Biblioteca da Faculdade CDL

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O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Tecnologia a serviço do consumidor



PRESIDENTE DA CDL DE FORTALEZA FREITAS CORDEIRO 

9 de Março de 2014 

Investir em tecnologia e em soluções inovadoras são alternativas para que os lojistas proporcionem aos compradores uma experiência inesquecível


Para Freitas Cordeiro, os lojistas precisam estar sempre atentos às exigências do consumidor, utilizando inovações tecnológicas e de criatividade para atendê-las 
FOTO: NATINHO RODRIGUES 

A DoisTempos.Com é um exemplo de pequena empresa que apostou na internet e, de forma inovadora, conquistou os clientes 
FOTO: FABIANE DE PAULA 


Com o e-commerce crescendo a mais de 20% por ano no Brasil, as empresas cearenses estão aderindo mais a esse setor? 

O Ceará é bem avançado nessas soluções. A gente vive antenado com essas tendências para não nos distanciarmos das demandas do consumidor. O consumidor cearense navega - e muito - pela internet e busca essas soluções. Os lojistas estão em constante busca de conhecimento para enfrentar o desafio de atualizar suas lojas. 

Há algum tempo, imaginava-se que a loja virtual ia desbancar a loja física. Isso não ocorreu. A loja física continua com muita força, mas precisa conjugar os avanços tecnológicos. Não é mais a loja física de antes. No mínimo, as lojas têm que ter wi-fi, que vai permitir ao consumidor navegar na internet e pesquisar os produtos que lhe interessam. O consumidor está na minha loja, vendo o meu produto, mas ele quer fazer essa consulta. Olhe em que ponto nós chegamos. Eu tenho que oferecer para o consumidor essa opção na minha loja. E hoje você encontra algumas lojas que não oferecem (wi-fi) só no seu ambiente, mas também em logradouros públicos. 

A internet costuma oferecer aos consumidores muitas ofertas e preços mais atrativos. Isso tem influenciado, de alguma forma, a adoção de uma nova postura por parte dos lojistas, de modo geral? 

Hoje, o consumidor vai primeiro à internet porque tem informações variadas, consegue ter um número enorme de informações sobre o produto. Eu, você, todos nós queremos conhecer aquilo que vamos comprar, e a internet nos propicia isso. Assim, quando o consumidor chega na loja física, ele já conhece o produto muito mais que o vendedor. O desafio é fazer com que o vendedor conheça muito mais o produto, sob pena de o consumidor não confiar nele. Se o consumidor traz uma informação que não bate com a do vendedor, ele vai ficar na dúvida e o vendedor pode perder a venda. 

Além do fator conhecimento, ela (a internet) agrega outro, que é o preço. Na internet, o consumidor faz uma pesquisa muito maior, ele abrange um raio maior, que se ele fosse andar não seria fácil. Ele abrange não só o Ceará, mas o País e o mundo. Assim, ele vai ter um referencial de valor que ele não tinha antes. A loja física tem que estar preparada para isso. 

Uma diferença que o consumidor ainda vê na loja física é que ele recebe o produto na própria loja. Hoje, o e-commerce enfrenta o desafio da logística, mas já existem lojas onde o consumidor consulta o produto na internet e o retira na loja física. Esse é o sonho do consumidor: consultar na internet, ir à loja e receber o produto, e o produto estar lá, à disposição dele. Pois outro fator é o estoque. O consumidor se decepciona quando ele faz a consulta e, no final, não tem o produto no estoque. Aí é cruel. 

Então o senhor acredita que é uma tendência a integração cada vez maior entre loja virtual e loja física? 

A loja física poderia agregar muito à virtual. O que o consumidor procura na virtual e não encontra, ele vai ter na loja física. O que ele procura na física e não encontra, ele tem na virtual. Além disso, a internet e a tecnologia podem ser utilizadas para propiciar uma melhor experiência de compra ao consumidor. 

