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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Pesquisando em Contabilidade de Custos

Alunas do Curso de Ciências Contábeis visitaram a Biblioteca no último dia 26, para pesquisar sobre relação custo, volume e lucro, uma demanda da disciplina de Contabilidade de Custos, ministrada pela Professora Danielle Porto.

São muitas as opções no acervo sobre o assunto! As alunas manusearam os livros dos autores Eliseu Martins, Osni Ribeiro, Silvio Crepaldi, George Leone, Evandir Megliorini, Rodney Wernke, Rolando Beulke, Luís Oliveira, Sérgio de Iudícibus.

Enquanto estava sendo atendida, Maria José comentou "tem exatamente o que estamos procurando, relação custo, volume e lucro!", recebendo a confirmação da amiga Maria Leidiane.






Biblioteca

quarta-feira, 26 de abril de 2017

7 grandes erros de marketing que a maioria das empresas comete

PME

É possível seguir algumas regras e minimizar muitos erros que acontecem com tantas marcas. Confira quais são elas:


Comunicação: marketing é uma ciência exata e exige conhecimento (Foto/Thinkstock)

Conheça os principais erros das empresas quando o assunto é marketing

Quando o tema é marketing, além dos especialistas nesse assunto, muita gente acredita que conhece de tudo e está preparada para definir estratégias e planos.

Mas, acredite: marketing é uma ciência exata e exige conhecimento. A notícia boa é que é possível seguir algumas regras e minimizar muitos erros que acontecem com tantas marcas.

Confira aqui os 7 pecados capitais quando o assunto é marketing:

1 – “Achar” que conhece bem o seu cliente

Tenha certeza! Com um rápido levantamento você poderá conhecer, de fato, quem é o seu cliente.

Hoje, no marketing digital, o chamamos de persona ou avatar. Esse cliente deve ser descrito com detalhes, como idade, sexo, região em que mora, comportamentos, hábitos, medos, sonhos e desejos.

2 – Não conhecer a opinião das pessoas sobre o seu produto ou serviço

Muitas vezes, achamos que o que atrai o cliente é um determinado item do trabalho, mas, de fato, é outro. Conheça o que o seu usuário enxerga como proposta de valor para a sua marca e o porquê.

3 – Fazer uma venda e esquecer de se relacionar

A melhor venda é aquela que deixa o cliente satisfeito e encantado a ponto de recomendar a marca.

Então, crie um programa de relacionamento para “cuidar” do seu cliente. Pode ser uma ligação de pós-venda para verificar a satisfação com a entrega, o envio de um cartão de aniversário, um cupom de desconto para a próxima compra etc.

4 – Acreditar em soluções mágicas

No mundo dos negócios não há milagre, nem mesmo nas redes sociais. Muitas empresas acreditam que somente com campanhas de marketing digital irão atingir todas as suas metas.

Isso não é verdade, pois muitas vezes o produto ou a entrega apresentam problemas – ou até mesmo o público-alvo da campanha está equivocado.

5 – Investir em ações imediatistas

Sem planejamento e acompanhamento não há resultados. Vale mais a pena investir em ações simples mensais do que em uma grade iniciativa que depois não será aproveitada.

Conheço muitas empresas, por exemplo, que fecham a participação em feiras de negócios, não convidam todos os seus clientes e prospects, não colhem os dados dos visitantes e não ativam esses contatos, desperdiçando dinheiro, tempo e energia.

6 – Subestimar a concorrência

No nosso mundo globalizado, é fundamental acompanhar o que o seu mercado está fazendo, no Brasil e exterior. Assim, além de ver o que as outras marcas estão aplicando, muitas vezes você saberá tendências que poderá adaptar para a sua empresa, com ótimos resultados. Conheça tendências: venha para o Superlógica Experience e aproveite 2 dias de imersão com líderes do mercado brasileiro e referências globais Patrocinado 

7 – Acomodar-se

Mesmo que a sua marca seja um sucesso, isso só reflete o aceto das ações do passado. Toda empresa precisa estar em um processo de melhoria continua, para se superar e entregar a melhor experiência aos clientes, sempre. E isso vale para o seu planejamento de marketing também.

Apesar de tantas novidades tecnológicas, métricas de acompanhamento e ferramentas, muitas vezes, no marketing, ainda vale a regra de outro dos antigos negócios, quando o dono da empresa atendia no balcão, chamava o cliente pelo nome, sabia do que ele gostava e como poderia entregar melhor o seu produto.

Hoje, tudo isso continua mais em alta ainda – vale lembrar.

Mônica Lobenschuss, especialista em Marketing Digital e fundadora da Social Lounge.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 25 de abril de 2017

O dia hoje é dos profissionais de Contabilidade!

Parabéns a todos os profissionais da Contabilidade!


Vamos celebrar o Dia com esse texto que faz menção à profissão.


Contabilidade, a linguagem dos negócios

postado 06/04/2017 12:01:04 

 * Por Antonio Eugenio Cecchinato

Em meio a uma crise econômica, com mais de 13 milhões de desempregados e várias empresas fechando suas portas no Brasil, a Contabilidade desponta como a ciência que tem como objetivo a cultura da variação de bens, direitos e obrigações que compõem o patrimônio de uma pessoa, seja ela física ou jurídica, governo ou entidade do terceiro setor.

