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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sustentabilidade: as ações nas pequenas e médias empresas

As empresas brasileiras de diferentes tamanhos e segmentos estão começando a ter mais contato com questões relacionadas à sustentabilidade.

As empresas brasileiras de diferentes tamanhos e segmentos estão começando a ter mais contato com questões relacionadas à sustentabilidade. Seja por estímulo voluntário ou pressão externa, estão buscando compreender melhor o significado deste termo e como atuar nesta direção, promovendo importantes mudanças ao incorporar a sustentabilidade em suas estratégias de negócio.

De acordo com a pesquisa realizada pela UniEthos, intitulada “Estratégias Empresariais para a Sustentabilidade no Brasil”, 69% das empresas brasileiras reconhecem que a inserção da sustentabilidade no planejamento estratégico é uma necessidade. Vale ressaltar que a pesquisa foi feita com empresas de todos os portes, deixando claro que esta é uma questão que realmente já faz parte da realidade do empresariado brasileiro.

O resultado mencionado acima é extremamente positivo, pois quebra o mito de que atuar e investir em projetos de sustentabilidade é exclusividade de grandes empresas. É fato que o pioneirismo vem das líderes de mercado, e não era de se esperar o oposto, pois justamente por terem a importância que tem, devem promover as mudanças positivas e servir de benchmark para as demais. Um movimento que está surgindo com grande força em diversos setores da indústria é a demanda destas grandes empresas por ações sustentáveis de seus fornecedores. Este estímulo à adoção de práticas mais responsáveis exigidos pelas líderes de mercado é algo que trará ótimos resultados, tanto para as demais empresas quanto para o planeta.

Existem hoje diversos modelos de relatórios para se comunicar as iniciativas e políticas de sustentabilidade empresarial, mas isto deve ser a etapa final de um projeto focado na gestão sustentável. Para os pequenos e médios negócios a hora é de dar o primeiro passo e definir seu plano de ação inicial. É importante destacar que a sustentabilidade exige a atuação em diferentes frentes, tratando vários assuntos importantes relacionados com as operações e atividades de uma empresa, por isso faz-se necessário definir critérios que façam sentido para a empresa, buscando objetivos concretos e alcançáveis, que motivem todos os colaboradores e a alta direção a buscar o desenvolvimento sustentável de seu negócio.

Como ponto de partida, é importante definir o que a empresa entende por sustentabilidade e como suas ações impactam direta e/ou indiretamente o meio ambiente e a comunidade em seu entorno. Desta forma, pode-se enxergar como aplicar os conceitos e definir metas de modo mais objetivo e diretamente relacionado com a realidade de cada empresa. É fundamental que a sustentabilidade faça parte da estratégia da empresa e não seja caracterizada por ações pontuais visando apenas o marketing e divulgação de iniciativas isoladas da instituição.

Ao incorporar os conceitos e inserir de vez o tema na gestão da empresa é hora de colocar em prática o que foi definido - e para isso existem diversas ferramentas que podem apoiar o gestor. Caso a empresa seja de pequeno porte e não disponha de verba para investir, é possível iniciar suas ações simplesmente estimulando a conscientização e mudanças dos hábitos e comportamento de seus funcionários. É possível incentivar a otimização do uso dos recursos e redução dos desperdícios, como controle do uso de papel, uso de energia, gerenciamento dos resíduos e apoio a projetos de reciclagem, estímulo ao uso colaborativo dos veículos entre os funcionários, dentre outras iniciativas simples. O importante é realmente começar!

Com o passar do tempo a empresa pode evoluir seu sistema de gestão sustentável e incorporar projetos e controles mais sofisticados, como criar uma política de compra sustentável, apoiar ONGs e entidades representativas da sociedade que estejam relacionadas com suas atividades. Começar a monitorar as emissões de carbono de seus processos e definir estratégias para reduzir e neutralizar estas emissões, capacitar seus funcionários e delegar responsabilidades para disseminar a cultura de sustentabilidade para todos os colaboradores, abrir um canal de diálogo e ideias, além de convidar seus fornecedores e demais stakeholders a fazer parte do projeto sugerindo melhorias e novos projetos nesta área.

Como dito antes, o desafio é grande e envolve diversas áreas, justamente por isso são várias as opções para começar a trabalhar este conceito e aderir a um sistema de gestão mais responsável. As empresas que investem em sustentabilidade como estratégias de negócios adotam processos sistêmicos, envolvendo a empresa como um todo e com isso conseguem obter resultados melhores. Mais ainda, estas empresas focam no cliente, trabalham em função de seus públicos de interesse, se adaptando de forma rápida às novas exigências.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo MIT Sloan Management Review e do Boston Consulting Group, uma barreira ainda existe referente a este modelo de gestão ao analisar que 46% dos participantes responderam que é difícil valorizar os resultados intangíveis da sustentabilidade, no entanto isto não vem sendo um impedimento para estas empresas, pois na mesma pesquisa 37% dos entrevistados indicaram aumento nos lucros devido a seus esforços neste sentido.

Considerando os padrões de desenvolvimento que seguimos, estudos já nos mostram hoje cenários possíveis e macrotendências que irão ditar as mudanças em nosso estilo de vida, não só referente às questões climáticas que estão mais em evidência, mas também principalmente relacionando o aumento da população e o crescimento da classe média, que tende a consumir mais produtos e exigir melhor qualidade de vida.

Estes são fatores fundamentais que irão ditar os modelos de negócios do futuro e determinar a sobrevivência das empresas, as quais deverão ser capazes de atender às necessidades das gerações futuras considerando a escassez de recursos naturais e a ineficiência do nosso sistema de produção. Em resumo, as empresas do futuro deverão encontrar o equilíbrio entre os valores criados para seus acionistas e as contrapartidas oferecidas à população, tudo isso claro, sem descuidar do ambiente em que produzem.

Henrique Mendes – Bioquímico pela UFJF com MBA em gestão ambiental pela FIT. Gerente de negócios da Neutralize Carbono (www.neutralizecarbono.com.br) e consultor na Green Domus (www.greendomus.com.br).

Fonte: Logweb

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