Nos Estados Unidos, uma ex-executiva da Amazon desenvolveu um provador inteligente. Em lojas de confecção, o gargalo maior está no provador, principalmente para as mulheres. Com o provador inteligente, você utiliza um smartphone e já vai selecionando os produtos que quer provar. Ao terminar de escolher, no próprio smartphone o consumidor já sabe para qual provador deve se dirigir. Os produtos selecionados já vão estar lá. Se uma peça ficou pequena, por exemplo, você descarta essa peça e já te mandam outra em um tamanho maior. O consumidor não precisa mais de recompor, vestir toda a roupa para voltar ao salão e pegar a peça em outro tamanho. E o principal: depois que o consumidor escolhe as peças, mas tem dúvidas sobre a combinação das mesmas, vem um estilista para ajudar na composição das peças. 

Essa inovação é uma sinalização importante. Isso pode ser adaptado e adotado por outras lojas. O que custa eu ter esse trabalho desse cliente que escolheu as peças e meu funcionário já deixar à disposição, no provador, as mesmas peças selecionadas em tamanhos diferentes para que o consumidor não tenha que voltar ao salão? Fazendo isso, você estará ganhando uma venda, certamente. O que mais frustra o consumidor nessa hora (de provar roupas) é esse problema de tira e bota (roupa). 

Quais outras iniciativas podem ser adotadas pelas lojas para que o consumidor tenha maior comodidade na hora de ir às compras? 

Outro gargalo muito grande dentro de uma loja é a fila. Você passou duas horas escolhendo os produtos que quer comprar, mas, para ir embora, você quer ir logo. O gargalo é a fila. Uma solução para isso é o check-out ambulante, onde um funcionário da loja vai com um tablet até onde o consumidor está, já recebe o cartão dele, faz tudo ali. Recentemente, eu fui atendido dessa forma em Nova York. Eu escolhi o produto e um funcionário da loja veio até mim dizendo que queria me ajudar, eu disse que já tinha escolhido o produto, então ele disse que queria me ajudar a pagar. E fez tudo ali, sem precisar de filas. Essa é uma maneira de trazer a tecnologia para bem pertinho da comodidade, da satisfação do cliente, de ajudar o consumidor naquilo que mais o incomoda. 

O criativo já pensa em outras alternativas. Quando você está na fila para pagar, um engraxate vem e engraxa seu sapato. É uma maneira de amenizar esse incômodo (de esperar em filas). Para as mulheres, já tem até manicure. É uma maneira de minimizar aquela espera. É o mundo da criatividade. E o varejo é fantástico nisso. Como ele vive muito ligado às pessoas, ele precisa estar sempre antenado, precisa ter essa sensibilidade. O varejo tem que sentir o consumidor, a vontade dele, o que ele quer, o atendimento etc. O consumidor precisa se sentir bem. Ele volta na loja e muitas vezes não sabe nem por que. Às vezes, é um aroma - tem lojas que procuram um cheiro especial. O consumidor gosta de ir ali e não sabe por que. É porque o ambiente é muito agradável. Isso tudo faz parte das ações de tecnologia avançada, de desafios na conquista e fidelização do consumidor, a partir da iluminação, do som ambiente etc. 

Como os lojistas podem acompanhar essas tendências, conhecer novas formas de atender às necessidades do consumidor e fidelizá-lo? 

Eventos como o Cenários do Varejo, realizado pela CDL, são uma ótima oportunidade para isso. Na edição deste ano, os palestrantes chamaram a atenção dos lojistas para questões como inovação e tecnologia. É por isso que esse evento é importante. Não tenha dúvida que os lojistas vão desenvolvendo essas possibilidades, Estão buscando tendências, ficando sempre próximos ao consumidor. A criatividade tem que estar junto ao serviço. A criatividade tem que estar sintonizada com aquilo que eu me proponho a fazer, tem quer uma soma, agregar valor. A gente pensa que já fizeram tudo, mas todo dia surgem coisas novas. E a tecnologia, essa não para. O lojista precisa ficar bem atento. Na tecnologia, não sei onde vai chegar o limite humano. Mas a tecnologia tem que ser humanizada, estar a serviço do homem. Pensavam que a tecnologia ia eliminar o ser humano, mas ainda é o homem que faz a diferença, o homem é que ainda tem o valor. A tecnologia é um instrumento. As inovações tecnológicas devem sempre estar sintonizadas com os anseios do homem. 

