Biblioteca da Faculdade CDL

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O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

terça-feira, 18 de junho de 2013

5 atitudes nas redes sociais que podem afastar uma oportunidade de emprego

Ter perfis em redes sociais ajuda na busca de emprego, mas não saber como administrá-los pode afastar a sua oportunidade. Confira 5 atitudes nas redes sociais que podem afastar uma oportunidade de emprego





Não descreva suas qualidades de maneira exagerada nos seus perfis de redes sociais

Apesar das redes sociais serem uma ótima opção na hora de procurar e conseguir um emprego, se você não souber exatamente como usá-las, você pode acabar afastando todas as empresas que poderiam te contratar. Para que isso não aconteça, confira 5 atitudes que você deve evitar nas redes sociais:

1. Reclamar sobre clientes ou sobre seu chefe 
Reclamar nas redes sociais pode ser uma forma de se livrar do estresse. Porém, tome cuidado com o que escreve. Fazer reclamações sobre seus clientes, seu chefe ou pessoas que trabalham com você pode não apenas custar o seu emprego, como também fazer com que você não encontre um trabalho novo.


2. Compartilhar informações confidenciais 
Usar as redes sociais para compartilhar informações confidenciais da empresa onde você trabalha é algo que você nunca deve fazer. Além de ser contra a lei, você está colocando a empresa em risco, assim como sua chance de encontrar outro emprego no futuro.


3. Usar o Twitter o dia todo 
Usar o Twitter para falar sobre todos os detalhes do seu dia pode fazer com que pensem que você não é uma pessoa profissional. Você passa a impressão de que não tem muitas atividades ou que não as considera tão importantes quanto postar um novo tweet.


4. Postar links de fontes duvidosas 

Compartilhar alguma informação e depois citar uma fonte de pesquisa duvidosa pode acabar prejudicando sua imagem profissional, principalmente se o emprego que você deseja encontrar valoriza capacidade de pesquisa.


5. Exagerar qualidades 
Descrever suas qualidades de maneira exagerada nos seus perfis de redes sociais é um ponto que você deve evitar. Não escreva nada que você não seja realmente, já que tudo isso será cobrado e analisado durante uma entrevista de emprego.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Saiba como perder a timidez ao falar em público

Não consegue expressar suas ideias no trabalho? Confira maneiras de como perder a timidez ao falar em público

Saiba como perder a timidez ao falar em público
Ser um dos primeiros a falar fará com que sua presença seja mais notada durante as reuniões




Algumas vezes nos sentimos envergonhados e perdemos nossa habilidade de falar sobre nossas ideias ou vontades. Isso pode ocorrer quando estamos no colégio ou quando já estamos em algum emprego. No mercado de trabalho, porém, não conseguir falar em público pode ser uma grande desvantagem à sua carreira . Veja como mudar isso:

1. Não subestime o valor de suas ideias

Quando você estiver em uma situação na qual precisa falar sobre qual a sua opinião em relação a um determinado assunto, a primeira coisa que passará por sua mente provavelmente será que suas ideias não são boas o suficiente e que é melhor mantê-las apenas para você. Se esse pensamento surgir, afaste-o. Lembre-se que você tem muito com o que contribuir e a sua ideia pode ser o que fará a empresa conquistar o objetivo que deseja.

2. Seja um dos primeiros a falar

Tomar a atitude de se pronunciar na primeira chance que tiver é uma ótima maneira de ajudar você a não pensar muitas vezes e acabar desistindo de falar. Além disso, ser um dos primeiros a falar fará com que sua presença seja mais notada durante as reuniões.

3. Escolha um assunto previamente

Pense sobre coisas que você gostaria de esclarecer. Anote alguns tópicos e decida parte do que você poderia falar. Isso facilitará a tarefa quando chegar o momento de se pronunciar e você saberá melhor o que dizer.

4. Pergunte

Uma boa maneira de se sentir mais seguro com o que você tem a dizer é perguntar para as outras pessoas presentes sobre o que elas pensam sobre um determinado assunto que esteja em discussão. Você aumentará sua participação e saberá como se comunicar melhor.

5. Não censure você mesmo

Passe a não restringir suas ideias. Expresse pelo menos uma delas em cada reunião, sem pausas para decidir se você deveria mesmo continuar a dizer aquilo ou não. Dessa maneira, você começará a se acostumar a falar em público.

6. Entenda que críticas são inevitáveis e úteis

Deixar de se expressar por receio de ouvir críticas negativas ao que você tem a dizer é algo que não pode acontecer. Saber o que outras pessoas pensam sobre suas ideias é importante para entender se há algo de errado no que você pensa que pode estar correto e, então, você terá a chance de criar melhores soluções em grupo.

7. Não deixe seu poder ir embora

Quando nos sentimos inseguros é comum que outras pessoas usem nossas ideias como se fossem delas, tirando nossa credibilidade. Não permita que isso ocorra com você: expresse suas ideias claramente.

