Biblioteca da Faculdade CDL

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O Blog da Biblioteca da Faculdade CDL é um espaço destinado à comunicação da Biblioteca com os alunos e professores, onde é possível fazer postagens e comentários relativos a assuntos que envolvam, de alguma forma, a Biblioteca e o ambiente acadêmico em geral. O objetivo do blog é informar, registrar momentos e incentivar o gosto pela leitura e pela escrita.

terça-feira, 30 de junho de 2015










Presidente da CDL de Fortaleza, Severino Ramalho Neto, concedeu entrevista à Patrícia Calderón, do Programa Diálogos, da TV Cidade.

Confira a entrevista




 


Fonte: CNEWS O Portal de Notícias da Cidade








quarta-feira, 24 de junho de 2015

Conheça as novas técnicas de recrutamento de pessoal que buscam atrair mais candidatos










Por: Camila Kosachenco
23/06/2015 - 20h28min

Empresas usam a criatividade para se aproximar dos perfis procurados para preencher vagas
Foto: Linkedin / Reprodução

Em uma época em que as conversas são por Whatsapp e os namoros começam através de um aplicativo no celular, as empresas querem, cada vez mais, se aproximar de potenciais candidatos na hora do recrutamento. Para isso, lançam mão de algumas formas inovadoras para selecionar candidatos.

— Temos observado muitas tendências tecnológicas. O recrutamento deixa de ser tão presencial e passa a ser à distância em razão do ganho de tempo, redução de custos e desgastes desnecessários — explica Anna Cherubina Scofano, coordenadora e consultora em Gestão Estratégica de Pessoas da FGV/ RJ. 

Empresas ficam de olho nas redes sociais na hora de recrutar candidatos

Anna diz que estas estratégias são eficientes para fazer uma filtragem maior dos candidatos e ter contato presencial somente com os que mais se encaixam no perfil da vaga.

E, na hora de contratar a pessoa certa, as empresas e suas parceiras de recrutamento desenvolvem as mais diferentes formas de captar candidatos. As novas técnicas incluem desde envio de vídeos até jogos capazes de traçar um perfil dos aspirantes.

— Pode ser um quebra-cabeça, jogo de dados, de criação de desenho etc. Depende muito do que a empresa está querendo propor como desafio aos candidatos — comenta Anna — Processos com filmagens visam analisar a pessoa pela postura corporal, fala, criatividade e visão — completa. 

Trabalhar com amigos traz felicidade e aumenta a produtividade

Um caso recente de seleção com uso de vídeos foi do iFood, startup líder em delivery online de comida no Brasil. Formandos e estudantes dos últimos semestres dos cursos de Administração, Economia, Publicidade e Propaganda e Marketing das faculdades de São Paulo interessados nas vagas deveriam enviar um registro de no máximo 15 segundos respondendo aos seguintes questionamentos: "Se você fosse uma comida, que comida te definiria? Por quê?”.

— Procuramos jovens que tenham criatividade e perspectiva de crescimento na carreira — fala Katherine Sorroche, gerente de talentos da empresa.

Aqui no Rio Grande do Sul, a Rádio Atlântida também lançou uma campanha em busca de um novo talento para participar do Pretinho Básico. Segundo Marcos Piangers, apresentador do humorístico, a "PB Procura" foi inspirada no concurso lançado pelo programa CQC em 2009, que buscava um oitavo integrante para o programa. Na versão gaúcha, a emissora pediu aos aspirantes que enviassem o link de um vídeo de dois minutos previamente postado no YouTube. 

Dicas ajudam a formatar um currículo competitivo

— Foi uma iniciativa do negócio pela necessidade de chamar atenção de públicos diferentes dos que acessamos pelas vias mais formais de seleção. Além disso, procurar um novo talento no humor exige outras formas de avaliação — analisa Andréa Pinto, consultora de RH do Grupo RBS. 

O resultado da empreitada? Mais de 500 inscritos e 40 selecionados. Destes, oito passarão para a grande final, prevista para julho.

— Como o Pretinho é dinâmico e sofre um "refresh" de tempos em tempos, a gente gostaria de dar uma peneirada no sul do Brasil — diz Piangers.

Redes sociais especializadas são outro caminho curto até candidatos

Com tanta inovação, seria o fim dos currículos feitos no Word e impressos em papel?

— O currículo físico está deixando de existir. A gente acompanha que o mercado está trabalhando muito com o uso das redes sociais profissionais, como o LinkedIn, e cadastros online — confirma Maria da Graça Costi, diretora de Desenvolvimento Humano da ABRH-RS. 

Manter celular funcional ligado fora do horário de expediente não caracteriza sobreaviso

Mas, mesmo com tanta tecnologia disponível, ainda há empresas que usam o famoso "QI" (quem indica). 

— A indicação, quando vinda de fonte confiável, também tem sido bastante utilizada. Há empresas que, inclusive, oferecem algum tipo de brinde ou até bonificação para quem indicar um profissional qualificado para as vagas em aberto — conta Ana Cláudia Bilhão Gomes, consultora organizacional e professora na Graduação e Pós-graduação da Unisinos. 