E, ao comemorar o Dia do Contabilista, neste 25 de abril, queremos reforçar que existem aqueles que vinculam esta ciência ao mero pagamento de impostos e prestação de contas com os fiscos das três esferas. As Ciências Contábeis são muito mais amplas do que isso: por usar números, baseados em atos e fatos, sua necessidade, utilidade e aplicabilidade são imprescindíveis para a constituição e desenvolvimento saudável dos negócios e, independentemente de porte ou segmento, um fato é certo: empresa nenhuma consegue viver e muito menos sobreviver sem a Contabilidade!

Controlada por preceitos admitidos mundialmente, a Contabilidade permite que o gestor ou o administrador tenha melhor percepção do bem-estar financeiro da empresa, neste País, onde a maioria delas ainda fecha as portas antes de concluir cinco anos de vida.

Destacando-se dentre às inúmeras áreas de atuação desta profissão, ressaltamos que a Contabilidade gerencial, que tem crescido muito nos últimos anos, tem por meta o guarnecimento de dados extremamente proveitosos e valiosos para o sucesso de um empreendimento, principalmente quando o negócio está em uma fase de crise ou insegurança. Na prática, ela faz uma espécie de conexão entre o trabalho prestado, as contas que precisam ser pagas e a lucratividade da empresa, oferecendo, assim, um norte sobre qual direção tomar.

Outro ramo desta ciência que vem crescendo é a Contabilidade ambiental – e não é para menos, já que as empresas estão cada vez mais preocupadas com a natureza e, portanto, voltando suas ações aos impactos ambientais provocados por suas atividades. A Contabilidade ambiental é responsável por prevenir, controlar, reduzir e documentar impactos, riscos e tudo o que diz respeito ao meio ambiente.

E o que falar da Auditoria, fundamental para às companhias em geral por verificar, com precisão, seus registros contábeis tendo o propósito de prevenir irregularidades e detectar fraudes e corrupção, problemas que têm exigido maior atenção dos governos, órgãos de controle interno e externo, empresas e sociedade como um todo? Essa atividade contribui sobremaneira com o desenvolvimento dos mercados e credibilidade da economia.

No leque contábil há também as opções para análise financeira, feita por profissionais que tomam decisões a respeito de investimentos, projetos, captação de recursos, capital de giro e estoque; perícia contábil, fundamental em casos de litígio judicial embasado em assunto contábil: neste caso, o juiz ou as partes do processo têm de acionar um contador para solucionar a questão; consultoria; assessoria; docência, entre vários outros ramos.

Portanto, a Contabilidade é a única ciência capaz de informar, com integridade e precisão, o passado, o presente e, muitas vezes, até o futuro financeiro de uma determinada empresa, entidade do terceiro setor ou órgão governamental. Só ela tem a habilidade de transformar receitas e despesas em bens e patrimônio – para maior, é claro.

Diante deste cenário, nós, do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Sindcont-SP acreditamos no potencial da Contabilidade brasileira, no dinamismo e na força de vontade dos nossos profissionais, uma vez que a área tem evoluído de forma notável, ganhando destaque em todo o mercado brasileiro e no internacional também. Parabéns pelo dia 25 de abril, parabéns pelo Dia do Contabilista.

Antonio Eugenio Cecchinato é presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Sindcont-SP.
Fonte: Portal Dedução


segunda-feira, 24 de abril de 2017

4 lições de inovação de Charles Darwin

20/04/2017 - 07H10 - ATUALIZADA ÀS 07H10 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Para chegar à inovação, é preciso explorar primeiro

O NATURALISTA INGLÊS CHARLES DARWIN, AUTOR DA TEORIA DA EVOLUÇÃO 
(FOTO: WIKIMEDIA COMMONS/WIKIPEDIA)

Muita gente acredita que o naturalista inglês Charles Darwin foi o criador do conceito de evolução. Não foi. Muitos pesquisadores já defendiam a ideia de evolução das espécies, como Jean-Baptiste Lamarck. A diferença? Darwin foi o primeiro a apresentar uma hipótese que funcionava.

Hoje, a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin é usada nos mais diversos campos. Além de medicina, em que tem grande influência, algoritmos baseados no trabalho do naturalista são usados em setores como logística e engenharia. De acordo com Pedro Domingos em The Master Algorithm, os escritos de Darwin oferecem contribuições significativas até para inteligência artificial. 

Não há dúvida de que Darwin é um dos cientistas mais influentes da história humana. Mais de 150 anos após a publicação de A origem das Espécies, seus escritos são vistos como uma poderosa ferramenta científica – que não se limita ao produto do trabalho. O processo de inovação de Darwin é uma fonte de aprendizado para todos nós, de acordo com reportagem de Greg Satell para a Inc.

Veja a seguir o que faz de Darwin uma figura essencial ainda hoje.

1. O valor da exploração
Quando as pessoas pensam em inovação, é comum que pensem em agilidade e empreendedorismo. Jovens profissionais conseguem emprego em uma startup pensando em aprender os mecanismos do negócio, falhar “rápido e barato” e chegar ao sucesso. Se não der certo, é só partir para a próxima startup.

