do meu tráfego online é feito por meio do smartphone e 20% das vendas são realizadas via celular. 10% de todos os meus clientes são multicanais e eles gastam 15% a mais se comparado aos que não aderiram ao omnichannel. Isso é um exemplo de que estamos no caminho certo”, completa o diretor.

Para Jesus Garcia, CIO da Livraria Cultura, o Brasil está engatinhando no conceito de vendas sem fronteiras, isso porque o consumidor não tem estímulo suficiente para usar diferentes canais de forma fluída. “Para mudar esse cenário, a estratégia do varejista tem que vir de cima engajando toda a companhia. Em segundo lugar, o foco tem que ser na experiência do cliente. Na Livraria, por exemplo, mudamos algumas coisas no online para que o atendimento seja parecido com a loja física, como um sistema de busca mais inteligente, inclusive, pela capa do livro”, conta o CIO.

Faz sentido para o negócio?

Outro ponto discutido pelos C-Levels é a importância de o varejista descobrir o que é mais aderente ao negócio. Em muitas organizações, o omnichannel não faz sentido, como é o caso do Walmart, que mantém a operação brasileira separada entre físico e online. Segundo Luiz Pimentel, diretor de Marketplace e Inovação do Walmart.com, o modelo de atuação no País não comporta o multicanal.

“Percebemos que os canais estão vivendo momentos diferentes de inovação e crescimento, por isso resolvemos separar. Enquanto as lojas físicas estão trabalhando na integração das aquisições feitas localmente, o online está focado no marketplace, uma das áreas que mais cresce no comércio eletrônico. Portanto, o omnichannel não tem força nessa estratégia”, explica Pimentel.

Para o CIO da Lojas Marisa, Marcos Caldas, mesmo o varejo brasileiro engatinhando para quebrar as barreiras dos canais, a multicanalidade tende a avançar em passos largos, uma vez que mais de 50% das vendas concretizadas nos espaços físicos vieram do online, seja com pesquisas de preços ou informações dos produtos. “Na Marisa, o tíquete médio dos consumidores multicanais é quase o dobro dos que consomem em apenas um canal”, acrescenta.

Lição de casa

Os painelistas acreditam que o melhor caminho para fazer um varejo sem fronteiras é começar com pequenas integrações, seja no atendimento ao cliente ou com programas de fidelidade. Para Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail – boutique de varejo, não adianta o varejista dar várias opções de canais aos consumidores se ele não souber fazer um bom e-commerce ou ter o básico das infraestruturas operacionais funcionando bem.

“O mundo digital é mais do que o comércio eletrônico. Essa mudança cultural da empresa extrapola as fronteiras de vender ou não pela internet. Por isso enfatizo que o ideal é o varejista introduzir o digital como uma competência da organização, acelerar a curva de aprendizado nessa jornada e só após esse domínio, inicia-se a integração dos canais”, completa o especialista.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

V Sarau de Negócios - Varejo na era digital: inovar ou não, eis a questão

Grandes nomes do marketing de varejo reunidos em uma manhã para falar de negócios e inovação.

Não perca essa oportunidade!

Faça sua inscrição aqui!





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Varejo digital na VII edição Cenários do Varejo



VII CENÁRIOS DO VAREJO 21/02/2013
Revolução no varejo é digital

O Varejo no Futuro é o tema que permeará as palestras da edição 2013 do Cenários do Varejo, que tem início hoje na Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza. Durante dois dias, empresários do comércio cearense e lideranças nacionais do varejo irão conhecer as últimas tendências do setor, apresentadas em janeiro na 102ª Convenção da NRF, em Nova York.

Quatro palestras foram selecionadas para condensar o que foi visto na feira, que é o principal evento do varejo norte-americano. Walter Longo, Reynaldo Saad, Regiane Romano e Nelson Barrizzelli são consultores da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e vão abordar temas como “O Varejo do Futuro - Como errar menos e ampliar suas chances de sucesso”, “Como ultrapassar barreiras vem alavancando o varejo mundial” e “Tecnologia aplicada ao varejo: o mundo já vem fazendo e o que vem em seguida”, além de uma apresentação com os conteúdos e lições da NRF 2013.

Honório Pinheiro, presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL), lembra que as mudanças estão aí. Que, hoje, um único consumidor com seu blog e centenas de seguidores pode entrar numa loja e elevar ou destruir a imagem da empresa. “Estamos vivendo uma revolução no varejo a partir do consumidor e somos nós que entregamos a ele essas mídias”, completa.

SERVIÇO
Cenários do Varejo 2013Quando: 21 e 22 de fevereiro, a partir de 8h30
Onde: CDL (rua 25 de Março, 882 - Centro) (85) 3433-3312 / 3313


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...