Além disso, não se pode esquecer que algumas empresas "garimpam" talentos dentro da própria universidade. 

— Assim, se vai direto na fonte técnica que se busca — finaliza Maria da Graça Costi.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Empreendedorismo: da ficção à dura realidade

Artigos 
15 de junho de 2016

Era uma vez um garoto que, apesar de nunca ter trabalhado, tinha ideias geniais e uma vontade muito grande de colocá-las em prática. Jones não imaginava que, para abrir seu próprio negócio, ele precisaria viver uma aventura cheia de desafios e lutar contra um impiedoso vilão: o governo.
Como todo principiante, ele compartilha sua ideia com amigos e familiares e é estimulado a dar vida a esse projeto. Essa ideia parece uma “doença contagiosa” e toma conta do garoto. Ele não fala em outra coisa, não pensa em outra coisa. Só tem olhos para seu projeto e não para de imaginar em como será feliz quando ele se tornar realidade. Até mesmo a namorada não aguenta mais ouvi-lo falar sobre a tal aventura e de suas expectativas.
Em meio a todo entusiasmo e preparativos, surge o primeiro desafio: criar um bom nome. Uma tarefa difícil, principalmente quando o negócio precisa ter presença na internet – todo nome bacana que ele pensa em criar já existe e, quando não existe, alguém já registrou.
Nome escolhido, agora é preciso um logotipo. Será mesmo? Ainda não tem pesquisa de mercado, não estudou o consumidor, a concorrência e nem a viabilidade do negócio. Mesmo assim, ele vai em frente com seu projeto. “É uma ideia inovadora, não tem como dar errado”, pensa Jones.
Pois é assim mesmo que a maioria começa um negócio! Apenas no sentimento, na raça, na esperança de que tudo vai dar certo. E é aí que a verdadeira aventura começa! O empreendedor vai entrar em uma floresta escura e sem fim, mas com promessa de um pote de ouro no final.
Até então, é dia e os passarinhos cantam. O logotipo ficou lindo, o texto de missão, visão e valores é mágico – como manda o figurino – e o plano de negócios de quatro páginas está pronto. O sentimento de confiança continua: tem algo falando que esta é a oportunidade da sua vida, um oceano azul.
Mas, de repente, começa a anoitecer. Pediram um tal de fiador para o aluguel de uma sala, além de um comprovante de renda. Mas que renda? Ainda não tem um negócio, muito menos renda! E o preço do aluguel abocanhou a poupança de Jones. Se ele não começar a vender logo, além de escurecer, vai começar uma terrível chuva. O jovem empreendedor começa a ficar assuntado, afinal, a linda e encantadora floresta começa a revelar um lado obscuro, frio e burocrático.
Após a noite mal dormida, em que as primeiras preocupações virem à tona, amanhece um lindo dia de sol. Chegou a hora de comprar os móveis e equipamentos para mobiliar a loja. Este é um momento mágico, seria quase “o grande final de um filme”, no qual Jones beija a mocinha. Mas é aí que o tiro sai pela culatra e deixa nosso herói desacordado por dias, quase em coma. Ele gasta mais do que deve. Compra decoração, uma mesa mais bonita, um computador mais potente, um quadro para parede onde tinha um horizonte azul pintado…
Depois do baque, levanta atordoado e se dá conta de que as compras estão parceladas no cartão e a data de vencimento da fatura ainda está longe. Os móveis chegam, a internet é instalada, que dia mágico! Fica arrumando sua casa na floresta até altas horas e, depois, reúne os amigos em volta da fogueira para comemorar! “Amanhã tudo começa e minha vida vai mudar! Fiz o que precisava fazer”, pensa o empreendedor Jones.
Na manhã seguinte, nosso aventureiro acorda animado e vai à luta. Mas logo cedo descobre que precisaria ter um eterno aliado: o contador (embora ele só traga péssimas notícias). Lá se foi mais dinheiro para um tal contrato social e para os primeiros impostos…
Como se trata de um negócio novo e pequeno, Jones contrata dois funcionários. Em seguida, recebe da contabilidade mais impostos para pagar. As contas se acumulam antes mesmo de realizar sua primeira venda. Já ansioso com a situação, Jones senta-se em sua mesa e pensa que ainda não chegaram as contas de água, luz, IPTU e por aí vai…
Quando registra sua primeira grande venda, felicidade total? Não! Percebe que deve pagar mais impostos, emitir uma nota fiscal pelo que vendeu. Isso, sem contar o valor que já havia pago por todos os produtos que estavam em sua loja. A chuva nesse momento é acompanhada de raios e trovões e está quase ininterrupta. Já desesperado, o empreendedor Jones lamenta: “Eu não tinha pensado em todos esses valores quando coloquei preço no meu produto. Como vai ser agora? Meu lucro, onde vai ficar? Como repassar esses valores para os meus clientes? Mas vou assim mesmo! Já cheguei até aqui, vamos em frente!”. Deste dia em diante, raramente fez sol na floresta.
Infelizmente esse “conto” é mais comum do que se imagina. Empreender no Brasil transforma os empreendedores em aventureiros. Mas de uma coisa eu tenho a certeza: todos são heróis! E os que permanecem no mercado são, ainda, mais, pois enfrentam os desafios e os monstros da floresta diariamente, sem exceção.
Fred Rocha, Diretor da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm-MG). (Com Monitor Mercantil)

terça-feira, 16 de junho de 2015

4 dicas para treinar a mente e ter um pensamento criativo



DIA A DIA EMPREENDEDOR

Quem se dedica à criatividade todo dia deixa a cabeça pronta para aproveitar oportunidades assim que elas aparecem