Charles Darwin tomou um caminho diferente. Estudante medíocre, mas com uma paixão por geologia e biologia, ele assinou um contrato como naturalista a bordo do HMS Beagle, em 1831. Foram cinco anos explorando a América do Sul e região do Pacífico. Durante esse período, ele fez observações que o levaram a criar seu trabalho mais famoso, A Origem das Espécies.

As primeiras descobertas de Darwin foram geológicas. Ele encontrou conchas marinhas em rochas a 4 mil metros de altitude, o que ajudaria a comprovar a teoria, que apenas emergia naquele momento, de que a Terra havia se formado durante milhões de anos. Hoje nós aceitamos essa ideia com naturalidade, mas no início do século XIX, era um pensamento bem radical.

Darwin identificou uma incrível diversidade de vida vegetal e animal. Para alguém que nunca tinha saído da Inglaterra, perceber como ilhas e atóis haviam gerado espécies completamente diferentes de plantas e animais foi uma revelação. Foram as observações feitas por Darwin nessa viagem que o levaram a escrever sua famosa teoria.

2. Inovação é combinação
As experiências de Darwin em sua jornada no Beagle não se limitaram a observações superficiais. A bordo do navio e também em terra, ele tinha muito tempo para ler. Um livro que o influenciou foi Princípios da Geologia, de Charles Lyell, que descreve a nova teoria que ajudou Darwin a interpretar suas observações de conchas no alto das montanhas.

De volta à Inglaterra, ele se deparou com um ensaio de Thomas Malthus, que descrevia como populações cresciam mais rapidamente do que os meios para sustentá-las. Foi esse escrito que lhe forneceu a peça final para o quebra-cabeças que se tornaria a teoria da seleção natural das espécies.

Se, como Lyell sugere, o mundo estava mudando constantemente e, como Malthus havia mostrado, os organismos vivos se proliferavam em maior número do que os meios para sustentá-los, então lhe parecia óbvio que havia uma competição constante por sobrevivência. Sob estas condições, características que beneficiassem um indivíduo e lhe permitissem sobreviver em um determinado ambiente poderiam ser passadas adiante por reprodução e aquelas que prejudicassem a sobrevivência, iriam desaparecer com o tempo.

A teoria de Darwin, portanto, combinava as ideias de Lyell sobre geologia, as observações a respeito de população feitas por Malthus e sua própria viagem exploratória, meticulosamente documentada. Sem esses três elementos, é praticamente impossível que ele tivesse chegado às mesmas conclusões.

3. Nenhuma teoria é perfeita
A teoria de Darwin tornou-se uma das mais influentes na história da ciência. Ainda assim, não era perfeita. Ele não conseguiu explicar de que maneira acontecia a diferenciação das espécies. Para ele, toda a vida havia se originado e evoluído através da acumulação gradual sucessiva de mutações fortuitas.

Curiosamente, foi um monge austríaco chamado Gregor Mendel que descobriu a chave para o enigma hereditário em 1865, pouco depois de Darwin publicar A origem das Espécies. Infelizmente, os dois nunca chegaram a ver o trabalho do outro.

A teoria de Darwin permaneceu incompleta por aproximadamente 50 anos até que os cientistas descobriram as mesmas regras da genética na publicação de Mendel. O que consideramos a teoria de Darwin hoje é a combinação do trabalho dos dois homens.

4. Assuntos complexos podem ser vistos por partes
Quando Darwin era vivo, a maioria das pessoas nascia, vivia e morria dentro da mesma região, tendo como seu “mundo” uma área que poderia ser definida em alguns quilômetros quadrados. Quase um terço dos homens e mulheres não era capaz de ler e mesmo os alfabetizados dificilmente tinham dinheiro para comprar livros.

A ideia de milhões de espécies lutando para sobreviver em um meio ambiente mutante extrapolava a imaginação das pessoas comuns. Foi apenas quando Darwin se lançou ao desconhecido que esse mistério passou a tomar forma. E só aconteceu porque o naturalista inglês anotava todas as formas de vida que encontrava nos menores detalhes.

Hoje, como Sam Arbesman descreve em seu livro Overcomplicated, uma boa parte da complexidade que vivemos vem de nossa própria criação. Poucos especialistas em tecnologia entendem mais do que um ou dois aspectos dos sistemas de computadores, assim como o advogado mais prestigiado admite domínio absoluto de uma fração do código legal.

Arbesman sugere que abordemos o problema da complexidade dos tempos modernos da mesma forma que Darwin, ao catalogar e documentar pedaços de ecossistemas na esperança de que, ao fazer isso, uma teoria mais completa possa surgir, assim como o trabalho de Mendel combinado ao de Darwin nos ajuda a entender a evolução das espécies.

A verdade é que inovação requer exploração. Como a viagem de Charles Darwin a bordo do Beagle, não somos capazes de “adivinhar” o que vamos encontrar de antemão. A única certeza é que não vamos aprender nada, se ficarmos parados no mesmo lugar.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Diálogos empresariais nas estantes da Biblioteca

Os "Diálogos empresariais" já estão nas estantes da Biblioteca, disponíveis para empréstimo! 

A Biblioteca recebeu 20 exemplares do livro "Diálogos empresariais: memórias e lições de vida de grandes líderes", volume 1.



Fotos Biblioteca

O livro traz o registro dos "Diálogos empresarias" que ocorreram em 2016, contando as experiências de sucessos de nove grandes empreendedores.