A internet tem possibilitado que muitas pessoas montem suas próprias lojas, iniciem um novo negócio. Como o senhor vê essa possibilidade e a atuação dos pequenos empreendedores no e-commerce? 

Esses são cases. Esses é que são surpreendentes, pois conseguem montar uma loja e, com custos mínimos, disputar com gigantes. Na internet, muitas vezes o consumidor não sabe quem é grande e quem é pequeno. Temos casos e casos desse tipo. Até em calçados. Até pouco tempo, se achava que não era possível vender calçados pela internet e hoje se sabe que é sim possível. Temos muitos exemplos do pequeno trabalhando com a inteligência, apenas é preciso o componente do conhecimento, do saber. Os pequenos estão muito bem, fazendo uma grande diferença. As grandes cadeias hoje já estão disponibilizando seus estoques para os pequenos, pois perceberam que é melhor se aliar a eles do que brigar com eles. 

Na sua avaliação, para que os lojistas se mantenham competitivos no mercado, eles têm que investir mais em tecnologia? 

A tecnologia não tem retorno. Ou você vai com ela ou vai ser ultrapassado. A tecnologia chega, se implanta, porque o consumidor é que exige. É uma solução que ele (o consumidor) já quer e você (lojista) vai ter que se atualizar, dentro da sua realidade. Mas o lojista tem como já ir adicionando e ficando mais moderno. Em relação há pouco tempo atrás, nossas lojas hoje já estão mais modernas, já registraram grandes avanços em displays e exposições, por exemplo. Já melhoramos muito. 



Cearenses apostam na web para expandir público-alvo

Diante do alto crescimento do comércio virtual, grandes empresas varejista cearenses também estão investindo neste promissor mercado para atrair mais público. Com cerca de 10 mil itens disponíveis no site e sete milhões de visualizações por ano, a rede de farmácias Pague Menos acredita que inovação é a base de sustentação estratégica do crescimento da empresa.

De acordo com André Albuquerque, gerente de operações da rede farmácias, para se manter no mercado, a empresa precisa estar sempre adequada as novas canais de consumo. "A estratégia é ser sempre competitiva, com um mix de produtos diversificado, buscando sempre a melhor negociação com a indústria que possibilite descontos e ofertas atrativas, sem esquecer das diversas formas de pagamento", conta Albuquerque. Ele destaca também que o próximo desafio será tornar o atual aplicativo móvel da empresa em mais um canal de vendas. "Atualmente ele dispõe apenas de uma série de informações relacionadas a localização e serviços das lojas físicas, bem como contém algumas dicas de saúde e beleza". 

Potencial 

É também com este intuito, que a empresa cearense do setor de tecnologia Ibyte pretende investir no cenário virtual. Até 2015, o grupo pretende tornar o site sua maior loja tanto em faturamento como em capilaridade. "Montamos algumas estratégias bem robustas. Entre elas o investimento em ter uma ferramenta completa de e-commerce, o Magento, que é a maior do mundo, a parceria com uma grande empresa de gerenciamento da ferramenta e marketing digital, a Smart, a criação do chat online onde o consumidor interage com uma pessoa real em tempo real, frete grátis para o Ceará em compras a partir de R$ 99 e para todo o Nordeste em compras a partir de R$ 199", comenta o gerente de Marketing da Ibyte, Nelson Gurgel. 

Entrega diferenciada 

Os pequenos também inovam nas lojas virtuais. Há cerca de seis anos, quando comprar pela internet ainda era uma realidade distante para muitos brasileiros, sobretudo se essa compra fosse feita a partir de um dispositivo móvel, jovens cearenses vislumbraram a possibilidade de oferecer um serviço inovador ao consumidor e atender a uma demanda que, até então, não possuía soluções específicas. Foi assim que surgiu a DoisTempos.Com, empresa especializada na venda de material de escritório e com a proposta de realizar uma entrega rápida. 

"Nosso principal diferencial é trabalhar com entrega rápida para empresas, já que a maioria das fornecedoras de material de escritório têm entrega de 24 a 48 horas. Nosso objetivo é atender empresas e pessoas físicas em um prazo máximo de uma hora, no caso da Aldeota. Também entregamos em outros locais da cidade, mas não no mesmo prazo. Há uma carência grande das empresas que precisam de agilidade", diz o gerente e sócio da empresa, Anderson Lucas. 