Da Redação - 15/06/2015

Ideias importantes geralmente são discutidas no mesmo pequeno círculo de colegas (Foto: Reprodução )
Ideias importantes geralmente são discutidas no mesmo pequeno círculo de colegas (Foto: Reprodução )

Ser criativo não é questão de inspiração momentânea, e sim de treino prolongado. “A sorte favorece apenas a mente treinada”, concordaria o cientista francês Louis Pasteur, autor dessa frase tão repetida há quase dois séculos.

A máxima vale também para os empreendedores. Quem se dedica à criatividade todo dia deixa a cabeça pronta para aproveitar oportunidades assim que elas aparecem.

“Ideias criativas nascem de combinações nada usuais. A melhor solução não será algo em que todo mundo pensa”, afirma Steven Smith, professor de psicologia cognitiva na Universidade Texas A&M, em um artigo publicado no site da Entrepreneur.

Ele chama essas combinações de associações remotas, ou seja, ideias que parecem desconectadas à primeira vista, mas que, no fundo, estão relacionadas. Essa é a essência do pensamento criativo.

Para aumentar as chances de achar o elo perdido no meio do brainstorming, Smith sugere aos empreendedores quatro exercícios cerebrais:

1. Sacuda a rotina

A única maneira de expandir seus horizontes criativos é se cercar de uma vasta gama de perspectivas e de experiências.

Diversidade no escritório é bacana, mas não basta. Fora do trabalho, procure variar o que você come, aonde vai para se divertir, conheça o trabalho de artistas diferentes, varie as leituras e as viagens.

“Essa diversidade permite novos estímulos”, explica Smith. “Isso abre a cabeça para novas possibilidades. É mais provável achar uma solução inusitada quando se tem mais opções na palma da mão.”

2. Aumente a rede de palpiteiros

Ideias importantes geralmente são discutidas no mesmo pequeno círculo de colegas, e por isso respostas óbvias podem passar despercebidas.

“Alguém com menos expertise pode farejar suposições invisíveis imediatamente”, diz Smith. Essas pessoas também podem ajudar a avaliar um problema ou uma ideia sob um prisma novo.

Por isso, a sugestão de Smith é procurar pessoas inteligentes que tenham pouco conhecimento do seu negócio para discutir sobre o que está sendo desenvolvido – há boas chances de que elas surpreendam na busca por soluções.

3. Relaxe as regras mentais

Para treinar a mente para ser mais aberta, é preciso dedicar uma meia hora por dia a pensar em coisas impossíveis. Deixar o pensamento vagar e trazer ideias, mesmo que sejam absurdas, bobas ou divertidas. “O humor ajuda muito a afrouxar as restrições mentais”, afirma Smith.

Nesse momento, é preciso baixar a guarda no filtro seletor de boas ideias. Só assim é possível turbinar a criatividade. “Quem pensa em 99 ideias estúpidas e impossíveis e em uma que funcione gastou bem esse tempo”, completa.

4. Observe o ambiente

As pessoas mais criativas estão sempre de olho em coisas interessantes ao seu redor – mesmo quando elas não servem para nada do que estão desenvolvendo naquela hora.

“Quem se encasula em sua cabeça não percebe ideias criativas que passam sob seu nariz”, avalia o professor.

O antídoto é manter um caderninho ou arquivo eletrônico cheio de ideias, artigos, imagens e até pensamentos que passaram pela cabeça. Esse material provavelmente será útil quando menos se esperar.

Fonte: PEGN

Alunos do Pronatec marcam presença na Biblioteca

Recebemos hoje pela manhã um grupo de alunos do Pronatec, que compareceram para colocar a leitura em dia, junto aos jornais e revistas disponíveis.



Biblioteca

segunda-feira, 15 de junho de 2015

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Encarando as provas

Alunos dos turnos da manhã e noite estudando para as provas de fim de semestre. Para alguns são realmente as últimas, pois estão na reta final para a colação de grau, para outros, o desafio de conseguir êxito para o próximo semestre.

Vida que segue...