A publicação foi lançada em evento próprio, na noite de 19/04, no Auditório Gervásio Pegado, contando com a presença dos diretores das Instituições CDL, de autoridades e dos empreendedores de sucesso, que construíram os "Diálogos empresariais".


Fotos CDL


Biblioteca

terça-feira, 18 de abril de 2017

Que líder você precisa para comandar a transformação digital do seu negócio?


Neste período que tenho passado aqui no MIT, venho refletindo sobre como as profundas transformações trazidas pelo desenvolvimento da indústria de software irão demandar cada vez mais o nascimento de uma nova geração de líderes com habilidades para cruzar a ponte entre a revolução industrial e a revolução digital.
Se na revolução industrial o líder era avaliado pela sua capacidade de inventar e ter visão para comandar numa hierarquia top-down; na revolução digital, já emergente em frenética velocidade, o líder que encara o desafio de comandar um negócio sustentado pela contínua transformação deve reunir habilidades para uma gestão bottom-up, associando sensemaking e relacionamento para engajar talentos, compartilhar conhecimento, analisar e interpretar dados que permitam o despertar da inovação de qualquer departamento da organização.
Há alguns dias cumpri uma excitante agenda de visitas no Vale do Silício a empresas que tem grande foco na Digital Transformation, o que me levou a pensar no tema deste artigo – qual o perfil do líder que as empresas precisam para comandar a transformação digital?
A General Electric fez parte do roteiro e nem precisa dizer o quão impactante é desvendar, ainda que por poucas horas, o universo de uma companhia que atravessou mais de um século sem perder o compasso da inovação e a liderança de mercado.
Apenas para uma rápida contextualização histórica, a GE foi fundada em 1878 por Thomas Alva Edison (sim, ele, o inventor da lâmpada incandescente elétrica, o primeiro produto da empresa), com a razão social Edison Electric Light Company. Em 1892, a JP Morgan, que já era dona da empresa, fez uma fusão com a Thomson-Houston Company e a batizou de General Electric Company.
Como a GE, que nasceu no século XIX, consegue se manter inovadora?
Meu grupo foi recebido pelo simpático David Bartlett, CTO da GE, que nos embeveceu com um fantástico relato sobre como a companhia está construindo o futuro da revolução digital. Nesta direção, a GE Digital desenvolveu o Predix, primeira plataforma para indústrias baseada em cloud, que estabeleceu uma nova forma das pessoas se conectarem com seus dados, equipamentos e máquinas, trazendo a Internet das Coisas para realidade e transformando digitalmente negócios de indústrias tão distintas como aviação, automotiva, transporte, saúde, química, comidas e bebidas.
Concebida antes mesmo da invenção da lâmpada, a GE desenvolveu talentos e um mindset voltado para inovação, estimulando seu time a ser incansável em oferecer aos seus clientes as ferramentas que precisam para ingressar na era digital e estruturar negócios disruptivos.
E qual o perfil do novo líder?
Seja em uma empresa que está passando pela transformação ou naquela já concebida com DNA digital, há um óbvio sinal de que já não cabe mais a existência de líderes temidos que exercem seu poder de forma autocrática e não conquistam seus times pela admiração, como mentores que iluminam o caminho para que todos possam ser inovadores.
O novo líder deve reunir, de acordo com o relatório ‘Global Human Capital Trends 2017’, da consultoria Deloitte, habilidades distintas, como “construir times, manter as pessoas conectadas e engajadas e conduzir uma cultura de inovação, tolerância ao risco e desenvolvimento contínuo”. Em suma, como já sublinhei, deve associar habilidades como sensemaking e relacionamento
Cabe abrir parênteses, a mudança do drive de negócios para o digital ganhará nuances ainda mais intensas com a adoção de tecnologias que irão certamente causar grande impacto nos modelos de trabalho e nas próprias funções hoje exercidas pelos colaboradores.
O avanço da Internet das Coisas, da robótica, da inteligência artificial e do machine learning, apenas para citar algumas tendências, irão trazer desafios para o capital humano em que irão se destacar os talentos com capacidade de criar, inovar e desenvolver negócios, exigindo que o líder passe a ter um perfil muito mais de retaguarda para, dos bastidores, estruturar um ambiente colaborativo onde todos, inclusive e principalmente os millennials, possam participar ativamente e contribuir para transformação digital.
Diversas pesquisas mostram que a revolução dos bits não é mais uma tendência; é uma urgência, especialmente para empresas que ainda não iniciaram a travessia e estão alicerçadas em modelos arcaicos e com legados de décadas que tornam ainda mais difícil o ingresso nos novos tempos.
Uma delas, encomendada pela ChristianSteven Software para GITNS com mais de 500 executivos de alto escalão dos Estados Unidos e Europa, mostrou que dois terços (65%) acreditam que 40% das Fortune 500 companies não existirão em 10 anos. Mais ainda: 53% confessaram estar preocupados com a competição vinda de negócios disruptivos. Um número representativo, 91%, afirmaram ser otimistas com o futuro da tecnologia em suas organizações.
A empresa de análise 451 Research mostra em seu recente estudo que ainda há um longo caminho pela frente, mas que a transposição para o digital já está em curso. Menos de um quarto (22%) das empresas informaram ter uma estratégia bem definida, 36% estão considerando ou planejando e 29% não têm nenhuma estratégia.
Tecnologia não supera capital humano
Para a organização se tornar competitiva na era dos negócios digitais, o relatório da Deloitte toca em outro ponto crucial – a tecnologia é criticamente importante, mas o capital humano continua indispensável e é essencial entender a necessidade de passar a liderar de forma mais horizontal, trabalhando junto com o time e sendo capaz de estruturar rapidamente novos modelos.
Afinal, a tecnologia trouxe a reboque uma demanda cada vez maior de acelerar o ‘time to market’ e somente com líderes com habilidades interdisciplinares, times engajados, antenados e com sede de inovação será possível sair na frente da concorrência.
Legítima representante da cultura organizacional do Vale do Silício, a Amazon foi apontada pela revista Fast Company como a empresa mais inovadora de 2017 e se mantem no topo da curva da inovação empoderando seus colaboradores e os estimulando a tomar e compartilhar decisões, um estilo de liderança também seguida pelo Google, Uber e Apple, que completam as primeiras posições do ranking de inovação.
Nestas organizações, os líderes privilegiam uma estrutura mais horizontal, aberta a riscos, onde para ganhar o jogo é permitido errar, corrigir e aprender em um ciclo interminável de inovação. Em um ambiente sem hierarquias, o líder é um guru de times multidisciplinares que seguem o propósito de inventar produtos e serviços que os consumidores ainda sequer sabe que irão se tornar tão indispensáveis quanto a lâmpada elétrica. E, numa liderança bottom-up, uma boa ideia pode vir de qualquer lugar.
Uma dica? Aposte nos Millennials.
Para colocar seu negócio na estrada digital e da inovação, a primeira providência é reconhecer que já não se fazem mais líderes como antigamente.
Montar times interdisciplinares dando vez e voz aos millennials certamente irá acelerar sua jornada rumo à digitalização. O relatório da Deloitte reforça esta necessidade, com 28% dos nativos digitais alegando que as empresas ainda não tiram toda vantagem que poderiam de suas habilidades.
Para comandar esta viagem rumo ao desconhecido, seu negócio precisa de mais líderes e menos chefes. Se na revolução industrial as corporações eram operadas por estruturas hierárquicas engessadas e opressoras, na revolução digital, vale repetir, o líder exerce não um papel de chefe, mas de mentor, um maestro que compartilha com sua orquestra os aplausos e as decisões estratégicas para criar modelos disruptivos.
Jeff Bezos, CEO da Amazon, reforça a receita para o novo líder: assumir riscos. “Se você quer ser inventivo, tem que estar disposto a cair”. E na primeira carta aos acionistas, em 1997, já alertava: “Este é o primeiro dia da Internet. Ainda temos muito a aprender”. Jeff Immelt, CEO da GE, também liga o despertador: “Se você foi para cama na noite passada como uma empresa industrial, você irá acordar esta manhã como uma empresa de software e analytics”.