2 formas sutis de descobrir a cultura da empresa durante a entrevista

Trabalhar em uma empresa cuja cultura você se identifica é essencial para uma carreira de sucesso. Confira 2 formas sutis de descobrir a cultura da empresa durante a entrevista


2 formas sutis de descobrir a cultura da empresa durante a entrevista


A cultura da empresa é mais importante para a sua satisfação profissional do que você imagina




Quando você procura um emprego, não apenas quer uma vaga que seja ideal para você, mas também uma empresa com a qual você consiga se identificar. A cultura da empresa é mais importante do que as pessoas dão valor. Já que você não pode perguntar de cara qual exatamente é a cultura do lugar onde você pretende trabalhar, confira 2 formas sutis de descobrir durante a entrevista de emprego:

1. "Quais são os períodos mais ocupados do ano?"
Saber quais são os períodos de maior atividade da empresa ajuda você a entender como funciona os expedientes e fins de semana dos funcionários.

2. "Com que frequência acontecem as reuniões?"
Essa pergunta ajuda você a entender qual é o nível de união entre os profissionais da empresa. Reuniões fora do expediente, por exemplo, mostram que os funcionários são unidos e estão dispostos a se encontrar fora da empresa.


 Fonte: Universia Brasil

7 dilemas éticos e como os profissionais reagem a eles

Pesquisa lançada hoje pelo ICTS mostra que 80% dos profissionais podem se desviar da conduta ética. Confira as respostas para sete diferentes tipos de dilemas


executivo

Pesquisa mostra que 80% podem adotar uma conduta antiética no trabalho
São Paulo - Todo profissional, em algum momento da trajetória de carreira, pode “topar” com um dilema ético. E, pesquisa inédita, lançada hoje pelaICTS, investigou como 3.211 pessoas de 45 empresas privadas do Brasil  reagiriam em sete casos que trazem o tema à tona.
O levantamento mostra que 11% dos entrevistados não agem de acordo com o código de ética das empresas. Outros 69% oscilam de acordo com as circunstâncias, podendo atuar de forma ética e antiética. 
Ou seja, a pesquisa revela que a grande maioria, 80%, pode faltar com ética no ambiente de trabalho, enquanto apenas 20% seguem o código de conduta à risca, em qualquer situação. Confira os sete dilemas apresentados aos participantes da pesquisa e como a maioria deles agiria em cada um dos casos:
1 Denunciar um ato antiético cometido por um colega
Quando a falta de ética vive na baia ao lado, 56% dos profissionais disseram que somente denunciariam os colegas se fossem incentivados pela empresa. 
Na divisão por gênero e hierarquia, a pesquisa mostra que mais da metade das mulheres (61%) e dos funcionários (60%) de níveis operacionais hesitariam em delatar o colega antiético.
2 Conviver com atos antiéticos
Pouco mais da metade dos participantes da pesquisa disse não ter restrições à convivência com a falta de ética na empresa. O índice sobe para 55% e 59% quando trata-se de profissionais sem curso superior que recebem até R$ 3 mil e  de funcionários operacionais, respectivamente.
3 Adoção de “atalho” antiético para atingir metas
A pressão por metas pode levar 48% dos participantes do levantamento a escolherem o caminho mais curto e que fuja ao código de ética para cumprir os objetivos estabelecidos. Entre os homens, metade revelou que escolheria o atalho antiético, assim como 53% dos maiores de 34 anos.
4 Furto
Homens (24%) e não graduados (25%) são mais propensos a furtar valores ou bens materiais consideráveis das organizações. Mas no geral, apenas 18% dos entrevistados admitiram que fariam isso
.5 Aceitar suborno
Dependendo da circunstância, quase metade dos homens adultos e não graduados - 43% - aceitaria suborno para dar vantagem a um fornecedor. Levando-se em consideração as respostas de todos os entrevistados, o índice cai para 38%.
6 Receber presentes
De acordo com a pesquisa, 40% admitiram que beneficiariam um fornecedor em troca de brindes e presentes, sendo que a taxa sobe para 43%, se forem levadas em conta somente as respostas dos funcionários operacionais.
7 Usar informações confidenciais em benefício próprio
Gestores adultos e graduados são a parcela de entrevistados mais propensa a incorrer neste tipo de conduta antiética. Deste grupo, 32% tendem a usar informações secretas em benefício próprio ou de terceiros. Mas, no geral, o índice registrado foi de 28%.
Fonte: Exame

quinta-feira, 13 de junho de 2013

10 dicas preciosas para quem quer fazer diferença no mercado de trabalho


Primeiramente é importante dizer que não existe uma competência que seja preponderante para que um profissional seja bem sucedido no trabalho. Geralmente há uma conjuntura. Nem sempre uma competência, isoladamente, faz diferença.