Biblioteca

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dicas para que os funcionários virem fãs do seu negócio








PME                                                                     
10/06/2015 - 06:00

Mariana Fonseca, de EXAME.com

                                                                             monkeybusinessimages/Thinkstock
Funcionários felizes: para especialista, as pessoas são o diferencial competitivo do empreendimento


São Paulo - Qual é a maneira mais efetiva de motivar os funcionários e mantê-los na empresa? Oferecer um salário maior nem sempre é a melhor solução (e nem uma das mais baratas). Para criar e manter um time de sucesso, o primeiro item avaliado por investidores em uma startup, é preciso engajar, de verdade, os seus colaboradores.
Sylvia Ignacio da Costa, professora do curso de Gestão de RH da Universidade Anhembi Morumbi, alerta: esse trabalho de gestão estratética de pessoas não é nada fácil. "Temos uma via de mão dupla. É importante perceber o quanto que um funcionário contribui para uma empresa e, ao mesmo tempo, quanto esta empresa contribui para a carreira do trabalhador", diz a docente.
Se os funcionários ainda não foram contratados, a consultora do Sebrae-SP Esmeralda Queiroz recomenda já buscar pessoas que tenham convergência com os ideais da empresa - e não que queiram o emprego só porque ele é o que está disponível no momento. "Se houver essa convergência, já é metade do caminho andado. O empreendedor dá a pista de corrida para o funcionário. Se ele não correr, é porque não combina com a empresa", afirma.

Apesar das dicas valerem para os funcionários, também é importante que o empreendedor use essas estratégias para criar e manter outros interessados na empresa. "Não dá para tocar um negócio sem parceiros diretos ou fornecedores. As pessoas são fundamentais, e seu negócio irá precisar delas em todos os lugares", diz Adriana Gomes, coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM.
Veja, a seguir, seis dicas para fazer com que seus funcionários virem fãs de carteirinha do seu empreendimento:

1. Faça com que todos entendam a missão da empresa e seus valores

Independente do porte da empresa, nem sempre os funcionários sabem o que o dono do negócio espera. Essa falta de alinhamento impede a conexão com a empresa. "Os funcionários têm que saber quais os objetivos, missões e valores da organização. Só assim eles saberão o que exatamente se espera deles", explica Sylvia. 
Já Adriana ressalta que essa conexão é boa não só para os funcionários, mas também para a produtividade do negócio. "Se eles compreendem o propósito de existência do negócio e isso faz algum sentido dentro de seus valores, há um engajamento e o negócio se desenvolve melhor", diz a professora.

2. Seu funcionário desconhece um assunto? Ajude-o

A gestão do conhecimento deve ser uma preocupação constante do empreendedor, já que as pessoas são o diferencial competitivo da sua organização. "Existem funcionários que são bons, mas precisam de algo a mais, de uma preparação. Você deve aprimorar o conhecimento desse funcionário. Quando ele percebe essa preocupação, fica mais motivado", afirma Sylvia.
Para Esmeralda, desenvolver pessoas é um fator não só de engajamento, mas principalmente de retenção. "Quando o funcionário percebe que sai de um patamar para outro profissional, isso faz com que ele fique na empresa".

3. Crie um espaço onde ideias possam ser sugeridas (e testadas)

É preciso que o empreendedor abra oportunidades para que os funcionários, especialmente os mais jovens, possam apresentar ideias e testá-las na prática. Assim, o profissional se sente pertencenter ao processo de criação e desenvolvimento da empresa, e acaba se engajando, diz Adriana.
Maneiras diferentes de realizar determinada tarefa podem surgir dos próprios responsáveis pela função. Entretanto, é preciso que o pequeno empresário estimule sua equipe a ter novas ideias. "Empresários muito centralizadores perdem talentos. Eles têm que deixar que as pessoas participem das decisões da empresa, mesmo que a decisão seja do dono", recomenda Esmeralda.
Sylvia chama essa tomada de ação por parte dos funcionários de "intraempreendedorismo". "Eles compram a ideia como se fossem seus próprios negócios. Eles buscam novas soluções e alternativas e começam a enxergar novas formas de atuar".

4. Deixe claro que os erros dos funcionários são também seus erros

Criar esse espaço de experimentação de sugestões dos funcionários, obviamente, também aumenta a possibilidade de haver erros no meio do caminho.
Para Esmeralda, o gestor não deve encarar sua liderança como punitiva. Se uma ideia não dá certo, o líder deve ter a noção de que a decisão de executá-la teve o aval dele mesmo. "O gestor é tão responsável quanto. Tem que haver um compartilhamento do insucesso", diz a consultora.

5. Saiba dar (e receber) feedback

Além de coletivizar os erros, o gestor também deve reconhecer a iniciativa de um funcionário ao propôr uma ideia, mesmo que a iniciativa não tenha dado certo. Assim, ele estimula o surgimento de novas sugestões e consegue engajar seus funcionários. Isso não tem custo financeiro, mas tem um impacto emocional muito grande na equipe, diz Adriana. "O empreendedor deve conhecer seu funcionário pelo nome, fazer com que ele se sinta percebido, enxergado".
Na mesma linha, Sylvia afirma que, muitas vezes, o colaborador do dia a dia consegue enxergar algo que o próprio gestor não vê. "O dono tem que dar e receber o feedback. Caso contrário, o colaborador se sente apenas uma peça".
O trabalho de um líder tem que ser contínuo para gerar valor. "O empreendedor deve sempre reconhecer os bons resultados e realinhar as pessoas que perderam o foco. As pessoas valorizam oportunidades em que são reconhecidas", afirma Esmeralda.

