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segunda-feira, 11 de março de 2013

Colorir para vender mais


Por Viviane Sousa 

As cores têm o poder de nos despertar uma infinidade de sensações e emoções. Quando bem aplicadas num ponto de venda, fazem a diferença. Além de relaxar, animar e ajudar os shoppers a criar referências, elas os estimulam a aumentar os gastos, inconscientemente. O problema é que por ai, ainda vemos muitas misturas desconexas, que não estimulam nenhum sentimento, ou, o que é pior, despertam os negativos. O resultado são baixas vendas, pelo simples fato de os clientes não se sentirem bem dentro da loja. Pela baixa importância que dão ao poder das cores, muitos varejistas demoram para identificar a raiz do problema.

Então, vamos aprender sobre cores! A primeira coisa a saber, segundo Gilberto Strunck, sócio-diretor da Dia Comunicação, é que não dá para sair pintando tudo aleatoriamente. Nada de deixar a loja apagada demais ou colorida demais. Uma dica é juntar cartelas de cores e ver as que combinam. Durante a escolha é imprescindível levar em consideração a mensagem que se quer transmitir, o perfil do público e, até mesmo, a região onde a unidade está localizada.

Os tons quentes e vibrantes costumam ser indicados para os supermercados que atendem a classe média/baixa, porque reforçam a ideia do promocional. Já os pasteis para as de média/alta, porque dão o conceito de qualidade, diferencial, bom gosto e sofisticação. Algumas tonalidades viraram marca registrada de algumas seções: as quentes, por exemplo, são sempre relacionadas a áreas de alimentação; peixaria e laticínios aos tons frios; hortifrútis aos verdes e terrosos.

Mas hoje não há mais regras. Dá para brincar com estampas listradas, como aquelas que imitam madeira e pedras, entre outras. O importante é ter bom senso e, é claro, tomar cuidado para não camuflar os produtos nos corredores. O lema é usar as cores para criar contrastes e destacá-los aos olhos do público. Com o auxílio de uma boa iluminação, dá para utilizar as cores na ambientação de qualquer área da loja, tornando-a agradável. “Quando o cliente se sente bem e à vontade na loja, ele volta. Isso significa que as cores também ajudam a fidelizar. Não é só preço e promoção que agradam”, destaca Strunck.

Diferentemente, do que muitos pensam, não é necessário que as cores do logo sejam fielmente reproduzidas nos corredores da loja. Como o mais interessante é levar em consideração o que cada uma estimula na mente dos consumidores, veja abaixo uma lista com vários significados. Aproveite para avaliar as cores já aplicadas na sua loja.

· O branco traz claridade e leveza. Por ser neutro ajuda a ampliar ambientes pequenos. Porém, se usado em excesso pode tornar o espaço monótono e dispersar o cliente.

· O cinza e o preto realçam outras cores e disfarçam ambientes demasiadamente grandes.

· O azul promove serenidade, paciência, amabilidade. Em tons claros, passam calma e tranquilidade. Já os escuros inspiram sobriedade e confiança. É indicado para peixarias e outras áreas refrigeradas, menos as de carne.

· O verde representa a esperança e o equilíbrio e remete à natureza. Por isso, é tão adotado em lojas que gostam de transmitir a mensagem de que adotam práticas sustentáveis. Também é indicado para a seção de hortifrútis.

· O vermelho está associado às emoções e serve para despertar os sentidos. Em tons escuros, denota sofisticação. Também estimulam a fome têm relação direta com carnes. Costumam ser muito usados nas rotisserias e na área do açougue.

· O violeta acalma e conchega. Já púrpuras e roxos passam um ar de jovialidade e sofisticação, principalmente em tons mais escuros. Seções de cama, mesa e banho, e de bazar ganham destaque com esses tons.

· O amarelo está ligado à criatividade. Traz alegria e divertimento ao ambiente. Ajuda muito no raciocínio e na comunicação.

· O laranja também abre o apetite. É aconchegante e estimula o senso de otimismo. Transmite a sensação de modernidade.

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