Assim, não há receita que funcione para todos, mas, de maneira geral, esses são aspectos altamente almejados e valorizados em qualquer área de atuação pela grande maioria dos empregadores e vale muito a pena investir no desenvolvimento e ou aprimoramento deles.
  1. Ótima comunicação: bons comunicadores levam vantagem. Seja na escrita, seja verbalmente, pois conseguem expor ideias e tendem a ser persuasivos. Podem ser bons articuladores e negociadores. Quando aliam a comunicação à capacidade de análise e síntese, traduzem conceitos de maneira simples e objetiva. Aliada aos conhecimentos técnicos da área de atuação essa competência é altamente valorizada pelo mercado.
  2. Habilidade no relacionamento interpessoal: trabalhar em equipe é realidade, seja virtual ou fisicamente, local ou globalmente. Assim, saber lidar com pessoas de diferentes culturas e valores, manter atitude colaborativa com colegas e parceiros, respeitando as diferenças também faz diferença. Desenvolver a escuta é importante para o desenvolvimento de bons relacionamentos.
  3. Domínio de idiomas: Se pensarmos em ambientes globalizados, essa é uma competência indispensável e altamente desejável. Sem dúvida que o inglês ainda é o idioma de negócios internacionais, mas o espanhol pode ser uma excelente opção pois somos o único pais da região que fala português, portanto, se comunicar bem com nossos vizinhos pode abrir importantes oportunidades de trabalho. Porém, vale ressaltar que, mais do que o idioma é importante entender os aspectos culturais da língua.
  4. Comprometimento: pessoas que se envolvem com os projetos da empresa e não que apenas executem as tarefas são muito bem avaliadas profissionalmente.  São verdadeiros empreendedores nos negócios em que atuam. Agem como se fossem os responsáveis pelos resultados da empresa.
  5. Iniciativa e pró-atividade: Não é só sair fazendo, mas é a capacidade de propor ideias, alternativas e soluções adequadas e viáveis para situações problemas no dia-a-dia das organizações. São valiosos aqueles que antecipam soluções para possíveis problemas, contribuindo com a equipe, pares e superiores.
  6. Adaptabilidade e flexibilidade: Essas são grandes vantagens competitivas no cenário organizacional. Perceber as situações e adaptar-se a elas com rapidez. Há autores que citam de profissionais camaleões. São cada vez mais constantes os lançamentos de produtos, serviços, mudanças de rotinas e procedimentos, entretanto para se adaptar não basta querer. Deve-se estar atento ao contexto organizacional e fora dele, bem como atualizado tecnicamente para que essas adaptações sejam eficazes e não causem transtornos nem para você nem para a organização.
  7. Rede de contatos: esse é um dos maiores patrimônios de um profissional. Não basta ser bom é preciso que pessoas bem relacionadas saibam disso. São essas pessoas que conhecem o seu trabalho, suas qualidades e competências que te indicarão para novos projetos ou te convidarão para fazer parte do seu time. Assim, construir uma boa rede de contatos e relacionamentos pode fazer diferença para atingir seus objetivos.
  8. Ética: nunca se falou tanto nessa questão, porém, a construção da carreira ética, respeitado os valores comuns, as pessoas, sejam parceiros, clientes internos, externos e os envolvidos direta ou indiretamente nos negócios que você desenvolve é e continuará sendo valorizado.
  9. Capacidade de análise e síntese: num mundo com tantas informações disponíveis, ser capaz de perceber o cenário, fazer conexões entre diversas áreas, identificar o essencial e sintetizar idéias, conceitos, contexto de maneira simples e acessível é um grande diferencial.
  10. Autoconhecimento: fator decisivo para a autogestão profissional. Pessoas que buscam constantemente o autoconhecimento identificam com mais facilidade seus pontos fortes e fracos e buscam autodesenvolvimento e aprimoramento pessoal e profissional. Tendem a fazer escolhas mais adequadas e significativas visando conciliar seus objetivos com os da organização.
Apesar de apresentar as ideias de maneira bastante objetiva, sei o quanto desenvolver essas competências leva tempo. Mas também tudo isso não se faz de um dia para outro. Trata-se de um processo  ou projeto para a vida  inteira.
Um abraço,
Adriana Gomes
Fonte: HSM

Autoconfiança em vendas



Dizem que a primeira coisa que qualquer vendedor deve acreditar é no produto que ele comercializa. Isto é verdade. Mas na ordem das crenças em vendas, esta não é a primeira em importância.
O ponto de partida para a realização de todos os resultados de um excelente vendedor é “acreditar em si mesmo”, possuir uma autovisão de sucesso, ver-se mentalmente como o gatinho que enxerga um leão no espelho em que se mira.
A baixa autoconfiança impede qualquer pessoa de ver-se capaz de desempenhar seu papel como marido, pai, amigo ou outro. Um vendedor com a autoconfiança baixa não se achará habilitado a fechar negócios, por mais treinado que seja. Ele não crê na sua capacidade de construir uma apresentação que desenvolva a percepção do cliente sobre o valor do produto.
Se você lhe perguntar, ele dirá ter confiança em si. Mas o sintoma inequívoco de sua baixa autoconfiança é a insistência por preços mais baixos o tempo todo. Isto ocorre porque o desconto lhe proporciona a falsa ilusão de ser sua única opção viável para chegar a um fechamento.
Seus argumentos serão a pressão do cliente, do mercado, a força da concorrência e, até, problemas na qualidade de seu produto. Tudo para convencer seu superior. Ele é como um viciado que usa de chantagem emocional para conseguir satisfazer seu vício.
Mas o cliente pechincha desde os tempos de Adão, quando vendia folhas de parreira. O mercado tem baixas e sempre há alguém comprando e vendendo. A concorrência é como um time de futebol adversário: faz tudo para você não marcar gol. O centro do problema é, portanto, a autoconfiança do vendedor.
Os casos mais simples podem ser tratados com o acompanhamento do gestor mostrando ao vendedor seu poder de persuasão em pequenas vendas, depois em médias e por fim nas grandes. Há casos, contudo, que só uma terapia irá resolver.

Uma revelação profunda e verdadeira se encontra numa frase, que diz: “Assim que você confiar em si mesmo, você saberá como é verdadeiramente viver”.