6. Esteja mais presente

Ouvir seus funcionários não deve ser algo restrito às reuniões e ocasiões especiais. Para Adriana, o responsável pelo negócio deve ficar mais próximo das pessoas no seu dia a dia. Só essa disponibilidade já é um fator importante para estimular seus funcionários, mas a professora recomenda também usar essa brecha na agenda para trocar ideias com seus colaboradores e ouvi-los.
Fonte: Exame.com 

terça-feira, 9 de junho de 2015

AS LIÇÕES DE INOVAÇÃO DE GRANDES EMPREENDEDORES






07/06/2015 10h31

ATUALIZADA EM: 08/06/2015 12h15 - POR ENDEAVOR BRASIL*

DE MARK ZUCKERBERG (FACEBOOK), JEFF BEZOS (AMAZON), STEVE JOBS (APPLE) A SERGEY BRIN (GOOGLE): O QUE ELES FIZERAM PARA CRIAR AS GRANDES EMPRESAS



Jeff Bezos, fundador da Amazon (Foto: Getty Images)

Independente se você é funcionário ou dono de uma empresa, há muito que aprender com grandes empreendedores. Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Steve Jobs (Apple), Larry Page (Google) e Sergey Brin (Google), por exemplo, mostram que a inovação não é só uma questão de produto ou de se arriscar. Envolve um processo enorme, de estabelecimento de pré-condições, para que o "motor da inovação" fique sempre ligado. Ao estudar a trajetória de cada um deles é possível descobrir algumas lições em comum. Confira abaixo: 

1) Não tenha medo de correr riscos
Para uma empresa como o Google, que valoriza muito a análise de dados em larga escala, pode parecer estranho correr riscos e aceitar incertezas nos projetos. Os dados são importantes para verificação da demanda e validação dos projetos piloto, mas nada disso impede que novos produtos inovadores sejam gerados e lançados, mesmo que tenha grandes níveis de incertezas. Essa abordagem já rendeu grandes fracassos para a empresa, mas também grandes sucessos.

2) A inovação não precisa ser somente nos produtos
Os grandes inovadores pensam a abordagem de modo sistêmico, vislumbrando oportunidades em diferentes partes do negócio. Quanto mais tipos de inovações conseguirmos incorporar, maior a proteção e robustez do modelo de negócios criado. Uma ferramenta importante para fazer essa avaliação pode ser o Innovation Storming.

3) Conecte os pontos
De acordo com pesquisa realizada pelos professores Clay Christensen, Hal Gregersen e Jeff Dyer, uma das principais características que separam uma pessoa criativa das outras é a habilidade de associação entre diferentes situações, problemas e ideias de campos até mesmo não relacionados. Essa busca por combinar experiências e visões de campos distintos colaborou bastante na capacidade de inovar de Jobs, por exemplo, e ele fala exatamente disso neste discurso.

4) Forme equipes de alto nível
O impacto das contratações iniciais em uma startup é muito grande no futuro do negócio, especialmente na cultura organizacional que está se formando. Contratar as pessoas erradas no começo pode impactar negativamente nos valores desejados pelos empreendedores. Bezos dizia que se você contratasse tubarões, não se podia esperar que eles agissem como golfinhos. O processo de recrutamento para montar uma estrutura organizacional coerente com a cultura era fundamental. Era preferível entrevistar 50 pessoas e não contratar ninguém do que contratar a pessoa com o perfil errado.

5) Facilite a colaboração e o trabalho em equipe
Apesar do senso comum acreditar que as inovações da Apple eram fruto do trabalho solitário de Steve Jobs, sendo ele responsável sozinho por todos os desenvolvimento, na realidade os grandes projetos foram fruto de um grande trabalho em equipe, em que ele atuava direcionando as pessoas com sua visão e, em alguns momentos, se envolvendo até nos pequenos detalhes.

6) Fomente uma cultura incomparável
A concorrência não consegue copiar a cultura – esse é um dos mantras gerenciais de Bezos. Para ele, a cultura organizacional é um ativo importantíssimo para garantir liderança nos mercados em que atua, replicando o “jeito Amazon” de fazer negócios. Alguns elementos importantes dessa cultura única estão na obsessão pelos clientes, a frugalidade na operação e a constante busca por inovações de todas as naturezas.

7) Coloque as pessoas certas para fazer as coisas certas
Com o crescimento do Facebook, Zuckerberg, com apenas 23 anos, teve que buscar uma pessoa que pudesse fazer melhor que ele algumas atividades importantes. Para ele, “alguém que é excepcional em sua função não é apenas um pouco melhor do que alguém que é muito bom. Ele é 100 vezes melhor”. Sandberg na época era vice-presidente de vendas online globais e operação no Google e foi pescado porque tinha a experiência necessária para transformar o negócio de publicidade do Facebook em algo realmente grande.

8) Mantenha o motor da inovação ligado
Jeff Bezos dizia que: ”minha visão é que não há momento ruim para inovar. Você deve inovar nos bons e maus momentos – e você deve fazer isso em coisas que o seu cliente valorize”. Essa é a postura dos inovadores: a busca constante por inovações para manter o negócio atualizado.