E você? Está pronto para ser um líder para comandar a transformação digital do seu negócio ou continuará estagnado como um chefe da velha economia?
 Fonte: Isto é Dinheiro

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Aplicação da Matemática Fnanceira

Na última quarta-feira (12), recebemos a turma de Gestão Comercial do Prof. Randal, que proporcionou aos alunos uma aula diferente da disciplina de Matemática Financeira. 

O Professor trouxe a Consultora Alane Araújo, da X7 Consultoria Financeira, para falar de educação financeira, investimentos, orçamento doméstico, compras em cartão de crédito, consumo saudável, enfim, aplicação da matemática financeira em geral, como forma de melhorar a vida econômico-financeira das pessoas e das empresas.

Trazer um profissional para falar da teoria aplicada ao dia a dia é um dos compromissos firmados com a disciplina, para colocar o aluno mais próximo da prática, comentou o Professor na abertura da aula, apresentando a Consultora, que explanou bastante o assunto e respondeu às dúvidas e curiosidades dos alunos, durante a aula. 







  
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

TERCEIRIZAÇÃO: UM PASSO RUMO À MODERNIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO
















A sanção do Projeto de Lei nº 4.302/98, que regulamenta a terceirização, imprimirá novos rumos ao mercado de trabalho nacional e à modernização das relações entre empregado e empregador. Os principais conceitos que marcam essa nova etapa fundamental para a retomada econômica tão necessária para o país são especialização e desburocratização. No segmento varejista, o resultado é a geração de novos postos de trabalho.

No setor de comércio e serviços, a visão sempre foi muito nítida quanto ao poder de empregabilidade trazido junto com a aprovação da terceirização, que está no bojo da grande Reforma Trabalhista. Com a demanda crescente por especialização no mercado de trabalho, a tendência é que as empresas terceirizadas continuem se especializando cada vez mais e agreguem eficiência às pessoas jurídicas que contratam.

Esse movimento enseja, a médio e longo prazo, um aumento na produtividade, permitindo, inclusive, a elevação dos salários sem gerar inflação. Esse modelo já é consolidado em países desenvolvidos onde o aumento da produtividade acompanha o crescimento salarial.