Fonte: HSM

A condição essencial para empreender


Atitude é a palavra-chave para transformar a realidade

Por Marcella Maria Thomaz Monteiro de Barros Teixeira Coelho 

A condição sine qua non (“sem a/o qual não pode ser”) para empreender, na minha visão, é a atitude. É necessário ter uma atitude empreendedora independentemente de haver suporte, capacitação, mentores, investidores, formação, apoiadores. Claro que um ecossistema favorável é desejável e relevante – e que lutamos para que isso aconteça no Brasil. Contudo, o ecossistema não é capaz de gerar empreendedores espontaneamente. A única condição 100% essencial é, de fato, a atitude.

Em 2000, quando a Endeavor surgiu no Brasil, a palavra “empreender” não estava no dicionário brasileiro. Isso explica os motivos pelos quais fizemos, em 2008, uma campanha para explicar esse conceito. Optamos por utilizar uma expressão bastante simples: empreender é botar pra fazer. De maneira singela, sem nenhuma sofisticação técnica e diretamente ao ponto, propagamos o conceito de que empreendedor é a pessoa que tem atitude para transformar ideias em realidade.

Afinal, o empreendedor é quem questiona a realidade, inspira a inovação, identifica oportunidades e busca os recursos para transformá-las em realidade. Enfim, ele é o motor da mudança.

No final de maio de 2013, tivemos a honra de receber no Brasil Muhammad Yunus, um banqueiro que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2006. A trajetória desse empreendedor reforça a importância da atitude, desde que ele emprestou os primeiros 27 dólares, na vila em que morava, até quando, algumas décadas depois, o microcrédito se espalhou como uma solução para a redução do ciclo da pobreza por meio do empreendedorismo. Atitudes como essa transformam a humanidade e impactam positivamente a vida de milhares de pessoas.

Em uma de suas palestras no Brasil, as pessoas da plateia fizeram muitas perguntas, em geral mostrando erudição e conhecimento sobre o tema abordado no evento. Mas o comentário que visivelmente emocionou Yunus veio de um homem simples, que relatou a sua história empreendedora. Ele começou a desenvolver ações em uma pequena vila do interior de São Paulo com o intuito de transformar a realidade local. Esse sujeito assumiu humildemente, diante de uma plateia de 500 pessoas, com integridade e coragem, que algumas coisas estavam indo bem, e várias outras, nem tanto. Ele demonstrou atitude empreendedora ao tentar – e ao assumir que uma dose de fracasso faz parte de todo o processo. Mesmo com todos os percalços, ele persiste e empreende a história da sua comunidade.

Fiquei impressionada como, diante de uma grande plateia, ele não quis se mostrar 100% forte e vitorioso. Sua maior virtude estava justamente na exposição da vulnerabilidade. Tem algo que demonstra mais força do que não ter medo de mostrar fraqueza?

Para complementar as inspiradoras e entusiasmadas experiências do mês de maio, encontrei no aeroporto Ozires Silva – empreendedor, fundador da Embraer e grande inspiração. Ele é um homem idoso na carteira de identidade, mas é muito jovem de espírito. Encara com leveza e muita alegria uma jornada de trabalho de 12 horas. Por quê? Dinheiro, status, fama, reconhecimento? Isso tudo ele já tem. Mas o que não o deixa parar? A ideia de empreender e deixar um legado, empreender para transformar o Brasil.

Quando o questionei sobre o que o motiva, ele respondeu: “Não empreendi para ser o homem mais rico do cemitério. Empreendo até hoje para transformar. Não existe remuneração financeira que compense a satisfação de ter os nossos aviões em 90 países e uma empresa com 20 mil funcionários”.

Ou seja, a essência e o fio condutor da vida destes e de muitos empreendedores é a atitude. Para Ozires, as formas de atuação ao longo da vida podem ter mudado. Antes ele criava empresas ou atuava no alto escalão delas. Atualmente, ele inspira pelo exemplo, por meio de palestras, discussões e articulações.

Mas o que fica? A atitude! Atitude para questionar, para mudar. Yunus também criou o microcrédito na década de 70 e, atualmente, fala sobre questões diversas, sobre negócios sociais. Mas a essência é a mesma: atitude empreendedora para que um dia possamos criar o museu da pobreza. Para que as próximas gerações não convivam com pessoas que sofrem pela falta de recursos básicos de sobrevivência.

E a primeira de todas as atitudes é empreendermos a nossa história. Podem nos tirar absolutamente tudo, os fatores externos podem não ser estimulantes ou favoráveis, mas, se nos mantivermos despertos, com a capacidade de sonhar, os fatores internos serão os propulsores da nossa realização.

Fonte: PEGN

Dicas para aumentar suas vendas


Se esse não é um dos seus pontos fortes, basta praticar. Vender bem também depende de treino

Por Elisabete Miranda 

Uma das características comuns entre empresas é a necessidade de aumentar as vendas. Muito raramente encontramos alguém com o maravilhoso problema de não dar conta de atender todos os seus clientes. A maioria de nós está sempre tentando encontrar aquela solução mágica que vai fazer o negócio “explodir” de tanto vender. Infelizmente ainda não achei essa solução, mas listo abaixo algumas dicas extraídas do livro The Eight Competencies of Relationship Selling, que com certeza ajudarão a melhorar as vendas da sua empresa e, consequentemente, otimizar seus resultados.

1. Identifique o que está funcionando

Faça uma autoanálise. Avalie seus produtos ou serviços e sua empresa como um todo para saber o que está funcionando. Reforce atitudes, ferramentas e estratégias que estão dando resultados. Aprenda com seus sucessos e também com os fracassos. 