9) Tenha senso de urgência e execução
A “mentalidade hacker”, termo que Zuckerberg utilizou na carta aos acionistas no lançamento das ações, é um mantra da forma como ele as outras pessoas trabalham no Facebook. Mover-se rápido, com alta produtividade, e “quebrar” coisas resume a prática de trabalho desejada e tem sido fundamental para o sucesso da empresa.

10) Comunique a inovação
Normalmente, em sua apresentações de lançamento de novos produtos, Jobs escolhia um vilão para mostrar aos presentes que suas inovações eram os mocinhos. No iPhone, foram os smartphones com teclados fixos. No lançamento do iPad, o papel ficou por conta dos netbooks. Em cima das fragilidades dos concorrentes, ele apresentava seus diferenciais. Havia um cuidado muito grande para mostrar tudo de novo que os produtos e serviços traziam e fazer isso chegar aos ouvidos dos clientes o mais rapidamente possível.

*Artigo de Felipe Scherer, sócio-fundador da Innoscience para a Endeavor Brasil 

Fonte: Época Negócios

Formandos levam lembrança da Biblioteca


A Professora Natália e a turma do curso de Gestão Comercial compareceram hoje pela manhã à Biblioteca, para registrar uma foto de lembrança da aula da saudade.















A Biblioteca, que foi palco e testemunha de muitos estudos e esforços pelos alunos, parabeniza a turma e a Professora, por mais um ciclo concluído.

Biblioteca

sábado, 6 de junho de 2015

Dia da Logística



Composição de imagens da internet

No dia 6 de junho é comemorado o Dia da Logística. A data é uma referência ao dia em que ocorreu possivelmente o maior movimento logístico já conhecido na história que foi o desembarque das forças aliadas na Europa, ao término da II Guerra Mundial, imortalizado como o “Dia D”.

A logística é uma ciência, cujo resultado final, como toda ciência, serve à melhoria do homem frente aos seus constantes desafios de crescimento, tanto individuais como coletivos. Ela torna o mundo melhor ao fazê-lo menor, compacto, completo, interligado e ao alcance de todos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

V Sarau de Negócios - Varejo na era digital: inovar ou não, eis a questão

Grandes nomes do marketing de varejo reunidos em uma manhã para falar de negócios e inovação.

Não perca essa oportunidade!

Faça sua inscrição aqui!





Sumário de revista: SuperHiper


Confira abaixo o sumário da última edição da Revista SuperHiper (Maio 2015, Ano 40, Nº 467), que já se encontra disponível na Biblioteca para leitura. Escolha a matéria de sua predileção. Aguardamos sua visita!


Sumário

Capa
56 Confira nesta edição as conclusões do VII Estudo sobre Gerenciamento por Categoria, realizado com exclusividade pela Kantar Worldpanel para SuperHiper. A pesquisa mapeia a relação de consumo do shopper com cerca de 100 categorias e revela diversos indicadores estratégicos que auxiliam o varejista na definição do seu mix, como tíquete médio, faturamento das categorias, presença nos lares, frequência de compras, o comportamento das classes econômicas, principais canais de venda, dentre outros dados.
62 Regionais
A pesquisa especificou o desempenho de cada região do País, detalhando questões importantes, como o perfil do shopper, desembolso e principais canais de vendas
72 Mercearia seca
No geral, seção teve desempenho positivo em 2014, com alta nos indicadores de receita, volume e gasto médio do consumidor
112 Refrigerados
Seção de refrigerados foi a que apresentou maior elevação do tíquete médio e também avançou em outros índices de consumo
130 Mercearia líquida
Com alta em diversos índices, cesta novamente registrou o maior crescimento em unidades comercializadas no ano passado
144 Higiene e beleza
Faturamento da cesta avança e outros indicadores de consumo também se comportam de maneira positiva
168 Limpeza
Cesta de limpeza apresenta elevado crescimento no índice de receita e, além disso, foi a campeã no aumento de volume e gasto médio
190 Bazar
Varejo supermercadista ampliou a sua participação nas vendas de chinelos e manteve elevada importância na comercialização de rações para cães
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26 Evento
Evento em Brasília reuniu supermercadistas, profissionais da indústria e autoridades políticas para apresentar os resultados do 38° Ranking Abras/SuperHiper. Solenidade homenageou as 20 primeiras colocadas do setor e contou com a apresentação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo .......................................................................................................
10 Exclusiva
Entrevista com o deputado federal Manoel Júnior (PMDB-PB) revela suas expectativas e responsabilidades à frente da recém-criada Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo
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14 Oportunidade
O segmento premium de cervejas está em ascensão no País e merece a atenção do varejo supermercadista. Redes estão vendendo mais rótulos especiais e a indústria possui boas expectativas para os próximos anos

Sumário de Revista: Harvard Business Review



Confira abaixo o sumário da última edição da Revista Harvard Business Review (Maio 2015), que já se encontra disponível na Biblioteca para leitura. Escolha a matéria de sua predileção. Aguardamos sua visita!