A ideia agradou aos consumidores e, conforme o gerente, nos três primeiros anos de atividade, a empresa cresceu 300% ao ano. "Hoje, a gente vem mantendo um crescimento médio de 20% ao ano", afirma. "A aceitação é muito boa", reforça. (RH) 


Dháfine mazza 
Repórter

sexta-feira, 7 de março de 2014

Hoje os flashes foram para Elas: Dia Internacional da Mulher

Registramos hoje a presença de muitas mulheres na Biblioteca: mulher professora, mulher aluna, mulher colaboradora, mulher leitora, para representar o universo feminino da Faculdade CDL e receber a nossa homenagem pelo Dia Internacional da Mulher.

















Nossa homenagem a todas as mulheres, em especial, às mulheres da Faculdade CDL. 

Dia Internacional da Mulher: homenagem da Faculdade CDL




Faculdade CDL

quinta-feira, 6 de março de 2014

Leitura para o Dia Internacional da Mulher



Para fazer alusão ao Dia Internacional da Mulher, selecionamos livros escritos por mulheres e aqueles com personagens femininas que marcaram a literatura, na maioria produzidos em uma época de contestação de direitos e luta feminina, como crítica e denúncia aos costumes da época.

Confira abaixo!


LIVROS ESCRITOS POR MULHERES


CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2010.

Um exercício do pensamento, que fomenta a reflexão crítica e lança um facho de luz sobre questões do dia-a-dia, realçando seu caráter histórico e ampliando os horizontes do leitor - eis o alcance deste livro.
Convite à Filosofia é uma obra que utiliza o próprio instrumental filosófico para atualizar conceitos e fazer uma releitura dialética do mundo por uma das mais consistentes intelectuais do país.
De suas páginas emergem os grandes temas da discussão filosófica, como Razão, Verdade, Conhecimento, Ciência, Ética, Política, Arte, Técnica, Religião, Metafísica, História, Lógica.



CHRISTIE, Agatha. Morte no Nilo. Rio de Janeiro: Record, 1937c.

Um dos mais famosos casos de Hercule Poirot A tranquilidade de um cruzeiro ao longo do Nilo é ensombrada pela descoberta do cadáver de Linnet Ridgeway. Ela era jovem e bela; e tinha tudo… até perder a vida! Hercule Poirot apercebe-se de que, a bordo do navio, todos os passageiros são possíveis assassinos: pelas mais diversas razões, todos tinham algo a apontar a Linnet. Mas quem terá sido levado ao acto extremo de a alvejar? Ainda que tudo aponte para a mesma pessoa, o detective cedo descobre que naquele cenário exótico nada é exactamente o que parece. Morte no Nilo (Death on the Nile) foi originalmente publicado em 1937, na Grã-Bretanha. A edição americana veria a luz do dia em 1938. O filme homónimo, de 1978, conta com um elenco de luxo, de onde se destacam os nomes de Peter Ustinov (naquela que seria a sua primeira interpretação de Hercule Poirot), David Niven, Bette Davis, Angela Lansbury e Maggie Smith.




DEMETRESCO, Sylvia. Tipologia e estética do visual merchandising = Typologie et esthétique du visual  merchandising. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2012. 268 p.

Conservar a memória da arte na vitrina, colecionar objetos cotidianos, não esquecer as tradições, dar visibilidade ao testemunho histórico, descobrir a engenhosidade do trabalho, pesquisar as matérias e as texturas, profundar-se um pouco mais sobre um saber-fazer... estar constantemente em busca de novas pesquisas e investigações no universo das vitrinas é o que nos fez folhear todas as edições da importante revista Inspiration.
O resultado desse trabalho pode ser constatado na sistematização de possíveis tipologias das vitrinas que ganham estampa neste livro. Nas leituras e releituras de todo o conteúdo encontrado nas revistas, as classificações se pautaram na emergência do ordinário, que, aos poucos, foi dando lugar e assumindo o espaço de um universo paralelo, o extraordinário, que também é criado pelas, nas e com as vitrinas.
Nossas diferentes e diversas vivências em vários países, assim como nossas bagagens acadêmicas e profissionais direcionadas ao saber-fazer e ao saber analisar as vitrinas e seus entornos, possibilitaram-nos escrever este livro a quatro mãos.
A criação deste livro está focada nas primeiras linhas do título “Tipologia e estética do Visual Merchandising.
Criamos tipologias de classificação e selecionamos 879 imagens que constroem os sentidos específicos em cada uma das construções e encanações elencadas.
Trata-se de um grande estudo, repleto de referências criativas que contam a história do Visual Merchandising e também permitem observar várias questões visuais e matérias que as estruturam ao longo do tempo.
Ideias é o que não faltará para o exercício estético da linguagem criativa.