As polêmicas geradas quanto à perda de direitos trabalhistas também são desconstruídas com a sanção da lei, em 31 de março. O texto aprovado garante o cumprimento de todos os direitos trabalhistas impostos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) como o recolhimento do FGTS e INSS, férias e 13º salário. O cumprimento das obrigações trabalhistas continuará encontrando respaldo no Ministério Público do Trabalho (MPT) e Justiça do Trabalho.

A garantia é ainda mais clara visto que as empresas contratantes também serão responsabilizadas secundariamente, quando no caso de falência das empresas contratadas, elas deverão cumprir as obrigações. Além disso, as pessoas jurídicas que contratam devem garantir as condições de higiene, segurança e salubridade do trabalhador. A contratante poderá oferecer ainda o mesmo atendimento médico ou de refeição prestado aos empregados.

A configuração de competitividade presente no mercado de trabalho e no mundo corporativo caminha em uma direção onde não cabem retrocessos. Assim, a aprovação da Reforma Trabalhista se torna cada vez mais urgente em direção a um novo modelo nas relações de trabalho mais adequados a realidade contemporânea.

A terceirização melhora o ambiente de negócios, caminha na direção das previsões da retomada da economia e confere segurança jurídica a um modelo que já vem sendo praticado não só no Brasil, mas em vários países.

Jornal O POVO – 12/04/2017
Honório Pinheiro
presidente@cndl.org.br

terça-feira, 11 de abril de 2017

XII BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO CEARÁ

Vale a pena visitar e se encantar com o mundo dos livros. Recomendamos!


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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Pedro Domingos, o português que Bill Gates recomenda



Chama-se Pedro Domingos, é professor de Ciências da Computação na Universidade de Washington e está a dar que falar em todo o mundo. O fundador da Microsoft não tem dúvidas: é obrigatório conhecê-lo para perceber os caminhos do futuro da Inteligência Artificial

O nome pode não lhe dizer grande coisa, mas Pedro Domingos é um tipo famoso. Pelo menos na área das tecnologias de informação, onde é uma referência internacional. Este português de 50 anos, licenciado no Técnico e professor de Ciências da Computação na Universidade de Washington, foi notícia por esse mundo fora. A razão deixaria qualquer um orgulhoso: o seu último livro, The Master Algorithm, lançado em setembro de 2015, foi recomendado por Bill Gates como leitura obrigatória para quem quer perceber o que se passa e o que vem aí na área da Inteligência Artificial.

Não é preciso ser o geek mais respeitado do planeta para saber que, na indústria tecnológica, a inteligência artificial é a área do futuro. E, dentro desta, há uma espécie de território sagrado que ocupa alguns dos maiores cérebros do mundo: a aprendizagem automática, "machine learning" na gíria tech. Na abordagem tradicional, dão-se instruções aos computadores para efetuarem uma determinada operação numa determinada situação. Aqui, a palavra de ordem é programar os computadores para recolherem informação e aprenderem com ela através de sofisticados algoritmos. Ou seja atenção ao verbo, a pensar como um cérebro humano faz, que induz além de deduzir. Uma máquina que se ensine a si própria e que, assim, seja capaz de superar largamente os limites do conhecimento humano.

O livro de Pedro Domingos versa precisamente sobre este território auspicioso, enumerando (para qualquer pessoa entender) as cinco correntes de investigação nesta área onde ele próprio é especialista e uma referência, capaz de abrir mundos até há bem pouco tempo apenas imaginados na ficção científica. Desengane-se quem pensar que esta é uma realidade longínqua: a aprendizagem automática nos computadores já está aí, a uso no dia a dia, em formas "simples" mas promissoras. Quando o Edgerank, o poderoso algoritmo do Facebook, escolhe as notícias que aparecem em primeiro lugar na sua timeline, aprendeu com as suas preferências. A última caixa automática Tiptronic da Porsche percebe quais são os padrões de condução do utilizador e adapta-se aos estilos individuais de cada um de forma a fornecer o perfil correto de equipamento a cada condutor. Quando a Amazon lhe recomenda um livro novo ou a Netflix uma série, fazem-no de acordo com o seu histórico de padrão de consumo.
Neste contexto, o algoritmo-mestre seria uma espécie de Santo Graal que todos os que trabalham nesta área procuram: um só algoritmo universal do qual "todo o conhecimento presente, passado e futuro poderia derivar", explica Pedro Domingos.
Desde miúdo que mostrava interesse por várias áreas, recorda o irmão Tiago, cinco anos mais novo, também engenheiro. Seguir artes chegou a ser uma possibilidade. Mas no 10º ano venceu a eletrónica, o que o fez escolher a escola Afonso Domingos, em Lisboa. O facto de ser filho de Delgado Domingos, carismático professor do Instituto Superior Técnico, conhecido pela sua oposição à Energia Nuclear e falecido há dois anos, terá influenciado no momento de entrar para a universidade. Seguiu Eletrotecnia e Computadores e depois do mestrado embrenhou-se logo no admirável mundo da Inteligência Artificial. "Teve uma carreira brilhante desde o início. Com artigos publicados em importantes revistas", recorda o atual presidente do Técnico, Arlindo Oliveira, que foi seu colega nos dois anos em que Pedro Domingos lecionou na escola de engenharia.
O sucesso deu nas vistas e os convites começaram a chegar, de todas as partes do mundo. Tornou-se inevitável mudar-se para a América, onde, nesta área em particular, tudo acontece primeiro. A Universidade de Washington, em Seattle, foi a escolha óbvia. Uma incubadora de tecnológicas, com alta concentração de génios por metro quadrado. É nesta cidade que fica a sede da Microsoft ou da Amazon. "Há um grande ecossistema de empresas e centros de investigação nesta área", justifica.
Apesar deste caminho sem retorno, a nível profissional e mesmo pessoal é casado com uma americana de origem tailandesa e tem um filho vem com frequência a Portugal. Além da família, sente falta do "peso da História". "Os americanos são extremamente práticos e voltados para o futuro, mas a cultura portuguesa tem uma textura e uma riqueza que não se adquirem em duzentos anos", compara.