Conteúdo

35 FOCO: TOMADA PF DECISÃO

36 ECONOMIA COMPORTAMENTAL
Os lideres como arquitetos de decisão
É impossível reconfigurar o cérebro humano para eliminar vieses cognitivos. Então, reestruture o trabalho de sua organização.
John Beshears e Francesca Gino

48 GESTÃO PESSOAL
Supere seus próprios vieses
Como ampliar seu pensamento e tomar decisões melhores.
Jack B. Soll, Katherine L. Milkman e John W. Hogarth

56 TOMADA DE DECISÃO
Enganado pela experiência
Técnicas para tirar as verdadeiras lições do que já vimos e ouvimos.
Emre Soyer e Robin M. Hogarth

62 PESQUISA
Do “homem econômico” à economia comportamental
Uma breve história intelectual.
Justin Fox

Artigos

20 A GRANDE IDEIA
A revolução da impressão 3D
A manufatura aditiva vai transformar a forma como os produtos são projetados, feitos, comprados e entregues. Qual deve ser sua estratégia?
Richard D'Aveni

30 INOVAÇÃO
Como pensar diferente
A impressão 3D reduz custos e torna a indústria mais competitiva.
Maria Christina Carvalho

72 INVESTIMENTOS
Da academia para a economia real
Boston International Gateway conecta investimentos e oportunidades de negócios criando ponte entre Brasil e Estados Unidos.
Por Manuel Mendes

76 EMPREENDEDORISMO
Duas chaves para a empresa social sustentável
Empreendedores sociais bem-sucedidos se concentram em mudar tanto os agentes econômicos como a tecnologia capacitadora envolvidos em um sistema existente.
Roger L. Martin e Sally R. Osberg

Seções

6 Carta ao leitor
18 Campo de visão
34 Humor estratégico

RADAR
12 Estratégia
A Tesla não é tão disruptiva como se poderia pensar
Mas algo mais representa uma surpreendente ameaça para a indústria automobilística. MAIS Chefes sedentos de poder, incentivos que estimulam a inovação.

EXPERIÊNCIA
85 ESTUDO DE CASO
Ampliar a missão?
Uma organização sem fins lucrativos que apoia empreendedores de mercados emergentes pensa em se expandir para os Estados Unidos.
William A. Sahlman e Ramana Nanda

90 DE CORPOS ALMA

Brian Grazer
O produtor — premiado com o Oscar — de "Splash" e "Apollo 13" fala sobre curiosidade, delegar poderes e subir até o topo. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Para este guru da inovação é preciso falhar para ter sucesso





REVISTA EXAME      
03/06/2015 05:55

O autor Luc de Brabandere
Luc de Brabandere: “É a mudança de mentalidade que permite ter ideias disruptivas”


Lucas de Abreu Maia, de Revista EXAME


São Paulo - O belga Luc de Brabandere é um especialista quando o assunto é fomentar a criatividade em ambientes de trabalho. Referência na consultoria americana BCG há 14 anos, ele diz que, em vez de pensar “fora da caixinha”, como diz o clichê, os executivos devem focar os setores em que atuam — mas sem medo de errar.
“Não há criatividade onde se teme fracassar e ser punido.” Brabandere, que estará em São Paulo em junho para um evento da empresa HSM, falou por telefone a EXAME.
EXAME - O que é ser criativo no ambiente de trabalho?
Luc de Brabandere - Para entender o mundo, a mente humana precisa catalogar os diferentes assuntos, como se eles fossem colocados em caixinhas. Portanto, quem trabalha no setor bancário não precisa pensar fora dele. É necessário expandir o pensamento e tentar criar novas formas de fazer negócio dentro desse setor. Criatividade é justamente explorar essas novas possibilidades.
EXAME - Mas como isso funciona na prática?
Luc de Brabandere - A rede americana Starbucks vende inúmeras variações de café, como cappuccino e latte macchiato. São inovações que dão muito dinheiro, mas o negócio ainda é vender café. Em Moscou, há uma cafeteria em que tudo é de graça, exceto o tempo que o cliente passa lá.
Mudanças de mentalidade como a da cafeteria russa é o que possibilita o surgimento de ideias disruptivas. Se o modelo russo de “alugar” o espaço para as pessoas trabalharem vai ser o novo paradigma, só o tempo dirá. Mas o caminho é esse.
EXAME - Por que é tão difícil para as pessoas conseguir ter ideias verdadeiramente criativas?
Luc de Brabandere - A maioria das pessoas não gosta de mudanças. É parte da natureza humana. E aí está um paradoxo: para que qualquer estratégia de negócio dê lucro, é preciso que ela seja estável por pelo menos alguns anos. Só que o mundo não é estável.
EXAME - Como implementar o pensamento criativo em empresas focadas no curto prazo?
Luc de Brabandere - É uma questão de cultura empresarial. Um exemplo é o direito ao fracasso. Se ficar claro que um funcionário que errou ao se arriscar não foi demitido, haverá um incentivo para que outros se arrisquem também. Não se pode obrigar as pessoas a ser criativas, mas pode-se criar uma atmosfera em que a criatividade floresça.
EXAME - Quais são as empresas que melhor exemplificam o que o senhor defende?
Luc de Brabandere - Com certeza, entre as companhias que melhor exploram a criatividade dos funcionários estão o Google e a Amazon. Claro que todo mundo sonha com uma empresa em que todas as ideias sejam ótimas e um sucesso. Mas isso não existe. O papel de um bom executivo é convencer os acionistas a confiar nele. O fracasso é essencial para o sucesso e a sobrevivência no futuro.
EXAME - A aceleração das inovações colocou pressão para que as empresas sejam criativas?
Luc de Brabandere - Em 30 anos, o fax, uma tecnologia que era absolutamente inovadora, tornou-se completamente obsoleta. Definitivamente, há uma aceleração.
EXAME - Como as empresas brasileiras podem usar a criatividade para elevar sua produtividade?
Luc de Brabandere - O povo brasileiro é considerado muito criativo, mas é preciso levar essa criatividade para dentro das empresas.
Fonte: Exame.com

terça-feira, 2 de junho de 2015

O grampo de dados é legal no Brasil?