GRUEN, Sara. Água para elefantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.

Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora. Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais. É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo. Água para elefantes é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construí¬do com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.




LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. São Paulo: Rocco, 1998.

Romance original, desprovido das características próprias do gênero, A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Depois do susto, ela esmaga o inseto e decide provar seu interior branco, processando-se, então, uma revelação. G.H. sai de sua rotina civilizada e lança-se para fora do humano, reconstruindo-se a partir desse episódio. A protagonista vê sua condição de dona de casa e mãe como uma selvagem. Clarice escreve: “Provação significa que a vida está me provando. Mas provação significa também que estou provando. E provar pode ser transformar numa sede cada vez mais insaciável.”




MEDEIROS, Martha. Topless. Porto Alegre: L& PM Editores, 2002.

Topless foi lançado em edição convencional em 1997. É um livro que reúne 54 crônicas de Martha Medeiros, numa poderosa amostra do trabalho que a consagrou como uma das mais importantes cronistas em atividade no país.




MILLET, Catherine. A vida sexual de Catherine M. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.

"A Vida Sexual de Catherine M." é o despudorado livro de memórias da crítica de arte francesa Catherine Millet, um fenômeno editorial que causou furor em seu lançamento e que já vendeu mais de 2 milhões de cópias no mundo.




PLAIDY, Jean. Catarina, a viúva virgem. Rio de Janeiro: Record, 2001.

Catarina, a viúva virgem é um romance empolgante, cheio de reviravoltas e elementos envolventes. Um grande romance histórico de uma das autoras mais populares do gênero em todos os tempos. Jean Plaidy também escreveu A batalha das rainhas, A rainha de Provence, Eduardo I, O juramento do rei, Passagem para Pontefract, A rosa vermelha de Anjou, A madonna das sete colinas e Assassinato real. Jean Plaidy nasceu em Londres, em 1910. Sua biografia, porém, é um tanto obscura. Jamais disse a sua idade, que só foi descoberta após sua morte, em 1993. Durante a Segunda Guerra Mundial, morou na Cornualha, sul da Inglaterra, onde conheceu a praia de Plaidy, que inspirou seu pseudônimo mais famoso. Mas ela assinou também sob outras alcunhas. Foi Elbur Ford, Ellallice Tate, Phillipa Carr e Victoria Holt. Com esta última, conseguiu muito sucesso nos anos 70, com histórias de mistério, chegando a ser considerada a herdeira de Agatha Christie.




QUEIROZ, Rachel de. Dôra, Doralina. São Paulo: Siciliano, 1992.

Em Dôra, Doralina, Rachel une o Nordeste ao Rio, e é exatamente nessa união que surge o romance de amor. Sem ser um romance policial, a obra registra uma realidade regional que termina por nos inserir no quadro histórico da formação brasileira. A história de amor que une Dôra ao Comandante, sem sacrificar os personagens menores nos envolve e suas presenças completam a galeria dos que se destacam não apenas neste romance, mas em toda a obra de Rachel. A romancista conferiu a Dôra uma sensível dimensão humana, quando a vemos vivendo, amando, sofrendo, como símbolo e imagem de nossa própria condição. São duas personalidades que fascinam - das Dores. Maria das Dores e o seu comandante. Aqui está o amor como liberdade. Liberdade é a paixão da obra de Rachel.




ROWLING, J.K. Harry Potter e a câmara secreta.São Paulo: Rocco,  2000.