2. Saiba qual é a sua vantagem competitiva

Compare sua empresa, seus produtos e serviços com a concorrência. Saiba onde e como você se destaca ou não. Esteja preparado para discutir essas comparações sempre que necessário. 

3. Melhore suas habilidades de vendas e não apenas o conhecimento sobre os produtos/serviços

Não confie no conhecimento que você tem sobre seus produtos ou serviços como a única forma de persuasão. Melhore suas habilidades de entender as pessoas, de descrever sua oferta de forma mais atraente e peça pelo fechamento da venda na hora certa. 

4. Concentre-se em pessoas que têm o perfil dos seus melhores clientes

Os melhores clientes seguem um padrão, portanto foque em pessoas que seguem esse modelo para que sejam seus clientes potenciais. Ao oferecer seus produtos ou serviços a esse tipo de pessoa, você aumentará sua chance de ter clientes melhores. 

5. Procure tesouros no seu próprio quintal

Existem mais oportunidades de negócios à sua volta do que você imagina. Procure oportunidades que outros possam ter ignorado entre seus amigos, vizinhos, clientes atuais, antigos clientes, colegas, concorrentes etc. 

6. Peça indicações específicas

Explique qual é o perfil do seu cliente ideal e pergunte às pessoas quem elas conhecem com essas características. Peça que elas façam alguma coisa específica que o ajudará a conhecer mais clientes em potencial. Por exemplo, um telefonema ou e-mail de apresentação, uma carta de referência, ajuda para marcar uma visita para um café etc. 

7. Aumente o reconhecimento da sua marca

Torne você e a sua marca mais conhecidos escrevendo artigos, oferendo ajuda como especialista a jornalistas, fazendo pesquisas, ofertando serviços gratuitos a uma pessoa-chave, doando seu tempo a boas causas, oferecendo dicas em mídias sociais etc. 

8. Seja sempre a “boa notícia” para seus clientes

A impressão que seus clientes têm sobre você determina o nível de resistência que você encontrará ao tentar vender. Aprenda a despertar um sentimento positivo entre as pessoas com as quais se comunica. Seja um parceiro para solucionar problemas e não um vendedor insistente e chato. 

9. Mereça a fidelidade dos clientes

Aprenda a cultivar clientes dedicados e “à prova de concorrência”, oferecendo mais do que as pessoas esperam. Satisfaça as necessidades dos seus clientes e seja visto como um recurso de negócios mesmo que eles não estejam comprando de você. Torne-se alguém que as pessoas estão sempre elogiando. 

Não se esqueça de que dificilmente você encontrará um vendedor melhor para a sua empresa do que você mesmo. Se acha que esse não é um dos seus pontos fortes, está na hora de aprender. Como qualquer outra habilidade, basta praticar. Boas vendas

Fonte: PEGN

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Maior parte dos resíduos sólidos no CE não segue destinação correta


PANORAMA NACIONAL
12.06.2013

Os municípios brasileiros têm até agosto de 2014 para providenciar aterros sanitários

Fortaleza. O cearense pode não se dar conta, mas ao descartar o lixo na rua à espera da coleta urbana, apenas 35% do saco lotado de resíduos sólidos produzidos por ele terão destinação adequada. O preocupante é que parte expressiva dos 65% restantes sequer será coletada; enquanto o outro montante desse percentual até irá para a coleta, mas não terá um fim ecologicamente correto.


No Ceará, ainda há muitos municípios que enviam os resíduos para lixões
Foto: Kiko Silva

Em números absolutos, o que aparentemente é uma constatação preocupante passa a ganhar características alarmantes para o Estado. É que os 8,4 milhões de cearenses produzem diariamente pouco mais de 9 mil toneladas de lixo, sendo que 5,8 mil toneladas de tudo isso não têm destinação final ambientalmente adequada.

Desse total, 3,9 mil toneladas chegam a ser coletadas, mas não seguem para os locais ideais (aterros sanitários) reservados para esse tipo de resíduo sólido urbano, no Ceará. As demais 1,9 mil toneladas sequer chegam ser coletadas.

É como se, em todo o território cearense, uma média de 245 toneladas de lixo produzidas por hora não tivesse destino ambientalmente correto, ou o mesmo que 4 toneladas a cada minuto ficassem nessa situação.

Disparidade

O contraste com o que realmente segue para os aterros sanitários é enorme. São 3.171 toneladas de resíduos sólidos urbanos coletados e direcionados para o local mais apropriado. Significa uma média de 132 toneladas a cada hora ou 2,2 toneladas por minuto. Na comparação, praticamente o dobro do que segue o caminho mais adequado ecologicamente não vai para os aterros.

Essa análise foi realiza a partir dos dados encontrados na 10ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgados no fim de maio passado, com base nos números de 2012.

Ranking

Outra curiosidade apontada pelo estudo da Abrelpe é o ranking de maiores produtores de lixo do País, no qual o Ceará ocupa a quinta posição e a segunda colocação no Nordeste. O Estado fica atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia - unidades da Federação com número de habitantes bem maior do que o Ceará.

Há outros Estados, caso do Rio Grande do Sul e Paraná, segundo o Censo do IBGE de 2010, que a população é superior a do Ceará, porém geram menos resíduos sólidos que os cearenses. Além disso, os índices de destinação correta superam em quase o dobro o percentual do Estado. No Rio Grande do Sul, 64% do lixo é direcionado para os locais adequados. No Paraná, índice é de 63%.