Tecnologia

Internet
por Observatório da Privacidade e Vigilância — publicado 02/06/2015 03h53

Especialistas discutem as bases legais para interceptação de dados no País

Nos últimos anos, o entendimento da lei que rege a interceptação telefônica (denominação técnica para o que entendemos por “grampo”) tem sido ampliado para incluir também as transferências de dados realizadas por telefones celulares e computadores, de modo que uma investigação criminal tenha acesso a lista de chamadas e contatos, mensagens de texto, mensagens de programas de chat, como Whatsapp e Skype, e o conteúdo de e-mails. 
Embora a constituição explicite que a comunicação telegráfica e de dados são invioláveis, com frequência juízes fazem outro tipo de interpretação, autorizando que órgãos de investigação criminal interceptem dados mediante ordem judicial. A prática desperta preocupação porque pode ampliar, para o âmbito dos dados, os abusos que já foram constatados nos grampos de comunicação telefônica, com autorizações excessivas, baseadas em indícios fracos. 
Segundo o coordenador do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da Faculdade de Direito da USP, o advogado Francisco Brito Cruz, a principal lei que serve de baliza para este tipo de procedimento é a lei 9.196 de 1996, que determina que um órgão de investigação criminal somente tem permissão para interceptar dados através das empresas de telecomunicação se conseguir uma ordem de um juiz para isso, “apenas em caso de que existam indícios razoáveis da autoria de um crime ou de participação em um”. Ele ressalta, porém, que esta lei, conhecida como a ‘lei de interceptação telefônica’, “é anterior ao uso massivo da internet móvel ou do surgimento de redes sociais”. 
Por essa razão, o advogado especializado em perícia forense em sistemas informatizados, Victor Hugo Pereira Gonçalves, atenta para a divergência entre juristas acerca da aplicação desta lei para a interceptação de dados. "Segundo a Constituição Federal, é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial”, explica. Ou seja, conforme o que se pode ler no artigo quinto da constituição, somente as interceptações telefônicas poderiam ser autorizadas.
Porém, Gonçalves relata que a Polícia Federal frequentemente obtém autorização judicial para grampear dados em investigações de crimes em esfera nacional, como pedofilia e tráfico de drogas. “A questão fica ainda mais complicada quando se trata da Polícia Civil” continua, “porque o espectro de investigações criminais na esfera estadual é muito mais abrangente, e não se tem nenhum tipo de controle ou registro das autorizações para interceptação”, o que impede o rastreamento e a verificação de abusos.
Francisco Brito Cruz esclarece que quando há suspeita de interceptação, o mais indicado é procurar auxílio jurídico de um advogado e verificar junto à autoridade policial que está conduzindo a investigação qual o status do cidadão nesse inquérito. “O cidadão possui o direito de verificar e se informar a respeito de investigações conduzidas em seu nome”, informa.
Apesar disso, Gonçalves observa que não existe nenhum procedimento descrito em nenhuma lei que responda ao cenário tecnológico atual e que garanta o direito de contestar uma suspeita de interceptação. “Não adianta você ter um direito atribuído se não existe um procedimento para que o cidadão se aproprie deste direito, e isso não está nem no Marco Civil da Internet e nem no anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais [que está aberto para debate público]”.
Brito Cruz concorda que “estas garantias são mais gerais”, e recorda que estão também na lei de processo penal, “o que reforça o direito de ampla defesa e ao contraditório dos cidadãos que estão sendo processados criminalmente”. Mas, segundo ele, para além disso, a lei não dá conta dos detalhes próprios das novas tecnologias, o que abre brechas interpretativas, “e é problemático da perspectiva de proteção de direitos”, afirma.
Por outro lado, Brito Cruz salienta que quando se fala em grampo de dados, não estamos falando de coleta massiva de dados e vigilância em massa, “mas de interceptação de comunicações específicas que dizem respeito à prática de crimes que já estão sendo investigados”. Para Victor Hugo Gonçalves, no entanto, a imprecisões jurídicas e o poder atribuído às empresas de telecomunicação, pelas quais obrigatoriamente passam todas as atividades de interceptação, podem causar desvios e abusos: “a gente precisa se perguntar: quem se beneficia desta confusão jurídica?”
* O Observatório da Privacidade e Vigilância é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo (GPoPAI-USP) que monitora ações do Estado e de empresas que tenham impacto sobre a privacidade dos cidadãos.

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