A FAVOR DO 'OPEN SOURCE'

Não é só o passado que o fascina. A ficção científica e as suas previsões sobre o futuro sempre funcionaram como uma fonte de inspiração para a malta que anda à frente do seu tempo. Na adolescência, Pedro Domingos foi grande consumidor dos livros de Isaac Asimov ou da saga de O Senhor dos Anéis. Aliás, o título do livro é inspirado na trilogia.
Hoje, arrisca dizer que a realidade vai à frente da ficção. "Como diz o Alan Kay [importante informático americano], a melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo. Mesmo assim, a ficção científica tem sido sem dúvida uma fonte de inspiração para a Inteligência Artificial. Por exemplo, as três leis da robótica do Isaac Asimov são frequentemente um ponto de partida para debates sobre como controlar as nossas criações tecnológicas".
E controlo é um conceito importante ao longo do livro. Ao contrário dos profetas da desgraça, que apostam num mundo comandado por robôs, Pedro Domingos defende a supremacia da espécie humana. "Poderemos controlar o nosso ADN, aumentar a capacidade intelectual. Iremos tornar-nos numa espécie diferente, irreconhecível", sustenta.
Também é muito provável que se fale de uma questão quente nesta área. O acesso livre. Nas páginas finais, deixa um apelo: "Se um dia inventar o algoritmo-mestre, por favor não corra a patenteá-lo. Disponibilize-o, colocando-o em código aberto."

"O RISCO NÃO É QUE OS COMPUTADORES SE TORNEM DEMASIADO INTELIGENTES E TOMEM CONTA DO MUNDO; É QUE ELES SÃO DEMASIADO ESTÚPIDOS E JÁ TOMARAM CONTA DO MUNDO"