O Nordeste inteiro produz 51,6 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 17,5% desse volume todo é gerado pelos cearenses. Em primeiro, destaque, a Bahia, com 26%.

A pesquisa da Abrelpe indica também que o cearense é o nordestino que mais gera resíduos sólidos per capita. Cada cidadão do Ceará produz 1,098 kg de lixo por dia. Os baianos são os que mais se aproximam, com média de 1,050 kg per capita.

Em relação aos demais Estados do Brasil, o Ceará fica atrás apenas de Amazonas (1,160 kg), Rio de Janeiro (1,303 kg), São Paulo (1,393 kg) e Distrito Federal (1,599 kg).

De acordo com o professor Gemmelle Oliveira, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), a metodologia da pesquisa da Abrelpe pode distorcer a realidade dos fatos. Na opinião ele, o Ceará não vive uma situação crítica em relação ao destino adequado da maioria do lixo gerado porque as grandes cidades possuem aterros sanitários.

"O estudo em questão leva em conta o número de municípios. Isso é muito relativo. Nem sempre a quantidade de cidades corresponde ao maior número de lixo gerado", comenta.

Metodologia

Outra observação do professor diz respeito a mais um ponto da metodologia do levantamento, que leva em consideração apenas 46% da população brasileira. "O estudo não faz reflexo do cenário nacional porque não atinge nem metade da população", indica.

Segundo o professor, as principais cidades cearenses e mais populosas (as de maior geração de resíduos sólidos) estão realizando uma destinação final desse material de forma adequada. "Imagine que Sobral, Fortaleza, Caucaia e demais grandes municípios já dispõem de boas condições. Juntos, eles já representam 4 milhões de habitantes, praticamente a metade da população do Estado", compara, criticando o índice de 35% sinalizado pela pesquisa da Abrelpe.

Desafios

De acordo com Gemmelle, o mais interessante neste momento não seria a discussão da quantidade de lixo que está sendo gerada pela população, e sim os desafios para reduzir essa emissão crescente.

"Do meu ponto de vista, é pensarmos no que tem sido efetivamente feito para reduzir essa quantidade. O aterro é apenas o fim de um sistema", especifica.

Na opinião do especialista, o desafio envolve um conjunto de outras questões, como educação ambiental, mudança de tecnologia e dos processos produtivos, enxugamento desses processos procurando viabilizar a fabricação com nível mais próximo possível do zero de resíduos, reutilização e reciclagem cada vez frequentes. "A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Nº 12.305/ 2010), é um grande avanço neste sentido ao deixar claro que todos, tanto quem fabrica, quanto quem compra, são responsáveis pelos resíduos".

ILO SANTIAGO JR.
REPÓRTER

Junho atribulado


Provas, projetos e apresentações, registramos na primeira quinzena do mês de junho, o empenho e a dedicação dos alunos da Faculdade CDL, na realização dessas atividades, individualmente ou em grupo, o envolvimento é total.














Biblioteca

Docentes em atividade na Biblioteca


Os Professores Ana Dias, Josemeire, Bruno e Randal marcam presença na Biblioteca.




 









segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dia do profissional de logística

No dia 6 de junho é comemorado o dia do profissional de logística. Saiba um pouco mais sobre como surgiu a área de logística e o mercado de atuação.

O profissional de logística surgiu com a Segunda Guerra Mundial, momento em que existiam muitas dificuldades para se transportar tropas, alimentos, armamento, suprimentos médicos e muitas outras coisas. O transporte era feito por longas distâncias e superando diversos obstáculos. Era necessário todo um planejamento e análise das condições de transportes, armazenagem e distribuição, a fim de conseguir realizar esse desafio sem que o inimigo percebesse, para que este não tentasse sabotar a distribuição. Até o final da Segunda Guerra, a logística esteve ligada ao serviço militar e à necessidade de suprir as tropas. Só mais tarde o termo começou a ser usado por empresas.

O mercado de trabalho para o profissional de logística é muito grande, e hoje em dia existem muito mais vagas disponíveis do que profissionais qualificados para ocupá-las. Portanto, um bom profissional de logística que tenha bastante abertura no mercado e um leque enorme de oportunidades pode, inclusive, escolher onde trabalhar. A área é muito promissora e, para se destacar no mercado, é muito necessário que o profissional tenha domínio sobre uma ou mais línguas estrangeiras, principalmente o inglês. A constante atualização por meio de cursos também é um diferencial para o profissional que quer se manter sempre informado e integrado no mercado.
Hoje em dia o mercado de trabalho é aberto para todos os tipos de profissionais, no entanto existem algumas profissões que estão em alta e precisam de mão de obra especializada urgentemente. A do profissional de logística é um delas, e só depende da sua preparação para encarar o mercado de trabalho. 
Parabéns a todos os profissionais de logística e aos alunos da Faculdade Cdl!
Fonte:  Adminstradores.com  (Matéria modificada)

As desculpas mais comuns para não procurar por um novo emprego


Confira as 5 desculpas mais comuns para não procurar por um novo emprego e evite-as


Se seu emprego não é mais o que você esperava, você precisa encontrar algo melhor

Muitas pessoas têm medo de começar a procurar por um novo emprego mesmo quando estão infelizes com o trabalho atual. Se você se encaixa nesse grupo de pessoas, confira quais são as 5 desculpas mais comuns para não deixar o emprego atual e tente se afastar delas:

1. "Não posso abandonar minha equipe no meio de um projeto tão grande"

Não vale a pena continuar a manter um trabalho que não te faz feliz esperando pelo "momento certo". Esperar pelo tempo perfeito para deixá-lo provavelmente fará com que você espere para sempre. Seus colegas conseguirão resolver os problemas sem você.