Muitas histórias contribuem para que o leitor se encante com Harry Potter e a Câmara Secreta, onde ele vai reencontrar todos os pequenos heróis e amigos do livro anterior. Mas isto não será para sempre. J. K. Rowling, a autora da saga de Harry Potter, já avisou que até o sétimo livro da série, que promete ser o último, alguns personagens do bem vão morrer.A trama de Harry Potter e a Câmara Secreta começa com o pequeno feiticeiro passando as férias na casa de seus tios trouxas (não-bruxos) e sendo, como sempre, muito maltratado. Seu aniversário de 12 anos é o pior de todos: ninguém o cumprimenta, não ganha nenhum presente, nada.O garoto, órfão de pai e mãe, chega a cantar Parabéns pra você baixinho como se quisesse, ele próprio, provar que está vivo. Para piorar, os tios o prendem num quarto cercado de grades com direito a apenas uma refeição por dia - que ele divide com sua coruja, igualmente encarcerada numa gaiola. De repente, aparece um carro voador com amigos feiticeiros que livram Harry Potter dessa amargura. Essa é apenas a primeira cena em que Joanne brinca com situações-limite. Todo o livro é permeado de quase-desgraças e é, por isso mesmo, quase impossível parar de ler. O final é surpreendente e muito divertido.















TIBONI, Conceição Gentil Rebelo. Estatistica básica: para os cursos de administração, ciências contábeis, tecnológicos e de gestão. São Paulo: Atlas, 2010.

Este livro tem como objetivo apresentar os conceitos e métodos de análise estatística de maneira simples e acessível ao entendimento dos estudantes das diversas áreas do conhecimento. No final de cada seção teórica há muitos exemplos e aplicações detalhadas, que estimulam o aluno a desenvolver habilidades necessárias ao acompanhamento do curso de estatística. Ao término de cada capítulo encontram-se muitos exercícios propostos com as respostas no final.
Os capítulos iniciais versam sobre técnicas de amostragem, conhecimento das séries estatísticas e construção de gráficos estatísticos. Em seguida, traz um estudo detalhado da distribuição de frequência e sua representação gráfica. Adiante, introduz o cálculo das medidas de posição, de dispersão ou de variabilidade. Estabelece conceitos e propriedades da teoria das probabilidades e da análise combinatória, para depois estudar as distribuições de probabilidade binomial e normal. Por fim, faz um estudo estatístico da correlação entre duas ou mais variáveis e a reta de regressão. O anexo traz a curva normal: área de uma distribuição normal padrão.
Livro-texto para a disciplina Estatística Básica. Leitura complementar para cursos da área de Ciências Humanas, como os cursos de Administração e Ciências Contábeis, além de atender a necessidades de cursos profissionalizantes e de profissionais das diversas áreas que utilizam os recursos da estatística.


LIVROS COM PERSONAGENS CENTRAIS FEMININAS




ALENCAR, José de. Iracema. 5. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Iracema – lenda do Ceará destaca-se como um dos principais romances indianistas de José de Alencar e como uma das prosas mais poéticas de nossa literatura. Escrito como uma espécie muito singular de lenda, explica de forma lírica as origens do Ceará, terra natal do autor. A narrativa gira em torno da personagem principal, Iracema, a “virgem dos lábios de mel”, e seu amado Martim, fidalgo português que se apaixona pela índia ao encontrá-la inesperadamente quando ele se perdera na mata. Uma fábula que apresenta vocabulário rico ,cheio de expressões indígenas e inovações, fruto dos estudos do autor e, também de seu interesse em retratar a língua como um organismo em constante mudança, resultando em uma prosa muito diferente do estilo clássico até então característico das expressões literárias da época.




AMADO, Jorge. Tieta do agreste. Rio de Janeiro: Record, 2001.