Entrevista a Pedro Domingos, Professor de Ciências da Computação na Universidade de Washington
Já se tinha cruzado com Bill Gates antes? Como viu esta recomendação ao seu livro como sendo leitura obrigatória para compreender o mundo da Inteligência Artificial?
Não o conheço pessoalmente, mas já me cruzei com ele algumas vezes, tanto profissionalmente como por vivermos na mesma área de Seattle. O Bill sempre se interessou muito por Inteligência Artificial, e diz mesmo que um grande avanço em machine learning ou aprendizagem automática valeria dez Microsofts. Hoje a competição nesta área é intensa, e a Microsoft é uma das empresas de ponta. Um dos diretores da Microsoft recomendou o meu livro ao Bill, e ele gostou muito. A recomendação pública do Bill foi ótima, claro, porque ele é extremamente influente nesta área, e a recomendação ajudou o livro a ser conhecido.
Porquê fazer um livro de divulgação sobre um tema tão complexo?
A aprendizagem automática é hoje uma área que afeta diretamente a vida de todos nós, enquanto cidadãos, consumidores e profissionais. Os algoritmos de aprendizagem decidem que resultados de pesquisas na web recebemos, que filmes, livros e músicas nos são recomendados, e que tweets e updates no Facebook vemos. São parte integral dos smartphones e de sistemas como a Siri e Google Now; selecionam candidatos a empregos; decidem quem recebe crédito; investem na Bolsa; são utilizados por políticos para escolher que eleitores tentar influenciar; fazem diagnóstico médico; estão na origem dos casamentos em que os casais se conheceram via sites de encontros e muito mais. Portanto, todos nós precisamos de compreender a aprendizagem automática, para a utilizarmos melhor, e para evitar a concentração do poder nas mãos dos que a dominam. Isto não significa compreender os detalhes dos algoritmos, mas apenas ter uma ideia geral do seu funcionamento. É como um carro: só engenheiros e mecânicos precisam de saber como funciona o motor, mas os condutores precisam de saber como os utilizar.
Para um leigo, como explicaria as potencialidades da aprendizagem automática?
As tecnologias são como superpoderes: os aviões permitem-nos voar, os telefones permitem-nos comunicar à distância, os computadores amplificam a nossa memória e a nossa inteligência, etc. A aprendizagem automática é um novo superpoder, que nos permite prever o futuro e adaptar o mundo a nós sem que tenhamos que o programar ou construir explicitamente para esse efeito. Um dos seus limites é que algumas coisas são intrinsecamente imprevisíveis e, portanto, mesmo com infinitos dados não há algoritmo que as aprenda.
O que gostaria e prevê que ainda venha a acontecer, neste campo, nas próximas décadas?
Gostaria que o master algorithm fosse inventado, e penso que é bem possível que isso aconteça na nossa era. Este algoritmo-mestre é um algoritmo capaz de descobrir qualquer conhecimento a partir dos dados. É de certa forma semelhante ao que fazem os cientistas no seu dia a dia, mas numa escala muito mais vasta em termos da quantidade de dados que podem ser analisados e da correspondente quantidade de conhecimento descoberto. Em áreas extremamente complexas, como a biologia e a medicina, em última análise só com a ajuda da aprendizagem automática se podem resolver os grandes problemas, como curar o cancro.
Este algoritmo-mestre não é uma quimera como a pedra filosofal ou a imortalidade?
Quem sabe? Há muitos investigadores em biologia e medicina que pensam que a imortalidade não é uma quimera. Os algoritmos de aprendizagem que existem hoje são já algoritmos-mestre no sentido em que há provas matemáticas de que podem descobrir qualquer função se lhe forem fornecidos dados suficientes, mas a questão em aberto é como descobrir conhecimento com uma quantidade realista de dados e recursos computacionais. E, empiricamente, o cérebro humano e a evolução são algoritmos-mestre que existem já na natureza; resta "apenas" compreender como funcionam e programar os computadores para fazer o mesmo.
Esses são, de facto, dois dos principais paradigmas da aprendizagem automática que descrevo no livro. O algoritmo-mestre é para o raciocínio indutivo o que o computador é para o raciocínio dedutivo: uma máquina de uso geral, que não se restringe apenas a uma aplicação específica, em contraste com uma máquina de escrever ou uma calculadora. Há cem anos, a ideia do computador enquanto máquina de uso geral pareceria completamente fantástica. Por todas estas razões penso que não há dúvida que o algoritmo-mestre existe; a questão é se somos capazes de o descobrir com os nossos limitados cérebros humanos.
É um otimista. No seu livro, não teme que as máquinas capazes de aprender possam tomar conta do mundo e subjugar o homem. Porquê?
As máquinas são extensões de nós, projetadas e desenvolvidas por nós para atingir os nossos objetivos. Elas não têm vontade própria ou objetivos próprios; não são agentes independentes capazes de se voltarem contra nós, da mesma forma que o braço não se volta contra o cérebro que o controla. Mesmo que as máquinas sejam infinitamente inteligentes e para lá da nossa compreensão, nós controlá-las-emos da mesma forma que o nosso DNA, que é apenas uma molécula, nos controla a nós. É natural confundir a Inteligência Artificial com a humana, porque a humana é a única que conhecemos, mas na realidade elas são muito diferentes. A imagem que temos dos filmes de Hollywood, em que os robôs são basicamente pessoas mecânicas, é sedutora mas pouco realista.
Outros pensadores como Nick Bostrom (autor do outro livro recomendado por Bill Gates) é menos otimista. Onde divergem?
O Nick é um filósofo, e eu sou um engenheiro informático. O livro dele é muito interessante, mas é essencialmente um livro teórico, contemplando cenários que dificilmente se realizarão na prática. Por exemplo, o Nick preocupa-se com a possibilidade de uma máquina cujo objetivo é produzir clipes de papel destruir o mundo na sua procura de produzir mais e mais clipes. Mas na realidade é fácil impor limites a priori aos recursos que a máquina pode utilizar - isso faz-se todos os dias na indústria - e mesmo sem esses limites a máquina estaria em competição com milhões de outras máquinas, sujeita a polícia também ela dotada de Inteligência Artificial, etc. A Inteligência Artificial não é isenta de riscos - longe disso- , mas o risco principal deriva de os computadores ainda não terem senso comum e já tomarem toda a espécie de decisões importantes, como que pedidos de cartões de crédito são aceites e que indivíduos são considerados potenciais criminosos. Mas a forma de evitar os erros que os computadores cometem é torná-los mais inteligentes, não menos. O risco com a Inteligência Artificial não é que os computadores se tornem demasiado inteligentes e tomem conta do mundo; é que eles são demasiado estúpidos e já tomaram conta do mundo.
Na sua visão, como seria um mundo pós-algoritmo-mestre?
No mundo pós-algoritmo-mestre, a típica família da classe média tem um robô doméstico da mesma forma que hoje tem uma televisão e um carro. O cancro e todas as outras grandes doenças foram curadas, e quando surge uma nova doença a cura é rapidamente descoberta. Ninguém trabalha; as máquinas fazem funcionar e crescer a economia, e todos recebem uma mensalidade generosa do Estado, suficiente para viver melhor do que os ricos vivem hoje. As guerras infelizmente provavelmente não vão desaparecer, mas serão travadas exclusivamente por máquinas. Os nossos conhecimentos em todas as áreas da ciência serão muito mais vastos e profundos do que hoje. E a sociedade será mais humanista e espiritual, porque dará mais valor às coisas que não podem ser produzidas por máquinas.
Nunca pensou em saltar da investigação académica para o mundo empresarial, lançar uma startup e ganhar bom dinheiro com isso?
É uma possibilidade sempre presente, e tenho de facto várias ideias para potenciais empresas. Mas só quero fazer uma empresa que seja potencialmente a próxima Google ou Facebook, e a universidade é o lugar ideal para fazer a investigação capaz de conduzir a grandes avanços, livre da necessidade de produzir resultados a curto prazo que caracteriza a indústria.
(Artigo e entrevista publicados na VISÃO 1214 ,de 9 de junho de 2016)

Fonte: VISÃO