2. "Meu emprego, apesar de seus pontos negativos, é familiar para mim e eu me sinto nervoso ou triste quanto a deixá-lo" 

Por mais difícil que seja fazer mudanças, você precisa entender quando uma é realmente necessária. Se seu emprego não é mais o que você esperava, você precisa encontrar algo melhor. Não tente se prender a ele apenas por já estar acostumado.

3. "Meu chefe realmente se esforçou para me manter no emprego"

Mesmo que seu chefe tenha feito de tudo para conseguir benefícios para você, isso não significa que você pode ser mantido no emprego para sempre por esse motivo. Converse com ele e explique a situação. Ele entenderá que você precisa seguir em frente e encontrar um novo trabalho.

4. "É muito difícil encontrar um novo emprego em um mercado de trabalho tão competitivo" 

Se você pensar assim, é provável que nunca mais consiga emprego algum. Afinal, se o mercado de trabalho é tão concorrido assim, como você conseguiu seu emprego atual? Além disso, caso você perdesse seu trabalho antes de deixá-lo, você teria que procurar por outro de qualquer forma. Portanto, essa não é uma desculpa válida.

5. "Se eu for para um lugar novo, perderei todo o status e respeito que conquistei em meu emprego atual"

É claro que ninguém deseja perder o status conquistado com tanto tempo no trabalho, mas não se esqueça de que se o seu emprego não faz mais de você uma pessoa feliz, não há motivos para mantê-lo. Você pode reconquistar tudo isso em uma nova oportunidade que seja realmente a ideal para você.

Engajamento: o diferencial das novas lideranças



Vivemos tempos de mudanças exponenciais em que as demandas são complexas e a competição cada vez mais acirrada. Nesse cenário, certas habilidades pautam a diferença entre o sucesso ou fracasso das iniciativas dos líderes nas organizações, as quais, por meio de uma pergunta, revelam a fragilidade dos seus processos de liderança: como construir e reter equipes de sucesso?
Algumas variáveis ajudam na compreensão, pois salário, benefícios, estilo de trabalho e deslocamento são critérios decisivos na avaliação das propostas. Mas, quando as ofertas são similares, o que, de fato, faz a diferença na hora do sim contratual? O que leva os profissionais talentosos a escolher uma empresa ao invés de outra?
A diferença está no modo de liderar e não apenas no status da liderança. A conduta do líder ilustra seu estilo e acena como um grande diferencial, impactando diretamente os processos de contratação e retenção nas empresas, a começar pelas sutilezas que revelam as diferenças: “Trabalha para mim. Agora é meu empregado” ou “Trabalhamos juntos. É meu colaborador”.
É preciso construir a conexão entre as demandas do profissional e as da empresa para que a empreitada conjunta torne-se sustentável. O engajamento é a ponte, a condição que determina o envolvimento emocional do profissional com a visão de futuro da organização, respondendo pela excelência das suas entregas.
Uma pesquisa recente por meio dos atendimentos de coaching, 180 gestores de diversas áreas de atuação entre 29 e 52 anos de idade na elaboração do custo/benefício nos processos de escolha foram questionados sobre o critério de desempate entre as propostas. 86% dos gestores foram uníssonos quanto à importância de ter um líder que saiba construir interfaces e agregar valor à experiência de trabalho conjunto.
Todo profissional -na condição de humano-, precisa estar engajado para perceber-se como parte do todo e ter o orgulho de pertencer, que o motiva a superar os obstáculos e celebrar as conquistas em comum.  Um colaborador engajado legitima seu líder, constrói alianças e compromete-se com os objetivos do grupo. O modo como o gestor se posiciona é o que, de fato, faz com que as pessoas colaborem e os resultados aconteçam.
Liderar pessoas requer conhecimento de suas individualidades e aptidões. As novas lideranças, além do pré-requisito básico das qualificações técnicas, deverão -a partir da percepção de si- versar na conotação do humano e construir o entendimento sobre o outro. A partir daí, então, engajá-lo, para que, sentindo-se incluído, possa contribuir com o seu melhor.  Pessoas produzem mais quando se sentem bem.
Alguns líderes na expectativa de serem eficientes e autônomos tornam-se cegos em relação ao seu entorno. Mas, novos tempos demandam novas percepções. Muitas vezes é preciso perceber o que nem sempre é dito. Transitar em outras direções, integrar o prático e o subjetivo, colocar a inclusão em perspectiva e engajar as pessoas para que os objetivos sejam conquistados e permitam a longevidade das realizações.
Waleska Farias – coaching, gestão de carreira e imagem.
Fonte: HSM