Fogosa pastora de cabras e namoradora de homens, a adolescente Tieta é surrada pelo pai e expulsa de Santana do Agreste graças à delação de suas aventuras eróticas por parte da irmã mais velha, a pudica e reprimida Perpétua. Um quarto de século depois, rica quarentona, Tieta retorna em triunfo ao vilarejo, no interior da Bahia. Com dinheiro e influência política, ajuda a família e traz benefícios à comunidade, entre eles a luz elétrica.Para os parentes e amigos de Agreste, Tieta enriqueceu no sul ao se casar com um industrial e comendador. Mas aos poucos o narrador vai plantando no leitor a dúvida, o descrédito, até revelar a história oculta da protagonista: Tieta se prostituíra e virara cafetina em São Paulo, razão de sua riqueza e de seu trânsito entre os poderosos. Nesse acerto de contas com o passado, ela acaba se envolvendo na acirrada disputa em torno do futuro do lugarejo. Publicado em 1977, o romance foi adaptado com sucesso para a televisão e o cinema. A narrativa descontínua, feita de avanços, recuos e mudanças do ponto de vista, atesta a maturidade literária de Jorge Amado e mantém até hoje o impacto e o frescor.





BALZAC, Honoré. A mulher de 30 anos. São Paulo: Nova Cultural, 1995.

Uma visão profundamente sagaz da alma e da condição feminina por um dos autores mais importantes da literatura mundial, num texto que deu origem a uma das mais famosas expressões de referência do universo feminino: a balzaquiana.















CAMINHA, Adolfo. A normalista. Fortaleza: ABC, 1999.


Desprovido de rebuscamento ou qualquer preocupação retórica, A Normalista, é um dos romances mais naturalistas da nossa literatura e aborda questões que envolvem sexo, traição, família, libido e desnuda seus personagens de toda e qualquer roupagem de pudor ou outra virtude que mereça algum louvor.Escritor de obras densas e trágicas, o cearense Adolfo Caminha (1867-1897) publica A Normalista em 1893, seu romance de maior sucesso. A história se passa no interior do Ceará no final do século XIX, e a maioria das ações acontecem em ambiente fechado, caracterizado sempre como um lugar simples, sem luxo e povoado de sentimentos pequenos. O enredo gira em torno de uma órfã, Maria do Carmo, que tendo perdido seus pais, foi morar na casa de seu padrinho João da Mata.














COELHO, Paulo. Veronika decide morrer. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.

Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo : juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mais num dia frio de novembro ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.
Só que ela acorda - e no Sanatório de Villete, o lugar de onde ninguém jamais havia fugido. Logo fica sabendo que só teria alguns dias de vida e isso desperta emoções até então desconhecidas.Inspirado em experiências próprias, Paulo Coelho escreve "Veronika Decide Morrer" para questionar o significado da loucura e celebrar os indivíduos que não se encaixam nos padrões do que a sociedade onsidera "normal".Ousado e esclarecedor, este romance de redenção faz um retrato faz um retrato tocante daqueles que estão na fronteira entre a vida e a morte, sanidade e loucura, felicidade e desespero, transmitindo a mensagem poética de que cada dia é um verdadeiro milagre.




GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo muito surpreendente.
















LAWRENCE, D.H. Mulheres apaixonadas. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

"Mulheres Apaixonadas" conta a história de dois casais confrontados com os dilemas da paixão, sendo que o fracasso exposto por um deles é evidenciado pelo não enfrentamento do sexo como sua principal meta. Para ele, nenhum ser humano poderia viver em harmonia escapando a esse confronto essencial.














OLÍMPIO, Domingos. Luzia-homem. Fortaleza: ABC, 1999.

Luzia é uma moça que desde criança trabalhou pesado, na época em que era vivo o seu pai. Usava roupas masculinas, mas as deixou quando virou moça. Tinha a força de um homem contida nos seus rijos músculos. Era conhecida como a Luzia-Homem, a macho-fêmea que trabalhava duro na construção da nova penitenciária de Sobral para sustentar a mãe. Neste cenário em que é discriminada, Luzia se vê entre o sincero amor de Alexandre (rapaz trabalhador e amigo de Luzia que deseja casar com ela) e o peçonhento e pretensioso desejo de Crapiúna que é possuí-la como mulher.














PAIVA, Manoel de Oliveira. Dona Guidinha do Poço. Fortaleza: ABC, dições Demócrito Rocha, 1999.

Obra do autor cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço resgata elementos da cultura nordestina e pormenores da vida interiorana, na história de uma mendiga que, no final do século XIX, era alvo de piadas nas ruas, por ter sido condenada pela Justiça de Quixeramobim pelo assassinato do próprio marido. A tragédia inclui elementos de vingança, prisões e mortes.

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