Como nasce um empreendedor


O ímpeto de empreender pode surgir ainda na infância, na escola

Por Leila Velez - 05/06/2013

A cada mês, neste espaço, vou abordar temas relacionados a empreendedorismo. Mas, como nasce um empreendedor? Empreendedorismo é uma matéria amplamente explorada pela academia e hoje há evidências muito claras de que pode ser aprendido, ainda que algumas pessoas já tenham mais afinidade com seu desenvolvimento.
Empreendedorismo também pode ser algo nato. Mesmo na inocência da infância, ele já dava sinais em mim.
Comecei a empreender aos 10 anos. Minha mãe era lavadeira e eu fazia as entregas das roupas. Sabia todas as rotas e procurava sempre atender as clientes no menor tempo possível. Posso dizer que foram meus primeiros conhecimentos de logística. Além disso, fazia pulseiras em casa, artesanalmente, e vendia para as colegas na escola.
Mais tarde, comecei a vender cosméticos de porta em porta. Apesar da origem humilde, sempre convivi com pessoas de diferentes classes sociais. Meu pai era porteiro de um prédio em um bairro nobre da Zona Sul carioca e isso fez com que eu, em meus primeiros “negócios”, tivesse diferentes tipos de clientela.
Desde cedo desenvolvi uma veia voltada para a estratégia. Aprendi a reconhecer o gosto dos meus clientes. Sabia que os porteiros gostavam mais de perfumes mais marcantes e que suas esposas adoravam as novidades de cores de batons. As moradoras de alta renda dos prédios da vizinhança preferiam os cosméticos para cuidados com a pele e sempre queriam saber o que havia de mais eficaz no combate ao envelhecimento. Minha estratégia de abordagem, frequência de visitas, produtos expostos, variava de acordo com os interesses de cada um deles, mas todos eram tratados com muita alegria e muito carinho.
A curiosidade aguçada também sempre foi uma característica minha. Nem sempre eu era convidada para as festas no playground das crianças do prédio onde morava, mas aproveitava para ficar escondida atrás das plantas e aprender, nos bastidores, como o mágico fazia seus truques. Sempre aprendi a reverter situações adversas em oportunidade, o que todo empreendedor precisa fazer diariamente!
Aos 14 anos, comecei a trabalhar no McDonald’s, uma grande escola para mim. Comecei como todo mundo na empresa: fritando batata, montando hambúrguer e aprendendo, aprendendo muito! Costumo dizer que aquele foi meu primeiro MBA. Ali aprendi sobre trabalho em equipe, processos, padrões, encantamento e atendimento ao cliente. Com 16 anos me tornei gerente, uma das mais jovens de toda a rede. Me apaixonei por qualidade, controles, processos e pela ideia de um negócio que poderia crescer e fazer sucesso no mundo todo.
E foi aí que tive a certeza de que nasci para empreender. Eu já tinha umas economias guardadas e o objetivo de abrir meu próprio negócio.
No McDonald’s conheci Rogério Assis, irmão de minha amiga e sócia Zica. Quando ela descobriu a fórmula do Super-Relaxante, unimos forças: o conhecimento dela como cabeleireira, o capital inicial vindo da venda do Fusca de Jair Conde (marido da Zica) e as economias e conhecimentos meus e do Rogério. E assim nasceu o Instituto Beleza Natural: do empreendedorismo desses quatro sócios.
Abrimos o primeiro salão em 1993, num fundo de quintal, em Muda, bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Do McDonald’s, trouxemos o conceito de "linha de montagem": cada serviço no Beleza Natural é dividido em etapas e cada uma delas é exercida por uma especialista. Como resultado, temos muito mais produtividade, qualidade superior de execução e custos muito menores do que um salão tradicional.
Desde o início, a preocupação com o atendimento e o encantamento das clientes era enorme. Nunca faltou um sorriso no rosto, uma palavra de carinho. A preocupação quase marcial com qualidade, organização e limpeza também. Mesmo nos momentos mais difíceis. Nosso objetivo sempre foi levar autoestima para as clientes. Como nós, os sócios, também tínhamos os cabelos crespos, e conhecíamos na pele a realidade socioeconômica e os desejos da mulher cacheada, na maioria da classe média popular brasileira, ou seja, do Brasil de verdade, tínhamos um compromisso com a veracidade na entrega prometida.
Sempre foi motivo de muito orgulho criar um conceito de negócio inovador, com tratamentos exclusivos, processos diferenciados e, principalmente, uma entrega real de autoestima para milhares de clientes que, na maioria das vezes, nunca foram vistas como protagonistas nas ofertas do mercado em geral.
Hoje, após quase 20 anos, o Beleza Natural é uma empresa com sólida estrutura de gestão e média de 30% de crescimento ao ano. Temos 13 institutos abertos: 10 no Rio de Janeiro, dois no Espírito Santo e um na Bahia. Atendemos atendem 90 mil clientes por mês. Também temos uma fábrica, a Cor Brasil Cosméticos, que produz 250 toneladas de produtos mensalmente, e 1.700 colaboradores.
E nem penso em parar. Na verdade, sinto que é só o começo!
Ainda este ano abriremos mais cinco filiais: duas no interior do Rio de Janeiro (Campos e Volta Redonda) e três na cidade de São Paulo. Estudos apontam que 70% da população brasileira têm cabelos crespos ou ondulados e 54% pertencem à classe C. Nosso público é o Brasil! Nosso sonho é ser uma multinacional brasileira e conquistar todo esse potencial de mercado, primeiro no Brasil e depois no mundo! Empreender é mais do que sonhar grande, é sonhar enorme e executar com paixão, muita perseverança, numa busca incansável por superação.
Fonte: PEGN

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